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sábado, 27 de fevereiro de 2016

URT derrota o Atlético

A URT, time para o qual torço, empatou no Mineirão, jogando contra o Cruzeiro, na primeira rodada do campeonato mineiro. Tendo enfrentado há pouco o time reserva do Atlético/MG, o time patense derrotou o time de BH, mesmo com a equipe do Galo tendo criado mais oportunidades. O jogo foi no estádio do Mamoré, time de Patos de Minas que é o grande rival da URT.

Em entrevista para o Premiere, no fim do jogo, o goleiro Victor, do Atlético, atribuiu a derrota à condição ruim do gramado, dizendo que uma equipe a qual tem Robinho merece jogar em campo melhor. Assisti ao jogo pela TV, de modo que não há como eu avaliar com acuidade a condição do gramado. À parte isso, a própria equipe do Premiere elogiou a drenagem do campo, que, segundo o que disse a turma do Premiere, tem drenagem que resistiu à chuva que caiu por lá, de acordo com o que disseram. Pelo que entendi, os jogadores se queixaram não da questão da drenagem, mas dos supostos desníveis do campo.

Não sei dizer até que ponto a queixa do goleiro Victor se justifica; no intervalo, Robinho, também em entrevista para o Premiere, queixara-se do gramado. O técnico Diego Aguirre, em entrevista coletiva depois de terminado o jogo, não sei se para ser politicamente correto, declarou que a condição do gramado não pode ser pretexto para a derrota. À parte essa questão, em cobrança de falta feita por Fabinho, aos vinte e cinco do segundo tempo, a bola desviou na barreira e acabou escorregando para o fundo da rede do goleiro do Atlético, que perdeu por um a zero.

Mesmo sem ter trazido a Patos o time titular, o Atlético é muito maior do que a URT. Um empate para a União Recreativa do Trabalhadores não seria um resultado ruim, consideradas as circunstâncias. Com a vitória, a equipe de Patos de Minas dá um grande passo para que fuja do rebaixamento, o que é, a princípio, a necessária atitude realista das equipes do interior. 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

ATLÉTICO CAMPEÃO DA LIBERTADORES

Considero que a defesa de pênalti do Victor, no finzinho do segundo tempo, contra o Tijuana, foi o grande lance do futebol neste ano até agora. Vieram depois cobranças de pênaltis contra o Newell’s Old Boys e contra o Olimpia. 

Mesmo assim, a defesa do Victor naquela partida pareceu-me mais emocionante. Mais até do que a disputa de penalidades no jogo desta noite de quarta para quinta. Para o atleticano, parece-me óbvio que a partida realizada na noite passada é mais significativa, mas para quem curte futebol como um todo, aquela defesa contra o Tijuana é memorável.

Sem levar isso em conta, a disputa contra o Olímpia, realizada ontem no Mineirão, foi um jogo ruim. No todo, sem criatividade, monótono, com o Atlético insistindo em jogadas aéreas ou em usar Jô em seu já tradicional, no Atlético, papel de pivô. Ele acabaria fazendo o primeiro gol do time mineiro, não por mérito na construção de uma jogada atleticana, mas, sim, por erro do Olimpia. O jogo foi truncado, as jogadas não fluíam. 

Quando o time paraguaio passou a atuar com um jogador a menos e veio a prorrogação, era natural que se pensasse que o Atlético conseguiria fazer o terceiro gol, o que eliminaria a cobrança de pênaltis. Como isso não ocorreu, a equipe belo-horizontina teve de decidir, mais uma vez, em penalidades máximas.

Mesmo não tendo jogado um futebol tão brilhante quanto o que jogou no começo do torneio, o Atlético merecia o título. Além do mais, o time tem torcedores carentes de conquistas expressivas. A Libertadores é um prêmio a uma torcida pungente. Depois da partida, Cuca, o técnico, num desabafo bacana, disse: "Não tem mais azar p... nenhuma". Parabéns para o Cuca, parabéns para o Atlético.