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domingo, 13 de fevereiro de 2022

A história por trás da foto (110)


Uma coisa é a foto concebida na mente; outra coisa é a foto realizada. Esse princípio vale para qualquer produção. No meu caso, geralmente, a foto realizada está aquém da foto concebida. Isso não significa que a foto realizada não possa estar além da foto concebida. Há ocasiões em que foto ou fotos podem ficar melhores do que aquilo que havia sido imaginado.

Foi o que ocorreu ontem. O Luiz Araújo, comerciante e fotógrafo, havia encomendado uma máscara para que fosse usada em um ensaio fotográfico. Tendo a máscara aspecto sinistro, a ideia era, naturalmente, realizar imagens com atmosfera sinistra. Para isso, o Luiz convidou o Douglas Rodrigues (os dois são amigos) para que ele fosse o modelo.

Além da máscara, para compor o visual, o Luiz me pediu emprestado um blusão verde que tenho. De minha parte, achei melhor pedir ao Douglas que usasse uma capa amarela que também tenho. Além da máscara e da capa, um porrete também comporia o figurino. Decididos esses aspectos, fomos realizar os registros.

Para as fotos que tirei, eu já tinha em mente que usaria flash em todas elas. O flash, além de, nesse ensaio, jogar luz sobre o assunto principal, permitiria que eu subexpusesse o ambiente, por intermédio do manejo de ISO, de abertura e de velocidade. Para que a velocidade da cortina não estivesse acima da velocidade de sincronismo do flash (ou para que estivesse pouco acima da velocidade de sincronismo), usei na lente um filtro ND. 

Observando as fotos ainda no visor, eu já estava gostando dos resultados. Quando comecei a fazer a edição das imagens, fui fazendo os ajustes na intenção de intensificar nelas o caráter sinistro, caráter esse que era, desde o início, minha intenção.

Eu poderia intencionar, mas poderia, seja como for, errar a mão nas capturas das imagens ou na edição. O figurino estava perfeito, de modo que caberia a mim, a partir da composição, das técnicas no momento do clique e da edição, materializar o que estava no pensamento. Os resultados me satisfizeram. Agradeço ao Luiz Araújo, pelo convite para que eu também fizesse algumas fotos, e ao Douglas Rodrigues, pela presteza e paciência durante o ensaio.
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Ficha técnica

Câmera: Canon EOS R
Lente: Canon 50mm 1.8
Flash: Godox AD600BM
Modificador de luz: sombrinha refletora de um metro e vinte de diâmetro. 
Filtro ND acoplado à lente

1/250
F/2.5
ISO 100 

domingo, 31 de julho de 2016

A história por trás da foto (93)





Há um tempão, era meu objetivo fotografar palha de aço, depois de se atear fogo nela. É que o efeito que há quando a palha de aço é girada enquanto pega fogo é muito legal. Para concretizar minha intenção, contei, ontem, com a ajuda do amigo Luiz Araújo, que não somente sugeriu um lugar seguro em que as imagens pudessem ser feitas (é que as faíscas que são liberadas pela palha de aço podem causar incêndios), como se predispôs a passar correndo em frente à lente, a fim de que diferentes efeitos fossem produzidos enquanto eu fotografava.

Esse tipo de foto requer longa exposição. No caso das fotos desta postagem, esse tempo foi de trinta segundos; obviamente, a câmera estava apoiada em tripé. Somente na última foto da sequência o Luiz ficou sem sair do lugar; nas demais, ele passou correndo em frente à lente enquanto eu fotografava. Para que efeitos dessa natureza fossem produzidos, o Luiz prendeu a palha de aço naquelas presilhas que usamos quando prendemos a guia na coleira dos cachorros; essa guia, por sua vez, era girada.