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sábado, 4 de outubro de 2014

CRUZEIRO DERROTA O INTERNACIONAL

Há partidas de que muito se espera. Essa expectativa pode ser frustrada. Há outra expectativa, nos grandes jogos, que é a de que o time da casa agrida o visitante nos primeiros quinze minutos. Hoje, no Mineirão, a expectativa de um bom jogo se concretizou. A expectativa de que o Cruzeiro fosse mais combativo no primeiro terço do primeiro tempo também se fez.

O primeiro gol do jogo foi aos dezenove minutos; Marcelo Moreno foi o autor. Aos trinta e três, após espetacular cruzamento de Éverton Ribeiro, Marquinhos, substituindo Ricardo Goulart, escorou: dois a zero para o Cruzeiro. O Internacional, embora tenha tido uma chance aos vinte e um, não dava sinais de que ameaçaria a equipe mineira. A Raposa foi soberana no primeiro tempo.

Quando o jogo é moroso, ele parece durar um mês; a partida no Mineirão pareceu durar um minuto. Chegado o segundo tempo, aos quatro minutos, em cobrança de falta, o Internacional quase marcou: a bola ficou passeando rente à linha do gol. Um minuto depois, Juan faz pênalti em Marcelo Moreno. Aos sete minutos, William cobrou; a bola caiu aqui na varanda da minha casa, em Patos de Minas.

Com a segunda etapa começando avassaladora, era natural haver o otimismo de que o segundo tempo também seria bom. Aos dez minutos, acrescentando um belo ingrediente à partida, Alex marcou um golaço, chutando de fora da área. Não haveria como Fábio defender, ainda que ele medisse uns quinze metros.

Levando-se em conta que o Internacional voltou jogando melhor do que o que jogara no primeiro tempo, a partida estava melhor do que já havia sido na primeira metade. Mesmo tempo levado o gol, o Cruzeiro, pelo menos aparentemente, manteve-se calmo. Chegou até a deixar a impressão de que poderia ter marcado mais uma vez. Tendo vencido por dois a um, a distância entre Cruzeiro e Internacional passa a ser de nove pontos. 

domingo, 10 de agosto de 2014

DIGRESSÕES DURANTE UM INTER x GRÊMIO

Internacional e Grêmio estão jogando (a partida está no intervalo). Felipão está no comando do Grêmio. Agora, não consigo evitar: sempre que vejo Felipão, eu me lembro dos sete a um. Esse estigma parece-me tão inabalável... A impressão que tenho é a de que ele é que vai ficar, ainda que o técnico volte a ser vitorioso.

Felipe, o “Grande”, acabou fazendo com que eu me lembrasse do Parreira. No meio do futebol, não consigo me lembrar de um sujeito tão sem carisma quanto ele. Tento levar em conta que ele era o técnico da seleção campeã da Copa 1994, mas essa estratégia não funciona. O que ficam são o ar “blasé”, a declaração de que a CBF é o Brasil que dá certo e a leitura que Parreira fez da carta da dona Lúcia.