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quarta-feira, 14 de maio de 2014

CRUZEIRO FORA DA LIBERTADORES

Contando mais com a sorte do que com o futebol jogado, o Cruzeiro vinha se arrastando na Libertadores. Em jogo terminado há instantes, no Mineirão, o San Lorenzo, marcando na intermediária cruzeirense, anulou possíveis jogadas criativas da equipe mineira.

Dedé, que não tem jogado bem, continuou jogando mal, estando aparentemente pouco à vontade. A despeito de maior posse de bola, o Cruzeiro não conseguia ameaçar o San Lorenzo. A equipe argentina abriu o placar; não fosse, como é usual, o goleiro Fábio, o San Lorenzo poderia ter fechado o primeiro tempo tendo marcado dois gols.

No último lance do primeiro tempo, uma bola escorada pelo Marcelo Moreno tocou uma das traves, passeou rente à linha do gol, tocou a outra trave e não entrou. Muito pouco para uma equipe que precisava vencer por dois gols de diferença. Nervoso e ineficaz, o Cruzeiro foi adversário um tanto fácil para o San Lorenzo, que marcou de modo competente. 

Desde o começo do torneio eu ficava me perguntando quando o Cruzeiro deixaria a Libertadores; não houve momento em que a equipe causou esperança mais consistente. A crença no time era muito mais em função da paixão dos torcedores do que em função do que a equipe vinha jogando.

Afobado, precipitado e sem criatividade, o Cruzeiro foi inferior ao San Lorenzo, mesmo tendo o time azul empatado a partida; um jogador do time argentino foi expulso. Com a saída do Cruzeiro, uma pequena hegemonia brasileira na Libertadores tem fim: Atlético/MG, Corinthians, Santos e Internacional foram os últimos campeões da competição. 

sexta-feira, 2 de maio de 2014

LIBERTADORES: ATLÉTICO FORA; CRUZEIRO AVANÇA

Anteontem, pensei que a coisa ficaria feia para o Cruzeiro; ontem, que a coisa ficaria feia para o Atlético — da Colômbia. Terminada a rodada, A Raposa segue em frente; o Galo está fora. Quem não desligou a TV nem mudou de canal após o jogo dos Atléticos pôde acompanhar os desdobramentos do jogo realizado ontem no Independência.

Tardelli deixou nítido que não gostara de ter sido substituído; depois do jogo, criticou o técnico Levir Culpi. Este, na entrevista coletiva, disse que “se ele [Tardelli] não tiver número, ele sai”. Entre a declaração de Tardelli e a entrevista de Levir Culpi, Alexandre Kalil, presidente do Atlético, lacônico, também na entrevista coletiva, disse que ele era o único culpado pela eliminação do Atlético/MG.

Erraram Diego Tardelli e Levir Culpi; aquele, pela reação nada profissional que teve; este, por ser muito burocrático, atribuindo apenas números ao desempenho de um jogador. Se por um lado, esses números podem ampliar uma análise, por outro, o futebol (como a vida) é mais complexo e multifacetado do que uma análise de dados.

A equipe do Fox Sports bem que tentou fazer com que Kalil, nos bastidores do estádio, precisasse qual seria o erro do dirigente, chegando a perguntar se tal erro teria sido a contração do Autuori. Kalil desconversou e reiterou que o culpado único era ele. Pareceu-me que o presidente da equipe, num lance astuto, deu a entrevista já com a intenção de preservar a coesão da equipe.

Pelo menos para quem assistia de fora ao Atlético/MG que foi campeão da Libertadores, parecia haver simbiose entre Cuca, jogadores e torcida, o que pareceu não ocorrer enquanto Autuori esteve no comando do time. Somente essa suposta simbiose não explica o êxito da equipe no ano passado, embora possa ser ingrediente eficaz; ausente no curto período em que Autuori estive no time, Kalil tenta resgatá-la, a fim de evitar um racha no time.

Já o Cruzeiro, na sequência da Libertadores, vai enfrentar o San Lorenzo, no dia sete de maio. O caminho da Raposa tem sido sinuoso: quase não se classifica na fase de grupos; na sequência do torneio, um gol no fim do jogo, contra o Cerro Porteño, no Mineirão, deu alento para a equipe. Em trilha tortuosa, mas eficiente até agora, o Cruzeiro é o único time do Brasil a continuar na Libertadores.