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terça-feira, 13 de abril de 2010

SITE DO ESCRITOR MÁRIO NHARDES É INCREMENTADO

Mário Nhardes, pseudônimo de Rusimário Bernardes, lançou em 2009 o livro “Agapantos”, composto de poemas.

Agora, é possível também escutar o autor. Na página dele, há o áudio dos poemas, gravados por ele mesmo. Pode-se baixar o áudio desejado. Há também a possibilidade de se comprar o livro pela internet.

Segundo Mário Nhardes, a página terá brevemente mais atrações, como uma webradio. Nela, os áudios dos poemas serão executados; há também a intenção de se postar entrevista com o autor.

Para conferir, acesse www.nhardes.com/marionhardes.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

"CAUGHT"

Um dia desses, graças a meu amigo Rusimário Bernardes (para acessar a página de seu livro “Agapantos”, gentileza clicar aqui), que descolou o filme para mim, assisti novamente a “Caught” (curiosamente, se bem entendi, o filme tem dois nomes no Brasil – “Desejo” e “Aprisionados”). A direção é de Robert M. Young; foi lançado em 1996.

Em sua rotina, Joe (Edward James Olmos) acorda em torno de 4h e vai trabalhar. Ele é dono de uma peixaria. Depois de madrugar para comprar os peixes, vai para o local de trabalho, onde é ajudado por Betty (a bela e sensualíssima Maria Conchita Alonso), sua esposa, que chega ao trabalho quando Joe já deu início à organização da peixaria para mais um dia.

Betty está cansada dessa rotina. Não gosta de lidar com peixes, está entediada e quer que o marido venda o imóvel da peixaria, assim como outros comerciantes da área estavam fazendo – empresários em Nova York, onde se passa a história, estão pagando muito dinheiro pelos imóveis da disputada região. Joe, contudo, recusa-se à venda.

Essa rotina é quebrada quando o jovem Nick (Arie Verveen), fugindo da polícia depois de um contratempo com outro andarilho, entra de repente na peixaria e pede ajuda ao casal, dizendo estar faminto. Joe recusa ajuda, mas acaba cedendo aos pedidos da mulher, que não somente faz com que o marido contrate Nick, mas também convence Joe a levar o jovem para a moradia do casal, onde ele passa a ocupar o quarto que é de Danny (Steven Schub), filho de Joe e Betty. Danny está em Los Angeles tentando a carreira de comediante na TV.

O triângulo amoroso toma lugar. À medida que Joe vai ensinando a Nick os truques do trabalho e passa a ver no jovem um amigo que injetara quebra de monotonia na vida dele e de Betty, ela e Nick vão se entregando a um tórrido romance. A situação se complica quando um fracassado (e patético) Danny volta para casa, levando consigo a namorada (Bitty Schram) e o bebê do casal.

O filme é maduro e muito bem conduzido. Um dos pontos altos são as cenas de amor extremamente sensuais entre Nick e Betty. E sem falsos moralismos, “Caught” aborda temas como o amor de uma mulher por um homem mais jovem, o adultério e a rotina de um casamento cheio de cansaço; há sonhos estilhaçados, fracassos revelados – o sonho americano tem seu lado feio. O roteiro percorre vielas difíceis, mas se sai vitorioso quando o destino dos personagens se define.

As cenas de abertura e encerramento, em que peixes são usados como metáfora – alguns se safam da rede e outros são agarrados (caught) – me remetem a uma frase do Einstein de que gosto demais: “O que sabe o peixe sobre a água em que nada a vida inteira?”.

O filme é baseado no romance (já estou correndo atrás para adquirir) “Into it”, de Edward Pomerantz, que é também o roteirista.

domingo, 13 de setembro de 2009

MÁRIO NHARDES LANÇA LIVRO

Com prazer, recebi hoje o livro “Agapantos”, de Mário Nhardes, pseudônimo de Rusimário Bernardes. O livro foi publicado por intermédio da All Print Editora.

“Agapantos” é composto por poemas. Curtos, revelam um poeta que se volta para as ditas coisas simples, para o cotidiano, sem a preocupação de se dedicar a um texto cerebral ou voltado para malabarismos com a linguagem.

Sensível, Nhardes trata com lirismo até as temáticas sociais, como a destruição da natureza e o descaso para com as crianças, só para ficar em dois exemplos.

“Agapantos” contempla a amizade, a mulher, o amor e a natureza em versos curtos. Aqui e ali, revela também senso de humor. Nos poemas breves, mostra a capacidade de muito sugerir com poucas palavras: “Você e seu vestido,/Eu e minha imaginação”.

Não bastasse a leitura agradável e leve que o texto de Nhardes proporciona, a edição tem um sóbrio e elegante projeto gráfico, com capa de Manoel Almeida. Em breve, haverá uma página na internet dedicada ao livro. Mas caso você queira conhecer mais sobre o autor, acesse nhardes.com.