domingo, 29 de novembro de 2009

ROBERTA SÁ



Há pouco, assisti pelo Canal Brasil a um show da cantora Roberta Sá, que só agora conheci. O show é o DVD “Pra se ter alegria”, gravado ao vivo no Rio de Janeiro em abril deste ano.

Quando liguei a TV, a faixa "Alô, fevereiro" estava bem no comecinho. Mal a percussão começara, pensei: "Taí: gostei". Terminada a faixa, eu já sabia que eu teria de assistir ao espetáculo por completo, pois, de uma vez só, o carisma e a bela voz da cantora, além da força da banda, já haviam me fisgado.

E gostei demais mesmo de imediato. A presença que ela tem no palco é ao mesmo tempo sutil e expressiva – ou talvez essa expressividade resida exatamente na sutileza. Os gestos dela são comedidos, mas não deixam de ser poderosos. Ela canta, dança, samba – tudo com graciosidade e extrema beleza.

O vestido bem longo que ela usava deixava a impressão de que ela estivesse na verdade deslizando pelo palco enquanto caminhava – o que, afinal, está mais do que em sintonia com a sutileza do espetáculo. Já quando Pedro Luís entra no palco, o vestido bate na altura dos joelhos (Pedro Luís e ela são casados). Algumas canções depois ela já usa uma camisa com mangas compridas. Todas as roupas, bem como o palco, têm o vermelho como tom predominante.

O samba é a tônica do show. Os arranjos são impecáveis e a banda é de uma competência absoluta. Há clássicos da MPB, como “Pelas tabelas”, de Chico Buarque, e canções de Pedro Luís e Carlos Rennó, compositores que figuram entre os prediletos de Roberta Sá.

O Caiu na Rede que vai ao ar na quarta-feira que vem já está gravado, mas em breve pretendo executar a cantora no programa.