Na opinião do extremamente tímido e retraído Tiago, a maior vantagem de morar sozinho é poder andar nu pela casa a qualquer hora. De repente, deu-se conta de que mesmo quando Naiara estava na casa dele Tiago se sentia totalmente à vontade para sair andando nu pela casa. Convidou-a então para morar com ele.
domingo, 23 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
"MÚSICA DE BRINQUEDO"
Não deixe de escutar o delicioso “Música de brinquedo”, do Pato Fu. No CD, clássicos da música pop são regravados com instrumentos de brinquedo e outras “tranqueiras” – para me valer de uma palavra que a própria banda usa para se referir aos “instrumentos” que foram descolando para a gravação.
O repertório não é de canções infantis, mas os arranjos e a participação de crianças no vocal conferem um saboroso, divertido, espontâneo e lúdico tom ao CD, que tem doze regravações. É show de bola escutar canções como “Frevo mulher” contendo instrumentos infantis no arranjo.
Sobre as participações das crianças no vocal, o “release” divulgado no site da banda diz: “Por último, o elemento surpresa: a participação das crianças cantando. Bem, nunca se sabe o que uma criança vai fazer. Às vezes ela não faz o que você quer. E às vezes o que ela faz é muito melhor do que o que você queria. Não queríamos aquela sonoridade ‘coral de crianças’, e sim pequenas participações, marcantes e carregadas da inocência e desafinação pura de espírito que só as crianças conseguem. Acho que conseguimos, e foi um aprendizado e tanto”.
Penso ser a glória para o artista saber brincar com o dom que ele tem, divertindo-se, divertindo-nos.
“Música de brinquedo” é um ótimo presente para as crianças. E os adultos vão adorar.
O repertório não é de canções infantis, mas os arranjos e a participação de crianças no vocal conferem um saboroso, divertido, espontâneo e lúdico tom ao CD, que tem doze regravações. É show de bola escutar canções como “Frevo mulher” contendo instrumentos infantis no arranjo.
Sobre as participações das crianças no vocal, o “release” divulgado no site da banda diz: “Por último, o elemento surpresa: a participação das crianças cantando. Bem, nunca se sabe o que uma criança vai fazer. Às vezes ela não faz o que você quer. E às vezes o que ela faz é muito melhor do que o que você queria. Não queríamos aquela sonoridade ‘coral de crianças’, e sim pequenas participações, marcantes e carregadas da inocência e desafinação pura de espírito que só as crianças conseguem. Acho que conseguimos, e foi um aprendizado e tanto”.
Aqui e ali, nos vocais, as crianças realizam intervenções. A que há na introdução de “Sonífera ilha” é um barato. No site da banda, há vídeos mostrando a feitura do trabalho.
É curioso escutar crianças cantando letras cujas temáticas são sérias. A gente acaba achando uma saudável e terna graça de algo que, a rigor, não foi criado para divertir.
“Música de brinquedo” é um ótimo presente para as crianças. E os adultos vão adorar.
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sexta-feira, 21 de janeiro de 2011
NOVA EDIÇÃO DO CAIU NA REDE
Pessoas, a edição 47 do Caiu na Rede está no ar.
Valeu.
Valeu.
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segunda-feira, 17 de janeiro de 2011
CAIU NA REDE (46)
Pessoas, está no ar a edição 46 do Caiu na Rede.
Espero que vocês gostem.
Valeu.
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GENTE COMO A GENTE
Erich Auerbach, crítico literário, propôs em seu “Mimesis: a representação da realidade na literatura ocidental”, a ideia da criaturalidade corpórea para se referir a um procedimento shakespeariano. Essa ideia é simples: se por um lado Shakespeare seguia a tradição da tragédia clássica, por outro, talvez influenciado pela “farra” que era o teatro medieval, o dramaturgo fazia com que seus heróis trágicos passassem por situações vexatórias, engraçadas. Esses momentos fazem com que o herói trágico saia de seu “pedestal” e se torne um qualquer. A diferenciação entre o cômico e o sublime é banida.
Quando leio Tom Wolfe, lembro-me do conceito de Auerbach. Em tempo e local diferentes dos de Shakespeare, Wolfe humaniza ou ridiculariza a figura de quem se dá muita importância. O autor americano insere seus personagens em situações igualmente vexatórias. Em “A fogueira das vaidades”, por exemplo, o personagem ridicularizado ou humanizado é Sherman McCoy, financista da famigerada Wall Street.
McCoy se intitula “o Senhor do Universo”: não tem ainda quarenta anos, mora na cobiçada Avenida Parque, desfila de Mercedes com a amante e consegue ganhar alguns milhões de dólares com um “simples” telefonema. Mas já nas primeiras cenas em que aparece, McCoy é mostrado tão patético quanto todos nós.
Quando leio Tom Wolfe, lembro-me do conceito de Auerbach. Em tempo e local diferentes dos de Shakespeare, Wolfe humaniza ou ridiculariza a figura de quem se dá muita importância. O autor americano insere seus personagens em situações igualmente vexatórias. Em “A fogueira das vaidades”, por exemplo, o personagem ridicularizado ou humanizado é Sherman McCoy, financista da famigerada Wall Street.
McCoy se intitula “o Senhor do Universo”: não tem ainda quarenta anos, mora na cobiçada Avenida Parque, desfila de Mercedes com a amante e consegue ganhar alguns milhões de dólares com um “simples” telefonema. Mas já nas primeiras cenas em que aparece, McCoy é mostrado tão patético quanto todos nós.
APONTAMENTO 98
É preciso conhecer para amar, mesmo diante da impossibilidade de a gente conhecer totalmente uma pessoa.
Também é assim na literatura. Gosta-se de um personagem quando se conhece aquele personagem (ou pelo menos uma faceta significativa dele), quando se tem a impressão de que se convive ou de que se conviveu com ele, ainda que num texto curto. Uma das razões do sucesso de Hamlet como personagem está no fato de que o conhecemos muito bem.
Criar personagens não é fácil. É que conhecer é difícil; dar-se a conhecer é difícil. Obviamente, esse não é o único quesito para se criar uma boa história, um bom livro, mas desconheço histórias boas sem personagens bons.
Também é assim na literatura. Gosta-se de um personagem quando se conhece aquele personagem (ou pelo menos uma faceta significativa dele), quando se tem a impressão de que se convive ou de que se conviveu com ele, ainda que num texto curto. Uma das razões do sucesso de Hamlet como personagem está no fato de que o conhecemos muito bem.
Criar personagens não é fácil. É que conhecer é difícil; dar-se a conhecer é difícil. Obviamente, esse não é o único quesito para se criar uma boa história, um bom livro, mas desconheço histórias boas sem personagens bons.
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quinta-feira, 13 de janeiro de 2011
PUBLICAÇÕES NO PATOS HOJE
Pessoas, estou com uma coluna no Patos Hoje, site local. Para conferir, gentileza acessar http://www.patoshoje.com.br/blog. O nome da coluna é Secos & Molhados.
Valeu.
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domingo, 9 de janeiro de 2011
CAIU NA REDE (45)
Pessoas, a edição 45 do Caiu na Rede está no ar.
Valeu.
Valeu.
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sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
SOBRE O TEMPO
Entre beijos cálidos
e afagos promissores,
tu me dizes que posso ir embora,
pois tenho de acordar cedo.
Mas sabes que não vou,
pois a pele eriçada mede
mais sabiamente o tempo
do que o lisinho relógio.
e afagos promissores,
tu me dizes que posso ir embora,
pois tenho de acordar cedo.
Mas sabes que não vou,
pois a pele eriçada mede
mais sabiamente o tempo
do que o lisinho relógio.
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domingo, 19 de dezembro de 2010
NASI EM PATOS DE MINAS
Ontem (18/12), conferi mais um show de Nasi aqui em Patos de Minas. Em maio do ano passado ele veio trazendo convidados – Marcelo Bonfá e George Israel. Ontem, ele se apresentou com sua banda.
O som estava meio embolado, de modo que em canções inéditas e desconhecidas não era possível escutar com precisão a letra. Mas quando se tratava de algum clássico do pop/rock nacional, esse contratempo sumia.
Além do mais, Nasi é roqueiro. Com isso, quero dizer que o show tem muita “pegada”, tanto de Nasi quanto do restante da banda. O rock é também energia e atitude, e isso não falta para Nasi e banda, que fizeram uma hora e meia de um show pleno de vigor e recheado de clássicos do rock brasileiro, além de composições próprias do ex-vocalista do Ira!.
Em maio do ano passado, escrevi que a plateia foi fria. No show de ontem, nem tanto, talvez pelo fato de que o espaço era menor, mais aconchegante. A impressão foi a de que havia mais fãs do Ira!, de Nasi e do rock nacional como um todo do que na apresentação do ano passado.
Uma banda competente, um artista que tem o rock na veia. No repertório, Legião, Cazuza, Raul Seixas, Ira!... e composições da carreira solo de Nasi, que tem um site. Para acessá-lo, clique aqui.
O som estava meio embolado, de modo que em canções inéditas e desconhecidas não era possível escutar com precisão a letra. Mas quando se tratava de algum clássico do pop/rock nacional, esse contratempo sumia.
Além do mais, Nasi é roqueiro. Com isso, quero dizer que o show tem muita “pegada”, tanto de Nasi quanto do restante da banda. O rock é também energia e atitude, e isso não falta para Nasi e banda, que fizeram uma hora e meia de um show pleno de vigor e recheado de clássicos do rock brasileiro, além de composições próprias do ex-vocalista do Ira!.
Em maio do ano passado, escrevi que a plateia foi fria. No show de ontem, nem tanto, talvez pelo fato de que o espaço era menor, mais aconchegante. A impressão foi a de que havia mais fãs do Ira!, de Nasi e do rock nacional como um todo do que na apresentação do ano passado.
Uma banda competente, um artista que tem o rock na veia. No repertório, Legião, Cazuza, Raul Seixas, Ira!... e composições da carreira solo de Nasi, que tem um site. Para acessá-lo, clique aqui.
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sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
FOTOPOEMA 181
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quarta-feira, 15 de dezembro de 2010
FUTEBOL (10)
Eu deveria ter comentado na postagem anterior, mas acabei me esquecendo: os times africanos (incluo as seleções) jogam futebol como se estivessem se divertindo, como se o jogo não valesse grande coisa, como se tradição e milhões assistindo e outros milhões em patrocínio e maracutaias não fossem tão grandes coisas assim (e, de fato, não são). Parecem não dar a menor bola para todo o teatro que é armado. Jogam como se estivessem disputando uma partida entre amigos num surrado campo de uma desconhecida cidade qualquer.
Esse espírito com que os africanos disputam um torneio é sensacional. Há uma certa irresponsabilidade, por assim dizer; há uma certa inconsequência. Parecem jogar com alegria. É divertido vê-los jogar. Há neles um espírito moleque que deveria haver no futebol. Se o continente africano passar a conquistar títulos mundiais, os negócios vão destruir o bonito espírito que o futebol deles ainda tem. Enquanto isso não ocorre, vamos curtir.
terça-feira, 14 de dezembro de 2010
FUTEBOL (9)
Não sei nada sobre o regulamento do mundial de clubes, que está sendo realizado nos Emirados Árabes. Contudo, há meses, tenho escutado notícias e debates sobre uma final entre o Inter do Brasil e o Inter da Itália.
Eu não sabia da existência do Mazembe, que é um tipo do Congo, na África. Acompanhei o jogo pela TV, cujos comentaristas usaram a palavra “vexame” para se referir à atuação do Inter. Agora, num portal de internet, há a manchete: “Inter dá vexame, perde para Mazembe e vê ruir o sonho do bi”. Um outro comentarista, mais hiperbólico, asseverou, na TV, que a derrota do Inter é uma das maiores zebras do futebol mundial.
É verdade que o Inter não jogou tudo o que sabe. Contudo, o time africano não jogou mal. Sei que os comentaristas alegam tradição, peso da camisa e afins, mas em campo não houve diferença gritante entre os times. Levando-se em conta o que imprensa e meios de comunicação disseram, fica-se com a impressão de que o Mazembe poderia ser derrotado por qualquer time de qualquer empresa numa pelada de confraternização de fim de ano.
Teriam os jogadores do Inter, no fundo, entrado em campo pensando que a partida já estava ganha?... Enquanto eu digitava este texto, uma repórter entrevistava um jogador do Inter. No fim, ela usou a palavra “surpresa”, referindo-se ao resultado do jogo. Contudo, se considerarmos apenas o jogo de hoje, não houve vexame do Inter, mas, sim, competência do Mazembe.
A lição é velha, mas não é aprendida: a tradição e o peso da camisa não ganham uma partida. Às vezes, nem a superioridade dos jogadores de um time garante a eles a vitória. Análises técnicas e táticas podem dar conta de uma parte da resposta, mas não explicam tudo.
O Inter do Brasil volta a jogar no sábado. O Inter da Itália joga amanhã. Se perder, disputa contra o Inter do Brasil o terceiro lugar do torneio. Caso isso ocorra, terá a imprensa, de certo modo, “previsto” um confronto entre os dois times.
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quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
WIKILEAKS
De um jeito ou de outro, querem pegar Julian Assange, que vem publicando no site WikiLeaks documentos que desnudam os bastidores da diplomacia americana. O governo dos EUA ainda não chegou a quem forneceu os documentos para Assange.
Por ora, ele está preso não pelo que tem divulgado, mas por um suposto caso de estupro, que teria ocorrido na Suécia.
Ataques e retaliações cibernéticas têm ocorrido. Um grupo de internautas apoiador de Assange e que se intitula Anônimo tem sobrecarregado as páginas do MasterCard e do Visa, que estão impedindo transações financeiras do criador do WikiLeaks.
Os gigantes Amazon e PayPal também foram atacados. Em contrapartida, Twitter e Facebook deletaram as contas do Operation Payback, outro grupo de ativistas apoiador do WikiLeaks, cujo porta-voz nega ter conexão com os chamados “hacktivists” [amálgama de hackers e ativistas], embora ressalte que tais ataques são reflexo da opinião pública.
Imagine se o que você realmente pensa sobre as pessoas com as quais convive viesse à tona. Isso poderia causar, por exemplo, sua demissão ou um desentendimento grave com sua esposa... Assange mostrou que no macrouniverso da diplomacia valem as mesmas leis que regem o microuniverso das relações interpessoais: é preciso muito cuidado com o que se fala e para quem se fala; é preciso muito cuidado com o que se escreve e para quem se escreve.
Lula criticou a prisão de Assange; o presidente ainda afirmou: "A [presidente eleita] Dilma [Rousseff] tem que saber e falar para os seus ministros que, se não tiver o que escrever, não escreva bobagem, passe em branco a mensagem", disse o presidente. Munida agora de malícia, por um bom tempo a diplomacia mundial vai preferir silenciar a continuar exercendo a confiança no sigilo alheio.
Em meio a ataques e retaliações, nem sempre consigo acessar a página do WikiLeaks (mais cedo, consegui; agora, não). Ainda que a página não volte a estar livre para acesso, penso que Assange deve ter cópia de segurança dos arquivos que colocou à disposição. Tomara.
Por ora, ele está preso não pelo que tem divulgado, mas por um suposto caso de estupro, que teria ocorrido na Suécia.
Ataques e retaliações cibernéticas têm ocorrido. Um grupo de internautas apoiador de Assange e que se intitula Anônimo tem sobrecarregado as páginas do MasterCard e do Visa, que estão impedindo transações financeiras do criador do WikiLeaks.
Os gigantes Amazon e PayPal também foram atacados. Em contrapartida, Twitter e Facebook deletaram as contas do Operation Payback, outro grupo de ativistas apoiador do WikiLeaks, cujo porta-voz nega ter conexão com os chamados “hacktivists” [amálgama de hackers e ativistas], embora ressalte que tais ataques são reflexo da opinião pública.
Imagine se o que você realmente pensa sobre as pessoas com as quais convive viesse à tona. Isso poderia causar, por exemplo, sua demissão ou um desentendimento grave com sua esposa... Assange mostrou que no macrouniverso da diplomacia valem as mesmas leis que regem o microuniverso das relações interpessoais: é preciso muito cuidado com o que se fala e para quem se fala; é preciso muito cuidado com o que se escreve e para quem se escreve.
Lula criticou a prisão de Assange; o presidente ainda afirmou: "A [presidente eleita] Dilma [Rousseff] tem que saber e falar para os seus ministros que, se não tiver o que escrever, não escreva bobagem, passe em branco a mensagem", disse o presidente. Munida agora de malícia, por um bom tempo a diplomacia mundial vai preferir silenciar a continuar exercendo a confiança no sigilo alheio.
Em meio a ataques e retaliações, nem sempre consigo acessar a página do WikiLeaks (mais cedo, consegui; agora, não). Ainda que a página não volte a estar livre para acesso, penso que Assange deve ter cópia de segurança dos arquivos que colocou à disposição. Tomara.
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quarta-feira, 8 de dezembro de 2010
CAIU NA REDE (44)
Pessoas, a edição 44 do Caiu na Rede está no ar.
Espero que gostem.
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domingo, 5 de dezembro de 2010
FUTEBOL (8)
Quando me lembro do Fluminense campeão em 84, eu me lembro de Assis e Washington. Daqui a décadas, se eu estiver por aqui para me lembrar do Fluminense de 2010, vou me lembrar de Conca, que para mim é o craque do campeonato brasileiro.
Um combalido porém disciplinado Guarani não conseguiu segurar um nervoso e pouco inspirado Fluminense. Apesar de a partida ter sido chata, o Fluminense realizou um jogo menos ruim do que o do Guarani.
No ano passado, após uma arrancada na reta final, o Fluminense se livrou do rebaixamento; agora, consegue ser o campeão de 2010.
Um combalido porém disciplinado Guarani não conseguiu segurar um nervoso e pouco inspirado Fluminense. Apesar de a partida ter sido chata, o Fluminense realizou um jogo menos ruim do que o do Guarani.
No ano passado, após uma arrancada na reta final, o Fluminense se livrou do rebaixamento; agora, consegue ser o campeão de 2010.
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quinta-feira, 2 de dezembro de 2010
"O PRÍNCIPE"
Li recentemente “O príncipe”, de Maquiavel (edição da Martin Claret; tradução de Pietro Nassetti). O livro foi publicado em 1532, cinco anos após a morte do autor. É um manual de como deve agir o príncipe-governante ao lidar com os governados.
Não bastasse o texto em si, a edição contém textos de Marcílio Marques Moreira e José Nivaldo Junior. Complementando o trabalho, as notas de pé de página têm comentários e apontamentos de Napoleão Bonaparte sobre (principalmente) si mesmo e sobre o livro de Maquiavel.
As notas de Napoleão acabam gerando um curioso humor involuntário, tamanhas sua empáfia e megalomania. É claro que se deve considerar a subjetividade dessa opinião, pois, obviamente, não era intenção de Bonaparte fazer rir.
Como exemplo, num trecho, Maquiavel escreveu: “Os príncipes adquirem grandeza quando conseguem superar oposição e dificuldades que enfrentam”. Para essa frase, o apontamento de Napoleão foi o seguinte: “Poderá alguém superá-las melhor do que eu?”.
Num outro trecho, Maquiavel escreve sobre o rei Ferdinando: “Se examinarmos seus atos, veremos que foram todos grandes, e alguns mesmo extraordinários. O comentário de Napoleão: “Não mais que os meus”.
Napoleão ora aprova, ora reprova Maquiavel. Contudo, o que o francês mais faz é glorificar a si mesmo.
Para que se saiba um pouco mais sobre Napoleão, pelos comentários de Marcílio Marques Moreira e José Nivaldo Junior e óbvia e logicamente pelo magistral texto de Maquivel, leitura que não pode deixar de ser feita.
Não bastasse o texto em si, a edição contém textos de Marcílio Marques Moreira e José Nivaldo Junior. Complementando o trabalho, as notas de pé de página têm comentários e apontamentos de Napoleão Bonaparte sobre (principalmente) si mesmo e sobre o livro de Maquiavel.
As notas de Napoleão acabam gerando um curioso humor involuntário, tamanhas sua empáfia e megalomania. É claro que se deve considerar a subjetividade dessa opinião, pois, obviamente, não era intenção de Bonaparte fazer rir.
Como exemplo, num trecho, Maquiavel escreveu: “Os príncipes adquirem grandeza quando conseguem superar oposição e dificuldades que enfrentam”. Para essa frase, o apontamento de Napoleão foi o seguinte: “Poderá alguém superá-las melhor do que eu?”.
Num outro trecho, Maquiavel escreve sobre o rei Ferdinando: “Se examinarmos seus atos, veremos que foram todos grandes, e alguns mesmo extraordinários. O comentário de Napoleão: “Não mais que os meus”.
Napoleão ora aprova, ora reprova Maquiavel. Contudo, o que o francês mais faz é glorificar a si mesmo.
Para que se saiba um pouco mais sobre Napoleão, pelos comentários de Marcílio Marques Moreira e José Nivaldo Junior e óbvia e logicamente pelo magistral texto de Maquivel, leitura que não pode deixar de ser feita.
FOTOPOEMA 180
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quarta-feira, 24 de novembro de 2010
A ONDA
Meu pai ficava vendo filmes madrugada adentro. Para descontentamento de minha mãe, ele permitia que eu também ficasse. A alegação dela era a de que eu teria aula pela manhã (no que ela estava certa). Mas meu pai falava: “Deixa o menino ver o filme, sá”.
Foi assim que tomei gosto por filmes. Foi assim que numa certa noite conferi “A onda” (The wave), dirigido por Alexander Grasshoff. Trata-se de uma produção feita para a TV americana em 1981. O filme é baseado num ensaio (The third wave – “A terceira onda”) escrito por Ron Jones, o professor retratado no filme, que se baseia em fato real.
Numa aula de história, sem conseguir explicar como podem os alemães, durante a Segunda Guerra Mundial, ter alegado não saber sobre o extermínio de judeus, Rones, em vez de procurar por uma resposta “típica”, decide fazer uma experiência e cria um movimento chamado “A terceira onda”. Para começar, o professor lança ideia cujo lema inicial é “força por intermédio da disciplina”.
Em sua experiência, Jones vai implantando um movimento radical e perigoso. De modo rápido, praticamente toda a escola de ensino médio se torna adepta, sem que os alunos soubessem com clareza do que se tratava a iniciativa. Rapidamente, ideias nos moldes nazistas vão sendo implantadas.
Há um filme que é uma versão alemã do ocorrido. Na produção germânica, intitulada também “A onda” (Die Welle, 2008), e dirigida por Dennis Gansel, o fim é bastante trágico. Para quem se interessar, a história em que as produções americana e a alemã se baseiam ocorreu em 1967, na Cubberley High School, em Palo Alto, na California.
Em ambas as adaptações, a história narrada vai de segunda a sexta-feira. O que me causou estranheza foi a rapidez com que os estudantes aderiram à ideologia implantada por Jones. Se num momento se mostraram intrigados com a adesão dos alemães ao nazismo, no outro, já estavam reproduzindo condutas igualmente radicais.
As pessoas se deixam levar facilmente. São fáceis de serem enganadas. Investir na tolice e na credulidade é um negócio lucrativo. Ademais, a racionalidade nunca foi imperativo das turbas. Contudo, mesmo ciente disso, fiquei me perguntando se a história real em que os filmes se basearam ocorrera mesmo em apenas uma semana. Minha pergunta enquanto eu assistia aos filmes era: “Como esses alunos compraram essa ideia tão rápido?”.
À medida que a semana vai passando e a onda vai tomando conta da escola, clima um tanto sinistro vai tomando corpo. Segundo li, o professor Ron Jones afirma que de fato tudo ocorreu em cinco dias. À parte isso, o filme aborda a delicada questão de como as pessoas se deixam levar tão facilmente, de como são conduzidas e seduzidas sem refletirem sobre o caminho que estão tomando.
Já estou à procura do ensaio “The third wave”, bem como à procura do documentário “Lesson plan”, dirigido por Philip Neel. Ele foi um dos alunos que integraram o movimento. No documentário, Neel realiza entrevistas com colegas seus que também aderiram e com o professor Jones. Caso eu consiga os materiais, comento por aqui.
Foi assim que tomei gosto por filmes. Foi assim que numa certa noite conferi “A onda” (The wave), dirigido por Alexander Grasshoff. Trata-se de uma produção feita para a TV americana em 1981. O filme é baseado num ensaio (The third wave – “A terceira onda”) escrito por Ron Jones, o professor retratado no filme, que se baseia em fato real.
Numa aula de história, sem conseguir explicar como podem os alemães, durante a Segunda Guerra Mundial, ter alegado não saber sobre o extermínio de judeus, Rones, em vez de procurar por uma resposta “típica”, decide fazer uma experiência e cria um movimento chamado “A terceira onda”. Para começar, o professor lança ideia cujo lema inicial é “força por intermédio da disciplina”.
Em sua experiência, Jones vai implantando um movimento radical e perigoso. De modo rápido, praticamente toda a escola de ensino médio se torna adepta, sem que os alunos soubessem com clareza do que se tratava a iniciativa. Rapidamente, ideias nos moldes nazistas vão sendo implantadas.
Há um filme que é uma versão alemã do ocorrido. Na produção germânica, intitulada também “A onda” (Die Welle, 2008), e dirigida por Dennis Gansel, o fim é bastante trágico. Para quem se interessar, a história em que as produções americana e a alemã se baseiam ocorreu em 1967, na Cubberley High School, em Palo Alto, na California.
Em ambas as adaptações, a história narrada vai de segunda a sexta-feira. O que me causou estranheza foi a rapidez com que os estudantes aderiram à ideologia implantada por Jones. Se num momento se mostraram intrigados com a adesão dos alemães ao nazismo, no outro, já estavam reproduzindo condutas igualmente radicais.
As pessoas se deixam levar facilmente. São fáceis de serem enganadas. Investir na tolice e na credulidade é um negócio lucrativo. Ademais, a racionalidade nunca foi imperativo das turbas. Contudo, mesmo ciente disso, fiquei me perguntando se a história real em que os filmes se basearam ocorrera mesmo em apenas uma semana. Minha pergunta enquanto eu assistia aos filmes era: “Como esses alunos compraram essa ideia tão rápido?”.
À medida que a semana vai passando e a onda vai tomando conta da escola, clima um tanto sinistro vai tomando corpo. Segundo li, o professor Ron Jones afirma que de fato tudo ocorreu em cinco dias. À parte isso, o filme aborda a delicada questão de como as pessoas se deixam levar tão facilmente, de como são conduzidas e seduzidas sem refletirem sobre o caminho que estão tomando.
Já estou à procura do ensaio “The third wave”, bem como à procura do documentário “Lesson plan”, dirigido por Philip Neel. Ele foi um dos alunos que integraram o movimento. No documentário, Neel realiza entrevistas com colegas seus que também aderiram e com o professor Jones. Caso eu consiga os materiais, comento por aqui.
domingo, 21 de novembro de 2010
FUTEBOL (7)
Montillo teve um começo estrondoso pelo Cruzeiro. Contudo, de algumas rodadas para cá não tem alcançado o êxito inicial. Poder-se-ia argumentar que os três gols do Cruzeiro marcados na partida que terminou há pouco tiveram origem em escanteios batidos pelo argentino. Mas os gols se deveram muito mais a falhas da defesa vascaína do que a méritos do ataque cruzeirense.
Outro argentino que tem se destacado no campeonato é Conca, do Fluminense. No torneio desde o início (não é o caso de Montillo), Conca não somente mantém a regularidade, mas também realiza passes precisos e chutes fatais. Deve ser eleito o craque da competição.
Na partida contra o Vasco, o Cruzeiro teve um primeiro tempo avassalador – poderia ter feito pelo menos mais dois gols. No finzinho da primeira etapa, o Vasco marcou. No segundo tempo, a partida perdeu em dinamismo, embora o Vasco tenha jogado melhor do que o que fez no primeiro tempo.
Se na semana passada o Corinthians era o líder, após a rodada de hoje o Fluminense reassume a primeira colocação, com 65 pontos. O Corinthians tem 64; já o Cruzeiro, 63.
Outro argentino que tem se destacado no campeonato é Conca, do Fluminense. No torneio desde o início (não é o caso de Montillo), Conca não somente mantém a regularidade, mas também realiza passes precisos e chutes fatais. Deve ser eleito o craque da competição.
Na partida contra o Vasco, o Cruzeiro teve um primeiro tempo avassalador – poderia ter feito pelo menos mais dois gols. No finzinho da primeira etapa, o Vasco marcou. No segundo tempo, a partida perdeu em dinamismo, embora o Vasco tenha jogado melhor do que o que fez no primeiro tempo.
Se na semana passada o Corinthians era o líder, após a rodada de hoje o Fluminense reassume a primeira colocação, com 65 pontos. O Corinthians tem 64; já o Cruzeiro, 63.
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quarta-feira, 17 de novembro de 2010
MOTIVOS FLORIDOS
O Secos & Molhados pergunta: “Que fim levaram todas as flores”?
O Inner Circle pergunta: “What have happened to my garden of black roses”?
O Titãs afirma: “As flores de plástico não morrem”.
O Inner Circle pergunta: “What have happened to my garden of black roses”?
O Titãs afirma: “As flores de plástico não morrem”.
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terça-feira, 9 de novembro de 2010
APONTAMENTO 97
Algumas pessoas morrem antes de suas ilusões.
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domingo, 7 de novembro de 2010
FUTEBOL (6)
Um voluntarioso Vasco, que chegou a acertar uma bola na trave aos trinta e sete minutos do segundo tempo, não conseguiu superar o Fluminense, que fizera um gol aos quatro minutos do primeiro tempo. Com o resultado, o Fluminense segue na liderança do campeonato. Corinthians e Cruzeiro vêm a seguir.
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Ontem, muito se falou no abraço entre Neymar e Dorival Jr., no jogo entre o Atlético/MG e o Santos, realizado em Sete Lagoas/MG. Imprensa e meios de comunicação elogiaram a atitude de Neymar e Dorival. Tomara que o ato tenha sido mesmo espontâneo e sem ressentimentos de ambas as partes, e não apenas um teatrinho para as câmeras de um deles ou dos dois.
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Sempre que é divulgado o público lá no Engenhão, comenta-se que mais gente era esperada. Hoje, no jogo do Fluminense contra o Vasco, vinte e dois mil torcedores estiveram por lá. Novamente, foi mencionado que havia a expectativa de um público maior. Curiosamente, esses mesmos comentaristas dizem que o acesso ao estádio é complicado, por ele ficar longe (penso que ele deve ficar afastado de tudo). Já que vivem repetindo que ir até o estádio é tarefa hercúlea, deveriam aproveitar e repetir que houve superfaturamento na construção da obra. E tomara que cada vez mais e mais torcedores deixem de ir até lá.
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Ontem, muito se falou no abraço entre Neymar e Dorival Jr., no jogo entre o Atlético/MG e o Santos, realizado em Sete Lagoas/MG. Imprensa e meios de comunicação elogiaram a atitude de Neymar e Dorival. Tomara que o ato tenha sido mesmo espontâneo e sem ressentimentos de ambas as partes, e não apenas um teatrinho para as câmeras de um deles ou dos dois.
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Sempre que é divulgado o público lá no Engenhão, comenta-se que mais gente era esperada. Hoje, no jogo do Fluminense contra o Vasco, vinte e dois mil torcedores estiveram por lá. Novamente, foi mencionado que havia a expectativa de um público maior. Curiosamente, esses mesmos comentaristas dizem que o acesso ao estádio é complicado, por ele ficar longe (penso que ele deve ficar afastado de tudo). Já que vivem repetindo que ir até o estádio é tarefa hercúlea, deveriam aproveitar e repetir que houve superfaturamento na construção da obra. E tomara que cada vez mais e mais torcedores deixem de ir até lá.
sábado, 6 de novembro de 2010
APONTAMENTO 96
Quando a fé se volta contra o próximo, pode produzir catástrofes. Quando se volta para a arte, pode produzir obras-primas.
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quinta-feira, 4 de novembro de 2010
FUTEBOL (5)
Fica-se com a impressão de que neste ano vai ocorrer novamente com o Cruzeiro o que tem ocorrido com o time de alguns anos para cá: a equipe faz um bom campeonato e está sempre os primeiros, geralmente conseguindo vaga para a Libertadores, mas não consegue ganhar o título, perdendo fôlego nas rodadas finais.
Há pouco, em jogo realizado no Parque do Sabiá, em Uberlândia/MG, não foi diferente. A equipe mineira perdeu para o São Paulo – 2 a 0 –, num jogo em que o tricolor foi mais incisivo nos ataques desde o primeiro tempo. Rogério Ceni, numa penalidade que não ocorrera mas foi inventada pelo juiz, bateu o pênalti e fez o segundo gol (o primeiro foi de Lucas).
Há pouco, em jogo realizado no Parque do Sabiá, em Uberlândia/MG, não foi diferente. A equipe mineira perdeu para o São Paulo – 2 a 0 –, num jogo em que o tricolor foi mais incisivo nos ataques desde o primeiro tempo. Rogério Ceni, numa penalidade que não ocorrera mas foi inventada pelo juiz, bateu o pênalti e fez o segundo gol (o primeiro foi de Lucas).
O Cruzeiro tem 57 pontos e está em terceiro lugar. Fluminense, com 58, é o líder. Corinthians, também com 57, está em segundo lugar. Já a outra equipe mineira, o Atlético, empatou hoje com o Gurani em 0 a 0. Com o resultado, o Galo está na décima sétima posição, na zona de rebaixamento.
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
ELEIÇÕES 2010
Apesar dos poderosos Globo e Veja, Dilma Rousseff foi eleita presidente do Brasil. Com a eleição, Lula confirma sua força: seus índices de popularidade continuam altos e ele consegue eleger sua candidata. Como se não bastasse, é a primeira vez no Brasil que um presidente eleito pelo voto popular faz seu sucessor.
Em seu primeiro discurso após a confirmação de sua vitória, Dilma Rousseff disse que é desejo dela estender a mão para opositores políticos. Serra, em contrapartida, durante breve pronunciamento que fez após estar ciente do resultado da eleição, não abandonou o tom belicista da campanha.
O candidato do PSDB disse que não estava dando um adeus, mas um até-logo. Ainda não se sabe com certeza se com isso Serra queria dizer que é desejo seu disputar a presidência novamente. Mas ainda que seja, Aécio Neves já é apontado como forte candidato do partido nas próximas eleições para presidente.
Em seu primeiro discurso após a confirmação de sua vitória, Dilma Rousseff disse que é desejo dela estender a mão para opositores políticos. Serra, em contrapartida, durante breve pronunciamento que fez após estar ciente do resultado da eleição, não abandonou o tom belicista da campanha.
O candidato do PSDB disse que não estava dando um adeus, mas um até-logo. Ainda não se sabe com certeza se com isso Serra queria dizer que é desejo seu disputar a presidência novamente. Mas ainda que seja, Aécio Neves já é apontado como forte candidato do partido nas próximas eleições para presidente.
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quinta-feira, 28 de outubro de 2010
A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (65)
Foto tirada às margens da Lagoa Grande, que fica em frente à rodoviária local, aqui em Patos de Minas. O lugar frequentemente aparece como cartão postal da cidade.
A imagem não tem nenhuma originalidade, mas, não importa se paradas ou correntes, águas sempre são motivos sugestivos para a fotografia.
Tirei a foto às 18h15 do dia 28 de agosto deste ano. Várias pessoas estavam no local. Umas faziam caminhada; outras, ginástica; já outras passeavam com crianças, alimentando os peixes. Nesse cenário, em busca do que fotografar, eu me deparei com o reflexo das árvores.
_____
Ficha técnica
1/250
F/5
ISO 80
Câmera: Canon Powershot SX10 IS
A imagem não tem nenhuma originalidade, mas, não importa se paradas ou correntes, águas sempre são motivos sugestivos para a fotografia.
Tirei a foto às 18h15 do dia 28 de agosto deste ano. Várias pessoas estavam no local. Umas faziam caminhada; outras, ginástica; já outras passeavam com crianças, alimentando os peixes. Nesse cenário, em busca do que fotografar, eu me deparei com o reflexo das árvores.
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Ficha técnica
1/250
F/5
ISO 80
Câmera: Canon Powershot SX10 IS
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quinta-feira, 21 de outubro de 2010
FOTOPOEMA 179
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quarta-feira, 6 de outubro de 2010
APONTAMENTO 95
Não há respostas definitivas, mas há uma série de perguntas permanentes.
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BLEFE (4)
Olfadonho: aquilo que é cansativo para o olfato.
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domingo, 3 de outubro de 2010
SOM NA CAIXA
Foto tirada na noite que passou em bar local. Da esquerda para a direita, Moisés Carvalho, eu e Eduardo Ribeiro.
Os dois estavam se apresentando. Num determinado momento do show, dei uma canja, acompanhando-os ao cajón. Ao Moisés e ao Eduardo, meu obrigado.
Os dois estavam se apresentando. Num determinado momento do show, dei uma canja, acompanhando-os ao cajón. Ao Moisés e ao Eduardo, meu obrigado.
sábado, 2 de outubro de 2010
CAIU NA REDE (43)
Pessoas, a edição 43 do Caiu na Rede está no ar.
Durante a canção “Listen to the music”, toco bongô.
Valeu.
Durante a canção “Listen to the music”, toco bongô.
Valeu.
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sexta-feira, 1 de outubro de 2010
DAS ESCOLHAS
Ulisses, não pedi
que me amarrassem...
Mas ainda nem sei
se quero voltar
para Ítaca...
que me amarrassem...
Mas ainda nem sei
se quero voltar
para Ítaca...
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quinta-feira, 30 de setembro de 2010
BLEFE (3)
O sentido mais apurado de Proust era o olfato.
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domingo, 26 de setembro de 2010
BLEFE (2)
Recentemente, um comercial de cerveja “ressuscitou” Beto Barbosa, que fez sucesso nos tempos da lambada. Ele é o autor da contundente “Meu nome é liberdade”. A canção tornar-se-ia hino de revolucionários da América Latina.
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sábado, 25 de setembro de 2010
FUTEBOL (4)
Há pouco, o Santos ganhou do Cruzeiro por 4 a 1. Três gols do Santos foram marcados quando o time santista jogava com um a menos.
Digno de registro o terceiro gol do Santos, marcado por Alex Sandro, que após dar o drible da vaca em Edcarlos, viu que Fábio estava adiantado e chutou, encobrindo o goleiro.
Digno de registro o terceiro gol do Santos, marcado por Alex Sandro, que após dar o drible da vaca em Edcarlos, viu que Fábio estava adiantado e chutou, encobrindo o goleiro.
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quinta-feira, 23 de setembro de 2010
FUTEBOL (3)
O problema maior do Atlético/MG não é nem não ganhar há muito tempo um título que seja mais expressivo do que o campeonato mineiro – é passar aperto no brasileiro.
Em 2005, quando o time foi rebaixado, depois de um empate em 0 a 0 com o Vasco, no Mineirão, a torcida cantou o hino do clube.
Os torcedores do Atlético/MG não farão algo em que pensei, mas seria curioso se houvesse por parte da torcida uma espécie de boicote. Nada de protestos bobos e violentos, mas um silencioso e distante boicote. A torcida alvinegra de BH merece um time à altura dela.
Quanto ao Cruzeiro, depois da goleada que o Fluminense, segundo colocado, aplicou há pouco sobre o Galo, está na terceira colocação, com 44 pontos. O Botafogo, quarto colocado, tem 39.
Em tempo: Luxemburgo, concedendo entrevista enquanto digito estas palavras, anuncia que não é mais técnico do Atlético/MG. Foi demitido.
REGINA
Ela cantava
sem medo de
ser Elis.
sem medo de
ser Elis.
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quarta-feira, 22 de setembro de 2010
BLEFE (1)
Maquiavel é o autor do clássico “O pequeno príncipe”. É dessa obra a famosa máxima “tu te tornas eternamente responsável por aquilo que ativas”.
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A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (64)
Estou ministrando um curso de fotografia. Ontem, como dever de casa, pedi aos alunos que tirassem fotos valendo-se do uso de diferentes tempos de exposição. O tempo de exposição é a “duração” da foto; é o tempo que a luz tem para chegar até o sensor do equipamento. Pode ser conferido nos monitores das câmeras em números como 1/30, 1/60 etc.
Gosto de exposições longas, de fotos que “duram” um pouco mais. É o caso de fotos noturnas, por exemplo. É comum apertarmos o obturador para tirar a foto e ele somente voltar à sua posição inicial 10 ou 15 segundos depois. Exposições bem mais longas podem ser usadas. Uma foto pode “durar” 4 horas – das 21h à 1h, digamos.
Nesse caso, o equipamento estaria devidamente instalado sobre tripé. O flash poderia ser disparado para iluminar uma árvore seca. Ao fundo, além do negro de céu, a foto captaria o iluminado movimento das estrelas. É que nas 4 horas em que a câmera tirava a foto, as estrelas se moveram. Esse movimento ficaria registrado na câmera como belos fachos.
Gosto de exposições longas, de fotos que “duram” um pouco mais. É o caso de fotos noturnas, por exemplo. É comum apertarmos o obturador para tirar a foto e ele somente voltar à sua posição inicial 10 ou 15 segundos depois. Exposições bem mais longas podem ser usadas. Uma foto pode “durar” 4 horas – das 21h à 1h, digamos.
Nesse caso, o equipamento estaria devidamente instalado sobre tripé. O flash poderia ser disparado para iluminar uma árvore seca. Ao fundo, além do negro de céu, a foto captaria o iluminado movimento das estrelas. É que nas 4 horas em que a câmera tirava a foto, as estrelas se moveram. Esse movimento ficaria registrado na câmera como belos fachos.
Acima, foto com 1,3 segundo de “duração” (em fotografia isso é considerado muito tempo). Foi tirada no dia 29 de abril de 2006, às 14h55, no Mocambo, que é um parque local. Hoje, o lugar está sem cuidados, abandonado e um tanto perigoso, mas já foi um grande ponto para quem gosta de fotografar aves e pássaros.
Eu me vali da exposição de 1,3 segundo para conseguir o que chamam em fotografia de efeito véu de noiva, que é a “textura” da água na imagem. Para consegui-lo, coloque sua câmera num tripé, use longa exposição e capriche na foto da “noiva”.
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FUTEBOL (2)
Obviamente, não tenho acesso aos bastidores do imbróglio Dorival Jr. versus Neymar. É que a verdadeira história está nos bastidores; o conhecimento da engrenagem pode fazer com que encaremos uma questão diferentemente.
À distância, a decisão do Santos é clara, embora eu discorde dela: do ponto de vista financeiro, mercadológico ou algo que o valha, manter Neymar foi a decisão que tomaram. Isso pode ser bom para o Santos, mas, a longo prazo, não para Neymar.
Permitam-me uma utopia: num mundo ideal, Neymar anunciaria que não vai jogar o clássico contra o Corínthians, logo mais, às 22h. Mas bem sabemos que isso nem passaria pela cabeça do jogador. Ele pode até não jogar, mas não por decisão própria.
Enquanto escrevo esta nota, não sei que justificativa dará a diretoria do Santos para a demissão de Dorival, se é que dará alguma. Se a cúpula santista sabe que Dorival Jr. é um calhorda, não saberemos (não estou dizendo que o técnico seja um calhorda); se a cúpula do Santos sabe que Neymar é uma calhorda, não saberemos (não estou dizendo que o jogador seja um calhorda).
A decisão santista de demitir Dorival é compreensível, desde que nos coloquemos no lugar de burocratas bobos e interesseiros; a decisão é compreensível, embora muito lamentável. Entrementes, deixemos Neymar prosseguir. Mas permitam-me um acesso de loucura: o jogador será a decepção da copa de 2014.
À distância, a decisão do Santos é clara, embora eu discorde dela: do ponto de vista financeiro, mercadológico ou algo que o valha, manter Neymar foi a decisão que tomaram. Isso pode ser bom para o Santos, mas, a longo prazo, não para Neymar.
Permitam-me uma utopia: num mundo ideal, Neymar anunciaria que não vai jogar o clássico contra o Corínthians, logo mais, às 22h. Mas bem sabemos que isso nem passaria pela cabeça do jogador. Ele pode até não jogar, mas não por decisão própria.
Enquanto escrevo esta nota, não sei que justificativa dará a diretoria do Santos para a demissão de Dorival, se é que dará alguma. Se a cúpula santista sabe que Dorival Jr. é um calhorda, não saberemos (não estou dizendo que o técnico seja um calhorda); se a cúpula do Santos sabe que Neymar é uma calhorda, não saberemos (não estou dizendo que o jogador seja um calhorda).
A decisão santista de demitir Dorival é compreensível, desde que nos coloquemos no lugar de burocratas bobos e interesseiros; a decisão é compreensível, embora muito lamentável. Entrementes, deixemos Neymar prosseguir. Mas permitam-me um acesso de loucura: o jogador será a decepção da copa de 2014.
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terça-feira, 21 de setembro de 2010
APONTAMENTO 95
Para as aulas de ontem, segunda-feira, levei a canção “The logical song”, do Supertramp. Fiquei o dia todo com o pensamento: “Como pode haver uma banda tão legal?”
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domingo, 19 de setembro de 2010
CAIU NA REDE (42)
Pessoas, mais uma edição do Caiu na Rede está no ar.
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APONTAMENTO 94
Em Adélia Prado, a poesia nasce no nome dela e desemboca no poema. Adélia Prado é campo minado em que ruge com delicadeza a voz da poesia.
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sexta-feira, 17 de setembro de 2010
APONTAMENTO 93
Livros de cabeceira não são para fazer dormir, mas para fazer sonhar.
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quinta-feira, 16 de setembro de 2010
FUTEBOL (1)
(Acatando sugestão de Adamar Gomes, radialista local, volto a escrever sobre futebol.)
A imprensa e os meios de comunicação têm medo de falar mal de Neymar, com medo de ser careta. A mídia tem medo de que falar mal de Neymar é falar contra o chamado futebol-arte.
Bobagem, tudo isso. O tal do futebol-arte pode ser realizado sem empáfia, sem imaturidade e sem a atitude de querer tirar um sarro do adversário. Neymar é o lado feio do esporte. O lado não-nobre do esporte.
A sensatez ficou por conta de Renê Simões, o qual disse que Neymar é um projeto de craque e de homem. E depois que Renê disse isso, a mesma mídia que compunha loas para o jogador já está dizendo que os comentários de Renê são... sensatos.
_____
Fiquei numa grande expectativa para acompanhar Fluminense e Corínthians, os dois primeiros colocados do campeonato. Contudo, Cruzeiro e Guarani fizeram um jogo melhor, não somente pelo maior número de gols – 4 a 2 para o Cruzeiro.
A imprensa e os meios de comunicação têm medo de falar mal de Neymar, com medo de ser careta. A mídia tem medo de que falar mal de Neymar é falar contra o chamado futebol-arte.
Bobagem, tudo isso. O tal do futebol-arte pode ser realizado sem empáfia, sem imaturidade e sem a atitude de querer tirar um sarro do adversário. Neymar é o lado feio do esporte. O lado não-nobre do esporte.
A sensatez ficou por conta de Renê Simões, o qual disse que Neymar é um projeto de craque e de homem. E depois que Renê disse isso, a mesma mídia que compunha loas para o jogador já está dizendo que os comentários de Renê são... sensatos.
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Fiquei numa grande expectativa para acompanhar Fluminense e Corínthians, os dois primeiros colocados do campeonato. Contudo, Cruzeiro e Guarani fizeram um jogo melhor, não somente pelo maior número de gols – 4 a 2 para o Cruzeiro.
sábado, 11 de setembro de 2010
CEREBRAL
Se leio,
minhas sinapses
ficam doidonas
e demandam atitude.
Só me resta
então escrever.
minhas sinapses
ficam doidonas
e demandam atitude.
Só me resta
então escrever.
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terça-feira, 7 de setembro de 2010
CAIU NA REDE (41)
Pessoas, a edição 41 do Caiu na Rede está no ar. Espero que gostem.
Abaixo, erro ocorrido durante a gravação do programa.
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segunda-feira, 6 de setembro de 2010
ENTREVISTAS
Recentemente, a NTV, emissora de televisão local, veiculou duas entrevistas comigo. A primeira delas, no dia 21 de julho, era sobre o desempenho ruim dos alunos na prova de português do Enem. A segunda é sobre meu trabalho com fotografia (relevem a voz anasalada nesta matéria, pois eu estava muito gripado). Ambas as entrevistas estão abaixo.
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quarta-feira, 1 de setembro de 2010
DEZOITO ANOS DEPOIS
Ler de modo generoso não significa ler sem espírito crítico. Significa ler sem soberba.
Os primeiros textos que publiquei em livro saíram numa coletânea intitulada “Cem anos de literatura e um século de poesia”, lançada em 1992. Na obra, textos de escritores locais. Dois textos meus estão presentes.
Contudo, não saíram como os escrevi. Assim que tive o livro em mãos e me deparei com as modificações, fiquei decepcionado, e achei uma falta de respeito eu não ter sido consultado quanto às mudanças.
No lançamento da obra, não investiguei quem havia realizado as modificações em meus textos; acabei esquecendo o assunto. Até o dia em que, tempos depois, numa de tantas madrugadas antigas, num dos bares da cidade, o “crítico” comentou comigo que havia sido ele o responsável pelas alterações.
Perguntei a ele o motivo das mudanças; a resposta me pareceu nada convincente: “Achei que ficaria melhor”. Mas antes mesmo que eu tentasse entender melhor o pensamento dele, veio isto: “Leio Borges e logo penso em modificações que melhorariam o texto”.
Depois disso, vi que era bobagem argumentar. Não que Borges não possa ter momentos ruins; não que eu não tenha momentos ruins (dois desses momentos podem estar no “Cem anos de literatura e um século de poesia”).
Está muito longe do espírito fraterno da leitura alguém que modifica um texto literário sem antes dialogar com o autor, alguém que fica “melhorando” textos alheios. Alguém assim está perto da cabotinice.
Posteriormente, por conta própria, eu lançaria dois livros; eu quis publicar novamente os textos modificados tais como haviam sido escritos por mim. Entretanto, eu me esqueci. Assim, abaixo, as duas versões dos dois textos. Primeiro, o texto na visão do “crítico”; depois, o texto como havia sido escrito por mim.
_____
Brancas sensações
brancas sensações me invadem.
sem a paixão que corrói,
sem a depressão que destrói,
me invadem brancas sensações.
sou todo otimismo, planos e namoro.
o otimismo e suas implicações,
os planos e suas implicações,
o namoro e suas implicações,
o saber viver e suas implicações.
o tempo é de sorriso,
tranqüilidade no coração,
progressos oceânicos,
ampla evolução.
se meu país se tornar mais feliz,
sei que me tornarei mais feliz então.
um contentamento vasto
preenche minha vida,
enche meu peito.
respiro bem fundo, aspirando energia.
tenho prazer em aspirar, expirar, ousar.
imenso prazer em aprender,
imenso prazer em viver.
afinal, brancas sensações me invadem.
quero a sua amizade,
o meu sorriso,
a alegria daquele outro.
quero minha juventude;
que venha minha velhice.
quero brancas sensações a me consumir.
_____
São 23h30.
Brancas sensações me invadem.
Sem a paixão que corrói,
sem a depressão que destrói,
me invadem brancas sensações.
Sou todo otimismo, planos e namoro.
O otimismo e suas implicações,
os planos e suas implicações,
o namoro e suas implicações,
o saber viver e suas implicações.
O tempo é de sorriso,
tranqüilidade no coração,
progressos oceânicos,
ampla evolução.
Se meu país se tornar mais feliz,
sei que me tornarei mais feliz então.
Um contentamento vasto
preenche minha vida,
enche meu peito.
Respiro bem fundo, aspirando energia.
Tenho prazer em aspirar, expirar, ousar.
Imenso prazer em aprender,
imenso prazer em viver.
Afinal, brancas sensações me invadem.
Quero a sua amizade,
o meu sorriso,
a alegria daquele outro.
Quero minha juventude;
que venha minha velhice.
Quero brancas sensações a me consumir.
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Elucubrações osculares
sobre o beijo, uma pequena divagação:
concreto é o ato em si,
abstratas as sensações que provoca.
_____
Sobre o beijo, uma pequena divagação:
concreto é o ato em si,
abstratas as sensações que provoca.
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
FOTOPOEMA 178
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domingo, 22 de agosto de 2010
CAIU NA REDE (40)
Pessoas, a edição 40 do Caiu na Rede está no ar.
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quinta-feira, 19 de agosto de 2010
FOTOPOEMA 177
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ENLIGHTENED
I've fallen
in light
with you.
in light
with you.
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terça-feira, 17 de agosto de 2010
QUE NADA
No amplo oceano,
o minúsculo peixe:
solidão que nada!
o minúsculo peixe:
solidão que nada!
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sexta-feira, 13 de agosto de 2010
FOTOPOEMA 176
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quarta-feira, 11 de agosto de 2010
CURSO DE FOTOGRAFIA
Pessoas, vou ministrar um curso de fotografia. Início em 14 de setembro; término em 19 de outubro. As aulas serão semanais, no horário de 19h30 às 20h30, na escola ¡Hablar +!, que fica no Edifício Imperial Center, sala 605, aqui em Patos de Minas.
Para mais informações, sintam-se à vontade para entrar em contato comigo.
Valeu.
Para mais informações, sintam-se à vontade para entrar em contato comigo.
Valeu.
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domingo, 8 de agosto de 2010
CAIU NA REDE (39)
Pessoas, a edição 39 do Caiu na Rede está no ar.
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terça-feira, 3 de agosto de 2010
REFLEXO
Das histórias
que o espelho
tem me contado,
nenhuma é tão convincente
quanto a declaração
deixada nele por seu batom.
que o espelho
tem me contado,
nenhuma é tão convincente
quanto a declaração
deixada nele por seu batom.
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Poesia
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
FOTOPOEMA 175
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domingo, 1 de agosto de 2010
CAIU NA REDE (38)
Pessoas, a edição 38 do Caiu na Rede está no ar.
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quinta-feira, 29 de julho de 2010
FOTOPOEMA 174
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sexta-feira, 23 de julho de 2010
CAIU NA REDE (37)
Pessoas, a edição 37 do Caiu na Rede está no ar.
Valeu.
Valeu.
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FOTOPOEMA 173
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quinta-feira, 15 de julho de 2010
CAIU NA REDE (36)
Pessoas, está no ar mais uma edição do Caiu na Rede. Ismael, meu convidado, foi o responsável pela escolha das canções. Além de trazer o repertório, tive o privilégio de um agradável bate-papo com ele, que é também entusiasta da música e da cultura como um todo.
A você, Ismael, muito obrigado pela participação.
Para baixar o programa, gentileza clicar aqui.
A você, Ismael, muito obrigado pela participação.
Para baixar o programa, gentileza clicar aqui.
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Ismael
LEILA PINHEIRO GRAVA CD COM REPERTÓRIO DO LEGIÃO URBANA
Recentemente, comentei neste blogue sobre o portal do Legião Urbana. Há pouco, terminei de escutar o CD Meu segredo mais sincero, da cantora Leila Pinheiro; o trabalho está sendo lançado pela gravadora Biscoito Fino. O CD é composto por releituras de canções do Legião Urbana. Em 1988, ela já havia regravado Tempo perdido.
A produção é caprichada, os arranjos são sofisticados. Leila Pinheiro, no jornal O Dia, relembra uma tarde em que recebeu a visita de Renato Russo: “Ele veio à minha casa e compusemos ‘Hoje’, nossa única parceria, que também gravei nesse CD. Pena que foi só uma, porque sei que teria muito mais por vir”.
O título do CD é uma alusão a um dos versos de Daniel na cova dos leões, faixa do segundo CD do Legião. As seguintes canções compõem o trabalho de Leila Pinheiro: Ainda é cedo, “Índios”, Quando você voltar, O teatro dos vampiros, Angra dos Reis, Daniel na cova dos leões, Hoje, Pais e filhos, Tempo perdido, Há tempos, Metal contra as nuvens, Eu sei, Andrea Doria, La solitudine (não faz parte do repertório do Legião, mas de um dos CDs solos de Russo) e Perfeição (essa é uma vinheta de 36 segundos em que Leila Pinheiro, sem a inserção de acompanhamento musical, canta um trechinho de Perfeição).
Para conferir o site do trabalho, clique aqui.
A produção é caprichada, os arranjos são sofisticados. Leila Pinheiro, no jornal O Dia, relembra uma tarde em que recebeu a visita de Renato Russo: “Ele veio à minha casa e compusemos ‘Hoje’, nossa única parceria, que também gravei nesse CD. Pena que foi só uma, porque sei que teria muito mais por vir”.
O título do CD é uma alusão a um dos versos de Daniel na cova dos leões, faixa do segundo CD do Legião. As seguintes canções compõem o trabalho de Leila Pinheiro: Ainda é cedo, “Índios”, Quando você voltar, O teatro dos vampiros, Angra dos Reis, Daniel na cova dos leões, Hoje, Pais e filhos, Tempo perdido, Há tempos, Metal contra as nuvens, Eu sei, Andrea Doria, La solitudine (não faz parte do repertório do Legião, mas de um dos CDs solos de Russo) e Perfeição (essa é uma vinheta de 36 segundos em que Leila Pinheiro, sem a inserção de acompanhamento musical, canta um trechinho de Perfeição).
Para conferir o site do trabalho, clique aqui.
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domingo, 11 de julho de 2010
PORTAL DO LEGIÃO URBANA
Se você curte Legião Urbana, não deixe de conferir o portal da banda: http://www.legiaourbana.com.br.
Na página, vídeos, áudios, fotos, história da banda, curiosidades. E caso o fã tenha material sobre o Legião, há a possibilidade de esse material ser enviado para o site.
Na página, vídeos, áudios, fotos, história da banda, curiosidades. E caso o fã tenha material sobre o Legião, há a possibilidade de esse material ser enviado para o site.
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Pop/Rock
PARABÉNS, ESPANHA
Se tradição ganhasse jogo de futebol, a partida final da Copa 2010 entre Espanha e Holanda nem precisaria ser realizada, pois a Holanda tem mais história no torneio mundial.
Como a tradição não ganha nada, a Espanha, que jogou melhor e apresentou um futebol mais bonito do que o da Holanda na final, é a campeã da Copa do Mundo 2010.
Como a tradição não ganha nada, a Espanha, que jogou melhor e apresentou um futebol mais bonito do que o da Holanda na final, é a campeã da Copa do Mundo 2010.
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A MÃO DO HOMEM
Mais de uma semana depois da eliminação do time de Gana pelo Uruguai, o técnico da seleção ganesa, o sérvio Milovan Rajevac, continua revoltado contra o jogador Luis Suárez, que, usando a mão, impediu, em cima da linha, que o time de Gana fizesse o gol que poderia levar o time africano às semifinais.
Disse o técnico húngaro: “Alguns dizem que Suárez é um herói e agora ele caminha orgulhosamente. Tenham bom senso. Ele não é um herói, ele é um simples trapaceiro. Que mão de Deus! Foi a mão do diabo”.
Assim como a de Maradona naquele jogo contra a Inglaterra, foi a mão de um homem. Suarez trocou a expulsão por uma pálida chance de classificação. Como o time de Gana não fez o gol na cobrança de pênalti, o erro deu sobrevida ao Uruguai, que acabaria seguindo adiante na Copa.
Num exercício que talvez seja inútil, eu já tentei me colocar no lugar de Suárez. Será que eu resistiria? Será que eu não colocaria a mão na bola? Não consigo ver o gesto de Suárez como "simplesmente" desleal.
Não vejo a atitude dele como sendo de alguém que quis ser maldoso contra o oponente, mas como o reflexo de um sujeito que quis impedir o gol, valendo-se do último recurso que lhe restava, numa conduta que é antiesportiva, levando-se em conta as regras do jogo. Suárez foi desleal caso isso signifique ir contra tais regras; mas não foi desleal caso isso signifique o desejo de ser malévolo.
Há um tempão o Uruguai andava apagado do cenário futebolístico mundial. Aquele gol por parte de Gana significaria o adeus para o time sul-americano. Em contrapartida, tivesse o gol sido feito, Gana seria o primeiro time africano a estar numa semifinal de Copa do Mundo.
Estou aqui, tentando conseguir uma justificativa convincente para o gesto de Suárez, embora eu compreenda a revolta de Rajevac. E a única justificativa que arrumei é a de que estivesse eu no lugar do jogador uruguaio, eu faria o mesmo; se Suárez foi desleal, eu também seria. Não como um deus, não como um diabo, mas como um homem: um pouco Deus e um pouco diabo.
Disse o técnico húngaro: “Alguns dizem que Suárez é um herói e agora ele caminha orgulhosamente. Tenham bom senso. Ele não é um herói, ele é um simples trapaceiro. Que mão de Deus! Foi a mão do diabo”.
Assim como a de Maradona naquele jogo contra a Inglaterra, foi a mão de um homem. Suarez trocou a expulsão por uma pálida chance de classificação. Como o time de Gana não fez o gol na cobrança de pênalti, o erro deu sobrevida ao Uruguai, que acabaria seguindo adiante na Copa.
Num exercício que talvez seja inútil, eu já tentei me colocar no lugar de Suárez. Será que eu resistiria? Será que eu não colocaria a mão na bola? Não consigo ver o gesto de Suárez como "simplesmente" desleal.
Não vejo a atitude dele como sendo de alguém que quis ser maldoso contra o oponente, mas como o reflexo de um sujeito que quis impedir o gol, valendo-se do último recurso que lhe restava, numa conduta que é antiesportiva, levando-se em conta as regras do jogo. Suárez foi desleal caso isso signifique ir contra tais regras; mas não foi desleal caso isso signifique o desejo de ser malévolo.
Há um tempão o Uruguai andava apagado do cenário futebolístico mundial. Aquele gol por parte de Gana significaria o adeus para o time sul-americano. Em contrapartida, tivesse o gol sido feito, Gana seria o primeiro time africano a estar numa semifinal de Copa do Mundo.
Estou aqui, tentando conseguir uma justificativa convincente para o gesto de Suárez, embora eu compreenda a revolta de Rajevac. E a única justificativa que arrumei é a de que estivesse eu no lugar do jogador uruguaio, eu faria o mesmo; se Suárez foi desleal, eu também seria. Não como um deus, não como um diabo, mas como um homem: um pouco Deus e um pouco diabo.
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sexta-feira, 9 de julho de 2010
CAIU NA REDE (35)
Pessoas, a edição 35 do Caiu na Rede está no ar.
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quarta-feira, 7 de julho de 2010
PROCEDIMENTO
Aos porcos, joga milho –
sem banir de ti as pérolas.
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UM CAMPEÃO INÉDITO
A Copa do Mundo começou a ser disputada em 1930. O primeiro país a faturar o título foi o Uruguai, jogando em casa. A Celeste voltaria a ser campeã em 1950, no Brasil.
Além do Uruguai, a Itália (4 títulos), a Alemanha Ocidental (3 títulos), o Brasil (5 títulos), a Inglaterra (1 título), a Argentina (2 títulos) e a França (1 título) foram campeões.
No domingo, haverá um campeão inédito, pois a Copa 2010 será decidida no jogo entre Holanda e Espanha.
Em partida terminada há pouco, a Espanha eliminou a Alemanha. O time ibérico foi superior à equipe germânica. Não fosse uma bobagem feita pelo atacante Pedro, que, num contra-ataque, não marcou nem tocou para Torres, que estava livre, a Espanha poderia ter feito pelo menos mais um gol.
Além do Uruguai, a Itália (4 títulos), a Alemanha Ocidental (3 títulos), o Brasil (5 títulos), a Inglaterra (1 título), a Argentina (2 títulos) e a França (1 título) foram campeões.
No domingo, haverá um campeão inédito, pois a Copa 2010 será decidida no jogo entre Holanda e Espanha.
Em partida terminada há pouco, a Espanha eliminou a Alemanha. O time ibérico foi superior à equipe germânica. Não fosse uma bobagem feita pelo atacante Pedro, que, num contra-ataque, não marcou nem tocou para Torres, que estava livre, a Espanha poderia ter feito pelo menos mais um gol.
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segunda-feira, 5 de julho de 2010
NOTAS SOBRE A COPA
(Com muito atraso, publico algumas notas sobre a Copa do Mundo.)
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Digo com frequência que não gosto de jogadores nos quais não se pode confiar, ainda que sejam craques. Felipe Melo não é craque. Não se pode confiar em Felipe Melo. E é preciso esperar o apito final do árbitro: tivesse a partida contra a Holanda acabado minutos depois do lançamento que o jogador fez para o gol de Robinho, Melo teria saído de campo consagrado. Mas depois, enrolou-se com Júlio César, fez uma falta tola (mas nada que surpreende, vindo do meio-campista) em jogador holandês e foi expulso.
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Futebol é bom quando tem emoção. Os momentos finais da partida entre Uruguai e Gana são louváveis e inesquecíveis. Nos últimos instantes da prorrogação, Suarez, atacante uruguaio, dá uma de goleiro e defende com a mão, em cima da linha do gol, para impedir que a bola entrasse, pois isso significaria a desclassificação de seu time. É expulso, deixa o campo chorando, mas quando percebe que Asamoah não convertera o pênalti, Suarez já era a alegria e a esperança. O time sul-americano acabaria eliminando o time africano nos pênaltis.
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O segundo tempo de Paraguai e Espanha foi também memorável. Não foi uma partida farta em emoções como o jogo entre Uruguai e Gana, mas nem por isso deixou de ter emoções para quem curte futebol. No fim, a Espanha, favorita na partida, prevaleceu, embora o time paraguaio tenha tido um gol anulado incorretamente. Além disso, nos instantes finais, jogador paraguaio, diante do gol, chutou, mas o goleiro espanhol defendeu com o pé.
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Torço muito pela Argentina e pelo Maradona – digo isso sem a menor ironia. Por isso, achei ruim o time argentino ter sido eliminado pela Alemanha, que goleou e venceu com méritos a equipe de Maradona.
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Foi a primeira Copa em que quatro times da América do Sul conseguiram estar nas quartas-de-final. Contudo, terminadas as partidas, só resta o Uruguai, que não é considerado favorito diante da Holanda. Uma primazia sul-americana se insinuava, mas os times europeus confirmaram supremacia europeia nas semifinais.
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Digo com frequência que não gosto de jogadores nos quais não se pode confiar, ainda que sejam craques. Felipe Melo não é craque. Não se pode confiar em Felipe Melo. E é preciso esperar o apito final do árbitro: tivesse a partida contra a Holanda acabado minutos depois do lançamento que o jogador fez para o gol de Robinho, Melo teria saído de campo consagrado. Mas depois, enrolou-se com Júlio César, fez uma falta tola (mas nada que surpreende, vindo do meio-campista) em jogador holandês e foi expulso.
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Futebol é bom quando tem emoção. Os momentos finais da partida entre Uruguai e Gana são louváveis e inesquecíveis. Nos últimos instantes da prorrogação, Suarez, atacante uruguaio, dá uma de goleiro e defende com a mão, em cima da linha do gol, para impedir que a bola entrasse, pois isso significaria a desclassificação de seu time. É expulso, deixa o campo chorando, mas quando percebe que Asamoah não convertera o pênalti, Suarez já era a alegria e a esperança. O time sul-americano acabaria eliminando o time africano nos pênaltis.
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O segundo tempo de Paraguai e Espanha foi também memorável. Não foi uma partida farta em emoções como o jogo entre Uruguai e Gana, mas nem por isso deixou de ter emoções para quem curte futebol. No fim, a Espanha, favorita na partida, prevaleceu, embora o time paraguaio tenha tido um gol anulado incorretamente. Além disso, nos instantes finais, jogador paraguaio, diante do gol, chutou, mas o goleiro espanhol defendeu com o pé.
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Torço muito pela Argentina e pelo Maradona – digo isso sem a menor ironia. Por isso, achei ruim o time argentino ter sido eliminado pela Alemanha, que goleou e venceu com méritos a equipe de Maradona.
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Foi a primeira Copa em que quatro times da América do Sul conseguiram estar nas quartas-de-final. Contudo, terminadas as partidas, só resta o Uruguai, que não é considerado favorito diante da Holanda. Uma primazia sul-americana se insinuava, mas os times europeus confirmaram supremacia europeia nas semifinais.
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quarta-feira, 30 de junho de 2010
APONTAMENTO 92
Tanto se deixaram levar pela algazarra dos barulhentos que não perceberam a exuberância dos silenciosos.
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segunda-feira, 28 de junho de 2010
A PENA
Aqui, pouco concedem.
Tenho tempo, canetas.
Trazem folhas brancas
que repleto arrependido.
Neste lugar, tudo seria
menos terrível se daqui
eu não escutasse toda a
vida que se move lá fora:
motores, andares, asas...
Sigo aqui, pensando nos
vinte anos que me restam
antes de eu escrever livre.
Tenho tempo, canetas.
Trazem folhas brancas
que repleto arrependido.
Neste lugar, tudo seria
menos terrível se daqui
eu não escutasse toda a
vida que se move lá fora:
motores, andares, asas...
Sigo aqui, pensando nos
vinte anos que me restam
antes de eu escrever livre.
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