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domingo, 10 de agosto de 2014

DIGRESSÕES DURANTE UM INTER x GRÊMIO

Internacional e Grêmio estão jogando (a partida está no intervalo). Felipão está no comando do Grêmio. Agora, não consigo evitar: sempre que vejo Felipão, eu me lembro dos sete a um. Esse estigma parece-me tão inabalável... A impressão que tenho é a de que ele é que vai ficar, ainda que o técnico volte a ser vitorioso.

Felipe, o “Grande”, acabou fazendo com que eu me lembrasse do Parreira. No meio do futebol, não consigo me lembrar de um sujeito tão sem carisma quanto ele. Tento levar em conta que ele era o técnico da seleção campeã da Copa 1994, mas essa estratégia não funciona. O que ficam são o ar “blasé”, a declaração de que a CBF é o Brasil que dá certo e a leitura que Parreira fez da carta da dona Lúcia. 

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

BOLAS MURCHAS

Alguns técnicos do primeiro escalão do futebol brasileiro são ríspidos, mal-educados e despreparados para lidar com a imprensa. Claro que a imprensa também tem profissionais sem preparo e mal-educada. Mas isso não justifica a atitude asquerosa de alguns técnicos.

Querem ganhar no grito quando não têm argumento para lidar com perguntas sensatas, e sensatez não é o mesmo que desrespeito, nem é falta de ética. Quando há pergunta que fuja da bajulação, ou os técnicos se esquivam, indo, literalmente, embora, ou se valem de bravatas incongruentes.

Ontem, foi a vez de Felipe Scolari dar seu showzinho. O episódio ocorreu no momento em que, durante a coletiva, foi abordada a decisão do atleta Diego Costa, nascido em Sergipe; ele vestirá a camisa da seleção espanhola.

Quando o repórter Sérgio Rangel, da Folha de S.Paulo, argumentou com Scolari que ele já havia treinado a seleção de Portugal, o técnico, truculento, tergiversou e não respondeu à pergunta do repórter, que indagara ao técnico qual a diferença entre o caso dele, Scolari, e o de Diego Costa.

O técnico disse que a pergunta era “ridícula” e que havia uma “desconexão total” entre o fato de ele ter sido técnico da seleção portuguesa e o fato de Diego Costa decidir jogar pela seleção espanhola. Tivesse tido uma atitude que não fosse a do prepotente, Scolari poderia ter aproveitado o momento para assumir que estava incorrendo, no mínimo, em paradoxo.

Mas, pensando bem, estou querendo demais ao exigir tato e humildade de gente como Leão (embora muitos não o considerem mais como pertencente ao primeiro escalão de técnicos), Muricy, Luxemburgo e Scolari. A competência que têm como treinadores não desemboca no trato que têm com outros profissionais.

Quanto ao jogador Diego Costa, cabe a ele decidir por que seleção vai atuar. E se as razões forem financeiras, não há o menor problema nisso. Assim como não há o menor problema em Scolari e Parreira terem sido técnicos de seleções estrangeiras.

Lembro-me até hoje da dupla Diego (que não é o Costa) e Robinho, ambos naquele time do Santos, dizendo, no calor de uma conquista, que jamais deixariam de jogar no Peixe. Não agiram incorretamente ao decidirem pescar noutros rios.