O Jerome K. Jerome de Devaneios Ociosos de um Desocupado é um Montaigne galhofeiro. Sabemos que Montaigne entende o drama da vida; sobre ele, de modo solene, a despeito de uma pitada de humor aqui e ali, escreve. Jerome K. Jerome parece não entender o drama da vida. Ele brinca o tempo todo. Por trás das brincadeiras, alguém que entende o drama da vida, um arguto observador, um atento cronista, um profícuo filósofo, um elevado poeta.
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terça-feira, 17 de maio de 2022
Michel de Montaigne e Jerome K. Jerome
quinta-feira, 8 de janeiro de 2015
NÃO BASTA
Não basta dar a luz para ser Thomas Edison.
Não basta ser dândi para ser Oscar Wilde.
Não basta morar num castelo para ser Montaigne.
Não basta mostrar a língua para ser Einstein.
Não basta tomar ácido para ser Jim Morrison.
Não basta ser condenado para ser Galileu.
Não basta vir ao Brasil para ser Darwin.
Não basta viajar para ser Melville.
Não basta não viajar para ser Drummond.
Não basta ter pegada para ser Sade.
Não basta ser torto para ser Garrincha.
Não basta gostar de “poodles” para ser Schopenhauer.
Não basta ter bigode para ser Nietzsche.
Não basta ser linda para ser Elizabeth Taylor.
Não basta ser pintor, escultor, desenhista,
projetista nem inventor para ser Da Vinci.
Não basta uma lista para ser um poema.
Não basta ser dândi para ser Oscar Wilde.
Não basta morar num castelo para ser Montaigne.
Não basta mostrar a língua para ser Einstein.
Não basta tomar ácido para ser Jim Morrison.
Não basta ser condenado para ser Galileu.
Não basta vir ao Brasil para ser Darwin.
Não basta viajar para ser Melville.
Não basta não viajar para ser Drummond.
Não basta ter pegada para ser Sade.
Não basta ser torto para ser Garrincha.
Não basta gostar de “poodles” para ser Schopenhauer.
Não basta ter bigode para ser Nietzsche.
Não basta ser linda para ser Elizabeth Taylor.
Não basta ser pintor, escultor, desenhista,
projetista nem inventor para ser Da Vinci.
Não basta uma lista para ser um poema.
Não basta uma lista para ser um poema.
terça-feira, 22 de março de 2011
BLEFE (5)
Montaigne escreveu “Os ensaios”. Nele, dá dicas a músicos sobre como se prepararem devidamente para shows.
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Os ensaios
sexta-feira, 19 de março de 2010
APONTAMENTO 87
“Quantas formas de surpresa tem a morte?”. A pergunta tem o tom de “O livro das perguntas”, do Neruda, mas havia sido feita antes, em “Os ensaios”, do Montaigne.
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Pablo Neruda
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