domingo, 23 de agosto de 2009

GRUPO GALPÃO EM PATOS DE MINAS

Ontem, às 20h, o grupo mineiro Galpão apresentou na praça do Fórum, aqui em Patos de Minas, o espetáculo teatral “Till – a saga de um herói torto”. A direção é de Júlio Maciel.

O Galpão, desde sua origem, tem feito um teatro de rua, popular. Sempre com essa proposta, já percorreram países da Europa e das Américas. Na Inglaterra, chegaram a apresentar “Romeu e Julieta” no Teatro Globo, em Londres – encenando em português.

A despeito da consagração internacional, o Galpão não perde de vista a proposta original de levar às praças um teatro que tem muito de circense, que resgata a ideia da ágora, de reunir a população para que possamos curtir uma apresentação teatral.

Os integrantes do Galpão são ecléticos. O tipo de teatro que fazem exige que os atores cantem, toquem instrumentos musicais e dominem habilidades circenses (malabarismos, pernas de pau, agilidade corporal etc). Além dessa versatilidade, o Galpão esbanja profissionalismo e talento, o que se traduz em excelência dos espetáculos.

Alguns pingos de chuva começaram a cair, o que poderia ter comprometido o desenrolar do espetáculo. No fim das contas, não choveu (enquanto digito, chove). A plateia se divertiu. Till, personagem que dá nome à peça, é criação da cultura popular alemã da Idade Média. É o típico anti-herói. Acaba nos remetendo a nosso Macunaíma.

O Galpão continua em turnê com a peça. No dia 29, estarão em Divinópolis. Recentemente, estiveram em Uberaba. Abaixo, algumas fotos que fiz do evento.































quarta-feira, 19 de agosto de 2009

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

FESTIVAL MARRECO - RESULTADO DA SELETIVA

Ontem, no Baião de Dois, foi realizada a seletiva do Festival Marreco. Seis bandas participaram. Duas foram escolhidas pelo público para participarem do festival, que ocorre no dia 20 de setembro, no Parque Municipal do Mocambo: Viagem a Falo e Erbert Richard.

Neste ano, o Festival Marreco de Cultura Independente terá sua segunda edição, mantendo a proposta da primeira, que é realizar um festival com bandas independentes que executam seu próprio trabalho. Em outra seletiva, realizada pela internet, a banda Paralaxe, de Belo Horizonte, também foi escolhida e estará no evento.

O Festival Marreco é uma realização da Peleja Criação Cultural. A eles, obrigado por terem me escolhido para que eu apresentasse a seletiva. Abaixo, algumas fotos que tirei do evento.













domingo, 16 de agosto de 2009

A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (58)

Tirei esta foto hoje, durante seletiva do Festival Marreco, lá no Baião de Dois. Antes de o evento propriamente dito começar, fiquei procurando o que fotografar, quando vi alguns lustres (o nome correto é mesmo lustre?) pendurados nas paredes do recinto. Como o lugar tende mais para o escuro, percebi que um lustre ou outro poderia ser objeto de alguma foto. A seguir, fiz os registros. Quanto à seletiva, pretendo publicar detalhes amanhã.

FESTIVAL MARRECO - SELETIVA

Pessoas, hoje, a partir das 16h, no Baião de Dois, vai ocorrer a seletiva do Festival Marreco. No dia 20 de setembro, no Parque Municipal do Mocambo, o festival terá sua segunda edição. O evento tem a organização da Peleja Criação Cultural.

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

ELOQUÊNCIA

No silêncio
da aluna,
a mulher nela
falou mais alto.

SELETIVA DO FESTIVAL MARRECO

No áudio abaixo, divulgo a seletiva do Festival Marreco. Obrigado ao pessoal da Peleja Criação Cultural pelo convite pra que eu gravasse a chamada, que está sendo veiculada em emissora de rádio local. Dri Correa foi o técnico de gravação; Ciro Nunes fez a edição.

SOBRE A CRÍTICA

Escrevi texto e pedi que fosse impresso. A impressora daqui sempre foi louca; hoje, além disso, revelou ter um impiedoso e direto espírito crítico. Assim que terminou o trabalho, “cuspiu” o papel, que deu volteios no ar e foi parar direto na lixeira ao lado do computador...

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

JÚBILO

Quando o
Cerrado
sorri amarelo,
exibe os ipês.

ÚLTIMO CAPÍTULO

De tempos em tempos, à medida que a tecnologia é aprimorada e se populariza, vaticina-se o fim do livro como meio de expressão das ideias. Embora os fetichistas não abram mão do prazer que é sentir na pele as páginas, os entusiastas da tecnologia garantem que é inevitável: o objeto livro deixará de existir.

A leitura é possibilidade de construção e melhora dessa coisa que somos. Não uma leitura fragmentada, dessas em que se fica pulando de site em site, catando uma frase aqui, uma imagem ali, uma manchete acolá... Refiro-me à leitura disciplinada, dedicada, atenta.

Nunca me arrisquei a fazer predições. Mas sempre que essa história de que o livro vai acabar ressurge, penso: o que não pode mesmo acabar é a leitura abnegada, não importa o meio pelo qual ela se realize. Pouco importa se por intermédio de um livro, da tela de um computador ou de um kindle, essa leitura não pode faltar. Se isso ocorrer, seremos somente mais um bicho. Ou mais uma máquina...

FOTOPOEMA 123

AGRADECIMENTO (3)

Quero agradecer demais a Talles Cabral. É que um dia desses, perguntei neste blogue se alguém tinha a versão de “Faz parte do meu show”, com o grupo Herva Doce. Graças ao Talles, que é meu aluno, consegui. Valeu, Talles.

domingo, 9 de agosto de 2009

LETRA DE MÚSICA (17)

Na cama, três.
No livro, chave.
Na bagunça, reflexão.
No copo, tempestade.
No som, saudade.
No porre, declaração.
No Oscar, Wilde.
No carro, férias.
No escuro, paz.
No vestido, oferta.
Na bela, a fera.
Na parede, ouvido.
Na cambalhota, desabafo.
No alazão, Quixote.
Na horda, uivo.
No guarda-roupa, solidão.
No dente, porcelana.
Na moça, suspiro.
Na contracapa, excerto.
Na estrela, cadência.
Na caneta, literatura.
No guizo, gato.
No beijo, cansaço.
Na Lua, Neil.
No altar, incerteza.
No gole, vício.
Na dúvida, Hamlet.
No sapato, percalço.
No sonho, você.
No acordar, você.
No poema, você.

LETRA DE MÚSICA (16)

Difícil definir
o que é sexo
e o que é amor
em nosso encontro.
O olhar demorado,
a língua que explora,
o abraço que acaricia,
a mão que agarra.
Não há como saber
o que é feito de amor
e o que é feito de sexo.
Em nós, o amor e o sexo
se conheceram.

FAZ PARTE DO SEU SHOW

Pessoas, sei que vocês conhecem a canção “Faz parte do meu show”, sucesso do Cazuza. Só que procuro a versão com o grupo Herva Doce (sic). Há tempos e mais tempos procuro essa gravação com o Herva Doce – mas nada. Se alguém por aí tiver, dá pra descolar?...

AGRADECIMENTO (2)

Quero agradecer a toda a equipe do bar Na Terra, que tem executado um vídeo que fiz com 144 fotos tiradas por mim. Enquanto a noite vai seguindo, as fotos são exibidas no televisor do bar.

sábado, 8 de agosto de 2009

A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (56)

Este é o anu-preto (Crotophaga ani). Ave muito comum no Cerrado; está presente também na área urbana. Tem forte instinto gregário, estando sempre em bandos.

Agora à tarde, saí para tomar um cappuccino. Aproveitei e comprei um filme que vi na infância – Bonnie e Clyde – uma rajada de balas. Como eu estava com a câmera fotográfica, peguei a moto e fui até o bairro Copacabana, na esperança de fotografar algum animal.

Consegui quatro fotos: duas de um pica-pau (nenhuma das imagens ficou boa) e duas do anu-preto acima (as duas ficaram boas).

"INTIMIDADES"

Terminei de ler recentemente o livro “Intimidades”, publicado pela editora Record. A edição reúne cinco contistas brasileiras e cinco portuguesas. Os dez contos têm uma temática em comum – o erotismo. A organização e o prefácio são de Luisa Coelho.

Comprei o livro por gostar de textos escritos por mulheres e que dizem respeito ao universo feminino. Se por um lado a arte é universal, por outro, cada sexo tem suas peculiaridades. Gosto quando essas peculiaridades são transformadas em arte. Também por isso gosto muito, por exemplo, de Rita Lee, Hilda Hilst e Adélia Prado.

Os dez contos de “Intimidades” me deixaram muito curioso quanto ao trabalho da escritora portuguesa Inês Pedrosa. Ela nasceu em Coimbra, em 1962. O conto dela se chama “Só sexo”. O texto é arrebatador e lírico. A narradora se volta para o passado e discorre sobre relacionamento amoroso que teve. A partir de um enredo extremamente simples, Pedrosa produziu uma obra-prima.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

CONTO 37

Nos momentos especiais, era inevitável Geraldo pensar em Ana. Mas ele foi percebendo que pensava nela mesmo quando o momento era apenas um detalhe. Certa vez, estava ele prestes a retornar uma garrafa de café para a bandeja quando percebeu uma minúscula formiga passeando pelo utensílio – ela quase foi esmagada pela garrafa. Geraldo então se lembrou de uma fala de Ana, que dissera não matar nem formiga. Decidiu ele então depositar a garrafa num lugar que não atrapalhasse o passeio do inseto. E foi nesse instante que Geraldo teve certeza de que amava Ana.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

GRAVIDADE

Desafiam
aqueles dois
a lei da gravidade –
levitam de amor.

"DEITE COMIGO"

Terminei de assistir há pouco ao belo “Deite comigo” (Lie with me, 2005), do diretor jamaicano Clément Virgo. O filme é baseado em livro homônimo de Tamara Berger. Nos papéis principais, Lauren Lee Smith, interpretando Leila, e Eric Balfour, no papel de David.

Leila e David se conhecem num bar e têm um flerte sensual; posteriormente, no fundo do estabelecimento, ela faz sexo oral num dos clientes. David e a namorada, dentro de um carro, observam tudo e começam a transar também. Leila e David ficam se observando e se desejando.

À medida que o enredo vai avançando, as picantes cenas de sexo entre e Leila e David passam a conviver com um lirismo um tanto triste. Enquanto o casal vive atribulado romance, ele tem de cuidar do pai doente e ela tem de conviver com pais que vivem às turras e estão prestes a se divorciar.

Se antes levavam um modo de vida sexualmente impetuoso e sem conflitos, Leila e David ficam sem saber direito o que fazer quando a paixão, novidade, vem, gerando temor e insegurança. Não conheço o livro em que o filme é baseado, mas roteiro e direção de “Deite comigo” são certeiros, bem como as atuações de Laureen Lee Smith e Eric Balfour.

O filme é também reflexão sobre sexo e amor. Há um momento em que uma amiga de Leila, que está prestes a se casar mas continua transando com um namorado antigo, diz que seu futuro marido é amoroso e tudo o mais, mas deveria ter o pênis do antigo namorado dela. Leila, posteriormente, pergunta-se por que a amiga deveria se casar, já que tem sexo gostoso com o namorado que teve. Mal sabe Leila que voltará a pensar no assunto, dessa vez ao olhar para a própria vida...

Ciúme, amor, sexo, decepções, incertezas... Tudo presente em “Deite comigo”. Das cenas de sexo ao comportamento dos personagens, tudo é convincente. Clément Virgo, o diretor, soube dosar sexo e poesia, o que não é pouco para uma obra de arte.

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

ESPETÁCULOS

Abaixo, vídeo com fotos de apresentações artísticas.

domingo, 2 de agosto de 2009

sexta-feira, 31 de julho de 2009

LAR

Em teu corpo,
mora o amor.
Teu corpo,

quero habitar.

quarta-feira, 29 de julho de 2009

CONTO 36

Abigail conhecia todos os homens da cidade. Sabia das manias e das preferências de cada um. Por um ou por outro, chegou a nutrir certo afeto, mas nada além disso. Certo dia, apaixonou-se por um forasteiro e deixou a cidade. Pelo forasteiro, sentiu amor, mas foi abandonada por ele, que fugiu com uma cigana. Ela então voltou para a cidade natal. Deixou de lado a vida que levava, fechando-se em casto comedimento. A todos os homens que a procuravam com as mais tentadoras propostas, sedentos por reviver as estripulias do passado, ela dizia que voltaria um dia a entregar seu corpo só se fosse por amor. Morreu casta.

FOTOPOEMA 121

(Infelizmente, não sei o nome do fotógrafo. Também não sei que idade eu tinha na época, quando era comum fotógrafos ambulantes oferecerem aos pais a feitura de álbuns com fotos dos filhos.)

terça-feira, 28 de julho de 2009

FOTOPOEMA 120

FOTOPOEMA 119

LETRA DE MÚSICA (15)

Se eu fosse vento,
haveria brisa em tua pele.

Se eu fosse estrela,
nunca ficarias sem rumo.

Se eu fosse chuva,
embalaria teu sono.

Se eu fosse breu,
embalaria teu sonho.

Se eu fosse luz,
acenderia teus olhos.

Mas não sou vento,
não sou estrela,
não sou chuva,
não sou breu,
não sou luz.

Sou gente.
Se tenho encanto,
é encanto de gente.
E o encanto de gente
está longe do encanto
do vento, da estrela,
da chuva, do breu, da luz.

Encanto de gente é se encantar.
Tu és encantadora.

sábado, 25 de julho de 2009

METONÍMIAS

O navio partiu.
E o cais morreu
de saudade.

quinta-feira, 23 de julho de 2009

TEMPO DE AMAR

Mesmo depois de tanto olhar,
não se cansaram os olhos meus.
Esse amor é mesmo infatigável.
E tenaz e paciente e gigante.

Meu amor dura sempre por
ser alimentado a cada segundo.
Folhas caíram, o norte nevou.
De cada estação, uma metáfora.

O que são os segundos?
O que são as horas?
O que são os dias?
O que são os anos?

Tudo isso já passou.
O que há é meu amor,
que sabe de coração
seu caminho e seu tempo.

Teu corpo e meu corpo.
A gente se cansa por amor.
A gente descansa por amor.
A gente recomeça por amor.

FOTOPOEMA 117

LETRA DE MÚSICA (14)

Estrelas se fecham,
arrebóis dizem adeus.
Haverá um tempo em que
tua saudade estará vaga?

Há dias em que
a saudade de ti dói mais.
Há dias em que
a saudade de ti dói demais.

Que eu acabe enfim.
Que eu acabe em sim.

FOTOPOEMA 116

terça-feira, 21 de julho de 2009

SEGUNDO O AMOR

O amor insere eternidade
entre um segundo e outro.
Fico inventando o que fazer,
imagino-te aqui...
Esse tempo que parece
não querer passar,
enquanto a ânsia
por tudo o que és
é tudo o que sou.

PELEJA COM EDITORAS

Quando lancei meu segundo livro, em 2003, escrevi, em breve texto biográfico que compõe a edição, que era minha intenção lançar em livro as crônicas outrora publicadas em jornais. Recentemente, quando comentei com alguns amigos a intenção, sugeriram que eu procurasse editoras para a execução do projeto.

Confesso que não estou com ânimo para tentar a publicação por intermédio de alguma editora. Sou realista. A publicação tem um grande “entrave”: não sou conhecido. Que interesse poderia haver por parte de uma editora em publicar um livro de textos escritos entre 1992 e 2008 por um autor que ninguém conhece e publicados em jornais de uma cidade do interior?

Obviamente, não estou desmerecendo nem meus textos nem os meios em que foram publicados nem a cidade. Num exercício talvez inútil, estou apenas tentando, por assim dizer, pensar como um editor que analisa se coloca (ou não) um produto à venda no mercado.

Fosse eu alguém consagrado, talvez pudessem se interessar. Talvez. Assim, esta postagem é uma espécie de justificativa para os amigos, que têm sugerido a busca por uma editora. Mas não pensem que não sei o que é a peleja de se tentar publicação por meio delas.

Na maioria das vezes em que entrei em contato com elas, não obtive retorno. E quando há algum, são geralmente lacônicos e pouco gentis. Num desses contatos, enviei e-mail perguntando se eu poderia encaminhar um livro de poesia. A íntegra da resposta: “A editora ... somente publica textos de autores consagrados”.

O que não é verdade, pois sei que a tal editora publica também autores inéditos. Nem quiseram dar uma olhada no material; para tanto, valeram-se de uma evasiva mentirosa. Contudo, sei que não darei sossego para os editores. Terão ainda de enviar muitas respostas lacônicas e pouco gentis.

domingo, 19 de julho de 2009

DIA DE BONGÔ (2)

Ontem, tive novamente o privilégio de acompanhar Pablo Marques e Marina Morais em mais um show num dos bares da cidade. Agradeço aos dois pela oportunidade.

Abaixo, trecho da apresentação. A canção é “Não vá embora”, sucesso da Marisa Monte. A composição é dela e de Arnaldo Antunes. Também abaixo a letra da canção.



E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida

Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo

Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais

Eu podia estar sofrendo caído por aí
Mas com você eu fico muito mais feliz
Mais desperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não quero, não quero

Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais

sábado, 18 de julho de 2009

LETRA DE MÚSICA (13)

Toca-se com amor um instrumento.
Toca-se com amor um corpo.
O instrumento é corpo amoroso.
O corpo é instrumento amoroso.

Há melodias que extraio
de meu instrumento musical.
Mas as composições perfeitas
são as que faço nascer de teu corpo.

LETRA DE MÚSICA (12)

Darei mil voltas em teu quarteirão,
inventarei mil e um motivos.
Prosseguirei firme e amoroso em tua direção,
desde que tua voz chame pelo meu nome.

Numa certa noite a estrela caiu.
Numa madrugada a ave acordou.
O rádio tocou nossa canção,
os amigos brindaram sorridentes.

No que presencio, quero tua presença.
É outra a graça das coisas quando
também olhas para o que vivo.
Quero viver em teu olhar.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

"C'MON, CRAZY PEOPLE!"

Hoje foi dia de me lembrar demais da Rádio Mundial, do Rio de Janeiro, que escutei assiduamente na década de 80.

A Mundial não existe mais – hoje, é a CBN (Central Brasileira de Notícias), que tem afiliadas espalhadas pelo Brasil.

Eu me lembrei da Mundial porque consegui uma canção que escutava demais pela emissora – “Duel”, do grupo Propaganda. Consegui a versão longa, com seus dois minutos e dois segundos de introdução.

No começo, apenas teclado e bateria; depois do primeiro minuto, entra o baixo e uma discreta intervenção de guitarra; teclado e bateria continuam.

Como era bom escutar a Mundial e os sucessos da época. A primeira vez em que escutei “Papa don’t preach”, da Madonna, foi pela Mundial. A primeira vez em que escutei “The finest”, com SOS Band, foi também pela Mundial.

Na época, eu tinha aula às 7h. Antes de ir, ficava escutando a Mundial. Depois, à noite, a partir das 20h, Mundial outra vez. Só desligava quando o sono batia.

Foi lá que trabalhou o lendário Big Boy, na década de 60. Como nasci em 1970, não tive o privilégio de escutar o Big Boy enquanto ele esteve na Mundial. Mas na adolescência, eu já tinha a voz dele gravada em fita cassete (você que é jovem, pergunte para seus avós o que é isso).

O Big Boy esteve aqui em Patos de Minas. Meu pai já havia comentado isso comigo. Assim que comecei a trabalhar em rádio, uma das primeiras coisas que procurei saber foi sobre a passagem do Big Boy por aqui. José Afonso e Edson Geraldo (que morreu em setembro do ano passado) tiveram contato com ele.

José Afonso conversou informalmente com o astro da Mundial; já Edson Geraldo o entrevistou para a Rádio Clube. No Youtube, há material sobre o Big boy (caso se interesse, procure por Big Boy e/ou Rádio Mundial).

Nada como uma tarde saudosista. O Guimarães Rosa escreveu que “toda saudade é uma espécie de velhice”. Mas até a velhice pode ser embalada por música.

terça-feira, 14 de julho de 2009

A HISTÓRIA POR TRÁS DA FOTO (55)

Para tirar esta foto, estiquei o braço para fora do carro e apertei o obturador. Eu estava no banco da frente do passageiro.

A intenção inicial era fotografar uma plantação de girassóis. Mas hoje, lá chegando, eles já estavam murchos.

Ainda assim, eu, Carlos (o motorista) e Hugo (o filho dele) demos uma volta de carro pela estradinha que há no meio da plantação, na esperança de achar um trecho em que os girassóis estivessem mais vistosos.

Não obtendo sucesso, já estávamos fazendo o caminho de volta quando Carlos avistou a seriema acima. Pedi a ele que parasse e tirei algumas fotos.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

ENTENDIMENTO

Entendo os fracassados.
Entendo os vitoriosos.
Entendo os dependentes da beleza.
Entendo os dependentes.
Entendo o batuque e a melodia.
Entendo os impetuosos.
Entendo os covardes.
Entendo os belos.
Entendo os feios.
Entendo os que se emocionam.
Entendo os frios.
Entendo os rios.
Entendo os viciados.
Entendo os virtuosos.
Entendo os cantores e os desafinados.
Entendo os tímidos.
Entendo os palhaços.
Entendo os palhaços tímidos.
Entendo as virgens e as putas.
Entendo a sanfona e o oboé.
Entendo os místicos.
Entendo os ateus.
Entendo os que nunca acordam.
Entendo os gênios.
Entendo os tolos.
Entendo os santos e os assassinos.
Entendo Rolando Boldrin e Keith Moon.
Entendo Van Gogh e Da Vinci.
Entendo o Vale do Jequitinhonha e Tóquio.

Falta eu me entender.