Tolstoi, em texto sobre “Guerra e paz” (traduzido por João Gaspar Simões), escreve, entre outras coisas, sobre o livre arbítrio, a liberdade. Não é essa a única discussão do texto, mas sobre ela, diz ele que há coisas que podemos – ou não – fazer. Já outras, não podemos deixar de fazer. Ele chega a dar alguns exemplos de coisas que não podemos deixar de fazer: “Não posso, durante uma batalha, deixar de partir para o ataque com os meus camaradas e não fugir quando todos fogem à volta de mim”. Também dá exemplos de coisas que podemos deixar de fazer: “Posso neste momento deixar de escrever”.
García Márquez disse que escrever é um dos atos mais solitários que ele consegue imaginar. Mas depois de ler as considerações de Tolstoi, não se pode deixar de pensar no ato de escrever como sendo também um ato de plena liberdade. Tanto que “posso neste momento deixar de escrever”.
García Márquez disse que escrever é um dos atos mais solitários que ele consegue imaginar. Mas depois de ler as considerações de Tolstoi, não se pode deixar de pensar no ato de escrever como sendo também um ato de plena liberdade. Tanto que “posso neste momento deixar de escrever”.