Se a inspiração for a visita, receba-a bem. Recebê-la bem não é recebê-la com a memória nem com o caração, mas com as mãos. Escreva, anote, esboce, registre. Preocupe-se com a organização depois. Se a inspiração chegou, abra a porta da casa, sirva um cafezinho, deixe a inspiração se manifestar. Quando ela quiser ir embora, não insista para que ela fique. Se muito, peça com jeito que ela permaneça um pouco mais. Se ela decidir mesmo por ir-se, convide-a, sem afobação, para que ela volte. Tendo ela partido, desenvolva com disciplina, atenção e entusiasmo o presente deixado pela visita.
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terça-feira, 26 de abril de 2022
domingo, 26 de janeiro de 2014
DA INSPIRAÇÃO
Acredito na inspiração, mas não na inspiração no sentido romântico ou na inspiração como uma espécie de visita que recebemos de alguma “entidade”. Acredito na inspiração como um processo mental, feito de sinapses e outros processos cerebrais. Não concebo a inspiração num cérebro que não se exercita.
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