Mostrando postagens com marcador Amor de palavra. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Amor de palavra. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Inscrição na Bienal confirmada

Conforme postagem que fiz recentemente, vai haver sessão de autógrafos de meu mais recente livro, Amor de Palavra, na Bienal Internacional do Livro, no Rio de Janeiro, no dia sete de setembro, às 13h. Minha inscrição no evento foi confirmada há pouco.

Para quem ainda não adquiriu o livro, ele está à venda nos seguintes locais: 

• Livraria Nobel, no Pátio Central Shopping
• RR — Renato Representações, no prédio da Rádio Clube
• A Musical. Rua José de Santana 436 (Centro)

Há também exemplares do Dislexias, meu livro anterior. 

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Sessão de autógrafos no Rio de Janeiro

No mês que vem, no dia sete de setembro, vai haver sessão de autógrafos de meu livro Amor de Palavra na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Será às 13h. 

Bora pro Rio?... 

terça-feira, 11 de julho de 2017

Já leu?

Amor de Palavra, meu livro mais recente, está à venda na Livraria Nobel, no Pátio Central Shopping. Há também exemplares do Dislexias, meu livro anterior. 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Áudio de entrevista que concedi no Rio de Janeiro

No dia vinte e dois de maio estive no Rio de Janeiro participando do programa Conversa com o Autor, veiculado pela Rádio MEC AM. A atração é apresentada por Katy Navarro. Também participou do bate-papo o autor Juarez Nogueira. A conversa pode ser conferida aqui. 

terça-feira, 13 de junho de 2017

Mais um convite

Pessoas, acabei de receber e-mail da Chiado Editora confirmando minha participação na Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro. Estarei lá para sessão de autógrafos do Amor de Palavra, meu mais recente livro, no feriado de sete de setembro, às 13h.

Vamos todos para o Rio de Janeiro?... 

domingo, 2 de abril de 2017

Meus livros à venda

Meus dois últimos livros estão à venda na Livraria Cultura. Para pedi-los, basta clicar aqui. 

quarta-feira, 15 de março de 2017

Livros à venda

Exemplares de meu mais recente livro, Amor de Palavra, já estão à venda na RR, Renato Representações, que fica no prédio da Rádio Clube, na Olegário Maciel 405.

Caso se interesse, há também exemplares do Dislexias, meu livro anterior. 

sábado, 11 de março de 2017

Discurso

Ontem, durante lançamento de meu livro, eu leria um discurso. Na hora, eu o achei longo para a ocasião; acabei não o lendo. Ei-lo.
_____

Nos últimos dias, fiquei pensando sobre se eu faria ou não um discurso aqui, nesta noite. A princípio, minha intenção era agradecer às várias pessoas que me ajudaram. Só que, com o passar dos dias, senti a necessidade de não somente agradecer, mas também de dizer algumas outras palavras. Este primeiro parágrafo evidencia que a vontade de dizer mais palavras além dos agradecimentos prevaleceu.

Recentemente, tenho pensado no óbvio e em como lidamos com ele. Calar o óbvio é um modo de lidar com ele, mas não é esse o modo que tenho escolhido quanto ao que sinto, ao que penso, ao que me ocorre, às impressões que me visitam. A partir do momento em que decido não me calar, há algo sobre o que não posso deixar de refletir: na maioria das vezes, o problema não está no óbvio em si, mas no modo como o expressamos.

Existem óbvios que não enxergamos. Esse paradoxo precisa ser levado em conta, e penso que a literatura tem o potencial de se sair bem ao se deter no óbvio, seja nos fazendo enxergá-lo a partir de ângulo inédito, seja fazendo com que enxerguemos algo que é óbvio mas que não era percebido por nós. Todavia, minha intenção neste momento não é tentar fazer literatura. Quero dizer coisas óbvias, mas sem fazer com que soem como se eu estivesse com a intenção de soar como literato.

Sempre digo que somos maus leitores do outro. Há desvantagens em não sabermos ler o outro, pois isso, não raro, leva à incompreensão. Contudo, há também algumas vantagens em não sabermos compreender o outro em totalidade, mesmo ele se denunciando o tempo todo (todo mundo se denuncia o tempo todo). Afinal, seria constrangedor se o outro pudesse deduzir tudo o que somos, não importa o grau de convivência que esse outro tivesse com a gente. 

Por um lado, houvesse alguém capaz de ler a plenitude do que somos, isso poderia gerar situações embaraçosas; por outro, é preciso que saibamos ler o outro quando não há obviedade nas ações dele. Uma pessoa que rega plantas diz muito de si; alguém que chuta um vira-lata desnutrido diz muito de si.

Essas questões acabam me levando a esta pergunta: o que alguém que se dedica a escrever diz de si? É claro que não posso dar uma resposta que valha para todas as pessoas que se dedicam à escrita. Vou oferecer uma resposta profundamente parcial e individual para o questionamento do que quero dizer ao me dedicar ao ato de escrever. Esse ato, por si, não precisa de justificativa nem de explicação, bem sei. A literatura não precisa se justificar nem se explicar. Ela precisa ser... escrita. O resto é com os leitores.

Mesmo assim, permitam-me algumas coisas que podem soar muito óbvias. Tenho consciência disso. Se as digo, não é por considerar vocês péssimos leitores do outro, que, neste momento, sou eu, mas por acreditar que o óbvio precisa ser dito. Eu o digo agora, em forma de discurso. Relevem se eu soar muito... óbvio.

Escrevo por acreditar na rebeldia. Escrevo por acreditar na beleza e na inteligência. Por acreditar que o espírito humano tem potencial para ser nobre. Não tenho ingenuidade; sei que somos capazes de atrocidades (a própria literatura mostra isso), que somos fracos, mesquinhos, mentirosos, preguiçosos, interesseiros, ingratos, bobos, maldosos. Em contrapartida, a literatura é uma possibilidade de acessarmos algo em nós que é elevado e bonito.

Escrevo por acreditar que o ser humano tem o dom de aprender, de melhorar, de se lapidar, de se redimir. Podemos seguir vida afora sendo os mesmos seres limitados de sempre, mas a profunda e dedicada convivência com a literatura, seja como leitor, seja como escritor, pode fazer nascer um denso e sólido senso de humanidade. Ao escrever, quero me humanizar, ao mesmo tempo em que, não nego, quero humanizar o outro.

Escrevo por acreditar no encontro. Distantes no tempo e no espaço, escritor e leitor realizam encontro por intermédio da palavra. Ninguém quer ir mulambento ao encontro do bem-querer. O escritor que leva a sério seu ofício se prepara para o leitor,  embeleza-se para ele. As palavras de alguém que se entrega ao ato da escrita são o melhor que esse alguém pode oferecer ao outro, nesse encontro bonito entre escritor e leitor, a despeito do que o leitor possa pensar das palavras que lhe estão sendo ofertadas. Sim, escrever é uma oferta. Seria hipocrisia minha eu dizer que me é indiferente se o leitor está embelezado ou não para receber a oferenda. 

Escrevo porque é preciso ter esperança, é preciso fugir da barbárie. Escrevo para tentar me disciplinar. Num rasgo de honestidade, é forçoso que eu diga: escrevo porque quero ser amado. Quero ser amado porque sei o que é amar as palavras de tantos que tenho lido durante minha vida. Sei de minha pretensão, mas avisei há pouco haver aqui um momento de honestidade.

Por fim, no que pode muito bem ser delírio quixotesco, escrevo na esperança de deixar um legado. Reconheço haver um quê de vaidade boba nesse desejo de haver algo meu entre vocês. Em contrapartida, asseguro que há algo maior nessa vontade. É que eu sou melhor diante da beleza. Se me sinto com alguma capacidade de produzi-la, não posso deixar de tentar melhorar supostos leitores. Não ao modo de quem oferta sabedoria ou conselhos, mas à maneira de quem, tocado pelo belo, quer que outros o sintam.

Muito obrigado.

quinta-feira, 9 de março de 2017

Entrevista para a Clube FM

Entrevista

Neste áudio, sou entrevistado pelo escritor e professor Luís André Nepomuceno. Falamos de meu mais recente livro, Amor de Palavra, que será lançado amanhã (10/03), bem como de outros assuntos.

segunda-feira, 6 de março de 2017

Livro à venda

Pessoas, a versão digital e a versão em papel de meu mais recente livro, Amor de Palavra, já estão à venda no site da Chiado Editora. Em breve, o livro estará à venda nas livrarias do Brasil também.

Para já adquirir o livro, basta clicar aqui. 

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

Prévia

Estou aqui bolando o que vou falar no dia do lançamento de meu livro (prometo que serei breve). Abaixo, trecho do que digitei. 
_____

Escrevo por acreditar no encontro. Distantes no tempo e no espaço, escritor e leitor realizam encontro por intermédio da palavra. Ninguém quer ir mulambento ao encontro do bem-querer. O escritor que leva a sério seu ofício se prepara para o leitor, embeleza-se para ele. As palavras de alguém que se entrega ao ato da escrita são o melhor que esse alguém pode oferecer ao outro, nesse encontro bonito entre escritor e leitor, a despeito do que o leitor possa pensar das palavras que lhe estão sendo ofertadas. Sim, escrever é uma oferta. Seria hipocrisia minha eu dizer que me é indiferente se o leitor está embelezado ou não para receber a oferenda.