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quinta-feira, 24 de outubro de 2019

Flamengo dá uma surra no Grêmio

A instituição Grêmio, os torcedores do time e os atletas que estiveram há pouco em campo no Maracanã não merecem o que ocorreu hoje no estádio; o Portaluppi, com a empáfia dele, sim. A goleada do Flamengo deixou claro, mais uma vez, o atraso dos técnicos brasileiros em relação aos estrangeiros. Técnicos, ex-técnicos, jogadores e ex-jogadores do futebol jogado por aqui, num deletério corporativismo, têm distribuído farpas, alegando que o brasileiro tem a mania de valorizar o que vem de fora em detrimento do que há aqui, numa referência indireta aos elogios que têm sido feitos para Jorge Jesus.

De fato, isso é da natureza de parte dos brasileiros, que preferem deglutir qualquer gororoba que venha de fora em vez de dar valor às coisas boas que temos. Todavia, no caso específico do futebol, no todo, não temos bons técnicos. No geral, os que temos servem para o futebolzinho praticado aqui; não sobrevivem a vinte minutos nas grandes competições, não sobrevivem a dois jogos contra um técnico estrangeiro (refiro-me, neste último caso, ao Grêmio de há pouco, que enfrentou o Flamengo, com seu técnico português).

Não é preciso entender de futebol para se constatar que o Grêmio foi esmagado no jogo de hoje no Maracanã. Jorge Jesus, ainda que sem querer, esfregou na cara do ludopédio brasileiro o quanto somos incompetentes para produzir um futebol respeitável e profissional. O jeitinho, a falta de profissionalismo e a cabotinice foram pisoteados na partida que terminou há pouco.

Suspeito de que o River Plate será o campeão da Libertadores; à parte isso, Jorge Jesus é a prova de que cartolas e técnicos brasileiros estão aquém do futebol mundial. Mesmo sem ganhar a Libertadores, Jorge Jesus é a grande lição que o futebol brasileiro seguirá não aprendendo. O Grêmio foi pequeno, foi a cara do futebol aqui jogado. A instituição Grêmio é imensa; o atual técnico deles sentiu na pele que pueris jogos de palavras, vaidade e presunção não ganham partidas.

Tivesse o futebol brasileiro alguma humildade, estivessem os que gerem esse esporte a fim de aprenderem algo, isso já teria sido feito depois do 7 a 1 lá no Mineirão, na Copa de 2014; a goleada não serviu para nada, pois o futebol daqui continuou sofrível. Hoje, tivemos mais uma lição de que chega o dia em que amadorismo e arrogância são moídos. O futebol daqui seguirá iludido e dizendo para si mesmo que é bom, enquanto leva goleadas, sejam elas dadas por técnicos estrangeiros, sejam dadas por jogadores do exterior. 

sábado, 16 de dezembro de 2017

Empáfia e jeitinho não ganham jogo

Há ocasiões em que não há espaço para o improviso, o descompromisso, o achar que as coisas vão se resolver a partir de um jeitinho, de um drible. O futebol brasileiro insiste em negar essa evidência, a despeito do sete a um na Copa aqui realizada.

O jogo entre Real Madrid e Grêmio, terminado há pouco, jogou luz mais uma vez sobre o quanto nosso futebol está distante do profissionalismo do futebol europeu. A culpa disso é dos nossos cartolas e do espírito improvisador do brasileiro, o qual acha que tudo resolver-se-á a partir da genialidade, que é rara e não anula a necessidade de treino, disciplina e profissionalismo.

Durante a partida, o próprio locutor do Fox Sports ficou clamando por um lance de genialidade. O brasileiro como um todo e o futebol aqui praticado precisam aprender que esse negócio de genialidade, no futebol de hoje, não se fará sem rigor, concentração e seriedade.

Como somos um povo que não vai assumir esse compromisso, teremos em campo o que houve há pouco no jogo entre Grêmio e Real Madrid. Mesmo disputando um torneio para o qual não dão importância, e que o Grêmio considerava essencial, a equipe espanhola ganhou com facilidade do time brasileiro. Os europeus nem tiveram de se esforçar para chegarem à vitória.

O primeiro tempo foi monótono. No segundo, Cristiano Ronaldo bateu falta que passou no meio da barreira e foi parar dentro do gol. Houvesse para o Grêmio a mesma desimportância que o jogo tinha para o Real Madrid, a derrota seria menos sintomática do modo amador como nosso futebol é gerido. Mesmo as equipes tendo entrado em campo com atitudes tão distintas, o Real Madrid passeou enquanto o Grêmio escancarou o fiasco de nosso jeitinho, despreparo e incompetência. Mas não será isso que vai nos livrar de nossa atávica empáfia e de nossa perigosa ilusão quanto a nossos talentos. 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Três a três

Cruzeiro e Grêmio realizaram ontem, no Mineirão, coisa rara no futebol brasileiro: uma bela partida. A média de um gol a cada quinze minutos coroou o espetáculo .

sábado, 26 de novembro de 2016

Dupla celebração?

Há gremistas que poderão celebrar duplamente nos dias que virão. É que na quarta-feira o tricolor do sul pode ser o campeão da Copa do Brasil. Mas, para alguns gremistas, uma comemoração já pode ocorrer neste fim de semana — o rebaixamento do Inter. 

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Grêmio derrota o Atlético/MG

Em jogo terminado há pouco no Mineirão, o Grêmio, que jogou melhor do que o Atlético, venceu por três a um. Num estranho regulamento, não há na final da Copa do Brasil o que chamam de gol qualificado (nas demais fases do torneio esse gol é levado em conta). Na prática, isso significa que o Atlético precisa de ganhar por uma diferença de dois gols, independentemente do placar, para levar a partida para os pênaltis, no jogo da semana que vem.

O time gaúcho foi melhor em grande parte do jogo. Ainda no primeiro tempo, poderia ter feito dois ou três gols. No segundo, depois de ter jogador expulso, recuou demais; o Atlético começou a pressionar. Todavia, uma pressão feita muito mais na garra do que na técnica ou no esquema tático. Obviamente, a garra é um elemento crucial também no futebol, mas somente ela não é capaz de ganhar uma partida.

Os talentos individuais do Atlético não brilharam. O esquema tático do time foi inócuo. O jogo estava fácil para o Grêmio até o momento em que ele ficou com um jogador a menos. Fiquei até com a impressão de que houve um certo comodismo ou uma certa apatia do time gaúcho. Dada a fragilidade do Atlético, havia a sensação de que se o time do sul tivesse sido mais aguerrido, o placar poderia ter sido mais amplo.

Irresponsabilidade dizer que o Grêmio já é o campeão da Copa do Brasil. Não é delírio o torcedor atleticano conceber o Atlético ser campeão no Rio Grande do Sul, desde que a equipe jogue bem melhor do que o que jogou hoje. Por outro lado, não se pode deixar de afirmar que a equipe gaúcha deu um grande passo na partida terminada há pouco lá no Mineirão. Ganhando mesmo a competição, será pentacampeão do torneio. 

segunda-feira, 7 de novembro de 2016

Sport dá uma aula de futebol

Se eu não tiver contado incorretamente, o Sport, que derrotou o Grêmio, há pouco, no Rio Grande do Sul, trocou quarenta e sete passes antes que Diego Souza marcasse o terceiro gol (o Grêmio não marcou) do Sport.

O time nordestino tomou posse da bola aos quarenta e dois minutos e dezenove segundos do segundo tempo. A partir daí, fez o jogo girar, tendo levado a pelota por todo o campo, num vaivém envolvente e cadenciado, com a bola indo para o ataque, voltando para a defesa e novamente para o ataque.

Aos quarenta e quatro minutos e vinte e sete segundos, Diego Souza marcaria o segundo gol dele na partida, sendo que o primeiro gol do jogo, também dele, foi um golaço. A rigor, os três gols do Sport foram belíssimos (Rogério marcou o segundo).

Por mais de dois minutos, o Sport parecia estar brincando, dando uma aula de futebol, de passes, de paciência, de como tocar a bola. Ainda que se alegue que o Grêmio está é de olho na decisão na Copa do Brasil, pouco se importando com o campeonato brasileiro, o Sport marcou um gol raro no futebol brasileiro tal qual é jogado atualmente. 

domingo, 6 de novembro de 2016

O “sorteio” da CBF para a final da Copa do Brasil

Paulo Henrique Amorim, no Conversa Afiada, publicou postagem que dá a dimensão do poderio dos tentáculos da Globo: na sexta-feira, a CBF realizou “sorteio” para a final do Copa do Brasil, que neste ano será disputada por Grêmio e por Atlético/MG.

O “sorteio” da CBF foi às 9h. Só que horas antes, às 5h55, em um de seus jornais, a Globo já havia anunciado que o primeiro jogo da final da Copa do Brasil seria em Belo Horizonte. Não há como saber se os cartolas dois times envolvidos na decisão fazem parte desse esquema. 

Episódios desse naipe envolvendo a Globo são corriqueiros. Os cartolas dos grandes times, no geral, não se rebelam contra a emissora, que dá as cartas políticas e futebolísticas na Terra de Vera Cruz. A matéria no Conversa Afiada pode ser conferida aqui

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

CRUZEIRO DERROTA O GRÊMIO

O Grêmio em ascendência; o Cruzeiro em queda. O primeiro tempo do jogo contra o Grêmio foi o resultado disso. O time gaúcho venceu a primeira etapa por um a zero; além disso, acertou uma bola na trave. Após bater no poste, a pelota correu rente à linha do gol. De fato, não entrou.

Um número é sintoma da atuação ruim do Cruzeiro no primeiro tempo — o time finalizou apenas uma vez. Na segunda etapa, voltou jogando melhor do que o que havia jogado nos primeiros quarenta e cinco minutos. Conseguindo equilibrar a peleja, passou a finalizar, a ter posse de bola.

Depois de ter descolado o empate, quase se viu em desvantagem mais uma vez. Próximo à pequena área, Barcos chutou; Fábio defendeu. Pouco depois desse lance, o Cruzeiro virou a partida, num contra-ataque. O time soube manter a vantagem. Por causa disso, no fim de semana, se vencer o Goiás, será o campeão brasileiro de 2014.

Muito se tem falado no cansaço de Cruzeiro, que, em comparação com o ano passado, de fato jogou mais. Eu não saberia dizer até que ponto o cansaço é o culpado da queda no desempenho da Raposa. Na quarta-feira da semana que vem, o jogo é contra o Atlético, na decisão da Copa do Brasil. Cansado ou não, o Cruzeiro, se quiser abocanhar o título, tem de ganhar por uma diferença de três gols. 

domingo, 14 de setembro de 2014

AINDA SOBRE O RACISMO

Há uma crônica que li há algum tempo (acho que é do Verissimo); ela tem um diálogo mais ou menos assim:

— Ei, cara, há um tempão a gente não se vê. E a sua mãe, ainda trabalha na zona?
— Sim, ela ainda está lá, aprendendo com a sua.

Depois do breve diálogo, os dois amigos se abraçam e se despedem um do outro.

O que um amigo diz para outro ou o que um casal diz durante diálogo não é encarado seja como preconceito seja como xingamento por se levar em conta o contexto em que o “xingamento” é feito. Não faria sentido acusar a namorada de um negro de racismo se a ouvissem dizendo para ele, de modo insinuante, algo assim: “Gorila, vamos sair daqui agora?...”.

O que difere o xingamento de torcedores racistas do diálogo entre um casal ou do diálogo entre amigos é o contexto; as palavras podem até ser exatamente as mesmas. O tom, o contexto e as intenções são, todavia, diferentes. Atitudes como a dos torcedores que xingaram o goleiro Aranha, do Santos, desmascaram o mito da tão propalada democracia racial no Brasil, escancarando algo que o discurso nega: em palavras, divulga-se que o Brasil não é racista; em atos, o racismo viceja.

No imbróglio com Patrícia Moreira, a torcedora do Grêmio que xingou goleiro do Santos, quem se portou com dignidade foi ele. Não somente por ter denunciado Patrícia e outros torcedores ainda durante a partida, mas também por ter se negado a participar de circo midiático em que Aranha e Patrícia estariam juntos, numa armação hipócrita que por certo teria um discurso politicamente correto de que não há racismo no Brasil.

Em desdobramento recente, um eletricista chamado Elton Grais tentou incendiar a casa de Patrícia (não havia ninguém no local no momento da tentativa, pois a torcedora está em casa de familiares). Chamado, o corpo de bombeiros domou as chamas antes que tomassem conta do local. Grais, que declarou ter se sentido “ofendido” com o xingamento de Patrícia, caiu em desatino ao tentar justiçar o desatino da torcedora gremista. 

quarta-feira, 10 de setembro de 2014

CALA A BOCA, PELÉ!

O que se passa na cabeça do Pelé?! Hoje, a mais recente declaração “genial” dele foi a de que o Aranha (goleiro do Santos), que sofreu ofensas racistas lá em Porto Alegre, durante uma partida contra o Grêmio, “se precipitou” ao reagir contra quem o chamou de macaco. Edson Arantes do Nascimento disse ainda que cansou de ser tratado assim e que nunca reclamou.

A burrice pode estar num jogador de futebol ou em alguém com pós-doutorado. Isso, compreendo. O que não entendo é: será que o Pelé não tem ninguém que lhe diga que ele deveria calar a boca?! Vá lá que o amigo ou o assessor de imprensa ficasse sem jeito de dizer a Pelé para calar a boca... Que se valesse então de um eufemismo, dizendo algo do tipo “Pelé, acho que você deveria guardar suas opiniões para si”. Ou então: “Pelé, vamos analisar com calma o problema?”...

Ou será que o Pelé é turrão? De repente, não escuta aqueles que querem o bem dele (suponho que muita gente queira o bem do falastrão). Se Pelé não for cabeça-dura, será ele uma daquelas pessoas que se sobressaem gigantescamente em uma atividade mas não têm o menor senso para os demais afluentes das relações humanas?... Será que a natureza “obrigou” Pelé a saber fazer somente uma coisa na vida?... Será que ele não é capaz de se calar?... 

sábado, 6 de setembro de 2014

O RACISMO E O POLITICAMENTE CORRETO

Casos como o de Patrícia Moreira trazem à tona o debate sobre o racismo no Brasil. Ela xingou o Aranha, goleiro do Santos, de “macaco”. Em depoimento à polícia, Patrícia admitiu o xingamento, mas alegou que não teve a intenção de ser racista; ontem, durante declaração para a imprensa, em “choro” sem lágrima, voltou a dizer que não era racista. Patrícia pode responder por injúria racial; além dos xingamentos dela, há fotos antigas nas quais ela aparece em atitude preconceituosa, segurando um macaco de pelúcia vestido com a camisa do Internacional, e fazendo cara de nojo, segundo o divulgado pelo UOL.

O Grêmio foi excluído da Copa do Brasil em virtude do “espetáculo” estrelado por Patrícia e por outros gremistas. Mesmo o clube tendo colaborado com a polícia, está fora do torneio (é possível haver recurso contra a decisão). O caso, melindroso por si, ganhou mais um elemento: um dos auditores do caso que excluiu o time gaúcho é investigado pelo STJD, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva, de ter sido racista no Facebook. O nome dele é Ricardo Graiche. Em 2012, Graiche teria realizado postagens em que havia preconceito contra negros. Ele deletou a conta no Facebook depois da repercussão do caso, também informa o UOL.

À parte o que fizeram Patrícia e outros gremistas no estádio, e à parte o que foi noticiado sobre Ricardo Graiche, escutei um conhecido meu dizendo, sobre o caso ocorrido lá em Porto Alegre, no jogo em que o Aranha foi xingado de “macaco”: “Essa patrulha do politicamente correto... Nem se pode mais xingar o sujeito de macaco”. De fato, existe por aí o patrulhamento do politicamente correto, e que é de fato muito chato; às vezes, é até hipócrita — a pessoa canta o hino nacional com aparente fervor (atitude politicamente correta), mas, na surdina, locupleta-se com dinheiro público.

O politicamente correto é aparência, não  é  essência.  Fantasiado  de bom--mocismo, passa ideia de correição. Ele sabe fazer pose e sabe iludir desavisados. É cheio de lugares-comuns, adora uma retórica cheia de clichês e adora poses de rapaz trabalhador e de moça casadoira. Embora eu já tenha dito, reitero: abomino o politicamente correto. Em contrapartida, xingar uma pessoa de “macaco” não é se rebelar contra o politicamente correto (rebelar-se contra ele é necessário); xingar alguém de “macaco” é atitude de quem quer ofender e é revelador do que uma pessoa pode estar pensando sobre alguém que é preto; o calor de uma partida de futebol não é pretexto capaz de dissimular a atitude de Patrícia e demais torcedores. 

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

A BOCA DE PATRÍCIA MOREIRA

Patrícia Moreira, a torcedora do Grêmio que, ontem, xingou o Aranha, goleiro do Santos, de macaco, foi afastada de suas atividades no Centro Médico Odontológico da Brigada Militar. Patrícia é auxiliar de saúde bucal. O episódio pode resultar em punição para o Grêmio; a fim de evitá-la, o time já identificou dez torcedores que também foram racistas durante o jogo. Dois dos torcedores eram sócios do clube; foram excluídos, segundo o Grêmio. Os outros oito não poderão mais assistir a jogos do time quando ele jogar em casa. Segundo Aranha, ele também foi chamado de “preto fedido”. 

Sempre que fico sabendo desse tipo de xingamento, eu me lembro de uma frase que diz: “Um gambá cheira o outro e acha que é perfume”. Patrícia, bem como quem xingou o goleiro de “preto fedido” e aqueles que ficaram imitando macacos no jogo de ontem, acham-se, suponho, cheirosos — ou pelo menos acham que o Aranha fede. A Patrícia, o Aranha, você e eu podemos feder ou cheirar bem. Essas questões biológicas e simples parecem não fazer parte do pensamento de Patrícia e afins.

A torcedora do Grêmio e os similares dela que estavam ontem no estádio não devem ter lido “Viagens de Gulliver”, do Jonathan Swift. Se leram, podem ter passado pelo livro como quem está diante de um manual de instalação de suporte de televisor. No livro, Swift relativiza culturas, relativiza nossos cheiros, para afinal fazer concluir que somos feitos de uma mesma matéria — que pode não cheirar tão bem como gostaríamos que cheirasse. Por fim, é irônico: ao ser filmada pela ESPN, Patrícia, auxiliar de saúde bucal, mostrou que o que sai da boca dela não é nada limpo. 

domingo, 10 de agosto de 2014

DIGRESSÕES DURANTE UM INTER x GRÊMIO

Internacional e Grêmio estão jogando (a partida está no intervalo). Felipão está no comando do Grêmio. Agora, não consigo evitar: sempre que vejo Felipão, eu me lembro dos sete a um. Esse estigma parece-me tão inabalável... A impressão que tenho é a de que ele é que vai ficar, ainda que o técnico volte a ser vitorioso.

Felipe, o “Grande”, acabou fazendo com que eu me lembrasse do Parreira. No meio do futebol, não consigo me lembrar de um sujeito tão sem carisma quanto ele. Tento levar em conta que ele era o técnico da seleção campeã da Copa 1994, mas essa estratégia não funciona. O que ficam são o ar “blasé”, a declaração de que a CBF é o Brasil que dá certo e a leitura que Parreira fez da carta da dona Lúcia. 

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

O QUE FALARAM PARA O PATO?

Quando se trata de futebol, o que eu queria mesmo, às vezes, é estar dentro de campo para escutar as conversas. Ou então ter a oportunidade de perguntar aos jogadores ou ao árbitro o que teria sido dito em determinada situação.

Ontem, por exemplo, depois que o Pato perdeu o pênalti, quase todos os jogadores do Grêmio saíram em desabalada correria para fazer a festa com Dida, que sem dificuldade defendera a cobrança do jogador do Corinthians. 

Pato e os jogadores do Grêmio se encontraram antes que Dida fosse "soterrado" sob a montanha de jogadores. Um dos gremistas (salvo engano, Alex Telles) apontou o dedo para o rosto do Pato e esbravejou algo.

O que exatamente teria dito o jogador para o Pato? O gesto do atleta do Grêmio não passou a ideia de ironia. Talvez ele tenha vociferado que não era hora de fazer gracinhas ou algo assim; ou talvez tenha mandado o Pato para algum lugar. Nas entrevistas depois do jogo, não houve quem matasse minha curiosidade... 

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

BOLA MURCHA

A primeira partida oficial disputada pelo Grêmio em seu estádio, que é novo, é prova de como as coisas são feitas por aqui: o gramado estava ruim e uma proteção de acrílico não resistiu à “avalanche” que os torcedores gremistas fazem. Nessa “avalanche”, que ocorre quando o Grêmio coloca a bola na rede, os torcedores atrás de um dos gols correm para o mais perto que podem do gramado.

Depois do belo gol de Elano contra a equipe da LDU, em jogo válido pela Libertadores, a torcida do time do sul cumpriu seu “ritual” de comemoração, salvo engano inspirado na comemoração de uma torcida argentina. A proteção de acrílico não suportou a pressão feita pelos torcedores e cedeu; algumas pessoas se feriram. Segundo o canal Fox Sports, o Corpo de Bombeiros já avisara da fragilidade da proteção no estádio. E no ano que vem, vai haver Copa por aqui...

domingo, 16 de dezembro de 2012

CORINTHIANS CAMPEÃO MUNDIAL

Sou fã do Tite desde quando, numa decisão de Copa do Brasil, em 2001, ele deu um “nó” no próprio Corinthians. Na época, Tite era técnico do Grêmio.

Hoje, Tite foi vitorioso novamente, depois de o Corinthians derrotar o Chelsea num ótimo jogo. O goleiro Cássio pegou demais; e pode-se dizer que no torneio a equipe de São Paulo foi um time de Guerrero. Parabéns para eles.