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sábado, 20 de abril de 2019

Cruzeiro é campeão mineiro

No dia dez de abril, o Atlético/MG, jogando fora de casa pela Libertadores, tomou quatro gols; no mesmo dia, o Cruzeiro, em casa, também jogando pela Libertadores, fez quatro gols. Depois disso, no Atlético, Levir Culpi foi demitido. O próximo compromisso dos times seria a decisão do campeonato mineiro. O momento do Atlético, complicado na Libertadores, deixou otimistas alguns cruzeirenses e deixou apreensivos alguns atleticanos para a decisão do mineiro.

O primeiro jogo da final foi no domingo passado. Embora o Atlético tenha perdido por dois a um lá no Mineirão, o time já não foi a bagunça que vinha sendo com o Levir Culpi. Sob o comando de Rodrigo Santana, técnico que entrou no lugar de Levir, o Atlético já deu mostras, na primeira partida da decisão do campeonato mineiro, de que o time havia, por assim dizer, renovado-se.

Aos cinco minutos da decisão de hoje, Ricardo Oliveira acertou o travessão do Cruzeiro; aos onze, Ígor Rabelo, em lance contra o próprio gol, acertou o travessão do goleiro Vítor. Aos vinte e nove, o Atlético, merecidamente, já que vinha jogando melhor, marcou: após defesa de Fábio em chute de Ricardo Oliveira, Elias, de cabeça, fez o gol.

Após o intervalo, o Atlético continuou jogando melhor. Percebi no Cruzeiro uma certa apatia, como se o time não estivesse com vontade de jogar, como se demonstrasse pouco interesse pela partida. Mesmo assim, aos trinta e quatro, Fred, cobrando pênalti, que foi marcado após análise de vídeo pelo árbitro, marcou. A Raposa segue invicta na temporada.

Fosse eu torcedor do Atlético, estaria otimista quanto ao futuro, a despeito da situação ruim do time na Libertadores. A equipe errou feio ao demitir Thiago Larghi e ao contratar Levir Culpi. Agora, tenta corrigir a lambança, investindo em Rodrigo Santana, que é promissor. Do lado do Cruzeiro, o torcedor, embora campeão hoje, se for sincero, saberá que o time tem de jogar melhor do que o que jogou hoje se quiser ir longe na Libertadores ou se quiser fazer um belo campeonato brasileiro. 

quarta-feira, 22 de março de 2017

Partida entre Atlético/MG e Flamengo é comentada no jornal The Guardian

Não é segredo que sou torcedor do Cruzeiro. À parte isso, tenho interesse pela história do futebol, além de não me deixar levar por babaquices de parte de torcedores, que desvirtuam não só o ato de torcer, mas também a convivência com quem é apaixonado pelo time rival. Desse modo, caso decida comentar esta postagem, gentileza se valer de tom civilizado e sem entusiasmos desarrazoados.
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A edição de hoje do jornal inglês The Guardian responde a um leitor que pergunta sobre a partida entre Flamengo e Atlético/MG, em 1981; o jogo era válido pela Libertadores. Por aqui, a história é bem conhecida: José Roberto Wright, o árbitro, foi, pouco a pouco, demolindo o time do Atlético.

Esse jogo, de fato, é uma vergonha. Se, por um lado, o Atlético tinha um baita time, o do Flamengo também era. O Flamengo não precisaria da ajuda do árbitro para superar a equipe mineira, que, por sua vez, era um dos poucos times que podia jogar de igual para igual contra aquele time do Flamengo. As duas equipes tinham brilhos similares.

Tudo é muito turvo, muito suspeito. É quase impossível não supor ter havido interesse de alguém em que o Flamengo saísse vitorioso, não importa como. A moral ou o moral não dão a vitória para ninguém, mas o vencedor moral dessa partida é o Atlético. 

domingo, 6 de novembro de 2016

O “sorteio” da CBF para a final da Copa do Brasil

Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada, publicou postagem que dá a dimensão do poderio dos tentáculos da Globo: na sexta-feira, a CBF realizou “sorteio” para a final do Copa do Brasil, que neste ano será disputada por Grêmio e por Atlético/MG.

O “sorteio” da CBF foi às 9h. Só que horas antes, às 5h55, em um de seus jornais, a Globo já havia anunciado que o primeiro jogo da final da Copa do Brasil seria em Belo Horizonte. Não há como saber se os cartolas dois times envolvidos na decisão fazem parte desse esquema. 

Episódios desse naipe envolvendo a Globo são corriqueiros. Os cartolas dos grandes times, no geral, não se rebelam contra a emissora, que dá as cartas políticas e futebolísticas na Terra de Vera Cruz. A matéria no Conversa Afiada pode ser conferida aqui

domingo, 8 de março de 2015

CRUZEIRO EMPATA COM ATLÉTICO NO PRIMEIRO CLÁSSICO DO ANO

Os primeiros vinte minutos do jogo foram trancados. Isso já era esperado. A partir daí, os espaços começaram a surgir e a partida se tornou mais dinâmica. A princípio, com o Cruzeiro ameaçando a meta do goleiro atleticano. Ainda assim, aos vinte e oito minutos, foi o goleiro Fábio quem realizou em segundos, duas grandes defesas, após cobrança de escanteio. Se o primeiro tempo não foi um primor, também não foi uma lástima.

Aos seis do segundo tempo foi a vez de o goleiro Victor fazer uma grande defesa. O placar sem gols se devia à atuação dos goleiros. Mas, numa dessas ironias da vida, foi devido a uma falha do goleiro Fábio, que tentou sair jogando com o pé, que Rafael Carioca fez um a zero para o Atlético, aos vinte e seis minutos. Poder-se-ia argumentar que não houve recuo. O goleiro, todavia, não poderia interpretar pelo árbitro. O erro do Fábio foi técnico, por não ter tido habilidade ao sair jogando com o pé.

Tive comigo que a partida terminaria com esse placar. Não por duvidar das improbabilidades do futebol, mas pela configuração que o jogo assumira, com o Atlético esfriando a partida. Aos trinta e sete, Leandro Damião, num gol truncado, empatou. Um minuto depois, a Raposa quase virou o jogo.

Falar em placar justo no futebol é algo melindroso, pois isso depende do critério que se adote. Ainda assim, levando-se em conta o que os times produziram, o placar não soa injusto, no sentido como o termo é usado no futebol. 

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

COPA DE MINAS?

Esboça-se um final de Copa do Brasil entre Cruzeiro e Flamengo. Mas um esboço não é desenho pronto; não há nada que impeça, por exemplo, uma final entre Santos e Atlético. O torcedor do galo ainda tem recente na memória a classificação contra o Corinthians. A despeito do desenho que se insinua, o de uma final entre Cruzeiro e Flamengo, prefiro uma decisão entre Cruzeiro e Atlético. 

domingo, 21 de setembro de 2014

ATLÉTICO/MG VENCE O CRUZEIRO

O Cruzeiro teve mais posse de bola, criou mais, acertou a trave... Como o que conta é a bola na rede, nesse critério, o Atlético foi melhor. Após o novo Mineirão, e após o Atlético passar a jogar no Independência, é a primeira vez que o visitante vence o anfitrião. 

No time do Cruzeiro, alguém precisa dizer para o Éverton Ribeiro que futebol é esporte coletivo. Até as traves sabem que ele sabe jogar bola, mas o jogador tem sido muito individualista. Não raro, tem perdido a bola e deixado a equipe encrencada. 

A tarde cruzeirense só não foi pior em virtude de o Corinthians ter vencido o São Paulo por três a dois, o mesmo placar pelo qual o Cruzeiro foi derrotado. A diferença entre o líder e o segundo colocado continua sendo de sete pontos. Com o resultado de hoje no Mineirão, o Atlético está na quinta posição. 

quarta-feira, 14 de maio de 2014

CRUZEIRO FORA DA LIBERTADORES

Contando mais com a sorte do que com o futebol jogado, o Cruzeiro vinha se arrastando na Libertadores. Em jogo terminado há instantes, no Mineirão, o San Lorenzo, marcando na intermediária cruzeirense, anulou possíveis jogadas criativas da equipe mineira.

Dedé, que não tem jogado bem, continuou jogando mal, estando aparentemente pouco à vontade. A despeito de maior posse de bola, o Cruzeiro não conseguia ameaçar o San Lorenzo. A equipe argentina abriu o placar; não fosse, como é usual, o goleiro Fábio, o San Lorenzo poderia ter fechado o primeiro tempo tendo marcado dois gols.

No último lance do primeiro tempo, uma bola escorada pelo Marcelo Moreno tocou uma das traves, passeou rente à linha do gol, tocou a outra trave e não entrou. Muito pouco para uma equipe que precisava vencer por dois gols de diferença. Nervoso e ineficaz, o Cruzeiro foi adversário um tanto fácil para o San Lorenzo, que marcou de modo competente. 

Desde o começo do torneio eu ficava me perguntando quando o Cruzeiro deixaria a Libertadores; não houve momento em que a equipe causou esperança mais consistente. A crença no time era muito mais em função da paixão dos torcedores do que em função do que a equipe vinha jogando.

Afobado, precipitado e sem criatividade, o Cruzeiro foi inferior ao San Lorenzo, mesmo tendo o time azul empatado a partida; um jogador do time argentino foi expulso. Com a saída do Cruzeiro, uma pequena hegemonia brasileira na Libertadores tem fim: Atlético/MG, Corinthians, Santos e Internacional foram os últimos campeões da competição. 

segunda-feira, 31 de março de 2014

BEROLA 0 x 0 GUSTAVO

Via Twitter, Neto Berola, atualmente no Atlético/MG, atacou Bob Faria, comentarista do Sistema Globo. Os comentários de Berola são inconsequentes e imaturos. Chegam a abrir brechas para um processo; não sei se Faria tomará tal atitude.

Em um programa de TV, Lélio Gustavo, famoso comentarista da Rádio Itatiaia, rebateu as críticas que Berola fizera contra Bob Faria. O problema é que Gustavo foi tão inconsequente quanto Berola.

Lélio Gustavo confirmou que foi demitido da Rádio Itatiaia em virtude dos comentários que fizera. O que sobra do episódio é que jogadores, mídia e torcedores continuam, na maioria, primários. De tempos em tempos, o despreparo e o destempero vêm à tona.

Não importa o lugar, não importa o time: torcedores têm brincadeiras que são, quase todas, imbecis ou preconceituosas; jornalistas deixam o profissionalismo e se tornam torcedores infantis; jogadores, não raro, fazem declarações tão lamentáveis quanto o futebol que jogam. 

Estão quase todos num campo só, participando de um futebol minguado e de uma estrutura incompetente. Caso queira conferir “link” para matéria sobre o imbróglio Berola-Gustavo, clique aqui