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sexta-feira, 21 de março de 2014

CRUZEIRO 2 x 2 DEFENSOR

Cada um usa as armas que tem. Assim é na vida. Assim é no futebol, que é a vida se movimentando num gramado. Fôssemos analisar o futebol em si, o Cruzeiro é melhor do que o Defensor. Este, no primeiro tempo, teve a catimba como arma.

A estratégia funcionou. Embora o placar da primeira etapa tenha sido de um a zero para o Cruzeiro, o time caiu na armadilha do Defensor, tendo a equipe belo-horizontina se tornado uma pilha nervosa ainda no primeiro tempo.

Ambas as equipes tiveram um jogador expulso antes do intervalo. Curiosamente, o jogo feio da primeira metade do jogo não voltou para a segunda. Num clima de mais futebol e de menos astúcia por parte do Defensor, o Cruzeiro fez dois a zero. Esse placar asseguraria à Raposa o segundo lugar no grupo.

Parecia haver algo de artificial na calma do Cruzeiro. Tocando a bola de lado e recuando demais, a equipe mineira exercia um domínio aparente. A ânsia do primeiro tempo não havia ido embora; ela somente estava sendo camuflada. No fim do jogo, o Defensor empataria.

A fim de prosseguir no torneio o Cruzeiro precisar vencer os dois jogos que restam. Todavia, ainda que isso ocorra, o time vai depender de resultados alheios, o que deixa a classificação muito incerta. Fica no torcedor uma temerosa esperança. 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

OS AZARÕES

A noite de ontem foi de três azarões: do Flamengo, do Atlético/PR e da Ponte Preta. A classificação da Macaca, na partida dessa quarta, para a final da Sul-Americana não surpreendeu, pois ela havia vencido o São Paulo por 3 a 1 no Morumbi. O título do Flamengo também não surpreendeu, pois o Urubu podia até empatar por 0 a 0. Mesmo derrotado, o Furacão nem esperava chegar aonde já chegou, sendo que pode ainda conseguir vaga na Libertadores via Campeonato Brasileiro.

Os três times são azarões, pois não se apostava neles quando o ano começou. No Flamengo, depois que Mano Menezes pulou fora, as perspectivas ficaram ainda piores. Jayme de Almeida, funcionário do clube, assumiu e ajudou o rubro-negro carioca na conquista de ontem. Por um salário bem menor do que o do Mano, suponho.

Pelos padrões insanos do futebol, a Ponte Preta não é um time caro. Ainda levando-se em conta esses padrões, o Cruzeiro também não é. Pode ser que a Ponte não vença a Sul-Americana, mas o time nunca havia disputado um torneio internacional; no primeiro que disputa, vai à decisão. O Cruzeiro já é o campeão brasileiro.

É tentador dizer que exemplos como o da Ponte Preta e do Cruzeiro provam não ser preciso um elenco caríssimo para se ter êxito no futebol. É evidente que essas equipes estão provando ser possível ir longe sem orçamentos doidões. Todavia, não se pode afirmar que orçamentos comedidos sejam a causa do sucesso da Ponte Preta e do Cruzeiro. Ademais, no Campeonato Brasileiro, a Ponte está prestes a ser rebaixada.

Se por um lado, é coerente afirmar que, no futebol deste 2013, o segredo do êxito não esteve em orçamentos estratosféricos, por outro, não há como garantir que times caros não voltarão a ter êxito. A ideia de um time que tenha folha de pagamento sensata (sempre levando-se em conta os padrões do futebol) e que mordisque conquistas é bonita. Eu acharia muito bom se assim prosseguisse. Mas não se pode a partir daí afirmar que a causa do sucesso seja o orçamento menor em relação às equipes caras. 

quinta-feira, 25 de julho de 2013

ATLÉTICO CAMPEÃO DA LIBERTADORES

Considero que a defesa de pênalti do Victor, no finzinho do segundo tempo, contra o Tijuana, foi o grande lance do futebol neste ano até agora. Vieram depois cobranças de pênaltis contra o Newell’s Old Boys e contra o Olimpia. 

Mesmo assim, a defesa do Victor naquela partida pareceu-me mais emocionante. Mais até do que a disputa de penalidades no jogo desta noite de quarta para quinta. Para o atleticano, parece-me óbvio que a partida realizada na noite passada é mais significativa, mas para quem curte futebol como um todo, aquela defesa contra o Tijuana é memorável.

Sem levar isso em conta, a disputa contra o Olímpia, realizada ontem no Mineirão, foi um jogo ruim. No todo, sem criatividade, monótono, com o Atlético insistindo em jogadas aéreas ou em usar Jô em seu já tradicional, no Atlético, papel de pivô. Ele acabaria fazendo o primeiro gol do time mineiro, não por mérito na construção de uma jogada atleticana, mas, sim, por erro do Olimpia. O jogo foi truncado, as jogadas não fluíam. 

Quando o time paraguaio passou a atuar com um jogador a menos e veio a prorrogação, era natural que se pensasse que o Atlético conseguiria fazer o terceiro gol, o que eliminaria a cobrança de pênaltis. Como isso não ocorreu, a equipe belo-horizontina teve de decidir, mais uma vez, em penalidades máximas.

Mesmo não tendo jogado um futebol tão brilhante quanto o que jogou no começo do torneio, o Atlético merecia o título. Além do mais, o time tem torcedores carentes de conquistas expressivas. A Libertadores é um prêmio a uma torcida pungente. Depois da partida, Cuca, o técnico, num desabafo bacana, disse: "Não tem mais azar p... nenhuma". Parabéns para o Cuca, parabéns para o Atlético.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

BOLA MURCHA

A primeira partida oficial disputada pelo Grêmio em seu estádio, que é novo, é prova de como as coisas são feitas por aqui: o gramado estava ruim e uma proteção de acrílico não resistiu à “avalanche” que os torcedores gremistas fazem. Nessa “avalanche”, que ocorre quando o Grêmio coloca a bola na rede, os torcedores atrás de um dos gols correm para o mais perto que podem do gramado.

Depois do belo gol de Elano contra a equipe da LDU, em jogo válido pela Libertadores, a torcida do time do sul cumpriu seu “ritual” de comemoração, salvo engano inspirado na comemoração de uma torcida argentina. A proteção de acrílico não suportou a pressão feita pelos torcedores e cedeu; algumas pessoas se feriram. Segundo o canal Fox Sports, o Corpo de Bombeiros já avisara da fragilidade da proteção no estádio. E no ano que vem, vai haver Copa por aqui...

quinta-feira, 21 de abril de 2011

FLUMINENSE PROSSEGUE NA LIBERTADORES

Imprensa e meios de comunicação disseram que o Fluminense desafiou a matemática ao conseguir a classificação na primeira fase da Libertadores, ao vencer o Argentinos Juniors, lá na Argentina. É que o Fluminense não dependia só de si, além de precisar vencer por pelo menos dois gols de diferença: com o empate em 0 a 0 entre Nacional, do Uruguai, e América, do México (jogo de que o time carioca dependia), o Fluminense se classificou, em virtude do saldo de gols a favor com que terminou a primeira fase do torneio.

A rigor, o que o Fluminense desafiou não foi a matemática. Ele desafiou, sim, a probabilidade da eliminação. Segundo o que foi informado pela imprensa e meios de comunicação, o Fluminense, de acordo com os matemáticos, tinha oito por cento de chances para se classificar. Ora, a classificação do time carioca não desafia a matemática. Aliás, o resultado confirma os cálculos. Afinal, oito por cento de chances não significam chance alguma. O Fluminense não desafiou nem o impossível nem a matemática – ele desafiou o improvável.

À parte isso, a classificação do Fluminense é louvável e bonita. É uma daquelas vitórias que inspiram e que nos incentivam a agarrar possíveis oito por cento de chances que possam aparecer por aí na vida da gente. Em contrapartida, a nota triste foi a vexaminosa briga que aconteceu depois que o jogo terminou.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

FUTEBOL (11)

Não assisti ao primeiro jogo entre Corinthians e Tolima. Acompanhei depois os comentários dos meios de comunicação, que ressaltavam o tempo todo que o Corinthians é um time melhor do que a equipe colombiana.

Roberto Carlos, do Corinthians (que não jogou a partida disputada há pouco na Colômbia), dissera em entrevista que sentia medo por enfrentar o Tolima. O jogador disse ainda que se fosse disputar um clássico paulista, estaria tranquilo.

Assisti na íntegra à partida entre Tolima e Corinthians, disputada em Ibagué. Terminado o jogo, não presenciei a divulgada superioridade do time de São Paulo. O Corinthians esteve melhor num período do segundo tempo – mas somente até o momento em que o jogador Ramírez foi expulso, após toleima dele.

Não fosse a má pontaria dos jogadores do Tolima, principalmente no primeiro tempo, o placar poderia ter sido dilatado. Um derrotado Corinthians volta para casa; disputará a Libertadores a equipe da Colômbia.