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domingo, 17 de janeiro de 2016

OUVIDO RUIM (2)

Mais uma para a lista das letras que foram escutadas incorretamente. Há pouco, eu estava curtindo “Loser”, do Beck (gosto demais dessa canção). No melodioso refrão, eu cantava: “So open the door / I’m a loser, baby / So why don’t you kill me?”. (Então abra a porta / Sou um perdedor, querida / Então por que você não me mata?)

Pois bem: como havia trechos da parte falada que eu não entendia em totalidade, fui ao Google conferir a letra. Foi quando ocorreu a revelação: o refrão tem uma estrofe em espanhol. Assim, a versão correta é: “Soy un perdedor / I'm a loser, baby, so why don't you kill me?”. (Sou um perdedor / Sou um perdedor, querida, então por que você não me mata?) 

domingo, 25 de novembro de 2012

OUVIDO RUIM (3)



Hoje pela manhã, no rádio, escutei “Só a lua”, sucesso da década de 80 com a banda Absyntho. A rigor, um trecho era, parece-me, entendido incorretamente por mim; já de outro trecho eu simplesmente não entendia nada.

O trecho que eu entendia mal diz “tudo que naturalmente um dia aflora”. Eu entendia “tudo que naturalmente te aflora”. (Pesquisa rápida no Google mostrou que há “sites” em que a letra está como eu entendia. Baixei a canção; escutando-a, tive a impressão de que o correto é “naturalmente um dia aflora” — mas meu ouvido é uma lástima.) 

Já o trecho de que eu nada entendia diz “o prazer real não vem só em caçar”. Nessa parte, era como se o vocalista cantasse num idioma desconhecido por mim, pois eu nada entendia.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

OUVIDO RUIM (2)

Anteriormente, já mencionei que tenho o ouvido ruim. Agora, mais uma para a série das letras escutadas incorretamente: há pouco, voltando do trabalho, liguei o rádio do carro. Pouco depois, o locutor anunciou “Seguindo no trem azul”, aquele sucesso do Roupa Nova.

Mesmo conhecendo bem a canção, decidi prestar atenção na letra, sem saber o real motivo de eu ter tomado essa atitude. Enquanto escutava, eu me dei conta de que até hoje eu entendia incorretamente o que é cantado.

No trecho “luar do meu sertão / Seguindo no trem azul” eu entendia no ar do meu sertão / Seguindo no trem azul. Pouco depois, o trecho “até nascer o sol / Seguindo no trem azul”. Até há pouco, eu pensava que era até na sedução / Seguindo  no trem azul...

sexta-feira, 10 de junho de 2011

OUVIDO RUIM

Há sítios dedicados a divulgar canções cujas letras foram escutadas incorretamente. É o caso, por exemplo, do kissthisguy.com, que apresenta canções em inglês. O assunto é divertido.

Dos meus enganos, cito os seguintes:

O que eu cantava:

We’re never gonna survive
Oh yes, we’re a little crazy

A versão correta:

We’re never gonna survive
Unless we’re a little crazy

O nome da canção é “Crazy”, gravada primeiramente pelo Seal. Mesmo gostando da música, eu julgava o trecho incorretamente cantado por mim muito careta: em minha versão, ele estaria cantando nós nunca vamos sobreviver / Sim, somos um pouco loucos. Na verdade, diz a letra: “Nós nunca vamos sobreviver / A menos que sejamos um pouco loucos”.
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O que eu cantava:

Maxwell, jump

A versão correta:

Might as well jump

Em minha versão para “Jump”, do Van Halen, a letra diria Maxwell, pule. Já a expressão might as well é usada quando a pessoa faz alguma coisa por não haver outra melhor a ser feita. Se num restaurante trazem sua refeição e você percebe que não é o que você queria, você pode dizer algo como “estou atrasado; é melhor eu comer esta refeição mesmo”. Might as well seria algo como é melhor – desde que não haja outra alternativa mais indicada. Nesse sentido, a tradução de “might as well jump” seria algo como “é melhor pular” (subentende-se que não há coisa melhor a ser feita). A troca de “might as well jump” por Maxwell, jump é um tanto comum.
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O que eu cantava:

É você / Que é malpassado / E que não vê / Que o novo sempre vem

A versão correta:

É você / Que ama o passado / E que não vê / Que o novo sempre vem

A composição é do Belchior. Tanto na interpretação dele quanto na da Elis Regina, eu escutava... mal o que é cantado. Eu chegava a arriscar possíveis interpretações para a expressão ser malpassado, crente de que eu cantava corretamente a letra. Aliás, nessa canção, há outra parte em que aprontei bagunça:

O que eu cantava:

Tá em casa / Guardado por Deus / Contando fio dental

A versão correta:

Tá em casa / Guardado por Deus / Contando vil metal

Do mesmo modo que eu buscava uma interpretação para ser malpassado, eu fazia o mesmo com a expressão contar fio dental. Cheguei mesmo a cogitar que talvez as expressões fossem típicas da região em que Belchior nascera.
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O que eu cantava:

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, / De Van Gogh e dos Mutantes, / De Caetano e de Rambôôô

A versão correta:

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, / De Van Gogh e dos Mutantes, / De Caetano e de Rimbaud

Quando “Eduardo e Monica” estourou nas rádios, eu era adolescente. Eu pensava que o Renato Russo pronunciava Rambo com “o” fechado por causa da melodia e por soar melhor estilisticamente, embora achasse estranha a preferência da Monica, toda descolada, pelo personagem interpretado pelo Stallone.
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Sinta-se à vontade para enviar a letra ou letras que você escutava incorretamente, apontando o erro e a versão correta.