sexta-feira, 9 de agosto de 2013

ACONTECIMENTOS

A vida quer acontecer. O que está vivo quer acontecer. Quando a vida decide acontecer ela dribla adversidades, dá um jeito; ela se inventa. A vida sempre quer acontecer, mesmo quando não consegue.

O que está vivo tem... vida latente. O que está vivo merece viver. Há algo de vital, há um instinto que conclama à vida para que ela... viva. A gente, também, nasceu para isso, embora, nesse mundo doidão que criamos para nós, a gente se mate dia a dia.

A vida que a gente é, e que é biológica, quer, também biologicamente, viver, acontecer, reluzir... Em cada um há uma vida, uma pulsão que quer viver. Isso é instintivo, é biológico. E também por ser instinto e por ser biologia, é belo. A única razão para a vida acontecer é o fato de ela querer acontecer; há, nisso, beleza. 

quinta-feira, 8 de agosto de 2013

UM LOTE DE FOTOS

Fotos tiradas num lote vago que fica no Bairro Vila Garcia, aqui em Patos de Minas.


























terça-feira, 6 de agosto de 2013

FLORES

Enquanto eu fazia as fotos abaixo, Maria José, uma senhora gentil e elegante, aproximou-se. Durante a conversa, ela me disse que havia plantado as flores. Quando perguntada, ela não se lembrou do nome delas. Em conversa agradável, Maria José confirmaria o apreço que tem por plantas e árvores, tendo plantado algumas delas, que ficam na Avenida Paranaíba, próximas da Rua Nações Unidas, aqui em Patos de Minas.












TUDO AZUL

Abaixo, breve tutorial de como faço para ter um céu bem azul nas fotos que tiro; a imagem do girassol ilustra a teoria de que me valho.

a) É preciso que o céu esteja, de fato, bem azul; sei que isso é meio óbvio, mas com um céu nublado o truque não funcionaria;

b) Ao fotografar, seja no manual, seja na prioridade abertura, compenso a exposição para menos 1. Isso é tranquilo: basta olhar no visor;

c) Como compenso para menos 1, tal procedimento implica uma imagem escurecida; mas é isso que vai ajudar no tom bem azul e “dramático” no céu. Caso eu queira uma foto com o fundo totalmente escuro, ainda que a foto seja tirada diante de um sol escaldante, compenso ainda mais, de modo negativo, a exposição, usando o “flash” no assunto principal;

d) Tendo compensado para menos 1, com o ponto de foco no assunto principal para que ele, o assunto principal, não fique escuro, uso o “flash”, às vezes o compensando para mais ou para menos, dependendo da ocasião. Quando o assunto está longe, a ponto de não ser alcançado pelo “flash”, é preciso que haja luz do Sol sobre ele; caso contrário, a manha não dá certo;

e) Feitos esses ajustes, tiro a foto;

f) Na edição, usando o Adobe Bridge, via Photoshop, aplico “Black” na imagem; também dou uma “esfriada” nas cores, o que, para meu gosto, produz melhores tons de azul e de verde. De vez em quando, mas nem sempre, faço um outro mínimo ajuste no matiz de azul.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

PESSOAS

É imperioso que 
eu seja Lívio, 
queira eu ou não. 
Que eu me torne, 
mas, ainda assim, 
por que esta espécie 
de certeza de que 
Bernardo Soares sou eu?

segunda-feira, 29 de julho de 2013

LUZINDO

És diáfana.
A luz que recebes,
tua se torna.

Sendo tua,
é daqueles que
contigo estão.

domingo, 28 de julho de 2013

UM PEDAÇO DO MUNDO

Fotografar é fazer uma escolha. Primeiro, a escolha do assunto; depois, o modo como fotografá-lo. Fotografar é fatiar o mundo, pois ele não cabe todo na moldura fotográfica: quem fotografa faz um recorte. Mesmo uma paisagem ampla, fotografada com uma grande angular, é um recorte do mundo. Não há fotografia que abarque todas as coisas: fotografar é escolher.

Diante da inevitabilidade dessa escolha quando se fotografa, surge um impasse curioso: se mostrar as coisas todas é impossível, como fatiá-las, sem, contudo, deixar de oferecer um vislumbre da riqueza que o todo tem? 

Mesmo a mais ampla paisagem é uma ínfima parte do todo; uma abelha é uma ínfima parte do todo. Fotografar é sempre registrar um pedaço da beleza do todo. Entretanto, toda fotografia é fractal: o olho de uma pessoa é reflexo do todo; uma ampla paisagem ou uma abelha são reflexos do todo. Fotografar uma libélula ou um lago é fotografar o todo. Conhecer o detalhe é conhecer o todo. Não importa a escala: aquele que tira uma foto fotografa o todo. Cada coisa, em si, contém o Universo.

Isso acaba nos levando a uma instigante relativização entre o micro e o macro: o ambiente da flor é a árvore; o ambiente da árvore é, por exemplo, o Cerrado; o ambiente do Cerrado é a Terra; o ambiente da Terra é o sistema solar; o ambiente deste é o Universo...

É sempre curioso conhecer o ambiente ou os arredores de uma fotografia. Fotografa-se, por exemplo, uma flor e o ambiente em que ela está. Depois, olha-se detidamente as duas fotos. Muitas das vezes o ambiente parece não comportar o que a fotografia de um detalhe revela.

Esse exercício, digamos assim, revela outro aspecto que é definidor do que é a fotografia: o olhar do fotógrafo. Esse olhar é o que nos oferta, por fim, um vislumbre da riqueza do todo. Uma coisa é uma “simples” árvore à beira de uma rodovia; outra coisa é a percepção de que essa árvore possibilita uma fotografia. A fim de ilustrar essa ideia, posto estas duas fotos. A primeira delas é um detalhe da árvore; a segunda, a árvore em seu ambiente.



quinta-feira, 25 de julho de 2013

ATLÉTICO CAMPEÃO DA LIBERTADORES

Considero que a defesa de pênalti do Victor, no finzinho do segundo tempo, contra o Tijuana, foi o grande lance do futebol neste ano até agora. Vieram depois cobranças de pênaltis contra o Newell’s Old Boys e contra o Olimpia. 

Mesmo assim, a defesa do Victor naquela partida pareceu-me mais emocionante. Mais até do que a disputa de penalidades no jogo desta noite de quarta para quinta. Para o atleticano, parece-me óbvio que a partida realizada na noite passada é mais significativa, mas para quem curte futebol como um todo, aquela defesa contra o Tijuana é memorável.

Sem levar isso em conta, a disputa contra o Olímpia, realizada ontem no Mineirão, foi um jogo ruim. No todo, sem criatividade, monótono, com o Atlético insistindo em jogadas aéreas ou em usar Jô em seu já tradicional, no Atlético, papel de pivô. Ele acabaria fazendo o primeiro gol do time mineiro, não por mérito na construção de uma jogada atleticana, mas, sim, por erro do Olimpia. O jogo foi truncado, as jogadas não fluíam. 

Quando o time paraguaio passou a atuar com um jogador a menos e veio a prorrogação, era natural que se pensasse que o Atlético conseguiria fazer o terceiro gol, o que eliminaria a cobrança de pênaltis. Como isso não ocorreu, a equipe belo-horizontina teve de decidir, mais uma vez, em penalidades máximas.

Mesmo não tendo jogado um futebol tão brilhante quanto o que jogou no começo do torneio, o Atlético merecia o título. Além do mais, o time tem torcedores carentes de conquistas expressivas. A Libertadores é um prêmio a uma torcida pungente. Depois da partida, Cuca, o técnico, num desabafo bacana, disse: "Não tem mais azar p... nenhuma". Parabéns para o Cuca, parabéns para o Atlético.

segunda-feira, 22 de julho de 2013

O FOTÓGRAFO DEDICADO

O que é um fotógrafo dedicado? É aquele que, no momento do clique, tentar fazer a melhor foto do mundo, não importa o que esteja sendo fotografado. A foto pode ficar ruim, mas a intenção era fazer algo que contivesse excelência.

Para que a intenção de se clicar a melhor foto do mundo se concretize, esse fotógrafo se vale de tudo o que ele puder, de todos os recursos que tiver à disposição. A técnica é um recurso, o equipamento é um recurso, um tripé ou um “flash” são recursos.

Fotografar no manual é mais um recurso. É um jeito de “prever” o resultado, de dar à imagem um toque pessoal. É ter uma certa possibilidade de controle sobre a luz. Mas compor uma imagem é dar um toque pessoal também. Fotografar no manual não é o grande definidor de um dedicado. 

O dedicado de verdade quer a excelência. Há um sem-número de fatores envolvidos nessa excelência. Mas o objetivo da dedicação, não importa o equipamento, não importa a temática, é a excelência. Isso começa antes do clique.

Pode-se ter em mãos uma compacta. Se o sujeito, ao fotografar, teve em si o real desejo de fazer um belo trabalho, ele tem atitude de dedicação, apesar de não estar com um equipamento caríssimo em mãos.

É preciso haver a busca, repito, da excelência, da perfeição: caprichar nas composições, saber evidenciar o assunto principal, ser atento. O fotógrafo de verdade não aparece só quando ele clica. Há toda uma concepção de vida e de mundo envolvida. Quem é artista é artista em tempo integral, e não somente quando exerce seu trabalho; quem é dedicado é dedicado em tempo integral.

O trabalho verdadeiramente dedicado traz toda uma bagagem de vida, todo um modo de pensar as coisas, o mundo, a vida, o ser humano. Tudo isso vem “embutido” em qualquer clique de quem é dedicado, de quem é artista.

Fotografar é bem mais complicado do que ficar em frente ao espelho, fazer poses sensuais e postar as imagens em redes sociais. A fotografia dedicada é expressão de um modo de encarar as coisas, de olhar para a vida, o Universo. Um “simples” clique é revelador do que a pessoa é. Cada gesto nosso é revelador do que somos. 

O que torna alguém dedicado é o cuidado, a atenção, a vontade de aprender, o olhar atento, a sensibilidade, a inteligência, o talento. Isso, não há apostila nem curso de fotografia que ensine. Ler muito, aguçar a sensibilidade, o pensamento, as ideias; analisar fotos, deter-se sobre pinturas. A fotografia é o resultado de tudo isso, mas não somente disso.

"FAÇA-SE LUZ"

Ontem, a partir do começo da noite, parte do bairro em que moro ficou aproximadamente três horas sem luz, tanto nas ruas quanto nas casas. No escuro, peguei uma lanterna e a usei para algumas fotos. Eis parte delas.