Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Filosofia. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

Descartes

Na segunda parte de seu Discurso do método, René Descartes (1596-1650) elenca quatro preceitos que seriam os pilares de sua conduta. O primeiro desses preceitos diz o seguinte: “Jamais aceitar algo como verdadeiro sem saber com evidência que seja tal” [1]. Avant la lettre, Descartes ofereceu dica básica de como se precaver contra notícias falsas na era da internet.
_____

[1] DESCARTES, René. Discurso do método; Meditações. Tradução de Roberto Leal Ferreira. 2ª edição. São Paulo. Martin Claret. 2012. 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

JAY-Z EM "LOST"

O trecho que o Jay-Z fala em “Lost”, do Coldplay, vai muito além de ser uma bela reflexão sobre o lado trágico que o sucesso ou a fama pode trazer. Por conter essa reflexão, o trecho já é riquíssimo. Não bastasse, os argumentos e os questionamentos que desenvolve acabam resvalando para a filosofia, a sociologia e o comportamento pérfido da mídia. Brilhante. 

quinta-feira, 2 de julho de 2015

“ESTRELAS QUE ME GUIAM RUMO À SALVAÇÃO”

No trabalho de conclusão de curso de pós-graduação que fiz em filosofia, apresentei texto intitulado “A filosofia da MPB”. Minha ideia é a de que letras de canções populares podem realizar reflexões filosóficas. No trabalho, como argumento, separei algumas letras e as comentei.

Não raro, penso em fazer o mesmo com letras de canções internacionais. Se essa tarefa ainda não foi realizada, isso se deve a uma preguiça congênita e a uma desavergonhada indisciplina, o que, é claro, depõe contra mim.

Por causa disso, tenho pensado com frequência num trecho, que tem teor filosófico, de “Africa”, do Toto: “I seek to cure what’s deep inside / Frightened of this thing that I’ve become [Busco curar o que está bem no fundo / Assustado com esta coisa que me tornei]. 

quinta-feira, 19 de março de 2015

VIVER BEM SE APRENDE

 A primeira vez em que tive contato com o trabalho do Alain de Botton foi quando li o livro “Ensaios de amor”, sobre o qual escrevi resenha. Depois, li “As consolações da filosofia”. A seguir, passei a conferir mais do trabalho dele via internete.

Mesmo levando-se em conta a obra dele como romancista e como filósofo, vejo Alain de Botton sobretudo como professor, como alguém que quer ensinar de que modo a filosofia pode nos ajudar a ter uma vida melhor no mundo tal qual ele é configurado.

Alain de Botton dá um enfoque essencialmente prático à filosofia, fazendo com que ela deixe de ser uma disciplina acadêmica e se torne uma ferramenta por demais útil para que lidemos melhor com o que somos, com as pessoas e com as coisas do mundo.

Sendo mais explícito: num texto intitulado “Sobre exercitar a mente”, De Botton partilha a ideia de que assim como há exercícios para a corpo, há também exercícios para a mente. Como o enfoque é prático, ele indica “ginásticas” que podem ser feitas para que a mente entre em forma.

Desse modo, o filósofo dissemina algo bonito e que tem estado ausente da conduta das pessoas: o pensamento de que coisas “etéreas” podem ser aprendidas e exercitadas. Assim como precisamos treinar e repetir muito se quisermos, por exemplo, aprender a tocar um instrumento, o mesmo se dá, digamos, com as virtudes ou com a polidez. Elas também podem ser aprendidas e exercitadas.

Caso se interesse, ele está no Facebook. Você pode visitar também The school of life ou The book of life.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

INDIVIDUAL E COLETIVO

A política, em teoria, é uma solução coletiva. A filosofia, em teoria, é uma solução individual. Parece-me que apenas uma dessas possíveis soluções não basta. Um homem sereno terá mais dificuldade em manter a serenidade em meio ao caos; um ambiente favorável parece-me inútil se é feito por pessoas infelizes.

Não creio numa hierarquia. Não penso que seja necessário haver primeiro uma solução individual para depois se buscar uma coletiva ou vice-versa. Uma solução pode levar à outra. Vejo como exercício infrutífero ficar se perguntando se o estado ruim das coisas se deve a uma falta de uma política melhor ou se ao fato de a sociedade ser composta por indivíduos doentes.

Todas as pessoas da Terra poderiam ser vistas como um só organismo, um só todo, mas esse todo é feito por individualidades. Concebo um intercâmbio ideal em que o todo e o indivíduo realizariam permutas criativas e saudáveis. Mas bem sabemos que o todo, tal como está, é feito de políticas cruéis e de indivíduos sem interesse em benefícios filosóficos.