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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

MEU LIVRO A CAMINHO DO BRASIL; EM BREVE, DIVULGO LANÇAMENTO

Agora é tarde: recebi confirmação da editora de que meu livro está a caminho do Brasil. Chiado, a editora, é portuguesa; o livro vem de Portugal. Brevemente, confirmo data e local de lançamento.

Dislexias, título da obra, é meu terceiro livro a ser publicado; o primeiro a sair por uma editora. Os outros dois, Leve poesia (2000) e Algo de sempre (2003), foram publicados por conta própria. 

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

LEVE POESIA E ALGO DE SEMPRE

Pessoas, a partir de agora, também disponível na internete, meus dois livros de poemas – Leve poesia, publicado em 2000, e Algo de sempre, publicado em 2003.

Como não é raro ocorrer, o tempo faz com que a gente se arrependa de muita coisa que escreveu. Eu me arrependo de ter publicado alguns dos poemas de ambos os livros. Ainda assim, estão na íntegra, tais quais foram lançados.

Não fiz uma revisão quanto ao novo acordo ortográfico; assim, caso confiram, sintam-se totalmente à vontade para apontar vocábulos que precisam ser atualizados – ou para apontar quaisquer outros tipos de erro.

O que me levou a publicar os livros em blogues foi minha decisão de deixar na internete tudo o que fragmentadamente tenho produzido. Agora, disponível para leitura em qualquer computador, dispositivo ou algo que o valha, o Leve poesia, o Algo de sempre e este blogue.

Ainda não há um blogue para as crônicas, embora algumas delas possam ser conferidas em meu “site”. Mas tenho a intenção de criar um blogue para elas também.

Valeu.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

TRADUÇÃO DE "ONE INCH OF HEAVEN"

Hellen Dirley, a quem agradeço por frequentemente conferir este blogue, escutou a mais recente versão do Caiu na Rede, em que faço comentário sobre a canção “One inch of heaven”, do grupo The Silencers. Ela pediu então a tradução da letra. Tanto o original quanto a tradução, a qual fiz, estão abaixo.

Sempre gostei da canção. Gosto tanto, que usei o trecho “there’s a rock/ in my heart/that can’t be broken” como epígrafe de meu segundo livro, Leve poesia, lançado em 2003.

Vejo a letra como relatando um sentimento que não tem pressa; sentimento de quem já perdeu o ímpeto juvenil, mas que justamente por isso é maduro, convincente. Não há o desajeito da juventude, mas a constatação de algo novo que merece ser vivenciado – não com ingenuidade, mas com sereno entusiasmo.

O próprio arranjo da canção está em sintonia com essa atmosfera terna e madura que vejo. Não há pressa para começar (a introdução é longa), não há pressa para acabar (os mais de sete minutos da música não estão em sintonia com o formato pop das FMs).

A canção fez algum sucesso. Foi trilha sonora de uma novela da Globo, chamada “Vamp”. Eu gostava de tocar “One inch of heaven” no tempo em que trabalhei em rádio. No LP da novela, cortaram metade da canção. Eu pensava que o original tinha os tais três minutos e meio ou quatro das tradicionais canções radiofônicas. Quando escutei a versão integral, o prazer foi, literalmente, maior.

O original da canção é do CD “A night of electric silence”, de 2001. Desse trabalho, a faixa “The real McCoy, parece-me, foi a mais executada.
_____

The Silencers – One Inch of Heaven (J.O’Neill/Burns)

I was in love with the
Thought of perfection
Yes my world was just a
Skyscraper of dreams
Then I was crushed
To the floor
By a feeling
So strong
So strange
I had to scream
There’s a rock
In my heart
That can’t be broken
Now there’s
One inch of heaven
That is open for me
As I walk down a vacant street
With rain in my eyes
Call across the coal dark water
Waiting to see
Waiting to see
The sunrise

I was the King
Of the cynical line
Nothing was too dark
Or too cruel
Now I believe that there’s
Something worth trying for
Lover since you’ve chosen
This poor fool
There’s a rock in my heart
That can’t be broken
Now there’s one inch of heaven
That is open for me
As I walk down Jamaica Street
With rain in my eyes
Call across the coal dark water
Waiting to see
Waiting to see
The sunrise

Funny how you wake up
And start to see
Something in your eyes
Made a new man of me
Where would I be
Where would I be
There’s a rock in my heart
That can’t be broken
Now there’s one inch of heaven
That is open for me
As I walk down Jamaica Street
With rain in my eyes
Call across the coal dark water
Waiting to see
Waiting to see
The sunrise

Oh you know
There’s just no way of knowing
I’m walking down the street
And I just don’t know
Where I’m going
Out to the river
River flowing to the sea
Big black river
Rolling on out to the sea
Coal dark river
Washing away
Mirror
Mystery river
There’s no reason for me
To go home
There’s no reason for me
To go home
Go home

There’s a rock in my heart
That can’t be broken
Now there’s one inch of heaven
That is open for me

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The Silencers – Um pedacinho do paraíso (J.O’Neill/Burns)

Eu estava apaixonado pela
Ideia da perfeição
Sim, meu mundo era simplesmente um
Arranha-céu de sonhos
Então fui esmagado
No chão
Por um sentimento
Tão forte
Tão estranho
Que tive de gritar
Há uma rocha
Em meu coração
Que não pode ser quebrada
Agora, há
Um pedacinho do paraíso
Que está aberto pra mim
Enquanto desço uma rua deserta
Com chuva em meus olhos
Chamo através da água bem escura
Esperando pra ver
Esperando pra ver
O nascer do Sol

Eu era o rei
Da atitude cínica
Nada era negro demais
Ou cruel demais
Agora, acredito que há
Algo que vale a pena tentar
Amante desde que você escolheu
Este pobre tolo
Há uma rocha em meu coração
Que não pode ser quebrada
Agora, há um pedacinho do paraíso
Que está aberto pra mim
Enquanto desço a Rua Jamaica
Com chuva em meus olhos
Chamo através da água bem escura
Esperando pra ver
Esperando pra ver
O nascer do Sol

Engraçado como você acorda
E começa a ver
Algo em seus olhos
Fez um novo homem de mim
Onde eu estaria?
Onde eu estaria?
Há uma rocha em meu coração
Que não pode ser quebrada
Agora há um pedacinho do paraíso
Que está aberto pra mim
Enquanto desço a Rua Jamaica
Com chuva em meus olhos
Chamo através da água escura
Esperando pra ver
Esperando pra ver
O nascer do Sol

Você sabe
Simplesmente não há como saber
Estou descendo a rua
E simplesmente não sei
Pra onde estou indo
Rio afora
Rio correndo pro mar
Grande rio negro
Correndo pro mar
Rio bem escuro
Levando embora
Espelho
Rio mistério
Não há razão pra que eu
Vá pra casa
Não há razão pra que eu
Vá pra casa
Vá pra casa

Há uma rocha em meu coração
Que não pode ser quebrada
Agora, há um pedacinho do paraíso
Que está aberto pra mim

terça-feira, 9 de setembro de 2008

CLÉVERSON LIMA

Há pouco (14/6/2008), eu estava assistindo a mais uma apresentação de Cléverson Lima, que toca nos bares e restaurantes da cidade.

Na primeira vez em que o vi tocar, foi na Opus 3, antiga boate que houve aqui em Patos de Minas. Logo me chamou a atenção a desenvoltura que ele tinha no palco.

A partir daí, passei a assistir com freqüência às apresentações do Cléverson. Algumas, antológicas, como numa em que, entusiasmado, ele colocou o violão no chão, solou enquanto quis e voltou a tocar do modo usual. Isso foi num sábado; na segunda, quando comentei com ele que havia gostado da performance, ele sorriu e disse que a “brincadeira” lhe custaria caro: o violão empenara e outro teria de ser comprado. E rápido, pois ele teria show no fim de semana seguinte.

As canções que toca, Cléverson as sabe de cor. Há pelo uns doze anos o vejo se apresentando nas noites da cidade. Nesses doze anos, jamais houve uma noite em que ele não tocou uma canção que eu nunca o tinha visto tocar. É impressionante a imensa quantidade de canções que ele sabe. Há pouco, por exemplo, ele tocou “Everybody wants to rule the world”, clássico do Tears for Fears. Eu nem sabia que ele sabia essa canção. Também executou duas novas canções da Banda 365. Na década de 80, esse grupo fez sucesso com “São Paulo”. O Clérverson, atualizado, já havia me dito que estavam de volta. Ainda sem ter escutado o CD dos caras, já tive contato com duas das canções, por intermédio do show a que assisti há pouco.

Ele vive de música, e faz com que vivamos melhor. Em meu segundo livro, “Algo de sempre”, publicado em 2003, há um poema em que menciono o artista da noite. Abaixo, reproduzo o texto.

Interativo

A poesia salvará Adélia Prado.
O que me salva é o talento.
Sou melhor perto do talento,
seja da Adélia ou do Cléverson Lima,
que toca em bares.
Nada da insignificância minha existe
quando tenho talentos diante de mim.
Sou eu, mas pleno de talento.
Sou quem sois – o que dá uma boa idéia
de minha enorme grandiosidade.