domingo, 6 de março de 2016

Como? Onde? Quando?

Anteriormente, já escrevi sobre o que talvez tenha me tornado um leitor. Já falei de livros e de revistas que me influenciaram. Hoje pela manhã, lembrei-me de duas leituras que, suponho, também fizeram com que eu adquirisse o gosto pelo ato de ler.

Penso haver muito de imprecisão nesses “diagnósticos”. Parece-me impossível rastrear todas as causas que nos fazem sermos o que somos. Suspeitamos de algumas, que podem nem ser causas daquilo que supomos que são. Mesmo assim, arriscamo-nos, e isso é bom, pois é uma tentativa de desvelar um fio que, talvez, leve-nos a nosso passado; quem sabe, leve-nos ao que somos.

Quando estudei no Polivalente, aqui em Patos de Minas, onde acabaria por fazer um curso técnico — edificações —, eu ia com frequência à biblioteca. Lembro-me de, por lá, ter tido contato com a literatura (Fernando Pessoa, por exemplo). Mas havia uma coleção que muito me atraía. Eram, não me lembro ao certo, quatro ou cinco volumes. Os títulos, eram algo assim: “O livro do como”, “O livro do onde”, “O livro do quando”...

Eram escritos em forma de perguntas. Assim, em “O livro do como”, poderia haver uma pergunta do tipo “como se fabrica um livro?”; em “O livro do onde”, poderia haver uma pergunta do tipo “onde ocorreu o Maio de 68?”; em “O livro do quando”, uma do tipo “quando o rádio foi inventado?”. Eu gostava muito de ler os volumes da coleção, que era, em essência, se não me engano, de divulgação científica. Já devo ter dito anteriormente que sempre gostei de ler textos de divulgação científica. É o tipo de leitura que faço até hoje.

Já em outra biblioteca, acho que na do Cesu, tive contato com um livro que deixou marcas em mim. Não me lembro do título, não me lembro do nome do organizador, mas era um livro extenso; continha máximas de cunho edificante. Lembro-me da primeira: “Um caminho de mil léguas começa com o primeiro passo”. Devo ter lido todo o livro durante as frequentes idas ao Cesu. Lá, eu também gostava de ler enciclopédias.

Curiosamente, esse livro de máximas, assim suponho, acabaria influenciando meu jeito de escrever, em que tento dizer as coisas com o mínimo de palavras (já tentei me livrar disso, mas não consigo). Não é o caso de afirmar com veemência que assim escrevo só por causa desse livro, mas parece-me que ele, com os epigramas que continha, teve influência definitiva no meu modo um tanto epigramático de escrever em verso.

sábado, 5 de março de 2016

O que é trazido

Quando é dia, 
meus pensamentos te trazem.

Quando é noite, 
meus sonhos te trazem.

A vida não te trouxe. 

sexta-feira, 4 de março de 2016

... E de repente...

Querem nosso fim, sem saberem que sabemos renascer. Na década de 80 (talvez na de 90), vi pichado num muro, na Rua Dona Luíza, aqui em Patos de Minas: “Eles destruíram nossas vidas, mas não as nossas ondas. Assinado: Os Surfistas”. O espírito da fênix habita também as águas, habita a Ilha de Vera Cruz. 

Convite de festa

Hoje a festa é aqui em casa.
Mirando um oceano marinho,
viramos as costas para a terra.
Toda esta festa é em minha casa;
toda a minha casa é para ti.
Meu quintal é o Brasil.

Em uníssono, cantaremos:
hoje a festa é nua,
nossa é a festa hoje,
é daqueles que vierem.
Brindaremos felizes,
enquanto a onda desfere
na areia da praia mais um golpe. 

À porta

Quando a saudade bate, 
não há como a gente fingir 
que não está em casa. 

Ela bate é de dentro para fora. 

Enquanto isso

Procuro um silêncio que não seja bobo.
Silêncio de quem deixa as palavras maturarem,
de quem rumina ideias, desejos, contextos.
Pondero, moldando em quietude aparente
as palavras que serão meu legado.
Estou juntando a multidão de peças.
Em breve, digitarei organização e lucidez. 

quinta-feira, 3 de março de 2016

Hoje de manhã



De uns dias para cá, indo para o trabalho, eu vinha reparando que havia algumas possibilidades fotográficas ali nas imediações do estádio do Mamoré, aqui em Patos de Minas. Hoje pela manhã, parei de adiar, levei a câmera. Nesta postagem, três das fotos que tirei. 

Ilusão engravatada

São poucas as pessoas que têm a oportunidade de realizar no trabalho o que têm de melhor. Não bastasse isso, e já é grave o bastante tantas pessoas não terem a oportunidade de serem o melhor que são em seu trabalho, há uma teia burocrática e um arranjo pseudossofisticado que pode deixar a impressão, em alguns, de que o trabalho é intelectual, criativo, quando, na verdade, é braçal; é uma espécie de linha de produção em que se trocaram esteiras e bigornas por papéis e carimbos.

É triste que muitos passem uma vida toda mergulhados num trabalho que nada lhes acrescenta; quando muito, recebem pouco dinheiro, não raro iludidos de que estão recebendo mais do que o bastante pelo que fazem. Dizem com orgulho que estão trabalhando muito, sentem-se úteis para seus chefes, para sua comunidade, sem ter a noção de que estão é matando o que têm de melhor em nome de uma causa que pouco se importa com o modo como alguém pode ser uma pessoa melhor, mais ampla, mais capaz, mais inteligente. A melhor maneira de contribuirmos para a sociedade é termos a oportunidade sermos o que podemos ser.

Engravatados e com ternos de preciso corte, muitos se emaranham no jogo, desperdiçando energia física e intelectual em ilusões que minam o poder criativo. Lamentável não ocorrer a muitos a ideia de que podem se despojar de parte do trabalho que têm de executar. Se fizessem isso, teriam mais tempo para si; tendo mais tempo para si, poderiam descobrir recantos inexplorados e ricos no próprio terreno, no próprio quintal. Mas é tarde de sábado. O chefe está ligando. O estudo de astronomia pode ficar para outra hora. 

Duas felicidades

Há um paralelo, que reconheço ser um tanto ingênuo, que faço entre as obras de Borges e de García Márquez: ambos produziram uma literatura feliz, por mais pobre que esse adjetivo soe.

O argentino, por intermédio de um ludismo nobre e elevado, cheio de referências literárias; o colombiano, por meio de uma prosa fluente, com senso de humor e permeada pelas facetas do sentimento amoroso.

Em García Márquez, a questão política fala mais alto do que em Borges, que, no todo, voltava-se mais para uma literatura que faz de si seu grande tema, bem como para deliciosas questões metafísicas. Já García Márquez, a despeito de magias macondianas, tem, por assim dizer, um enfoque mais terreno.

Ambos, contudo, tanto em suas literaturas quanto em suas entrevistas, apontam para uma felicidade possível, tanto a partir da criação literária quanto a partir das circunstâncias da vida. Parece-me que foram dois felizes. 

"Credo", de Mario Benedetti

quarta-feira, 2 de março de 2016

A história por trás da foto (90)

Estas criaturas são ligeiras, irrequietas; gosto de fotografá-las durante o voo. Num dia em que minha intenção não era fotografar beija-flores, dei-me conta deste pousado nas proximidades de onde eu estava. Creio que ele estava descansando.

Na câmera, estava acoplada uma lente macro, nada apropriada para fotografar beija-flores, pois, com uma lente dessas, eu teria de ficar um tanto próximo do beija-flor se quisesse uma imagem que o mostrasse mais de perto.

Como quem não quer nada, passo a passo, fui me aproximando, até o ponto em que eu estava a uma distância em que seria possível fotografá-lo com a lente macro. Com vagar, quase sem respirar, aproximei o equipamento do rosto, encaixei o olho no visor e cliquei. 

Anunciação

Os sinos dobram.
Nesse instante,
dobrando a esquina, 
Francisco vai embora.
Fica no peito de Maria
o dobro de saudade. 

Lições

O gato sobe na árvore. 
Nem sempre consegue descer. 
Aprende, com os gatos, a procurar alturas. 
Aprende, com as minhocas, a ser telúrico. 

terça-feira, 1 de março de 2016

And the Oscar...

Ainda estou com o evento de entrega do Oscar na cabeça. Atribuo esta postagem a isso.

Sempre achei um barato as frases de pôsteres de filmes. Não tenho o filme, mas já tenho a frase do pôster, mesmo sem haver pôster:

O que você faria para tentar esquecer um amor?

Ou então:

Até onde você iria para tentar esquecer um amor?

Se eu não ficar com preguiça, vou pensar em outras frases para hipotéticos pôsteres referentes a imaginários filmes. 

Para casa

Ainda não pisei a terra a que pertenço.
Já nasci no exílio, mas sei que
voltarei para a casa que é minha.

Um sangue dançante me agita.
Sou herdeiro de um ar
que ainda não sorvi.

A vida me levará a meu destino.
Estarei em casa quando eu acabar.
Vou estar na África pelo resto da vida. 

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

A música azul de Piêit

O que mais me chama a atenção quando escuto o trabalho de Piêit é a capacidade que ele tem, a partir de suas canções, de criar um clima. Num sentido amplo, toda canção tem, por assim dizer, seu clima. Do modo como encaro o trabalho de Piêit, o clima não é a consequência dos arranjos ou da letra, mas o ponto a partir do qual algo será composto; a impressão com que fico é a de que o clima é que é, antes de tudo, buscado. Letras e arranjos seriam, nesse modo como encaro o EP “Azul” (lançado em janeiro deste ano), “pretextos” para se chegar a um determinado clima.

No que diz respeito à sonoridade, é nítida em “Azul” a influência de algo do pop dançante e eletrônico e de muito do rock, em especial uma vertente do rock com tons mais soturnos, como o feito pelo Radiohead ou mesmo pelo Coldplay, levando-se em conta os trabalhos anteriores a “Viva la vida or death and all his friends”. As letras de “Azul”, reflexivas, fazem jus ao clima intimista que permeia o EP, a despeito dos momentos em que o som fica um pouco mais pesado.

Intérprete de timbre grave e de recorrentes falsetes, Piêit imprime nas letras das canções um tom peculiar e bastante pessoal. Não se rendendo a modismos disseminados em programas de competição televisivos, em que se tenta reproduzir no português a escola americana de canto, Piêit confere individualidade ao que canta. Desnecessário dizer que isso é muito bem-vindo. Já conferi apresentações do artista em que ele foi acompanhado apenas por um violão; em momentos assim, a capacidade de interpretação de Piêit parece falar ainda mais alto.

A página pessoal do cantor no Facebook anuncia turnê para breve. Se você ainda não conhece o trabalho, escute “Azul”, bem como o primeiro EP do artista, “Demasiado”, lançado em agosto de 2014. E se tiver a oportunidade, confira algum dos shows da turnê que virá e que já foi anunciada, embora ainda não tenham sido divulgados nem locais nem datas. Piêit compõe o profícuo momento da música vivido na cena local de algum tempo para cá, em que os artistas estão investindo em canções autorais. A exemplo dos demais intérpretes e instrumentistas daqui com trabalhos próprios, Piêit tem uma linguagem profundamente contemporânea, o que o livra de bairrismos bobos. 

domingo, 28 de fevereiro de 2016

Coisa que aprende

Aprender com a tempestade
e com o estio. 
Saber que livros ruins
ensinam também.
Aprende-se com o futebol 
e com a biologia. 
O breu e a luz, 
o silêncio e o grito, 
a folha em branco e um verso de Auden,
o tropeço e a cambalhota.

Em si, as coisas não ensinam.
Aprendo quando tento olhar 
para as coisas em si.
Mas sou coisa humana.
Coisa entre coisas,
não há como eu olhar para as coisas em si.
Aprendo quando olho
para as coisas em mim. 

A palavra de Henrique Fernandes

Tenho sérias ressalvas contra profissionais da comunicação que não sabem se... comunicar, seja pela imprecisão das ideias, seja pelo uso claudicante do português. Não me refiro à questão de soar formal ou informal (a informalidade pode ser clara e bela), mas à questão de não conseguir se expressar de maneira a transmitir o que se quer de modo exato, coeso.

Acompanho com atenção transmissões esportivas, tanto pelo rádio quanto pela TV. Nas TVs, principalmente as que têm chancela da Globo, é comum que haja ex-jogadores fazendo as vezes de comentaristas. Não só pelo que mencionei no parágrafo anterior, geralmente são muito ruins. Isso não quer dizer que não possa haver ex-jogador que comente bem.

Dentre os comentaristas que tenho acompanhado, o alento tem sido o Henrique Fernandes (salvo engano, ele não é ex-jogador), que comenta os jogos dos times mineiros nas transmissões do Premiere. O profissional tem dicção perfeita, vocabulário amplo, preciso; tem ainda conhecimento técnico do esporte que comenta. Fala sem titubear, acha o termo exato, expressa-se com assertividade sem soar pedante. Uma pérola em meio ao que tenho escutado. 

sábado, 27 de fevereiro de 2016

URT derrota o Atlético

A URT, time para o qual torço, empatou no Mineirão, jogando contra o Cruzeiro, na primeira rodada do campeonato mineiro. Tendo enfrentado há pouco o time reserva do Atlético/MG, o time patense derrotou o time de BH, mesmo com a equipe do Galo tendo criado mais oportunidades. O jogo foi no estádio do Mamoré, time de Patos de Minas que é o grande rival da URT.

Em entrevista para o Premiere, no fim do jogo, o goleiro Victor, do Atlético, atribuiu a derrota à condição ruim do gramado, dizendo que uma equipe a qual tem Robinho merece jogar em campo melhor. Assisti ao jogo pela TV, de modo que não há como eu avaliar com acuidade a condição do gramado. À parte isso, a própria equipe do Premiere elogiou a drenagem do campo, que, segundo o que disse a turma do Premiere, tem drenagem que resistiu à chuva que caiu por lá, de acordo com o que disseram. Pelo que entendi, os jogadores se queixaram não da questão da drenagem, mas dos supostos desníveis do campo.

Não sei dizer até que ponto a queixa do goleiro Victor se justifica; no intervalo, Robinho, também em entrevista para o Premiere, queixara-se do gramado. O técnico Diego Aguirre, em entrevista coletiva depois de terminado o jogo, não sei se para ser politicamente correto, declarou que a condição do gramado não pode ser pretexto para a derrota. À parte essa questão, em cobrança de falta feita por Fabinho, aos vinte e cinco do segundo tempo, a bola desviou na barreira e acabou escorregando para o fundo da rede do goleiro do Atlético, que perdeu por um a zero.

Mesmo sem ter trazido a Patos o time titular, o Atlético é muito maior do que a URT. Um empate para a União Recreativa do Trabalhadores não seria um resultado ruim, consideradas as circunstâncias. Com a vitória, a equipe de Patos de Minas dá um grande passo para que fuja do rebaixamento, o que é, a princípio, a necessária atitude realista das equipes do interior. 

Amor imperfeito

Se queres um amor intenso
e com falhas, sou a pessoa certa. 
Não consigo livrar meu amor 
das imperfeições que tenho, 
mas consigo dar a ele
fervor e entrega.

Por eu amar teu corpo
e tua inteligência, 
eu os cantarei.
Cantarei tua voz,
teu sorriso branco,
teu beijo gostoso.
Celebrarei,
em verso e
e em corpo,
o amor que eu
fizer contigo.

Esquecerei datas,
poderei não perceber
a mudança no tom
dos cabelos,
não sou de muita
convivência familiar.
Mas asseguro
que sei incrementar
o que tens de bom
(o que tens de dom),
que trarei à tona coisas
em ti de que nem suspeitavas.

Meus defeitos estarão
em meu amor.
Pudesse eu,
amaria com perfeição.
Meu amor tem meus limites.
Mas há poesia no verso da folha. 

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Em palavras

O poema:
minha arma, 
minha catarse, 
mão estendida.

O poema:
meu gostar de mim, 
minha cantada, 
gesto de amor.

O poema:
minha solução, 
meu presente, 
espelho público.

O poema:
meu refúgio,
meu grito, 
solução verbal.

Senha, 
maçã, 
você:
o poema. 

Para Emily Dickinson

Emily Dickinson
guardou abelhas, 
guardou o Brasil.
Foi juntando travessões, 
colecionando Deus 
e a dúvida.
Coube tanta coisa
na casa dela. 
A janela do quarto
dava para o mundo. 
Pela janela do quarto
entravam as estrelas. 
As coisas levaram 
o maior susto
quando foram
encontradas
no quarto de 
Emily Dickinson. 

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Cheiro de velho

Li há pouco uma brilhante matéria na edição eletrônica da revista The New Yorker. No texto, David Denby escreve sobre o envolvimento cada vez maior dos adolescentes com os telefones e a descrença cada vez maior deles quanto à leitura. Em trecho do artigo, Denby comenta que escutou uma estudante americana dizer de modo pejorativo: “Livros cheiram a velhos”.

Denby argumenta que não há como nem provar nem mensurar os benefícios da leitura. Mesmo assim, vale-se de um argumento prático para advogar a favor do ato de ler: “Um país que tivesse amplamente lido ‘Huckleberry Finn’ teria levado Donald J. Trump a sério por um segundo?”. Para conferir o texto, é só clicar aqui. 

Eloquentes

Tu falas com os olhos.
Aposto que a (tua) luz também 
está envolvida nessa história. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Luzeiros

Que esta Lua que tudo ilumina 
clareie minhas ideias. 
Sem lado escuro, 
que eu divulgue luz, 
como a Lua que lá fora
deixa cair luz sobre nós.
Que seja eu como ela, 
que não toma para si
a luz que recebe do Sol. 

Dança urbana

Mariana era só conduta protocolar. 
Carimbos, papéis, atas.
Em tédio citadino,
seguia a pé rumo
ao ponto de ônibus.

De repente,
Mariana se permite parar.
De um bar,
vem a canção.
Mariana para.
Primeiro, escuta;
depois, move,
de modo milimétrico,
o tronco.

Milímetros querem
se tornar centímetros.
Mariana teima, reluta.
Vêm os centímetros.
Ela sente que o corpo
não quer ônibus,
mas dança.

Foi quando se rendeu.
Papéis inúteis saíram
dos braços de Mariana,
tomaram conta do espaço.
Até hoje, estão dançando. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Fotos do lançamento de meu livro

Nesta postagem, as fotos do lançamento de meu recente livro — Dislexias. O evento foi realizado na sexta-feira (19/02), no Bar e Restaurante Armazém, em Patos de Minas.

A todos os que foram e a todos os que ajudaram a divulgar, seja em redes sociais, seja convidando amigos, muito obrigado.