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quarta-feira, 27 de maio de 2015

"LET THE RIVER RUN"

Mais uma vez, o Cruzeiro deu provas de que não é confiável quando tem diante de si, no Mineirão, jogos decisivos contra equipes estrangeiras. No jogo que terminou há pouco, o River Plate, com mérito e com louvor, tirou a Raposa da Libertadores.

A partida desnudou o que vinha sendo camuflado pelo fato de o Cruzeiro ter seguido na competição, após eliminar o São Paulo: o time está mau. A sensação — ilusória — de que o Cruzeiro tinha fôlego para seguir na Libertadores aumentou depois de a equipe de BH ter vencido o River Plate, lá na Argentina, por um a zero, na semana passada.

Num jogo dinâmico, os jogadores do Cruzeiro pareciam estar a quilômetros de distância uns dos outros. O River Plate se esbaldou no desajeitamento cruzeirense, dando uma aula de técnica, de empenho, de futebol. O Cruzeiro fez um papelão; à parte isso, digam o que disserem, argentino sabe jogar futebol.

No intervalo, bem que o jogador Willian, em entrevista, disse que seria preciso conversar, pois se corria o risco de um vexame, que ocorreu. O baile que o River Plate deu evidenciou a fragilidade do Cruzeiro, que não decolou no campeonato brasileiro, sob a alegação de que o objetivo era a Libertadores. Se jogar a bolinha que jogou há pouco, pode ser que não decole nem no torneio nacional. 

SIMETRIAS

Neste momento, no Beira-rio, o que é vermelho em um é branco no outro. E vice-versa. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

CRUZEIRO PROSSEGUE NA LIBERTADORES

Tendo perdido o primeiro jogo, em São Paulo, na semana passada, era natural que o Cruzeiro tomasse a iniciativa de modo mais incisivo na partida de ontem, realizada no Mineirão, principalmente levando-se em conta que até então a equipe vinha jogando com apatia. Foi a primeira partida do ano em que Cruzeiro jogou de modo a deixar o torcedor mais esperançoso.

Na contenda disputada no Morumbi, o São Paulo jogou muito melhor do que o Cruzeiro, que parecia satisfeito demais em sair de lá com um empatezinho. Jogou tão acuado, tão defensivamente, que nem um empate conseguiu; ademais, não fosse a performance excelente do goleiro Fábio, o São Paulo poderia ter goleado a equipe mineira. No jogo da semana passada, o São Paulo foi muito melhor do que o Cruzeiro; no jogo de ontem, o Cruzeiro foi “apenas” melhor do que o São Paulo.

Os primeiros quinze minutos do jogo de ontem tiveram o roteiro tradicional: o Cruzeiro pressionou, pois, além de jogar em casa, era o time que precisava da vitória. Ainda num roteiro que não surpreendeu, o São Paulo, que na semana passada também saiu de sua letargia, passados os famosos quinze primeiros minutos, conseguiu fazer com que o domínio do Cruzeiro fosse menos acachapante.

Os frutos da pressão realizada pela Raposa no primeiro tempo foram colhidos no segundo. Ou na cobrança de pênaltis, dependendo de como se encare. Aos nove minutos, Damião empurrou para as redes. Não tendo o Cruzeiro conseguido marcar mais um gol, o classificado seria decretado nas penalidades.

Damião, que fizera o gol que levou o Cruzeiro à cobrança de pênaltis, foi o primeiro a cobrar pelo time de BH; não marcou. Manoel também não teve êxito na cobrança dele. Pelo São Paulo, Sousa, Luís Fabiano e Lucão não marcaram; nos pênaltis, quatro a três para o Cruzeiro. Na sequência do torneio, o time vai enfrentar ou o Boca Juniors ou o River Plate nas quartas de final. O River venceu a primeira partida por um a zero; a segunda será hoje à noite.