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quinta-feira, 2 de outubro de 2014

MÚSICA VISÍVEL

Não sabemos desvendar os critérios de que a memória se vale quando escolhe não deletar determinadas lembranças (pode ser que nenhuma lembrança seja, de fato, deletada). Há uma que não me abandona: eu trabalhava em rádio, e estava executando a canção “No conversation”, do View from the Hill. Eram ainda os tempos do vinil; lembro-me de, especificamente nessa canção, naquele momento, ficar olhando o disco girar. Era, por assim dizer, um modo... físico ou material de “viajar” na música; o vinil era, por assim dizer, uma música para a qual podíamos olhar. Fiquei reparando na agulha, no bolachão, nas voltas que o som ia dando, nos sulcos do disco... A lembrança se cristalizou; veio à tona há pouco. Neste momento, escuto “No conversation”.

terça-feira, 22 de maio de 2012

APONTAMENTO 143

Hoje pela manhã, enquanto eu lecionava, li em um texto a palavra “view”. Prontamente, eu me lembrei da banda View from the Hill. De imediato, peguei uma caneta emprestada com um aluno e escrevi View from the Hill na apostila, para não me esquecer de procurar pela banda.

A rigor, conheço apenas duas canções do grupo – “I’m no rebel” e “No conversation”. Nem preciso dizer que já estão no tocador de MP3 e que já as escutei repetidas vezes, aqui em casa e no carro. (Enquanto digito estas palavras, escuto o refrão “I’m no rebel / I’m no rebel”...)

As canções são de um tempo em que existia o vinil. Executei fartamente ambas no tempo em que trabalhei em rádio. Como se tratava, no início de minha trajetória, do bolachão, alcunha pela qual o vinil tornara-se conhecido, era possível, por assim dizer, presenciar a canção acontecendo, à medida que o toca-discos ia fazendo o vinil girar. Música que se olhava, que se escutava, que se tocava.