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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Dai aos patos o que é dos patos

Quando lancei meu quarto livro, fui ao Rio de Janeiro participar do programa Conversa com o Autor, apresentado por Katy Navarro. Na ocasião, ela me perguntou se havia mineiridade no que escrevo. Eu disse que não há. Pelo menos não há a confirmação do mito da mineiridade, um mito que povoa o imaginário precisamente pela força que os mitos têm. Se há algo de mineiro no que escrevo, isso se deve apenas ao fato de eu ter nascido em Minas Gerais. Não há nada demais nisso; eu ter nascido aqui é apenas algo circunstancial. Eu não valeria nem mais nem menos se tivesse nascido lá no Acre ou lá em Tegucigalpa.

No que já publiquei em livros, Patos de Minas está presente, de modo explícito, duas vezes. No Algo de Sempre, escrevi:

Patos de Minas.
Cidade incrível. 
Aqui acontecem coisas 
que só acontecem 
em todo lugar.

No Dislexias, escrevi:

Nasci em Patos de Minas.
Contra patos não há argumentos.

Menciono a mim mesmo não por empáfia infantiloide, mas para ilustrar que não embarco nisso de mineiridade. Com isso, não nego que Minas Gerais tenha suas peculiaridades, mas, ora, todo lugar tem suas peculiaridades. Ao mesmo tempo, Minas pode ser universal, assim como pode ser universal qualquer lugar.

Qualquer região é peculiar e universal. Isso vale para coisas ruins. É frequente atribuírem a Patos de Minas um conservadorismo que existiria somente aqui. Mas há gente conservadora no mundo inteiro. De modo análogo, isso vale para o bairrismo, a vaidade, o desejo de a cidade ser maior do que é, a ilusão de que aqui é mais especial do que ali ou do que lá ou acolá. Isso não são exclusividades patenses.

Li no Patos Hoje que alguns têm criticado, seja por hipocrisia, seja por conservadorismo, um quadro de Gisele Tavares (não a conheço). É óbvio que tanto a hipocrisia quanto o conservadorismo metido a moralista são lamentáveis. Com o que não concordo, é com os que têm dito que somente numa cidade como Patos de Minas poderia haver tamanha hipocrisia ou tamanho conservadorismo.

Na hora de dizer que a amálgama entre representação do triângulo (invertido) da bandeira de Minas Gerais e dos pelos vermelhos de uma mulher é algo libertino, acionam sua verborragia, eriçam seus pruridos “virtuosos”. O “cidadão de ‘bem’” é assim em sua hipocrisia ou em seu conservadorismo seletivo. Só que a caretice, a hipocrisia e o conservadorismo não são atributos só de cidades pequenas. Tentativa de banimento de performances em museus já ocorreram em grandes centros, obras artísticas já foram proibidas de ficarem em lugares públicos em capitais.

Há sempre representantes dos bons costumes berrando contra o que consideram delitos. O que praticam nunca é delitoso. Escreveu Oscar Wilde: “Pornográfico é o sexo dos outros”. Patos de Minas merece críticas pelo conservadorismo, pela empáfia, pela vaidade, pela caretice, pela falta de cultura, pelos políticos que tem e teve. Mesmo assim, dizer que essas coisas são piores aqui é ser injusto com a terra dos patos selvagens. 

sábado, 25 de novembro de 2017

Pedro Cardoso na TV Brasil

O ator e escritor Pedro Cardoso esteve recentemente nos estúdios da TV Brasil. Em vez de conceder a entrevista para a apresentadora Katy Navarro, ele criticou o diretor da emissora, Laerte Rimoli, por supostas declarações racistas dirigidas à atriz Taís Araújo. Em sua intervenção, o ator ainda apoiou os grevistas da TV Brasil.

Poder-se-ia argumentar que Pedro Cardoso protagonizou o episódio como estratégia de divulgação de si mesmo, e, de modo indireto, de seu primeiro romance, O livro dos títulos, lançando recentemente. Os que acusam o ator em virtude do ocorrido no estúdio da TV Brasil alegam que ele sabia de antemão tanto da greve dos servidores quanto do suposto racismo de Rimoli.

Ciente tanto de uma coisa quanto da outra, a atitude adequada dele teria sido não comparecer ao estúdio do canal de TV. Pedro Cardoso teria feito o que fez por saber que uma conversa “comum” em que ele falasse de seu livro não repercutiria tanto como repercutiu a atitude dele de fazer o discurso que fez e de ir embora sem conceder a entrevista.

O episódio foi habilmente conduzido por Katy Navarro. Não tenho como saber quais teriam sido as motivações intrínsecas de Pedro Cardoso. Se ele tiver agido também com a intenção de causar a repercussão do nome dele, isso não me incomoda; se tiver agido com a intenção de criticar a direção da TV Brasil e de apoiar os grevistas, isso muito me contenta. 

segunda-feira, 26 de junho de 2017

Áudio de entrevista que concedi no Rio de Janeiro

No dia vinte e dois de maio estive no Rio de Janeiro participando do programa Conversa com o Autor, veiculado pela Rádio MEC AM. A atração é apresentada por Katy Navarro. Também participou do bate-papo o autor Juarez Nogueira. A conversa pode ser conferida aqui

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Entrevista no Rio de Janeiro

Na semana passada, no dia vinte e dois de maio, estive no Rio de Janeiro participando do programa Conversa com o Autor, apresentado pela jornalista Katy Navarro. Na atração, ela sempre conversa com dois autores. Na gravação da semana passada, Juarez Nogueira, que é de Divinópolis, foi o outro escritor entrevistado.

Conversa com o Autor vai ao ar pela Rádio MEC do Rio de Janeiro. O programa gravado do dia vinte e dois será veiculado em meados de junho. Em breve, dou mais detalhes. À Katy Navarro, muito obrigado pela oportunidade de ter participado do Conversa com o Autor.