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quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Política e futebol


Tentar separação radical entre futebol e política seria negar o uso que governos nacionais e internacionais já fizeram do esporte, bem como negar a atuação politizada de estrelas do futebol. A democracia corintiana, cujo rosto mais conhecido era Sócrates, é só um exemplo da imbricação entre os conteúdos esportivo e político.

Recentemente, desde quando torcidas em estádios começaram a manifestar ameaçadora burrice, alguns clubes tornaram público que discordam de atitudes beligerantes ou preconceituosas, mostrando mais uma vez que há momentos nos quais futebol e política se misturam. As ilustrações desta postagem, disponíveis no Twitter do brilhante Mauro Cezar, exibem alguns dos clubes que se posicionaram contra a intransigência. 

quinta-feira, 19 de julho de 2018

ESPN

Na chamada grande imprensa e nos chamados grandes meios de comunicação, infelizmente, quase que apenas os profissionais da área esportiva têm feito jornalismo contundente no Brasil. Essa contundência faz com que, não raro, resvalem em temas que, a rigor, deveriam ser abordados por colegas de outras áreas. Ainda bem que o bom jornalismo esportivo tem levado em conta não somente o esporte em si, mas tem entendido que há aspectos sociológicos e políticos que se refletem no esporte.

Dos meios de comunicação do Brasil, a ESPN tem feito um serviço louvável. Ao mesmo tempo em que se dedicam a analisar, principalmente o futebol, sob o ponto de vista tático e sob o prisma das contratações e dos bastidores, entendem que há outras facetas que precisam ser mencionadas. Ao mencioná-las, a ESPN faz um jornalismo gigante, ético e de fato comprometido com o país e seu esporte. Muitos não entendem essa abordagem, por preferirem pseudonacionalismos ou patriotadas em formas de gritos. Os que não percebem o poder da sutileza e da inteligência amiúde concluem que a ESPN não torce a favor do esporte brasileiro.

Em redes sociais e em sítios, acompanho alguns dos integrantes da equipe do canal. Um dos que acompanho é o Breiller Pires, que escreve para o El País Brasil. Seja na TV, seja no espaço em que escreve, Breiller se mostra um conhecedor do futebol, das implicações político-sociais-ideológicas que pode haver nele e do idioma. Muitos alegarão que o domínio do português é condição básica para se exercer o jornalismo, mas não é o que tem ocorrido. Por isso, aludi ao português do Breiller Pires, não importa se escrevendo para o El País, não importa se falando na ESPN.

Outro que acompanho, via Twitter, Instagram e Youtube, é o Mauro Cezar. Em suas redes sociais, além de exibir o apurado senso crítico e a aguda inteligência, que já podem ser conferidos na ESPN, o comentarista não se cala diante dos que arrotam ignorância (a resposta do Mauro a um desses sem capacidade de expressão ilustra esta postagem).

Mesmo deixando de ter direitos de transmissão de grandes campeonatos de futebol, a ESPN é um refrigério para os que acreditam no poder que o jornalismo tem. As concorrentes do canal ou apelam para um assepsia acrítica ou para um histrionismo cansativo. A ESPN acerta no tom e na crítica (que assim continuem). O tipo de jornalismo que fazem surpreende, levando-se em conta que a corporação Walt Disney é a dona do canal. Já demitiram o José Trajano, o que foi uma baita perda para a emissora. Mesmo assim, que continuem a fazer no Brasil o que deveria estar sendo feito pelas outras corporações também: jornalismo. 

domingo, 30 de agosto de 2015

HADDAD E O ZÉ RODINHA

Fernando Haddad, em São Paulo, tem sido criticado por quem o Mauro Cezar Pereira, da ESPN, chama de Zé Rodinha: dentre as características do Zé Rodinha, uma é ser contra a faixa para ciclistas. Para ele, a cidade é só dos carros. Há alguns dias, um motorista, num veículo, depois de xingar uma ciclista que se valia da faixa destinada a bicicletas, disse à mulher que São Paulo não é Amsterdã. Mas nem tudo é boçalidade. Aqui em Patos, dias atrás, numa academia, havia uma jovem usando uma camiseta com seguintes dizeres: “No Haddad, no gain