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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

LUZ, CÂMERA, PALAVRA

Já comentei neste blogue sobre “Moulin rouge”. Ontem, revi algumas cenas do filme. Há um momento em que Christian, interpretado por Ewan McGregor, começa a cantar para Satine, interpretada por Nicole Kidman, o sucesso “Your song”, do Elton John. Assim que Christian começa a cantar, as luzes da cidade, literalmente, se acendem. Há a sugestão de que o amor ilumina, é luz...

Numa outra cena, Satine canta diante do personagem Duque, interpretado por Richard Roxburgh, trechos da mesma canção do Elton John. Não era para o Duque que ela cantava, mas, sim, para tentar livrar Christian de uma enrascada – o Duque estava interessado nos serviços de Satine, cortesã de luxo do Moulin Rouge, a casa em que ela trabalhava.

Quando Satine termina de cantar, os olhos do Duque, literalmente, se acendem, se iluminam. Novamente, e com um toque de humor, a sugestão de que o amor ilumina, é luz...

Essas cenas me fizeram pensar sobre o modo de dizer as coisas. Seria comum num pedaço de papel algo como “o amor ilumina o mundo” ou “o amor me ilumina”. São imagens já usadas por demais (é claro que não sugiro que imagens assim tenham se tornado impossíveis de serem usadas com criatividade em literatura). Contudo, olhar as coisas sendo iluminadas pelo amor é diferente do que ler “o amor ilumina”.

Obviamente, levo em conta que cinema e literatura são meios de expressão diferentes e que cada um tem seus recursos, peculiaridades e limites. Mas é que revendo as duas cenas, foi curioso observar que aquilo que pode não soar poético num texto, poético pode se tornar se encenado ou representado.

sábado, 27 de setembro de 2008

MOINHO VERMELHO

Quando pequeno, a cena de filme imbatível é aquela em a Lois Lane (Margot Kidder) está caindo e é salva pelo Super-Homem. A seguir, cai o helicóptero. Lane e a máquina são levados para o topo do prédio. Penso ser essa a cena de minha infância.

Ainda dos tempos de menino há a cena final de “Três homens em conflito” (“The good, the bad and the ugly”), classicão de Sergio Leone, quando se enfrentam no fim. Até hoje cantarolo a trilha de Ennio Morricone.

Já adulto, em “Moulin Rouge”, do diretor Baz Luhrman, duas cenas me marcaram muito. Aos 28 minutos, Christian (Ewan McGregor), após criar coragem, começa a cantar “Your song”, terna composição gravada por Elton John, para Satine (Nicole Kidman). Antes, já havia falado alguns trechos da letra. Durante a canção, o coro, fazendo o vocal de apoio, e o arranjo com orquestra completam a beleza. Minutos depois, a que para mim é uma cena inesquecível é aquela que começa quando Christian começa com “All you need is love”, aos quarenta e nove minutos de filme. Depois, passa por “Pride (in the name of love)”, do U2, com letra modificada, e chega até “Your song” novamente, no fim da seqüência, não sem antes passarem, ele e Satine, por “‘Heroes’”, do David Bowie. Os segundos em que “‘Heroes’” aparece são, para mim, o ponto alto do filme e uma das mais belas cenas a que já tive o privilégio de assistir.

Há cenas engraçadas. Harold Zidler (Jim Broadbent) falando trechos de “Like a virgin” é uma delas.

Penso gostar tanto de “Mouling Rouge” por ter crescido escutando pop/rock. A idéia de se levar clássicos do pop/rock para a boêmia parisiense de Toulouse-Lautrec de fim do século XIX e começo do XX foi bem executada. Além do mais, sempre gosto quando há a mistura de gêneros musicais; sempre me atraiu a mistura do coloquial com o erudito; sempre gostei de citações, referências, alusões, e o filme é pleno de tudo isso.