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domingo, 6 de fevereiro de 2011

CAIU NA REDE (50)

Pessoas, a edição 50 do Caiu na Rede está no ar. Abaixo, o conto “A trama”, que leio na abertura do programa. O autor é Jorge Luis Borges.
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          "Para que seu horror seja perfeito, César, acossado ao pé de uma estátua pelos impacientes punhais de seus amigos, descobre entre os rostos e os aços o de Marco Júnio Bruto, seu protegido, talvez seu filho, e já não se defende, exclamando: “Até tu, meu filho!”. Shakespeare e Quevedo recolhem o patético grito.
          "Ao destino agradam as repetições, as variantes, as simetrias; dezenove séculos depois, no sul da província de Buenos Aires, um gaúcho é agredido por outros gaúchos e, ao cair, reconhece um afilhado seu e lhe diz com mansa reprovação e lenta surpresa (estas palavras devem ser ouvidas, não lidas): 'Pero, che!'. Mantam-no e ele não sabe que morre para que se repita uma cena".

sábado, 18 de outubro de 2008

APONTAMENTO 35

Súbito, surge um texto que tem pressa de ser escrito. Apanho pedaço de papel qualquer. Para apoiá-lo, pego uma revista e começo a escrever ligeiro, afoito para jogar no papel as idéias. De repente, leve susto, suspensão; paro de escrever. Da capa da revista, Shakespeare a me decifrar.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

APONTAMENTO 22

Uma teia de intrigas no local de trabalho faz com que amigo meu se lembre de um enredo shakespeariano. Não conhecesse ele o texto de Shakespeare, obviamente não faria a comparação. O vate inglês acaba fazendo com que se compreenda melhor a vida – e vice-versa – e não necessariamente nessa ordem.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

SHAKESPEARE

Na primeira vez em que li “Macbeth”, de Shakespeare, chamou demais minha atenção o quão rápido ficamos sabendo de quem se trata Lady Macbeth logo na primeira fala dela. Bastaria a primeira intervenção da nobre para se ter um amplo e nítido retrato de sua personalidade. Não me lembro de ver na literatura uma personagem tão bem delineada e definida em tão poucas linhas. Com pensamentos voltados para o marido, reflete Lady Macbeth: (...) “Não confio em tua natureza. Está totalmente cheia do leite da ternura humana para que possa escolher o caminho mais curto. Gostarias de ser grande, pois não te falta ambição; mas falta-te o instinto do mal que deve secundá-la. (...) Vem aqui para que eu possa derramar minha coragem em teu ouvido e castigarei com a valentia de minhas palavras todos os obstáculos ao círculo de ouro com que parecem coroar-te o destino” (...).

Criador de personagens densos e convincentes, Shakespeare faz com que, páginas depois, a mesma Lady Macbeth nos dê o seguinte “conselho”: “Todas as coisas irremediáveis deveriam ser esquecidas”. (A tradução das citações é de F. Carlos de Almeida Cunha Medeiros e Oscar Mendes.)