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segunda-feira, 20 de julho de 2015

QUÍMICA

W.H. Auden, no livro “A mão do artista”, em ensaio intitulado “Ler”, escreveu, de acordo com tradução de José Roberto O’Shea, que “há pessoas que são inteligentes demais para se tornarem escritores”. Já Oscar Wilde, logo no comecinho de “O retrato de Dorian Gray, escreveu, segundo tradução de Oscar Mendes, que toda arte é completamente inútil”. Por fim, Ivan Turguêniev, por intermédio do personagem Bazárov, no romance “Pais e filhos”, conforme tradução de Rubens Figueiredo, escreveu: “Um químico honesto é vinte vezes mais útil do que qualquer poeta”. Preciso estudar química. 

sexta-feira, 17 de julho de 2015

HUMOR E AMOR

Terminei de ler há instantes o ensaio “Hamlet e Dom Quixote”, escrito por Ivan Turguêniev, autor do romance “Pais e filhos”. O ensaio é uma das coisas mais belas e sensatas que já li. Num dos trechos, segundo tradução de Rubens Figueiredo, lê-se: “Dom Quixote é ridículo... mas, no riso, existe uma força reconciliadora e reparadora — e se não sem motivo que dizem ‘o que faz rir é bem servido’, pode-se acrescentar que aquele de quem se riu já foi perdoado, e está mesmo prestes a ser amado”.

A associação entre o riso e o amor me remeteu a W.H. Auden. O livro “A mão do artista”, publicado pela Siciliano, reúne ensaios de Auden; num deles, intitulado “Notas sobre o cômico”, o poeta escreveu, segundo tradução de José Roberto O’Shea: “Não encontro um denominador comum entre as pessoas de que gosto ou que admiro, mas entre as que amo: todas me fazem rir”.