domingo, 26 de janeiro de 2014

POLÍTICA E FUTEBOL

A política, do modo como é feita, acaba se tornando um mundo nebuloso, em que aos eleitores chegam apenas as sombras do que ocorre de fato no jogo político. Nesse universo amorfo e escuso, é sempre bom quando alguém torna o óbvio público ou fala aquilo que parte da população diz nas conversas que mantém.

Recentemente, Francimar Rosa dos Santos, o Ditinho (em quem não votei), renunciou ao cargo de vereador, alegando necessidade de cuidar da mãe doente. Mas o que me chamou muito a atenção na matéria que li no Patos Hoje foi o ex-jogador, de acordo com sítio de notícias, ter feito alusão aos dois grupos políticos da cidade.

Cito a notícia veiculada no Patos Hoje: “Ele [Ditinho] se mostrou decepcionado com a política. Ele disse que teve muita dificuldade na Câmara Municipal. Sem citar nomes, reclamou das pessoas que só veem o lado pessoal e criticou os dois grupos políticos que não se entendem e acabam prejudicando o desenvolvimento da cidade”. Pena ele ter dito isso depois de ter saído da partida.

É sempre saudável haver oposição, não importa se “a” ou “b” esteja no poder, mas ser oposição não implica apagar o beabá da política, que é buscar o bem comum. Do modo como a política tem sido feita por aqui há décadas (e não só por aqui), o que há não é oposição, mas, sim, patuscadas que acabam atravancando a melhora da terra dos Patos de Minas. 

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