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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

MÚSICA VISÍVEL

Não sabemos desvendar os critérios de que a memória se vale quando escolhe não deletar determinadas lembranças (pode ser que nenhuma lembrança seja, de fato, deletada). Há uma que não me abandona: eu trabalhava em rádio, e estava executando a canção “No conversation”, do View from the Hill. Eram ainda os tempos do vinil; lembro-me de, especificamente nessa canção, naquele momento, ficar olhando o disco girar. Era, por assim dizer, um modo... físico ou material de “viajar” na música; o vinil era, por assim dizer, uma música para a qual podíamos olhar. Fiquei reparando na agulha, no bolachão, nas voltas que o som ia dando, nos sulcos do disco... A lembrança se cristalizou; veio à tona há pouco. Neste momento, escuto “No conversation”.

sábado, 24 de maio de 2014

O VINIL DA PLEBE

Nunca fui dos que acham que o passado era melhor do que o presente. Ainda assim, ontem à noite, num bar, assim que recebi o cardápio, senti saudade: é que ele imitava um disco de vinil. De imediato, foi como se tivessem vindo à tona os milhares de vinis que manejei.

Com o cardápio em mãos, o que tomou conta de mim foi uma memória tátil. Revivi com exatidão o prazer que era pegar o LP, retirar com esmero o disco, segurá-lo, reparar nos sulcos, colocá-lo no prato e fazer com que a agulha despertasse a música. Depois, retirá-lo, inseri-lo novamente no fino plástico de proteção e guardá-lo para uma próxima audição. 

Enquanto eu manejava o cardápio do bar, ocorreu-me que algumas pessoas têm convivência tátil muito forte com livros. É que, segurando o cardápio, o que eu tive mesmo foi saudade de acariciar um vinil. Estou em casa agora. Ao mesmo tempo em que digito, tenho em mãos o LP “Nunca fomos tão brasileiros”, do Plebe Rude.