segunda-feira, 25 de julho de 2011

CAIU NA REDE (70)

Pessoas, está no ar a edição 70 do programa Caiu na Rede. Para escutar, é só dar “play” aí no alto, à direita, onde está escrito “dê ‘play’ e escute o Caiu na Rede”.

Os entrevistados desta edição são Luiz Salgado e Lilian Fulô. Muito gentilmente, estiveram aqui em casa numa tarde de domingo (24/7) para a gravação do programa. Houve também a participação especial de Luís André Nepomuceno.

No bate-papo, a gente se esqueceu de falar do DVD de Luiz Salgado e de sua presença nas redes sociais. Em parte, preencho esta lacuna: para conferir o perfil de Salgado no Facebook, clique aqui; para conferir a página dele no Youtube, clique aqui; para conferir o trabalho no Myspace, aqui; e para conhecer o blogue, aqui.

Eu já havia comentado no Liviano sobre Luiz Salgado, quando ele e Fulô fizeram um show num restaurante local. Na ocasião, conversamos sobre música e escrevi uma breve nota sobre o show.

Nesta edição do Caiu na Rede, o tempo para o bate-papo foi maior. Agradeço demais ao Luiz Salgado e à Lilian Fulô pela extrema gentileza, pelo humor e por terem partilhado o talento que têm.

E você, que lê esta postagem agora, espero que goste do programa. Caso queira baixá-lo, basta clicar aqui. Valeu. 

sábado, 23 de julho de 2011

AMY WINEHOUSE

Só agora acabei de ler que Amy Winehouse, sobre quem eu já havia falado neste blogue, morreu na tarde deste sábado. Numa das notas que escrevi, desejo que ela não morra jovem.

A cantora tinha 27 anos. Com 27 também morreram Robert Johnson, Brian Jones, Kurt Cobain, Jimi Hendrix, Janis Joplin e Jim Morrisson. 

quinta-feira, 21 de julho de 2011

MIL POSTAGENS


Pessoas, esta é a milésima postagem deste blogue. Não as fico contando: sei disso porque o número de publicações já realizadas aparece escrito quando se entra no sistema mediante nome de usuário e senha.

Quando começou, o Liviano era hospedado noutro espaço. As postagens desse outro espaço, eu as trouxe para cá (embora ainda estejam também lá), de modo que esta é a milésima postagem, considerando-se desde o começo é bom considerar as coisas desde o começo.

Borges escreveu que “As mil e uma noites” é um título perfeito. Se o título fosse “As novecentas e nove e nove noites”, ficar-se-ia com a impressão de que falta uma. Mas como é “As mil e uma noites”, tem-se a “perfeição” do mil – e mais uma noite de lambugem.

O motivo principal de eu manter este blogue é o prazer que tenho de escrever com frequência (eu já mencionei isso aqui mesmo). De vez em quando, também torno públicas as minhas fotos.

A primeira postagem foi publicada em 20 de abril de 2008. E somente agora me dou conta de que mais de três anos se passaram desde que publiquei esse primeiro texto, que é sobre o filme “Juno”.

Como acho bacana a ideia do Borges, talvez o ideal seria mencionar o número de publicações na postagem seguinte. Mesmo sendo esta a milésima, aproveito para celebrar – o que significa compartilhar com todos vocês mais um texto e agradecer a todos vocês por conferirem o Liviano. Valeu mesmo.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

APONTAMENTO 115

Procura fora. Ou dentro de ti. Procura. Procura com serena teimosia. Se achares, o achado reverbera – e repercute é dentro da gente.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

APONTAMENTO 114 / FOTOPOEMA 194


MAIS SOBRE "AS RELAÇÕES PERIGOSAS"

Pessoas, recentemente, em programa de TV local, comentei o livro “As relações perigosas”, de que já falei neste blogue. Caso queiram assistir ao breve comentário, gentileza clicar aqui.

CAIU NA REDE (69)

Pessoas, com erro de gravação e outras tradições, está no ar o Caiu na Rede, edição 69. Para escutar, é só dar “play” aí no alto, à direita, onde está escrito “dê ‘play’ e escute o Caiu na Rede”.

Valeu.

domingo, 10 de julho de 2011

CAIU NA REDE (68)

Pessoas, no ar, a edição 68 do Caiu na Rede. Para escutar, é só dar “play” aí no alto, à direita, onde está escrito “dê ‘play’ e escute o Caiu na Rede”.

terça-feira, 5 de julho de 2011

CAIU NA REDE (67)

Pessoas, a edição 67 do Caiu na Rede está no ar. Para escutar, é só dar “play” aí no alto, à direita, onde está escrito “dê ‘play’ e escute o Caiu na Rede”.

TEMPORAL

As linhas 
de meu rosto 
são escritas 
pelo tempo.

O tempo, 
que me ensina,
é o tempo que 
me largará 
no esquecimento.

O tempo 
é meu autor. 
É meu algoz.

A HISTÓRIA POR TRÁS DA(S) FOTO(S) (66)



Há pouco, chegando do trabalho, vi este gavião pousado no alto da casa em frente à minha. Desci do carro rapidamente, abri o portão e corri para pegar a câmera. Voltando para a calçada, vi que, felizmente, o gavião ainda estava lá; parecia procurar por comida. Ele me permitiu tirar quatro fotos, depois das quais bateu asas.

domingo, 26 de junho de 2011

CONTO 43

Érico sabia que sempre sentiria saudade da escola em que estudou da quinta série até o fim do ensino médio. À medida que o último ano dele por lá ia terminando, o pesar de ir embora já era tanto que ele gostaria de deixar na escola um vestígio físico de sua passagem, de sua saudade. Em outras palavras, era como se ele quisesse estar lá para sempre. Escreveu então um poema, imprimiu os versos e emoldurou o texto, que deixou na escola. Tempos depois, retornando à sua cidade natal, decidiu ir até o colégio. Mas no lugar havia um moderno centro de compras.

sábado, 25 de junho de 2011

DIFERENÇA ENTRE "DO" E "MAKE"

Happiness is
to do what 
you have to do,
to make what 
you have to make.

quinta-feira, 23 de junho de 2011

CAIU NA REDE (66)

Pessoas, a edição 66 do Caiu na Rede está no ar. Para escutar, basta dar “play” aí no alto, à direita, onde está escrito “dê ‘play’ e escute o Caiu na Rede”.

INDICAÇÃO DE BLOGUE

Pessoas, não deixem de conferir o blogue da Rafa, que está no ar desde o dia 18 de junho.

Rafa tem nove anos, e se mostra eclética: embora recente, a página já tem sugestão de filme, poesia escrita por ela e dica de como agir caso você seja atacado por um tubarão.

sexta-feira, 17 de junho de 2011

NÃO À COPA DO MUNDO

Sou contra a realização da Copa do Mundo na Ilha de Vera Cruz desde quando foi anunciado que o mundial seria aqui. O Brasil insiste há séculos em contar uma piada que não tem a menor graça. Parte dessa patuscada é gastar uma parcela do meu e do seu dinheiro. Não consigo rir disso.

Se alguém quisesse contribuir financeiramente para a realização da Copa do Mundo, tudo bem; afinal, cada um faz o que bem quiser com o dinheiro que tem. Pudesse eu escolher, eu não daria um centavo para que o torneio futebolístico fosse realizado no Brasil. Para piorar, depois da Copa, vem a Olimpíada...

O governo federal tomou a decisão de não mais divulgar todos os gastos com obras e serviços contratados para a Copa de 2014, o que é fascinante: sou obrigado a pagar por um trabalho que não contratei e não posso saber como meu dinheiro será usado. Ou seja: o que ganho com meu trabalho vai enriquecer gente por aí, em virtude de corrupção, desvios de verba, superfaturamento, propinas, favores para amigos... Se o processo fosse honesto, qual a justificativa para a não-transparência?...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

OUVIDO RUIM

Há sítios dedicados a divulgar canções cujas letras foram escutadas incorretamente. É o caso, por exemplo, do kissthisguy.com, que apresenta canções em inglês. O assunto é divertido.

Dos meus enganos, cito os seguintes:

O que eu cantava:

We’re never gonna survive
Oh yes, we’re a little crazy

A versão correta:

We’re never gonna survive
Unless we’re a little crazy

O nome da canção é “Crazy”, gravada primeiramente pelo Seal. Mesmo gostando da música, eu julgava o trecho incorretamente cantado por mim muito careta: em minha versão, ele estaria cantando nós nunca vamos sobreviver / Sim, somos um pouco loucos. Na verdade, diz a letra: “Nós nunca vamos sobreviver / A menos que sejamos um pouco loucos”.
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O que eu cantava:

Maxwell, jump

A versão correta:

Might as well jump

Em minha versão para Jump, do Van Halen, a letra diria Maxwell, pule. Já a expressão might as well é usada quando a pessoa faz alguma coisa por não haver outra melhor a ser feita. Se num restaurante trazem sua refeição e você percebe que não é o que você queria, você pode dizer algo como “estou atrasado; é melhor eu comer esta refeição mesmo”. Might as well seria algo como é melhor – desde que não haja outra alternativa mais indicada. Nesse sentido, a tradução de “might as well jump” seria algo como “é melhor pular” (subentende-se que não há coisa melhor a ser feita). A troca de “might as well jump” por Maxwell, jump é um tanto comum.
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O que eu cantava:

É você / Que é malpassado / E que não vê / Que o novo sempre vem

A versão correta:

É você / Que ama o passado / E que não vê / Que o novo sempre vem

A composição é do Belchior. Tanto na interpretação dele quanto na da Elis Regina, eu escutava... mal o que é cantado. Eu chegava a arriscar possíveis interpretações para a expressão ser malpassado, crente de que eu cantava corretamente a letra. Aliás, nessa canção, há outra parte em que aprontei bagunça:

O que eu cantava:

Tá em casa / Guardado por Deus / Contando fio dental

A versão correta:

Tá em casa / Guardado por Deus / Contando vil metal

Do mesmo modo que eu buscava uma interpretação para ser malpassado, eu fazia o mesmo com a expressão contar fio dental. Cheguei mesmo a cogitar que talvez as expressões fossem típicas da região em que Belchior nascera.
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O que eu cantava:

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, / De Van Gogh e dos Mutantes, / De Caetano e de Rambôôô

A versão correta:

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, / De Van Gogh e dos Mutantes, / De Caetano e de Rimbaud

Quando “Eduardo e Monica” estourou nas rádios, eu era adolescente. Eu pensava que o Renato Russo pronunciava Rambo com “o” fechado por causa da melodia e por soar melhor estilisticamente, embora achasse estranha a preferência da Monica, toda descolada, pelo personagem interpretado pelo Stallone.
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Sinta-se à vontade para enviar a letra ou letras que você escutava incorretamente, apontando o erro e a versão correta.

quarta-feira, 8 de junho de 2011

APONTAMENTO 112

Não basta ser ruim para fazer sucesso.

CELULAR LIVIANO

Pessoas, a partir de agora, há uma versão para celular do Liviano. Isso faz com que a leitura da página em telefones fique mais confortável.

Valeu.

sábado, 28 de maio de 2011

APONTAMENTO 111

O Barcelona é o auge do futebol atual. Messi é o auge do Barcelona.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

NOVA EDIÇÃO DO CAIU NA REDE

Pessoas, a edição 65 do Caiu na Rede está no ar. Para escutar, basta dar “play” aí no alto, à direita, onde está escrito “dê ‘play’ e escute o Caiu na Rede”.

Mesmo ciente de que todos nós temos um profundo conhecimento de polonês, no programa, leio, em inglês, texto da autora polonesa Wisława Szymborska. O poema se chama “The three oddest words”.

Abaixo, quatro versões do texto: a original, a versão em inglês, a tradução que fiz e uma versão do poema musicada por Fernando Tordo. Minha tradução é “torta”, pois se baseou na versão em inglês, de S. Baranczak e C. Cavanagh.

Szymborska foi Nobel de Literatura em 1996. Para mais informações sobre a autora, clique aqui.
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Trzy słowa najdziwniejsze – Wisława Szymborska

Kiedy wymawiam słowo Przyszłść,
pierwsza sylaba odchodzi już do przeszłości.

Kiedy wymawiam słowo Cisza,
niszczę ją.

Kiedy wymawiam słowo Nic,
stwarzam coś, co nie mieści się w żadnym niebycie.
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The Three Oddest Words

When I pronounce the word Future,
the first syllable already belongs to the past.

When I pronounce the word Silence,
I destroy it.

When I pronounce the word Nothing, 
I make something no non-being can hold.
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As três palavras mais estranhas

Quando eu pronuncio a palavra Futuro
a primeira sílaba já pertence ao passado.

Quando eu pronuncio a palavra Silêncio,
eu o destruo.

Quando eu pronuncio a palavra Nada,
eu crio algo que nenhum não-ser consegue abarcar.
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segunda-feira, 23 de maio de 2011

CAIU NA REDE (64)

Pessoas, a edição 64 do Caiu na Rede está no ar. Para escutar, basta dar "play",  aí no alto, à direita, onde está escrito "dê 'play' e escute o Caiu na Rede". 

quarta-feira, 18 de maio de 2011

BLEFE (6)

Juan Carlos Osori, o técnico do Once Caldas, entrega bilhetes contendo instruções para seus jogadores. Depois de encerrar a carreira de técnico, cogita se dedicar à literatura.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

MARACANÃ

Não bastasse o atraso para a construção/reforma de estádios para a Copa de 2014, estão desfigurando o Maracanã. Daí, fácil concluir que para a Copa de 50, ele foi construído; para a de 2014, estão o destruindo.

domingo, 15 de maio de 2011

CRUZEIRO É CAMPEÃO MINEIRO

Cruzeiro e Atlético realizaram um monótono jogo em Sete Lagoas. A partida somente assumiria um aspecto de decisão a partir dos 20 minutos do segundo tempo, quando o Cruzeiro, que precisava vencer, partiu para o abafa.

A partir daí, o desenho tático da partida passou a ser, de modo mais intenso ainda, de um Atlético que investia nos contra-ataques e de um Cruzeiro que, arriscando-se mais, abria espaços. Tanto que, aos 29, não fosse a intervenção de Fábio, diante de Magno Alves, depois de um contra-ataque do Galo, o placar teria sido aberto.

Logo após, aos 30, Wallyson abriria o placar na Arena do Jacaré. Gilberto ainda marcaria o segundo gol, aos 42, para o time celeste. Se até os 20 minutos do segundo tempo o jogo havia sido chato, pelos menos os últimos 25 minutos tiveram o astral de uma decisão de campeonato.

sexta-feira, 13 de maio de 2011

CAIU NA REDE (63)

Pessoas, a mais recente edição do Caiu na Rede está no ar. Mais uma vez, quem participa do programa é Ismael.

segunda-feira, 9 de maio de 2011

APONTAMENTO 110

Na noite que passou, sonhei um poema. Durante o sonho, pareceu-me o mais belo texto já composto por mim. Acordei com algumas palavras ainda no pensamento. Pensei em acender a luz e rabiscar alguns apontamentos, anotar alguns termos que surgiram no sonho. Mesmo tendo eu acordado, o texto me agradava muito. Como a preguiça falou mais alto, continuei no escuro, fiando-me na certeza de que não me esqueceria das palavras. Num consciente arrependimento, digo que fiquei sem o poema.

SEXO E MÚSICA

Escutei no Fim de Expediente, da CBN: pesquisa revelou que os fãs do Coldplay são os que mais demoram a fazer sexo com novas parceiras. Já os fãs do Nirvana, segundo a mesma pesquisa, são os que mais fazem sexo no primeiro encontro. E se o cara for fã das duas bandas?...

APONTAMENTO 109

O citadino bitolado não percebe que o caipira pode ser cosmopolita.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

CAIU NA REDE (62)

Pessoas, a edição 62 do Caiu na Rede está no ar. Abaixo, o texto que leio durante a atração.
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Liberdade - Fernando Pessoa 


Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não o fazer!
Ler é maçada.

Estudar é nada.
O sol doira
Sem literatura.
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como tem tempo não tem pressa...

Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.

Quanto é melhor, quando há bruma,
Esperar por D. Sebastião,
Quer venha ou não!

Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.

O mais do que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

COMMANDMENT

OSAMA/OBAMA

Barack Obama e outros membros da cúpula do governo estadunidense assistiram ao vivo a execução de Osama bin Laden, num bizarro Big Brother bélico. A foto acima (clique sobre ela para vê-la ampliada) mostra Obama e outros membros da cúpula acompanhando em tempo real a operação realizada pelos EUA. A expressão de Hillary Clinton me chama a atenção. Estaria ela chocada, preocupada, terrificada, assustada? Ao fundo, há outra mulher, atrás de um funcionário de camisa azul, que posiciona o corpo, para também acompanhar o “espetáculo”.

Kathryn Bigelow, diretora de “Guerra ao Terror”, pegando uma oportunista carona no ocorrido em Abbottabad, fará um filme sobre o assassinato. A ideia inicial era uma ficção em que tentativa de matar Osama bin Laden malogra. Nos novos planos da diretora, os assassinos terão êxito. Por certo, será mais uma produção ufanista.

Robert Fisk, do jornal britânico The Independent, afirma que o Paquistão sabia que Osama bin Laden estava no país. “Pakistan knew where he was” [o Paquistão sabia onde ele estava], escreveu Fisk, que conhecia Osama bin Laden pessoalmente – como repórter, o correspondente entrevistou o mentor da Al Qaeda. Os EUA chegaram até a mansão em Abbottabad a partir de um prisioneiro em Guantánamo. Torturado, ele revelaria o nome de um mensageiro de confiança de Osama bin Laden.

Nos EUA, multidões ovacionaram. Na onda de patriotismo, a CNN mostrou, anteontem, foto-montagem em que a Estátua da Liberdade segura a cabeça de Osama bin Laden (a montagem já está em camisetas). Contudo, há gente criticando: a ESPN Brasil informou que Douglas-Roberts, jogador da NBA, foi contra o júbilo levado às ruas: “Foram necessárias 919.967 mortes para matar este cara. Foram necessários dez anos e duas guerras para matar este cara. Nos custou aproximadamente US$ 1.188.263.000.000 [1 trilhão, 188 bilhões e 263 milhões] para matar este cara”. Douglas-Roberts afirmou ser contra “uma guerra de dez anos” e, principalmente, a “morte de inocentes diariamente”.

A ONU quer mais detalhes do assassinato. Pela internete, prolifera o número dos que duvidam da morte de Osama bin Laden. Segundo o que leio agora, o governo americano deve divulgar a qualquer momento foto(s) do suposto cadáver do saudita.

Se por um lado a tecnologia permitiu que Obama e asseclas acompanhassem ao vivo o assassinato, foi também a tecnologia a qual fez com que Sohaib Athar (@ReallyVirtual), que mora em Abbottabad, relatasse, sem saber do que se tratava, a presença dos estadunidenses na cidade. Involuntariamente ele se tornou, via Twitter, uma espécie de repórter que ia gradativamente postando o que podia escutar, compondo a linha do tempo da invasão.

Há muita dúvida e muita desconfiança pairando. À parte isso, mortes de inocentes, torturas, mentiras e assassinatos foram perpetrados tanto pelos EUA quanto pela Al Qaeda. A História acabou fazendo com que a semelhança entre a violência da política estadunidense e as ações da organização terrorista estivesse também refletida nos nomes Osama/Obama.

sábado, 30 de abril de 2011

APONTAMENTO 108

Marcos Rassi é professor de história. Quando fala sobre Patos de Minas (a cidade em que vive) ou sobre os habitantes do lugar, dá às pessoas ou à cidade uma dimensão verdadeiramente histórica. Ele faz com que qualquer habitante local se torne, efetivamente, um personagem histórico – o que todos nós, a rigor, somos.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

HORIZONTE x FLAMENGO

O técnico do Horizonte, time derrotado pelo Flamengo, há pouco, lá no Ceará, chama-se Roberto Carlos. A associação é inevitável: Horizonte... Roberto Carlos...

...O futebol imita a arte.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

FOTOPOEMA 189

CAIU NA REDE (61)

Pessoas, a edição 61 do Caiu na Rede está no ar. Valeu.

PARALAMAS COM NOVO CD

Os Paralamas estão com um CD novo. O álbum, gravado ao vivo, tem as participações de Zé Ramalho (na faixa “Mormaço”, composição do trio dos Paralamas) e de Pitty (na faixa “Tendo a lua”, de Tetê Tillett e Herbert Vianna). O CD tem dezesseis faixas.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

FLUMINENSE PROSSEGUE NA LIBERTADORES

Imprensa e meios de comunicação disseram que o Fluminense desafiou a matemática ao conseguir a classificação na primeira fase da Libertadores, ao vencer o Argentinos Juniors, lá na Argentina. É que o Fluminense não dependia só de si, além de precisar vencer por pelo menos dois gols de diferença: com o empate em 0 a 0 entre Nacional, do Uruguai, e América, do México (jogo de que o time carioca dependia), o Fluminense se classificou, em virtude do saldo de gols a favor com que terminou a primeira fase do torneio.

A rigor, o que o Fluminense desafiou não foi a matemática. Ele desafiou, sim, a probabilidade da eliminação. Segundo o que foi informado pela imprensa e meios de comunicação, o Fluminense, de acordo com os matemáticos, tinha oito por cento de chances para se classificar. Ora, a classificação do time carioca não desafia a matemática. Aliás, o resultado confirma os cálculos. Afinal, oito por cento de chances não significam chance alguma. O Fluminense não desafiou nem o impossível nem a matemática – ele desafiou o improvável.

À parte isso, a classificação do Fluminense é louvável e bonita. É uma daquelas vitórias que inspiram e que nos incentivam a agarrar possíveis oito por cento de chances que possam aparecer por aí na vida da gente. Em contrapartida, a nota triste foi a vexaminosa briga que aconteceu depois que o jogo terminou.

quarta-feira, 20 de abril de 2011

APONTAMENTO 107

Arriscar é preciso. É que, de vez em quando, quem realiza não é a gente – é o improvável, o imponderável ou o insondável.

terça-feira, 19 de abril de 2011

CAIU NA REDE (60)

Pessoas, a edição 60 do Caiu na Rede está no ar. Para escutar, basta dar "play" aí à direita, no alto.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

APONTAMENTO 106

O problema não é o valor do salário mínimo – é o número de salários que se ganha...

quinta-feira, 14 de abril de 2011

CELEBRAÇÃO

Sempre fui contra boa parte do que propaganda e publicidade têm produzido. A técnica, a criatividade e a inteligência de que se valem estão a serviço, na maioria das vezes, de embustes e mentiras.

O esporte também é cheio de maracutaias em que o fã é o atingido. Se houver então propaganda e publicidade em torno de um evento esportivo, será lícito supor um duplo engodo – o da propaganda e publicidade e o do esporte.

À parte isso, o Comitê Olímpico Internacional, em 2004, lançaria marcante campanha publicitária. Produzida pela Saatchi & Saatchi, de Nova Iorque, a série de comerciais e de anúncios, veiculada em mídias eletrônicas e impressas, vale-se do amplo acervo de imagens do Comitê. Na campanha para televisão e rádio, a narração ficou por conta do ator Robin Williams.

Desde quando começaram a ser veiculados, os comerciais me chamaram a atenção pela beleza, por serem comoventes e pelo tom extremamente whitmaniano que têm: a ideia de que podemos estar em sintonia apesar de superficiais diferenças, a ideia de que podemos fazer do encontro um momento de comunhão, a ideia de expressar – sem pieguice – que a derrota pode ter a mesma beleza da vitória... Tudo isso são questões por demais expressas na poesia de Walt Whitman (1819-1892).

Abaixo, a fim de ilustrar o que digo, poema de Whitman; a seguir, tradução que fiz para o texto; por fim, vídeo em que há os comerciais veiculados mundialmente em 2004.
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Song of myself 18 - Walt Whitman

With music strong I come, with my cornets and my drums,
I play not marches for accepted victors only, I play marches for
conquer'd and slain persons.

Have you heard that it was good to gain the day?
I also say it is good to fall, battles are lost in the same spirit
in which they are won.

I beat and pound for the dead,
I blow through my embouchures my loudest and gayest for them.

Vivas to those who have fail'd!
And to those whose war-vessels sank in the sea!
And to those themselves who sank in the sea!
And to all generals that lost engagements, and all overcome heroes!
And the numberless unknown heroes equal to the greatest heroes known!
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Canção de mim mesmo 18 - Walt Whitman
 
Com música forte eu venho, com minhas cornetas e meus tambores,
eu não toco marchas para os vitoriosos aceitos apenas, eu toco marchas para as pessoas dominadas e assassinadas.

Você ouviu que foi bom ganhar o dia?
Eu digo que também é bom cair, as batalhas são perdidas no mesmo espírito em que são ganhas.

Bato forte meu ritmo pelos mortos,
sopro pela embocadura o mais alto e contente por eles.

Vivas para aqueles que fracassaram!
E para aqueles cujos navios de guerra afundaram no mar!
E para aqueles mesmos que afundaram no mar!
E para todos os generais que perderam batalhas, e para todos os heróis derrotados!
E para os inumeráveis heróis desconhecidos, iguais aos maiores heróis conhecidos!


CAIU NA REDE (59)

Pessoas, a edição 59 do Caiu na Rede está no ar.

quarta-feira, 13 de abril de 2011

VOLTEIO

Vive dando voltas.
É cheio de rodeios,
afeito a circunlóquios.

Na vertical, é número.
Na horizontal, é infinito.
Precedido do “c”, é prazer.

Se interrompido, é “oi”.
Mas se deixarem,
completa o biscoito.

segunda-feira, 11 de abril de 2011

APONTAMENTO 105

Que sempre fomos inviáveis, a literatura e a filosofia (por exemplo) têm nos mostrado há milênios. Há quem diga que hoje é pior. Mas temos sido a mesma coisa inviável desde sempre. O que faz parecer que a inviabilidade de hoje é mais intensa do que a de ontem é a quantidade. Quanto mais gente há, mais inviáveis as coisas parecem estar. Mas continuamos sendo as mesmas gentinhas que sempre fomos. É que a quantidade gera mais encontros, e os encontros multiplicam a inviabilidade do que somos.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

CAIU NA REDE (58)

Pessoas, a edição 58 do Caiu na Rede está no ar.

domingo, 3 de abril de 2011

CONTO 42

Eduardo estava preocupado: era capaz de sentir tesão por praticamente qualquer mulher – desde que ela não tirasse a roupa. Se tirasse, que fosse no escuro. Não fazia questão de que elas usassem saias ou vestidos – fazia questão de que estivessem vestidas. Como argumento, dizia que nenhuma mulher, por mais perfeita que parecesse ser enquanto estivesse vestida, é sensual após tirar a roupa. Entretanto, no fundo, julgava haver algo errado com ele. Certo dia, conheceu Celma, que não gostava de tirar a roupa quando ia fazer amor. A relação malogrou porque Eduardo não intuiu que o maior e quase inconsciente desejo de Celma era o de que alguém, forçada e rudemente, arrancasse-lhe as roupas na hora do sexo.

terça-feira, 29 de março de 2011

ENSAIO (1)

Pessoas, publico abaixo o primeiro ensaio, que pode (ou não) ser o único a ser divulgado por aqui.

A ideia para se compor o pequeno ensaio surgiu a partir de um convite de Gabriela Canale, umas das responsáveis pelo saite Multigrafias.

Gabriela, não sei como, chegou até minhas fotos. Entrou em contato e me pediu um breve ensaio. Com a ideia na cabeça, fui até o centro da cidade e fiz as fotos no sábado (27/03).

Algumas das imagens abaixo foram publicadas também no Multigrafias. Agradeço à Gabriela pela publicação, bem como por ter feito com que eu buscasse uma temática diferente da que geralmente fotografo, que é a fauna e a flora do Cerrado.
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Moro em Patos de Minas, cidade de cem mil habitantes. A intenção do breve ensaio é mostrar que o progresso criou uma linearidade feia, composta de veículos, prédios, fios e asfaltos.

Essa linearidade faz com que a peculiaridade das cidades se dilua. As fotos foram tiradas em Patos de Minas, é verdade, mas tanto faz se eu dissesse que foram tiradas, por exemplo, em Feira de Santana ou em Londrina.

As pequenas cidades (é o caso da minha) já têm, ainda que em menor proporção, os elementos urbanos que compõem a geografia das grandes metrópoles. Em meio a esse mar de concreto, em que uma cidade qualquer pode se passar por qualquer cidade, dilui-se também, em meio aos caminhantes, a individualidade dos que passam.


 

  

 

 

 

 

 

segunda-feira, 28 de março de 2011

DIÁLOGO

– Meu bem, cadê meu eu?!
– Ora, meu bem, o meu comeu...
– Oh, meu Zeus!

sábado, 26 de março de 2011

PEDIDO

Se algum dia eu publicar,
levem meus versos.

Se algum dia eu enlouquecer,
relevem meus versos.

quarta-feira, 23 de março de 2011

LEITORES

O lente: livro em mãos.
O lente: câmera em mãos.

O lente é o que lê.
O ente é o que lê.

APONTAMENTO 104

A literatura pode ser o drama de uma classe, é verdade, mas a grande força da literatura, ainda que venhamos, por intermédio dela, a conhecer profundamente uma classe, é a possibilidade de conhecermos o indivíduo. Dom Fabrizio, criação de Lampedusa, representa uma aristocracia decadente. Contudo, em literatura, sem se incorporar numa personagem essa representação perderia em densidade.

Dom Fabrizio é uma classe – sem deixar de ser, antes, um indivíduo. A força da literatura está nesse retrato individual: Babbit representa uma classe, mas o que nos prende é saber como vive esse personagem, saber o que ele pensa, o que ele faz. Mesmo o mais declarado romance histórico precisa de individualidades para que o texto se adense.

A literatura chega perto, esmiúça o indivíduo – que por sua vez é imagem fractal. A literatura pode prescindir das grandes-angulares para compor os cenários, mas as macros são imprescindíveis.

terça-feira, 22 de março de 2011

BLEFE (5)

Montaigne escreveu “Os ensaios”. Nele, dá dicas a músicos sobre como se prepararem devidamente para shows.

CAIU NA REDE (56)

Pessoas, mais uma edição do Caiu na Rede está no ar.

Confirmo que a partir de agora a atração pode ser também conferida no blogue Brumas, de Bruna Pereira Caixeta. (O programa musical é ainda veiculado pelo blogue de Pablo Marques.)

Agradeço demais à Bruna pela permissão em veicular o Caiu na Rede no Brumas. Para conferir o blogue dela, clique aqui.

segunda-feira, 21 de março de 2011

KANT

Cantas
pontualmente,
em teu canto,
teu indispensável
Kanto.

sábado, 19 de março de 2011

SUGESTÃO DE BLOGUE

Bruna Pereira Caixeta é de Patos de Minas. Atualmente, está em Campinas/SP. Desde hoje, ela tem um blogue – o Brumas.

Na página, conforme a autora, a intenção é “discutir variados temas junto com as diferentes opiniões dos leitores e, assim, ser possível edificar ou (des)edificar visões sobre qualquer assunto”.

Como estreia, Bruna escreveu sobre o filme “Cisne negro”.

Para conferir, basta acessar http://brunapcaixeta.blogspot.com.

quinta-feira, 17 de março de 2011

FOTOPOEMA 187

CAIU NA REDE (55)

Pessoas, a mais recente edição do Caiu na Rede está no ar. A novidade é que o programa, desde a edição anterior, pode também ser escutado no blogue de Pablo Marques. O endereço é o http://pmarquesp.blogspot.com.

Ao Pablo, agradeço pela gentileza de inserir o Caiu na Rede em seu blogue.

segunda-feira, 14 de março de 2011

FOTOPOEMA 186

AQUI JAZ

Fiz cama nova para nosso amor premente.
Vem agora, vem querendo, vem urgente.
Vem nascer em minha cama: quero-te somente.
Vem renascer em minha cama: quero-te semente.

A DURAS PENAS

Havia na floresta dona Centopeia, que fazia o maior sucesso entre os bichos porque sabia dançar muito bem. Todos ficavam impressionados com a habilidade que ela tinha ao conferir graciosidade às suas cem pernas quando dançava. Enquanto dona Centopeia se deixava conduzir com leveza pela música, muitos bípedes e quadrúpedes eram duros e desengonçados.

Certo dia, um dos animas (dizem por aí que, no fundo, foi para sacanear a exímia dançarina), perguntou para a dona Centopeia:

 – Como a senhora faz para dançar tão bem, mesmo tendo cem pernas para coordenar? Como a senhora consegue?  Primeiro a senhora move a septuagésima sexta e depois a trigésima oitava? Ou a senhora mexe primeiro a vigésima terceira, para, em seguida, mover a nonagésima nona? Tenho muita curiosidade... Que ordem a senhora segue?

Dona Centopeia, que também era encantadora quando falava, respondeu:

– Meu caro senhor Macaco, nunca prestei atenção... É... Nunca reparei... Mas façamos o seguinte: na próxima vez em que eu for dançar, vou prestar atenção. Depois, digo para o senhor como faço. Mas acho que não sigo uma ordem definida. De qualquer modo, a gente volta a falar sobre isso.

Chegado o dia do baile, todos estavam muito curiosos para saber como funcionavam os mecanismos da dança em meio àquela profusão de pernas. A música, então, inicia-se. Todo mundo olha para dona Centopeia, que tem o cenho concentrado.

Segundos vão se passando e ela está olhando para suas pernas. Nunca havia reparado em como os movimentos eram executados. O relógio prossegue. Ela permanece estática, enquanto o olhar de boa parte da bicharada é estarrecido. A música prossegue. Quase um minuto já se foi. O silêncio constrange, pesa. Há alguns cuja expressão parece dizer “dança, dona Centopeia, dança”. Outros parecem transmitir indiferença. No meio da plateia, um chega bem pertinho do ouvido de outro e cochicha: “Bem feito”.

Dona Centopeia tem a cabeça baixa. Não sabe o que fazer, não sabe dar o primeiro passo. Está acorrentada.

Ela jamais voltaria a dançar.
_____

Sempre gostei da historieta acima. Não sei mais quem ma contou. Ela tem uma relação especular com “Cisne negro” (Black swan, EUA, 2010). Nina (Natalie Portman) se preocupa demais com a técnica, a ponto de não se soltar, não se libertar. Devido ao excesso de técnica e à sua vida atribulada, ela não consegue ser em totalidade a dançarina que efetivamente é.

Temática muito instigante, bem conduzida pelo diretor Darren Aronofsky.

sábado, 12 de março de 2011

ENFIANDO O NARIZ

Considere seu nariz. Há as narinas, a ponta. Se você seguir nariz acima, vai chegar àquele ponto em que há, digamos, uma afundadinha, já perto das sobrancelhas. Esse ponto é o que importa...

Não me lembro mais da idade que eu tinha. Sei que eu era menino. Isso basta. Era um dia quente. Entrei correndo e esbaforido em casa. Tomei rapidamente uma copada de água, querendo demais já voltar para a rua.

Contudo, não saí sem antes tecer uma ode à anatomia humana. A testemunha de meu achado foi meu pai, que estava por perto. Colocando o indicador no ponto mencionado acima, eu disse algo mais ou menos assim:

 – O corpo humano é mesmo perfeito. A gente tem esse afundadinho aqui no nariz pra gente encaixar o copo na hora de beber água.

quarta-feira, 9 de março de 2011

FOTOPOEMA 185

ÁUDIOS NO WWW.LIVIOSOARES.COM

Pessoas, regravei os áudios de meu saite, o www.liviosoares.com. Caso queiram conferi-los em português, gentileza clicar aqui. Para conferi-los em inglês, gentileza clicar aqui.

terça-feira, 8 de março de 2011

TENHA O CAIU NA REDE EM SUA PÁGINA

Pessoas, caso alguém por aí queira ter o programa musical Caiu na Rede em seu blogue ou saite, basta dizer, por intermédio do formulário de comentários deste blogue (seu e-mail não será divulgado).

Sempre que eu gravar a atração, envio o código para que o Caiu na Rede seja executado em sua página.

Valeu.

CAIU NA REDE (54)

Pessoas, aproveitando o feriado, gravei mais uma edição do Caiu na Rede, que está no ar.

Valeu.

segunda-feira, 7 de março de 2011

LETRA DE MÚSICA (30)

Espalho a boa-nova.
Conto para todos as
notícias benfazejas.
Eu sou o arauto da
vida que se espalha.

Eu sou espelho que
reflete o que você é.
Traga sua luz: serei
mais amplo com ela.

Toda vida é precária,
mas uma comunhão
possível está sempre
a se insinuar enquanto
compomos o caminho.

sábado, 5 de março de 2011

LUIZ ALBERTO BAHIA LANÇA LIVRO SOBRE TRATAMENTO DE DEPENDÊNCIA DE ÁLCOOL

Recentemente, foi lançado o livro “O mito da doença espiritual na dependência de álcool (Desmistificando Bill Wilson e Alcoólicos Anônimos)”, de Luiz Alberto Bahia. Segundo o próprio autor, “a principal finalidade da obra é mostrar que os métodos de recuperação de dependentes de álcool, baseados no programa Doze Passos, do A.A. – de natureza religiosa –, é extemporâneo e contraproducente, além de provocar estigma nestes doentes”. Como alternativa para os portadores da patologia da dependência, o autor apresenta o GREDA – Grupo de Recuperandos da Dependência do Álcool –, que é um grupo de ajuda mútua com programa assentado nos 7 Pilares da Recuperação, de embasamento estritamente científico.

Luiz Alberto Bahia nasceu em Patos de Minas/MG. É conselheiro para assuntos envolvendo o uso de drogas, fundador do GREDA e do Grupo Fênix, que atuam na orientação, prevenção e no suporte terapêutico a dependentes e suas famílias. É também estudioso e especialista em dependência química, com alguns livros e artigos publicados na área.

Outras informações sobre o livro poderão ser obtidas no blog do autor (www.greda-luizalbertobahia.blogspot.com)  ou pelo e-mail lzbahia@gmail.com.

sexta-feira, 4 de março de 2011

CAIU NA REDE (53)

Pessoas, a edição 53 do Caiu na Rede está no ar.

quinta-feira, 3 de março de 2011

APONTAMENTO 103

A melhor coisa da internet é que qualquer um pode escrever por intermédio dela. A pior coisa da internet é que qualquer um pode escrever por intermédio dela.

BOLA MURCHA

Já escutei nos meios de comunicação que a Fifa não deixa que se insira um chip na bola porque isso acabaria com o ingrediente emoção no futebol.

O chip terminaria com com aquelas discussões sobre se a bola passou totalmente ou não pela linha do gol. Não sei se o argumento da Fifa é esse mesmo, mas, se for, é um argumento bobo.

O futebol é emocionante não porque, de vez em quando, fica-se em dúvida se a bola entrou. Isso é exceção. O saber com certeza se uma bola entrou não eliminaria as defesas incríveis nem os golaços nem as bolas na trave nem os lances fabulosos nem as catimbas nem as zebras loucas.

O futebol não perderia sua dimensão humana por causa do chip. Ele eliminaria um pedaço da conversa no botequim, mas não acabaria com as demais outras e inúmeras possibilidades e metáforas que o futebol pode oferecer. Por fim, o chip traria um senso de justiça ou de mérito, ao dizimar dúvida se houve gol ou não.

terça-feira, 1 de março de 2011

APONTAMENTO 102

Às vezes, tenho medo de morrer. Deve ser porque não morri ainda...

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

CAIU NA REDE (52)

A edição 52 do Caiu na Rede está no ar, pessoas.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

INDICAÇÕES

É sempre um alento saber que mesmo na chamada grande imprensa há muita gente boa escrevendo. Gente que não meramente reproduz o que dizem as grandes corporações. Refiro-me, por exemplo, a Robert Fisk, que escreve para o britânico The Independent. Fisk esteve no Brasil em 2007, participando da Flip, a Festa Literária Internacional de Paraty. Correspondente de guerra, ele escreve principalmente sobre a massacrante presença ocidental no Oriente Médio.

Não pertencendo à grande imprensa, mas também contundente, indico o site counterpunch.org. Os responsáveis pela página são Alexander Cockburn e Jeffrey St. Clair. Para que você tenha uma ideia do que é a página, hoje pode-se ler um artigo escrito por Fidel Castro (sim, aquele mesmo, lá de Cuba). O título do artigo de Fidel é “A Otan planeja ocupar a Líbia?”.