domingo, 11 de agosto de 2013
FOTOPOEMA 329
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sexta-feira, 9 de agosto de 2013
ACONTECIMENTOS
A vida quer acontecer. O que está vivo quer acontecer. Quando a vida decide acontecer ela dribla adversidades, dá um jeito; ela se inventa. A vida sempre quer acontecer, mesmo quando não consegue.
O que está vivo tem... vida latente. O que está vivo merece viver. Há algo de vital, há um instinto que conclama à vida para que ela... viva. A gente, também, nasceu para isso, embora, nesse mundo doidão que criamos para nós, a gente se mate dia a dia.
A vida que a gente é, e que é biológica, quer, também biologicamente, viver, acontecer, reluzir... Em cada um há uma vida, uma pulsão que quer viver. Isso é instintivo, é biológico. E também por ser instinto e por ser biologia, é belo. A única razão para a vida acontecer é o fato de ela querer acontecer; há, nisso, beleza.
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quinta-feira, 8 de agosto de 2013
quarta-feira, 7 de agosto de 2013
VERDEJANTE
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FOTOPOEMA 328
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terça-feira, 6 de agosto de 2013
FLORES
Enquanto eu fazia as fotos abaixo, Maria José, uma senhora gentil e elegante, aproximou-se. Durante a conversa, ela me disse que havia plantado as flores. Quando perguntada, ela não se lembrou do nome delas. Em conversa agradável, Maria José confirmaria o apreço que tem por plantas e árvores, tendo plantado algumas delas, que ficam na Avenida Paranaíba, próximas da Rua Nações Unidas, aqui em Patos de Minas.
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TUDO AZUL
Abaixo, breve tutorial de como faço para ter um céu bem azul nas fotos que tiro; a imagem do girassol ilustra a teoria de que me valho.
a) É preciso que o céu esteja, de fato, bem azul; sei que isso é meio óbvio, mas com um céu nublado o truque não funcionaria;
b) Ao fotografar, seja no manual, seja na prioridade abertura, compenso a exposição para menos 1. Isso é tranquilo: basta olhar no visor;
c) Como compenso para menos 1, tal procedimento implica uma imagem escurecida; mas é isso que vai ajudar no tom bem azul e “dramático” no céu. Caso eu queira uma foto com o fundo totalmente escuro, ainda que a foto seja tirada diante de um sol escaldante, compenso ainda mais, de modo negativo, a exposição, usando o “flash” no assunto principal;
d) Tendo compensado para menos 1, com o ponto de foco no assunto principal para que ele, o assunto principal, não fique escuro, uso o “flash”, às vezes o compensando para mais ou para menos, dependendo da ocasião. Quando o assunto está longe, a ponto de não ser alcançado pelo “flash”, é preciso que haja luz do Sol sobre ele; caso contrário, a manha não dá certo;
e) Feitos esses ajustes, tiro a foto;
f) Na edição, usando o Adobe Bridge, via Photoshop, aplico “Black” na imagem; também dou uma “esfriada” nas cores, o que, para meu gosto, produz melhores tons de azul e de verde. De vez em quando, mas nem sempre, faço um outro mínimo ajuste no matiz de azul.
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quarta-feira, 31 de julho de 2013
PESSOAS
É imperioso que
eu seja Lívio,
queira eu ou não.
Que eu me torne,
mas, ainda assim,
por que esta espécie
de certeza de que
Bernardo Soares sou eu?
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segunda-feira, 29 de julho de 2013
LUZINDO
És diáfana.
A luz que recebes,
tua se torna.
Sendo tua,
é daqueles que
contigo estão.
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domingo, 28 de julho de 2013
UM PEDAÇO DO MUNDO
Fotografar é fazer uma escolha. Primeiro, a escolha do assunto; depois, o modo como fotografá-lo. Fotografar é fatiar o mundo, pois ele não cabe todo na moldura fotográfica: quem fotografa faz um recorte. Mesmo uma paisagem ampla, fotografada com uma grande angular, é um recorte do mundo. Não há fotografia que abarque todas as coisas: fotografar é escolher.
Diante da inevitabilidade dessa escolha quando se fotografa, surge um impasse curioso: se mostrar as coisas todas é impossível, como fatiá-las, sem, contudo, deixar de oferecer um vislumbre da riqueza que o todo tem?
Mesmo a mais ampla paisagem é uma ínfima parte do todo; uma abelha é uma ínfima parte do todo. Fotografar é sempre registrar um pedaço da beleza do todo. Entretanto, toda fotografia é fractal: o olho de uma pessoa é reflexo do todo; uma ampla paisagem ou uma abelha são reflexos do todo. Fotografar uma libélula ou um lago é fotografar o todo. Conhecer o detalhe é conhecer o todo. Não importa a escala: aquele que tira uma foto fotografa o todo. Cada coisa, em si, contém o Universo.
Isso acaba nos levando a uma instigante relativização entre o micro e o macro: o ambiente da flor é a árvore; o ambiente da árvore é, por exemplo, o Cerrado; o ambiente do Cerrado é a Terra; o ambiente da Terra é o sistema solar; o ambiente deste é o Universo...
É sempre curioso conhecer o ambiente ou os arredores de uma fotografia. Fotografa-se, por exemplo, uma flor e o ambiente em que ela está. Depois, olha-se detidamente as duas fotos. Muitas das vezes o ambiente parece não comportar o que a fotografia de um detalhe revela.
Esse exercício, digamos assim, revela outro aspecto que é definidor do que é a fotografia: o olhar do fotógrafo. Esse olhar é o que nos oferta, por fim, um vislumbre da riqueza do todo. Uma coisa é uma “simples” árvore à beira de uma rodovia; outra coisa é a percepção de que essa árvore possibilita uma fotografia. A fim de ilustrar essa ideia, posto estas duas fotos. A primeira delas é um detalhe da árvore; a segunda, a árvore em seu ambiente.
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quinta-feira, 25 de julho de 2013
ATLÉTICO CAMPEÃO DA LIBERTADORES
Considero que a defesa de pênalti do Victor, no finzinho do segundo tempo, contra o Tijuana, foi o grande lance do futebol neste ano até agora. Vieram depois cobranças de pênaltis contra o Newell’s Old Boys e contra o Olimpia.
Mesmo assim, a defesa do Victor naquela partida pareceu-me mais emocionante. Mais até do que a disputa de penalidades no jogo desta noite de quarta para quinta. Para o atleticano, parece-me óbvio que a partida realizada na noite passada é mais significativa, mas para quem curte futebol como um todo, aquela defesa contra o Tijuana é memorável.
Sem levar isso em conta, a disputa contra o Olímpia, realizada ontem no Mineirão, foi um jogo ruim. No todo, sem criatividade, monótono, com o Atlético insistindo em jogadas aéreas ou em usar Jô em seu já tradicional, no Atlético, papel de pivô. Ele acabaria fazendo o primeiro gol do time mineiro, não por mérito na construção de uma jogada atleticana, mas, sim, por erro do Olimpia. O jogo foi truncado, as jogadas não fluíam.
Quando o time paraguaio passou a atuar com um jogador a menos e veio a prorrogação, era natural que se pensasse que o Atlético conseguiria fazer o terceiro gol, o que eliminaria a cobrança de pênaltis. Como isso não ocorreu, a equipe belo-horizontina teve de decidir, mais uma vez, em penalidades máximas.
Mesmo não tendo jogado um futebol tão brilhante quanto o que jogou no começo do torneio, o Atlético merecia o título. Além do mais, o time tem torcedores carentes de conquistas expressivas. A Libertadores é um prêmio a uma torcida pungente. Depois da partida, Cuca, o técnico, num desabafo bacana, disse: "Não tem mais azar p... nenhuma". Parabéns para o Cuca, parabéns para o Atlético.
quarta-feira, 24 de julho de 2013
FOTOPOEMA 327
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segunda-feira, 22 de julho de 2013
O FOTÓGRAFO DEDICADO
O que é um fotógrafo dedicado? É aquele que, no momento do clique, tentar fazer a melhor foto do mundo, não importa o que esteja sendo fotografado. A foto pode ficar ruim, mas a intenção era fazer algo que contivesse excelência.
Para que a intenção de se clicar a melhor foto do mundo se concretize, esse fotógrafo se vale de tudo o que ele puder, de todos os recursos que tiver à disposição. A técnica é um recurso, o equipamento é um recurso, um tripé ou um “flash” são recursos.
Fotografar no manual é mais um recurso. É um jeito de “prever” o resultado, de dar à imagem um toque pessoal. É ter uma certa possibilidade de controle sobre a luz. Mas compor uma imagem é dar um toque pessoal também. Fotografar no manual não é o grande definidor de um dedicado.
O dedicado de verdade quer a excelência. Há um sem-número de fatores envolvidos nessa excelência. Mas o objetivo da dedicação, não importa o equipamento, não importa a temática, é a excelência. Isso começa antes do clique.
Pode-se ter em mãos uma compacta. Se o sujeito, ao fotografar, teve em si o real desejo de fazer um belo trabalho, ele tem atitude de dedicação, apesar de não estar com um equipamento caríssimo em mãos.
É preciso haver a busca, repito, da excelência, da perfeição: caprichar nas composições, saber evidenciar o assunto principal, ser atento. O fotógrafo de verdade não aparece só quando ele clica. Há toda uma concepção de vida e de mundo envolvida. Quem é artista é artista em tempo integral, e não somente quando exerce seu trabalho; quem é dedicado é dedicado em tempo integral.
O trabalho verdadeiramente dedicado traz toda uma bagagem de vida, todo um modo de pensar as coisas, o mundo, a vida, o ser humano. Tudo isso vem “embutido” em qualquer clique de quem é dedicado, de quem é artista.
Fotografar é bem mais complicado do que ficar em frente ao espelho, fazer poses sensuais e postar as imagens em redes sociais. A fotografia dedicada é expressão de um modo de encarar as coisas, de olhar para a vida, o Universo. Um “simples” clique é revelador do que a pessoa é. Cada gesto nosso é revelador do que somos.
O que torna alguém dedicado é o cuidado, a atenção, a vontade de aprender, o olhar atento, a sensibilidade, a inteligência, o talento. Isso, não há apostila nem curso de fotografia que ensine. Ler muito, aguçar a sensibilidade, o pensamento, as ideias; analisar fotos, deter-se sobre pinturas. A fotografia é o resultado de tudo isso, mas não somente disso.
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"FAÇA-SE LUZ"
Ontem, a partir do começo da noite, parte do bairro em que moro ficou aproximadamente três horas sem luz, tanto nas ruas quanto nas casas. No escuro, peguei uma lanterna e a usei para algumas fotos. Eis parte delas.
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