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quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

QUE CANÇÃO É ESTA?

Alguém aí sabe o nome da canção incidental que o Renato Russo canta a partir dos cinco minutos e quarenta segundos?... A mesma canção, não estando eu enganado, vai até aos seis minutos e trinta e dois segundos...

À parte isso, há citações de Madonna, Prince, Janis Joplin, Led Zeppelin. Este show, que ocorreu no Rio de Janeiro, acabou sendo um tributo ao Cazuza, que morreu na data de realização do espetáculo, no dia sete de julho de 1990.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

O LACAIO DA GLOBO

Caio Ribeiro é um bibelozinho da Globo. Esse rapaz já foi longe; com seu bom-mocismo asséptico, monótono e servil, tem tudo o que é necessário para ir mais longe ainda. Sobre o berro do Sheik de que a CBF é “uma vergonha”, o comentarista global disse que é preciso “ter respeito à hierarquia, por mais que você não concorde”. Caio sabe não somente o que é o respeito: ele sabe também o que é a vassalagem. O Cazuza cantou: “Na moda da nova idade média / Na mídia da novidade média”. 

domingo, 19 de dezembro de 2010

NASI EM PATOS DE MINAS

Ontem (18/12), conferi mais um show de Nasi aqui em Patos de Minas. Em maio do ano passado ele veio trazendo convidados – Marcelo Bonfá e George Israel. Ontem, ele se apresentou com sua banda.

O som estava meio embolado, de modo que em canções inéditas e desconhecidas não era possível escutar com precisão a letra. Mas quando se tratava de algum clássico do pop/rock nacional, esse contratempo sumia.

Além do mais, Nasi é roqueiro. Com isso, quero dizer que o show tem muita “pegada”, tanto de Nasi quanto do restante da banda. O rock é também energia e atitude, e isso não falta para Nasi e banda, que fizeram uma hora e meia de um show pleno de vigor e recheado de clássicos do rock brasileiro, além de composições próprias do ex-vocalista do Ira!.

Em maio do ano passado, escrevi que a plateia foi fria. No show de ontem, nem tanto, talvez pelo fato de que o espaço era menor, mais aconchegante. A impressão foi a de que havia mais fãs do Ira!, de Nasi e do rock nacional como um todo do que na apresentação do ano passado.

Uma banda competente, um artista que tem o rock na veia. No repertório, Legião, Cazuza, Raul Seixas, Ira!... e composições da carreira solo de Nasi, que tem um site. Para acessá-lo, clique aqui.

domingo, 9 de agosto de 2009

FAZ PARTE DO SEU SHOW

Pessoas, sei que vocês conhecem a canção “Faz parte do meu show”, sucesso do Cazuza. Só que procuro a versão com o grupo Herva Doce (sic). Há tempos e mais tempos procuro essa gravação com o Herva Doce – mas nada. Se alguém por aí tiver, dá pra descolar?...

sexta-feira, 22 de maio de 2009

NASI

Cheguei há pouco. O que posso dizer é que tive o privilégio de conferir uma noite histórica: num mesmo palco, durante um mesmo show, pude curtir Nasi, George Israel, Marcelo Bonfá e Charles Gavin; este não estava previsto, mas apareceu no fim do show e deu uma canja – mais cedo, fizera show com os Titãs.

Não falarei de cada um nem do legado que têm produzido. Só digo: a sensação com que fiquei, é a de que a plateia não entendeu bem o que estava acontecendo. Parece que estavam mais a fim de curtir o bate-estaca que viria depois.

Pensei que Bonfá (que mencionou o primeiro show da Legião Urbana aqui em Patos de Minas e se embananou no meio de "Pais e filhos") “apenas” tocaria bateria; ele também cantou. Pensei que George Israel “apenas” tocaria saxofone; ele também cantou. O restante da banda é de uma competência e de uma “pegada” absolutas. Puro rock. (Infelizmente, não sei os nomes dos integrantes da banda que acompanhou Nasi.)

Ficou no ar um clima de show certo no lugar errado. Estou convencido de que se fosse num grande centro, fãs e imprensa estariam comentando o encontro que houve nesta madrugada em Patos de Minas. Achei o público frio e desinteressado. Pareciam não entender muito bem o que estava acontecendo.

Ainda assim, saí do parque de exposições de alma lavada. De Raul Seixas a Legião Urbana, passando por Ira e Cazuza, berrei e pulei. De saideira, fizeram James Brown – and I felt good.

sábado, 14 de fevereiro de 2009

AINDA PAIS E FILHOS

Recentemente, publiquei aqui texto sobre canções que faziam referência à relação entre pais e filhos. Vai parecer insistência de minha parte, mas não posso deixar de mencionar que hoje, visitando uma loja de discos, eu me deparei com o CD “Como nossos pais”.

O título logo me chamou a atenção. Breve texto na contracapa informa que o repertório é uma coletânea de canções brasileiras que abordam, sim, o relacionamento entre pais e filhos. Obviamente, não pestanejei: comprei logo o CD.

O texto do encarte e a seleção do repertório ficaram por conta de Rodrigo Faour. As seguintes faixas compõem a coletânea:

● Coisinha do pai (Jorge Aragão/Almir Guineto/Luiz Carlos) – Beth Carvalho
● Papai vadiou (Rody do Jacarezinho/Gaspar do Jacarezinho) – Leci Brandão
● O mundo é um moinho (Cartola) – Cazuza
● Como nossos pais (Belchior) – Elis Regina
● Avôhai (Zé Ramalho) – Zé Ramalho
● Papai, me empresta o carro (Roberto de Carvalho/Rita Lee) – Rita Lee
● Já fui (Marina Lima/Antonio Cícero) – Marina Lima
● Pai (Fábio Jr.) – Fábio Jr.
● Naquela mesa (Sergio Bittencourt) – Nelson Gonçalves
● 14 anos (Paulinho da Viola) – Paulinho da Viola
● Espelho (João Nogueira/Paulo César Pinheiro) – João Nogueira
● De pai pra filha (Martinho da Vila) – Martinho da Vila
● Herança de meu pai (Benício Guimarães) – Jackson do Pandeiro
● Papai sabe-tudo (Leo Jaime/Leandro Verdeal) – Erasmo Carlos

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

SHOW DO CAPITAL INICIAL

O Capital Inicial fez um belo show, ontem (29/5/2008), em Patos de Minas. Em uma hora e meia, Dinho e trupe animaram o palco principal do Parque de Exposições.

Fui ao Parque por causa do show. Ainda assim, fui sem muita expectativa, meio que achando que assistiria a uma apresentação burocrática e muito parecida com o formato acústico a que o próprio Capital aderira, em 2000.

Contudo, foram espertos: para a garotada que conhece a banda desde o sucesso do acústico, canções como “Natasha” foram apresentadas, num arranjo muito parecido com o original; para os mais velhos (meu caso), canções como “Fátima” ou “Independência” não ficaram de fora do repertório. Fizeram “O passageiro”, versão da canção “The passenger”, do Iggy Pop. Essa já havia sido gravada pelo próprio Capital antes de o acústico ser lançado, mas, curiosamente, somente seria sucesso depois de relançada no Acústico MTV.

De gigantescos bonecos infláveis a chamas na frente do palco, além de um cuidadoso trabalho de iluminação, tudo contribuiu para o sucesso do espetáculo.

Renato Russo esteve presente, não somente no repertório de sucessos consagrados pelo Capital – caso de “Fátima”, por exemplo, que tem composição de Flávio Lemos (baixista do Capital) e Renato Russo. Do repertório do Legião, “Que país é este” e “Por enquanto” foram executadas. Uma outra cover possibilitou um outro belo momento do show – “Primeiros erros”, do Kiko Zambianchi, que estava no palco com o Capital há três anos, ocasião em que a banda esteve aqui.

Chamo algumas figuras do pop/rock de sobreviventes. Por sobreviventes, refiro-me àqueles que não se foram devido a uso excessivo de drogas ou que não morreram em decorrência da Aids. Gente como Roger Waters, Mick Jagger e Paul McCartney, para ficar em três exemplos. Sobreviveram à louca (e por vezes fatal) efervescência dos anos 60s e 70s. Gente fantástica como Hendrix ou Joplin, não. Tivemos por aqui os herdeiros musicais dessas décadas. Entre esses, há aqueles que não sobreviveram (caso de Cazuza ou Renato Russo) e aqueles que estão por aqui (Herbert Vianna, Lobão).

Não faço julgamento de valor ao usar o termo sobrevivente. Simplesmente acho bacana demais quando sobrevivem. E Dinho, do Capital, é um dos sobreviventes. Vida longa a ele.