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quarta-feira, 16 de março de 2022

Prime Video x Netflix

Em 2001, o Vasco, em tese, sem receber dinheiro, estampou, nas camisas dos jogadores, numa peleja contra o São Caetano, o logotipo do SBT, na intenção de provocar a Globo, que transmitiu o jogo. Foi muito divertido assistir à partida. Enquanto digito estas palavras, o Tuntum está jogando contra o Cruzeiro pela Copa do Brasil. O jogo está sendo transmitido pela Prime Video. Na camisa do Tuntum, o logotipo da Netflix. Que o patrocínio tenha rendido uma grana legal para o Tuntum. 

quinta-feira, 20 de agosto de 2015

GENTILI

Recentemente, Danilo Gentili ironizou convite de Maurício Meirelles, humorista, para que o apresentador do SBT se apresentasse em Boa Vista, capital de Roraima. Eis a resposta de Gentili: “Show em Roraima? Tá louca que vou fazer show nessa bosta de lugar? Vocês vão pagar meu cachê com o quê? Com peixe ou com prostitutas? Prefiro fazer show no inferno”.

O Danilo Gentili é engraçado (mas nem tanto assim) quando diz que é humorista. 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

SOBRE MARCAS E MARCOS

Palmeiras e Atlético/MG fizeram o jogo de abertura do campeonato brasileiro deste ano. Faltando meia hora para o início da partida, Globo e CBF ordenaram que as placas que continham os dizeres “Allianz Parque” fossem parcialmente tapadas: esconderam o “Allianz”. A seguradora alemã pagou trezentos milhões de reais para ter o nome exibido no estádio e para nomeá-lo.

Paulo Nobre, o presidente do Palmeiras, justificou-se, dizendo que os letreiros do estádio, em virtude de acordo, não pertencem ao clube. Além do mais, a iniciativa contou com o apoio da CBF, patrocinada pela Seguros Unimed, concorrente da patrocinadora do Palmeiras. A iniciativa da Globo não se trata apenas de não fazer propaganda involuntária para a Allianz.

Isso me remete ao ano de 2001, quando o Vasco usou o logotipo do SBT na decisão de um torneio chamado Copa João Havelange. No dia trinta de dezembro de 2000, a decisão entre Vasco e São Caetano, em São Januário, foi interrompida devido à queda de alambrado. Cento e sessenta e oito pessoas ficaram feridas. Eurico Miranda, que era o presidente do Vasco na época (recentemente, ele voltou ao cargo), não gostou da cobertura que os meios de comunicação (em especial a Globo) deram para o caso.

Esperto que é, Eurico Miranda conseguiu disseminar na equipe a ideia de que o Vasco estaria sendo “perseguido” pela mídia. Mas ninguém poderia imaginar o que ele estava urdindo. Uma nova partida foi marcada para o dia dezoito de janeiro de 2001; o jogo foi disputado no Maracanã. Nessa data, com exibição da Globo, o Vasco entrou em campo com o logotipo do SBT estampado na camiseta. 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

EM PÂNICO

Que tecnicamente o Emílio Surita é um baita locutor, até as tarântulas sabem. Acompanhei a carreira dele até à primeira metade da década de noventa. Depois disso, talvez por já estar ficando velho, fui perdendo o interesse em escutar a Jovem Pan FM, uma rádio voltada em essência para o público adolescente.

Ontem, após assistir a um vídeo, fiquei surpreso com a consciência político-social do Emílio Surita. Ao entrevistar a Rachel Sheherazade, que trabalha para a Jovem Pan e para o SBT, Surita revelou uma sensatez que eu desconhecia. Não que eu o julgasse destemperado: é que simplesmente eu não tinha conhecimento do que ele pensa sobre questões como, por exemplo, a redução da maioridade penal.

É sempre bom quando se tem a chance de saber o pensamento, concordando-se ou não com ele, de profissionais que estão em destaques nos grandes meios de comunicação. No caso do Emílio Surita, não deixa de surpreender a moral que ele tem, por ter dito o que disse numa rádio cujas pautas estão em sintonia com as demandas da atual direita no Brasil.


Não raro, mandachuvas são boçais; chega a ser um mérito para o Tutinha, dono da emissora, permitir na rádio dele, num dos programas de maior audiência do rádio brasileiro, um locutor transmitir ideias que não são as do veículo em que ele trabalha. Digo isso partindo do princípio de que ou o Emílio Surita tem carta branca para dizer o que pensa ou não sofrerá retaliação pelo que disse. 

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

O BRASIL QUE ODEIA

A Folha de S.Paulo noticiou ontem que Aécio teria debochado de Dilma após o mal-estar que ela sentiu depois do debate promovido pelo SBT. Em conversa com Marina Silva, o tucano teria dito: “Deu o desespero. Viu que ela passou mal?”. Isso não surpreende. O mundo está cheio de pessoas que debocham, por exemplo, de tombos ou que torcem para que a doença de alguém se agrave. Lembro-me de que quando o Lula foi diagnosticado com câncer, houve quem publicasse em blogues desejar a morte dele.

Se comparado com o do médico Milton Pires, do Rio Grande do Sul, o comentário de Aécio soa como inocente trecho de contos de fadas: Pires, sabedor de que Dilma tivera um mal-estar depois do debate, postou no Facebook: “Tá se sentindo mal? A pressão baixou? Chama um médico cubano, sua grande filha da puta!”. Como era de se esperar, a postagem obteve muitas curtidas. Segundo o Pragmatismo Político, Pires é funcionário da prefeitura de Porto Alegre. O comentário postado pelo médico mostra o nível que tem havido no “debate”.