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sexta-feira, 1 de maio de 2009

AINDA SOBRE "JUNO"

Já escrevi neste mesmo blogue sobre o filme “Juno” (EUA, 2007), do diretor Jason Reitman. Recentemente, eu o assisti novamente.

Há uma cena em que a personagem Juno, interpretada pela bela atriz Ellen Page, entope a caixa de correio de Paulie Bleeker, interpretado por Michael Cera, com uns chicletes que ele adora. Quando ele vai conferir se havia correspondência, é brindado com centenas de gomas de mascar.

Ao agradecer a Juno, em mais um engraçado diálogo criado pela roteirista Diablo Cody, Bleeker, sempre com sua cara de bobalhão, diz que tem chicletes para mascar até o fim da faculdade.

Por intermédio principalmente da personagem interpretada por Ellen Page, vejo “Juno” como um engraçado e sensível retrato do amor na adolescência. Juno ainda não sabe, mas é feita para o amor. O que ela não sabe direito ainda é o que fazer com o talento que tem para amar.

A impressão que fica é a de que quando estiver madura, será uma grande mulher, uma grande amante. Sentimos que saberá dar ao amor um toque de humor. Fica-se com a impressão de que saberá temperar o amor com “bobagens” que tão bem fazem para uma relação.

Ela gosta de agradar, sabe das manias de Bleeker. Sestrosa, chega a fingir para uma amiga que não tem ciúme dele quando fica sabendo que ele vai a uma festa com uma outra garota. Juno é o amor bonito e engraçado, atencioso e detalhista, criativo e gostoso, feminino e imprescindível.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

"JUNO"

Não acompanhei todo o auê que houve em torno de “Juno” (dirigido por Jason Reitman), filme recentemente lançado em DVD no exterior. Fui me interessar pelo filme quando um de meus irmãos disse que os diálogos eram interessantes. E são.

Estrelado pela bela e jovem Ellen Page, “Juno” conta a história de uma adolescente que fica grávida de Bleeker (Michael Cera), colega de escola dela. A princípio, Juno pensa em abortar, chegando a procurar uma clínica. Desiste da idéia. Ainda meio sem saber o que fazer, ela e uma colega, consultando os classificados num jornal, vêem no par Vanessa Loring (Jennifer Garner) e Mark Loring (Jason Bateman) a possibilidade de um futuro melhor para a criança. Após conversar com seus pais, Juno e eles procuram o casal Loring para assinatura de contrato de adoção.

A partir daí, as relações entre Juno e os Loring se intensificam. Paralelamente, ela tentar resolver sua relação com Bleeker.

O grande barato do filme são os diálogos. Méritos para a roteirista Diablo Cody. Em meio à dramática e tensa situação, o senso de humor dos diálogos nos envolve. E há momentos de ternura, como na conversa que Juno mantém com seu pai depois de uma visita à casa dos Loring.

Poético e engraçado, “Juno” é um daqueles filmes que nos deixam com a sensação de que os personagens são, por assim dizer, gente como a gente. Nós nos identificamos com eles, entre outras razões, porque somos também desajeitados, engraçados e, por vezes, patéticos.

Enquanto assistia ao filme, foi inevitável me lembrar de Holden Caulfield, o personagem criado por J.D. Salinger no livro “The catcher in the rye” (“O apanhador no campo de centeio”). Juno é bem mais loquaz do que Holden (ela não pára mesmo de falar um minuto), mas ambas as criações mostram as agruras da adolescência com graça e humor. Outro traço em comum entre Holden e Juno é o ficarmos com a sensação de que ambos serão grandes adultos. Embora inseguros, instáveis e sem saber ao certo o que fazer, percebe-se neles, latente, a capacidade para o amor e para a poesia.