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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Duas mulheres

Gabriel García Márquez, no conto “Eva está dentro de su gato” (título original) e Charles Bukowski, no conto “A mulher mais linda da cidade” (infelizmente, não me lembro do nome de quem o traduziu) lidam com algo em comum: cada uma das histórias retrata uma mulher que renega algo que muitos gostariam muito de ter — a beleza física. Tanto na narrativa de García Márquez quanto na de Bukowski, há uma mulher que gostaria de ser valorizada não pela beleza que tem, mas pelo que nelas não se enxerga com os olhos. Belo tema. 

segunda-feira, 28 de maio de 2018

Documentário sobre Gabriel García Márquez

Assisti ontem ao terno documentário Gabo: a Criação de Gabriel García Márquez [Gabo: the magic of reality], do diretor Justin Webster. A produção, disponível na Netflix, é de 2015, realizada, portanto, um ano depois da morte do autor colombiano.

Amigos e parentes de García Márquez dão depoimentos sobre a vida e a obra do escritor, destacando as facetas da vida dele. Mesmo para leitores e conhecedores da vida de Gabo, como ele era conhecido pelos amigos, o documentário vale a pena, principalmente pelos trechos de entrevista que há com o próprio autor.

Para os que querem adentrar no universo de García Márquez, o documentário enfoca os pilares tanto da obra quanto da vida do criador de O Outono do Patriarca. O episódio do rompimento com Vargas Llosa não é mencionado, mas a amizade de García Márquez com Fidel Castro, que tanto debate gerou, é abordada.

No todo, um belo e feliz tributo a um autor que parece ter tido uma vida bela. Por mais piegas que possa parecer, a impressão que tenho de García Márquez é a de que ele foi uma pessoa feliz. Gabo: a Criação de Gabriel García Márquez faz justiça a isso. 

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Gratto, Muylaert

Hoje pela manhã, recebi via whatsapp um vídeo que tem narração de um texto [1] atribuído a Herton Gustavo Gratto. À medida que o texto vai sendo lido, belas imagens completam o trabalho. Eu nunca tinha ouvido falar de Herton Gustavo Gratto. Conferi o perfil dele no Facebook. O texto que recebi pela manhã foi escrito por ele; está na linha do tempo do ator, dramaturgo, poeta, roteirista e compositor, segundo identificação fornecida por ele.

No texto, o eu lírico é de uma pessoa de classe média ou de classe alta que assume o discurso de ataque contra o ex-presidente Lula não pelos erros dele, mas pelos acertos. Para muitos, não é paradoxal criticar alguém pelos acertos. Tais acertos deram alguma possibilidade de ascensão intelectual e financeira a quem não tinha contexto favorável para exercer a inteligência. Isso, estranhamente, incomoda muitos que têm dinheiro (ou pensam que têm).

O tom do texto de Herton Gustavo Gratto acabou me remetendo ao filme Que horas ela volta?, de 2015, dirigido por Anna Muylaert, que também é a roteirista. Jéssica (interpretada por Camila Márdila), personagem do filme de Muylaert, é encarnação ou personificação dos atacados no eu lírico do poema de Gratto. Ou, seguindo linha cronológica, o texto de Gratto é a transformação em verso do roteiro da diretora.

O filme não menciona nomes de políticos, mesmo deixando claro que a história se passa num período em que, graças às políticas públicas implantadas pelo PT, o viciado cenário social brasileiro, governado há séculos pela “elite da rapina” (valendo-me de expressão do Jessé Souza), deu oportunidade de conquistas financeiras e intelectuais a pobres.

No livro Cheiro de goiaba, Plinio Apuleyo Mendoza pergunta a Gabriel García Márquez: “Que tipo de governo você desejaria para o seu país?”. A resposta do escritor é simples: “Qualquer governo que faço os pobres felizes. Imagine!” [2].

Lula fez com que os pobres percebessem em dimensão inédita que o país é deles também e que eles também têm o direito de ser felizes. Tanto o filme de Muylaert quanto o texto de Gratto escancaram que há uma parte da elite que se ressente com a felicidade do outro se esse outro for pobre. Até o Reinaldo Azevedo admite que “é evidente que Lula está sendo vítima de um processo de exceção e de procedimentos que agridem o direito de defesa” [3]. Uma elite que faz maracutaias para que as riquezas do país sejam somente dela não vai garantir a um ex-metalúrgico barbudo, de dicção ruim e com quatro dedos numa das mãos o direito de defesa.
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[1] Disponível em https://bit.ly/2ErGSmG. Acesso em 06/04/2018.

[2] MÁRQUEZ, García Gabriel. Cheiro de goiaba: conversas com Plinio Apuleyo Mendoza. Tradução de Eliane Zagury. Rio de Janeiro. Record. 1993. Pág. 113.

[3] Disponível em https://bit.ly/2q8oafG. Acesso em 06/04/2018. 

terça-feira, 31 de outubro de 2017

Quanto pesa um morto?

Somente há algumas horas assisti a Infidelidade [Unfaithful] (2002), do diretor Adrian Lyne. Os roteiristas são Claude Chabrol, Alvin Sargent e William Broyles Jr. Nos papéis principais, Richard Gere, Diane Lane e Olivier Martinez.

Edward Summer (interpretado por Gere) mata Paul Martel (interpretado por Olivier Martinez), pois Martel tinha um caso com Connie Summer, esposa de Edward (Connie é interpretada por Diane Lane). Logo após o homicídio, Edward não sabe bem o que fazer com o cadáver. Decide então enrolar o corpo morto num cobertor; a seguir, prende o tecido com fitas adesivas e arrasta Paul para dentro de um velho elevador, que estava com defeito. Por causa disso, o elevador emperra entre dois andares. É quando Edward ergue do chão o morto. Erguendo-o, consegue elevá-lo acima dos ombros e deixá-lo novamente no chão, fora do elevador.

Enquanto eu assistia à peleja de Edward com o corpo de Paul, fiquei pensando na força que ele teria de fazer para tirar o morto do chão e erguê-lo. Mal esse pensamento me ocorrera, eu me lembrei de uma frase que está num dos romances do Gabriel García Márquez: “Você não sabe o quanto pesa um morto”. Segundo García Márquez, quando ele ainda era criança, essa frase lhe fora dita pelo avô dele.

Algo em torno de dez ou quinze anos antes da morte de Márquez, tentei enviar algumas perguntas para ele, no que seria uma entrevista. Enviei esse conteúdo para a editora que o publica no Brasil, pedindo à equipe da empresa que encaminhasse as perguntas para ele. Não obtive retorno. Depois, vasculhando a internet, consegui o que, salvo engano, era o e-mail profissional de um dos irmãos de García Márquez. A pessoa com quem entrei em contato poderia não ser um dos irmãos dele, a despeito do sobrenome, que era o mesmo do autor. Também não obtive retorno para esse e-mail. Fui abusado em tentar conseguir a entrevista, pois sou desconhecido, não trabalho em nenhum grande periódico. Mas não havia delírio. Eu estava ciente de que era improvável o escritor receber as perguntas que eu havia preparado.

Há algumas horas, assistindo à cena que ocorre dentro do elevador no filme de Adrian Lyne, eu me lembrei de frase do avô do Gabriel García Márquez. Penso que o autor teria gostado de saber disso. Mas ainda que ele tivesse recebido as perguntas que enviei ao tentar entrevistá-lo, eu não comentaria sobre a cena do filme, pois só hoje é que o conferi. Mesmo assim, suponho que o autor teria gostado de saber que a frase do avô dele ainda reverbera.

“Você não sabe o quanto pesa um morto”.

quarta-feira, 14 de junho de 2017

De Marco Aurélio para García Márquez

Acabei de ler uma frase no “Meditações”, do Marco Aurélio, que bem poderia ter sido a epígrafe de “Cem anos de solidão”: “Próximo decerto o teu esquecimento a respeito de tudo, e próximo o esquecimento de tudo a respeito de ti”. 

quinta-feira, 12 de janeiro de 2017

Tenho algo em comum com Mick Jagger!

A editora Abril, depois de, por intermédio da Veja, apontar Marcela Temer como a salvadora da combalida popularidade de Temer, mais uma vez, dá provas de que seu não jornalismo somente não é risível porque é cruel, perverso. Desta vez, não foi a Veja, mas a Exame.

A mais recente edição da revista tem Mick Jagger na capa. Acima da manchete, tem-se: “A nova aposentadoria”. A manchete: “O que você e ele têm em comum”. O pronome “ele” se refere a Mick Jagger. Abaixo da manchete: “Talvez não seja a fortuna, nem o rebolado, nem os oito filhos. Mas, assim como Mick Jagger, você terá de trabalhar velhice adentro. A boa notícia: preparando-se para isso, vai ser ótimo”.

Mick Jagger, de acordo com a lei britânica, tem, desde 2008, direito a uma aposentadoria do governo. O texto da cínica capa diz que “assim como Mick Jagger, você terá de trabalhar velhice adentro”. Dizem que Jagger tem de trabalhar. Não tem. Trabalha porque quer. Ele tem a opção de não trabalhar.

Mas a revista nos compara a Mick Jagger. O que teríamos em comum com ele? Tanto nós quanto ele teremos de trabalhar na velhice. É assim: eu terei de trabalhar quando ficar velho. Mick Jagger é velho e tem, segundo a Exame, de trabalhar. Logo, se eu ficar velho e estiver trabalhando, terei algo em comum com Mick Jagger, que é justamente estar trabalhando.

Desse modo, caso eu chegue a ter no futuro a idade que Jagger tem hoje, e caso eu esteja trabalhando, poderei dizer: “Uau, pessoas, eu sou mesmo incrível, pois tenho algo em comum com o Mick Jagger. Tenho hoje a idade que ele tinha em janeiro de 2017, e estou trabalhando”.

Esse é um ponto em comum irrelevante, superficial. De modo análogo é como se eu dissesse: “Eu, Lívio, vesti roupa toda branca um dia desses; vi uma foto em que o Gabriel García Márquez usava uma roupa toda branca. Logo, tenho algo em comum com García Márquez”.

A desfaçatez da publicação se completa com o uso do adjetivo “ótimo” ao defender as regras de aposentadoria do atual governo. Só faltou inserirem na capa o verso da canção do Maroon 5: “I’ve got the moves like Jagger”. I don’t have such moves. 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

A história por trás da foto (95)

Muito infelizmente, não me lembro de quem tirou esta foto. Além disso, não tenho a menor ideia de quando ela foi tirada. Deparei-me com o registro no sábado à tarde, num momento em que a intenção era revisitar palavras, não imagens.

Nessa intenção, saquei da estante o “Crônica de uma morte anunciada”, do García Márquez. Enquanto eu o folheava, percebi que havia uma foto dentro do livro. Também não faço a menor ideia de como a fotografia foi parar dentro do destino de Santiago Nasar. Do que sei, é que ela, por questões óbvias, é do tempo em que trabalhei em rádio.

O da esquerda é o Rubinho, que foi vocalista da banda O Gabba, grupo local que tinha como integrantes além dele, Rubinho (vocal), Bruno Fontoura (teclado), Moisés Martins (guitarra), Dell Luiz (baixo) e Cleanto Braz (bateria). Em 2002, lançaram o CD “Alerta”.

O Rubinho e o guitarrista Márcio Lopes, que posteriormente seria integrante da banda O Gabba, com a saída de Moisés Martins, fizeram, certa vez, um show no teatro municipal Leão de Formosa. De última hora, o Rubinho me ligou, convidando-me para participar da atração.

Fiz o papel de um locutor de rádio que estava entrevistando Rubinho e Márcio. Não houve roteiro, tudo foi improvisado. O fio condutor foi o de que, num misto de apresentação musical e teatral, eu entrevistei, para um fictício programa de rádio, os dois dos integrantes da banda O Gabba, que, no tempo vivido no palco, já era uma banda consagrada. A foto da postagem não foi tirada no mesmo dia da performance no teatro. Isso foi em vinte e um de agosto de 2004.

A atriz Maria Célia Costa Santos também participou, no papel de uma ouvinte que ligava para a estação de rádio a fim de tietar os integrantes da banda. Também muito infelizmente, não me lembro de quando essa apresentação foi realizada. 

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Uma tarântula para García Márquez

No já longínquo vinte e quatro de agosto de 1996, publiquei, num jornal local, em coluna que eu mantinha, breve nota sobre a palavra “tarântula”. Na ocasião, mencionei o que o Aurélio dizia sobre o termo: “Espécie de aranha européia da família dos licosídeos, cuja picada causa febre, delírio e, segundo a crença popular, singulares sintomas que levariam o doente a cantar e dançar”.

É a palavra com o significado mais fabuloso que conheço. Na mesma nota publicada em 1996, sugeri aos leitores que conferissem no dicionário o significado de “tarantismo” (ou “tarantulismo”). Segundo o Houaiss: “Afecção nervosa caracterizada por desejo incontrolável de dançar, atribuída à picada de aranha (tarântula)”.

Esta postagem não é propaganda do que já fiz nem ataque de saudosismo. Não sou do tipo saudosista. Pode ser que quando eu ficar ainda mais velho eu passe a ser. Escrevo esta postagem por ter lido há instantes que um novo tipo de tarântula foi descoberto recentemente na Colômbia, segundo a Newsweek.

A descoberta foi publicada em artigo, que tem autoria de Carlos Perafán, William Galvis, Miguel Gutiérrez e Fernando Perez-Miles. Ainda de acordo com a Newsweek, o novo tipo de tarântula foi descoberto nas proximidades de onde viveu o García Márquez (ele nasceu em Aracataca). Como, segundo a revista, os cientistas são fãs do escritor, decidiram homenageá-lo ao batizarem o novo tipo de tarântula, que tem o nome científico de Kankuamo marquezi. Puro realismo mágico. 

segunda-feira, 18 de julho de 2016

Narradores felizes

Há narradores felizes. O narrador de “O amor nos tempos do cólera” é feliz; Riobaldo, a despeito do que conta, é um dos narradores mais felizes que há. A persona literária de Borges é muito feliz. Essa persona e Riobaldo têm em comum o encantamento pelo mundo, pela metafísica, pela cogitação. Otto Lara Resende, em suas crônicas, foi outro que criou um narrador muito feliz. 

domingo, 19 de junho de 2016

"Chove lá fora"

Até hoje, não sei se chove mais em “Cem anos de solidão”, do García Márquez, ou em “Blade Runner”, do Ridley Scott. 

terça-feira, 22 de março de 2016

Clinton, Fidel, Márquez, Obama

García Márquez era amigo de Fidel Castro e de Bill Clinton. Era criticado tanto pela amizade com este quanto pela amizade com aquele. Dizia que muitas das desavenças entre Cuba e EUA desvaneceriam se Fidel e Clinton simplesmente se sentassem para conversar. Hoje, Obama em Havana. Suponho que o escritor teria gostado de assistir a isso. 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Duas felicidades

Há um paralelo, que reconheço ser um tanto ingênuo, que faço entre as obras de Borges e de García Márquez: ambos produziram uma literatura feliz, por mais pobre que esse adjetivo soe.

O argentino, por intermédio de um ludismo nobre e elevado, cheio de referências literárias; o colombiano, por meio de uma prosa fluente, com senso de humor e permeada pelas facetas do sentimento amoroso.

Em García Márquez, a questão política fala mais alto do que em Borges, que, no todo, voltava-se mais para uma literatura que faz de si seu grande tema, bem como para deliciosas questões metafísicas. Já García Márquez, a despeito de magias macondianas, tem, por assim dizer, um enfoque mais terreno.

Ambos, contudo, tanto em suas literaturas quanto em suas entrevistas, apontam para uma felicidade possível, tanto a partir da criação literária quanto a partir das circunstâncias da vida. Parece-me que foram dois felizes. 

terça-feira, 27 de outubro de 2015

APONTAMENTO 289

O Guimarães Rosa escreveu que “o sertão está tem toda a parte”; o García Márquez, que “Aracataca foi desde suas origens um país sem fronteiras”; por fim, o Tolstói: “Se queres ser universal, canta tua aldeia”. A literatura ensina o cosmopolitismo também. 

quarta-feira, 4 de março de 2015

PREFERÊNCIAS

Prefiro maçã a pera. 
Prefiro Cynara Menezes a Rachel Sheherazade. 
Prefiro Hulk a Huck.
Prefiro vinho a uísque.
Prefiro García Márquez a Vargas Llosa.
Prefiro hábito a rotina.
Prefiro ESPN a SporTV.
Prefiro livro a tela.
Prefiro arroz a feijão.

Prefiro Beatles e Rolling Stones. 

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ, BILL CLINTON, FIDEL CASTRO

Quando Fidel Castro e Bill Clinton ocupavam o poder, Gabriel García Márquez, que era amigo de ambos, disse que a situação entre EUA e Cuba poderia ser melhorada caso os dois comandantes se encontrassem pessoalmente. Não tenho notícia se tal conversa efetivamente ocorreu. À parte isso, García Márquez declarou que os dois entender-se-iam caso conversassem face a face.

A convivência do escritor colombiano com poderosos (em especial com Fidel) era comumente criticada. Havia quem sugerisse que Márquez, nascido em Aracataca, pequena cidade na Colômbia, era apenas um adulto deslumbrado com o poder. Fascinado ou não pelo poder, o escritor atuou informalmente como uma espécie de diplomata, não somente na relação entre EUA e Cuba.

García Márquez não viveu para testemunhar o anúncio de Obama, feito nesta semana. Bill Clinton, em entrevista concedida dias após a morte do escritor, disse que Márquez lhe pedira, enquanto Clinton era presidente, que o embargo a Cuba tivesse fim. Em entrevista, o ex-presidente americano declarou que acreditava desfazer o bloqueio contra Cuba em seu segundo mandato. 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

UM LUGAR

“Como todo possuidor de uma biblioteca, Aureliano se sabia culpado de não conhecê-la até o fim”. Esse Aureliano não pertence à estirpe dos Buendía, mas à imaginação do Borges. Ademais, não importa se é Macondo, não importa se é um ponto numa casa em Buenos Aires ou se é uma calçada em Joinville. São lugares. E o que há num lugar? “O que há num nome?”. 

sábado, 24 de maio de 2014

A LITERATURA SERVE PARA QUÊ?

Há aproximadamente quatro anos, Flavia Wagner foi sequestrada e mantida refém no Sudão por cento e cinco dias. Nesses momentos de angústia, ela conta, em emocionante relato, que um livro de García Márquez foi o que a manteve esperançosa. O texto, em inglês, está aqui

terça-feira, 22 de abril de 2014

ERA UMA VEZ UM CONTADOR DE HISTÓRIAS

Em espanhol: primeiro capítulo de livro inédito de Gabriel García Márquez. Pode ser que a obra venha a ser publicada incompleta. Ainda assim, este primeiro capítulo é como se fosse um conto, no sentido de ter começo meio e fim. No texto, o velho Gabo contador de histórias que conhecemos. Para conferir, clique aqui

sexta-feira, 18 de abril de 2014

O LUGAR DE GABRIEL GARCÍA MÁRQUEZ





Certa vez, estive em Cordisburgo/MG estritamente para conhecer a cidade em que Guimarães Rosa havia nascido. Lá, estive na casa onde o escritor morou, hoje transformada em museu. Durante o trajeto, de dentro do ônibus, pude observar estabelecimentos comerciais cujos nomes fazem referência ao universo de Guimarães Rosa. Lembro-me de haver uma borracharia Grande sertão: veredas. Acho que era mesmo uma borracharia.

Há tempos era minha intenção conferir, por intermédio do Google Maps, Aracataca, na Colômbia; é a cidade em que nasceu Gabriel García Márquez. Hoje, finalmente, “visitei” o lugar. A exemplo de Cordisburgo, com suas referências ao mundo de Guimarães Rosa, há em Aracataca referências ao de García Márquez.

(Essa minha “turnê” por Aracataca confirma a “profecia” do cigano Melquíades, exibindo um óculo de alcance, logo no segundo parágrafo de “Cem anos de solidão”: “Dentro de poco, el hombre podrá ver lo que ocurre en cualquier lugar de la tierra, sin moverse de su casa”.)

Nas imagens desta postagem, conseguidas via Google Maps, dois registros de um comércio em Aracataca; o nome do estabelecimento é o nome da cidade de “Cem anos de solidão”. Também nesta postagem há a frente do museu dedicado a García Márquez; é o lugar em que ele nasceu. O endereço é Carrera 5 Nº 6 — 35. Em frente ao museu, réplicas de como era a casa quando o escritor nasceu podem ser adquiridas.