segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Fotos do lançamento de meu livro

Nesta postagem, as fotos do lançamento de meu recente livro — Dislexias. O evento foi realizado na sexta-feira (19/02), no Bar e Restaurante Armazém, em Patos de Minas.

A todos os que foram e a todos os que ajudaram a divulgar, seja em redes sociais, seja convidando amigos, muito obrigado.


























































sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Entrevista para a NTV


Neste vídeo, entrevista que concedi ontem para Simone Marques, durante o programa Entrevista, exibido pela NTV, emissora de TV local. No bate-papo, conversamos sobre literatura, rádio e fotografia.

À Simone e ao pessoal da NTV, muito obrigado pela oportunidade de falar sobre o Dislexias, meu recente livro, cujo lançamento é hoje, às 20h30, no Bar e Restaurante Armazém, que fica na Doutor Marcolino 113, Centro. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Entrevista para a Clube AM/Patos de Minas


Entrevista concedida a José Afonso, da Clube AM, Patos de Minas. O bate-papo foi hoje pela manhã. 

Entrevista para a Jovem Pan Patos


Entrevista sobre meu recente livro, Dislexias, veiculada hoje pela manhã, na Jovem Pan Patos. 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Entrevistas sobre meu livro Dislexias

Agenda de entrevistas para divulgação de Dislexias, meu recente livro

— Amanhã, às 7h30, entrevista no Jornal da Manhã Patos, na Rádio Jovem Pan (a entrevista foi gravada há pouco);

— Amanhã, às 8h, entrevista para o programa Café da Manhã, na Rádio Clube AM (ao vivo);

— Amanhã, às 18h, bate-papo no programa Entrevista, da NTV (ao vivo).

Muito obrigado à Jovem Pan, à Rádio Clube AM e à NTV por me permitirem divulgar o livro.
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Lançamento do livro Dislexias, com poemas de Lívio Soares de Medeiros
Data: 19/02/16
Hora: a partir de 20h30
Local: Bar e Restaurante Armazém — Rua Doutor Marcolino 113, Centro 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Entrevista sobre Dislexias, meu recente livro


Áudio de entrevista que concedi hoje à tarde para Jota Ramalho, locutor da Rádio Clube AM de Patos de Minas. Na conversa, falei de meu recente livro, Dislexias, e de outras questões relativas ao uso da palavra. 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

(Des)apontamento 47

Estou em débito com a humanidade: não assisti às sagas “Guerra nas estrelas”, “Game of thrones”, “O senhor dos anéis”... Nem nunca li nada de Tolkien. 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

O corpo do amor

Se escuto tua voz,
se degusto teu beijo,
se toco tua pele,
se cheiro teu corpo,
se olho tua beleza,
meus sentidos
dão uma festa.

Não retiremos, do amor,
as alegrias do ouvido,
os atrevimentos da boca,
as marcas da pele,
os espasmos do corpo,
o embevecimento dos olhos.

Tudo bem o amor não achar palavra,
tudo bem o amor buscar a transcendência.
Todavia, queiramos o corpo.
Amemos o corpo.
Não nos esqueçamos de que
a glória do corpo é o amor. 

Baú

Há aqui em casa 
um baú cheio de 
papéis avulsos,
pleno de coisas boas
que eu deveria 
ter dito a você, 
mas que ficaram
em silêncio.
É feio encaixotar o amor.
Nem no peito deve 
o amor ficar guardado. 

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Ainda sobre escrever

Escrever, para mim, é sempre um ato de esperança. Primeiro, em mim. Enquanto escrevo, sinal de que ainda nutro alguma esperança no que sou. Mas não só. Quando escrevo, há uma esperança num alguém indefinido, que está em algum lugar, e que, se chegar a me ler, poderá, quem sabe, sentir a vibração da corda da esperança. 

Apontamento 315

A dor da gente ensina melhor do que a dor do outro. 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Sobre escrever

Há textos que escrevo no calor da emoção; já outros são produzidos depois que determinada agitação ou evento interno já tenha se passado. Certos textos são produzidos em meio ao turbilhão; outros são feitos depois que o tornado se foi. Há textos que parecem estar mais ligados à emoção, ao passo que outros são escritos a partir de deliberados procedimentos mentais. Textos há que são premeditados, calculados, pensados, enquanto outros exigem vir à tona de jeito súbito.

Parece-me não haver uma regra ou um tempo certo para que um texto tome conta do papel ou da tela. Parece-me não ser possível ter certeza dos mecanismos de que alguém se vale quando escreve. Para mim, vale a máxima de que “sem leitura não há literatura”. Não descreio da inspiração, que, no meu caso, existe como fruto de leitura. Em contrapartida, acredito na disciplina: é possível escrever sem inspiração, a qual, muitas vezes, é vista como algo “misterioso”, certamente por influência do Romantismo.

Em meu caso, se leio, inspiro-me. O clique, o estalo, a ideia súbita... Nada disso me ocorre se não leio. Escrever é só um modo de interpretar o mundo, mas, se não leio, não sei interpretar esse mesmo mundo, não sei o que fazer com a constelação de possibilidades que há para que algo seja escrito. Em meu caso, a inspiração é mera consequência mental (por mais feio e técnico que isso possa soar) das leituras que faço. Há muito de inconsciente, de sinapses e de tantas outras coisas que não sei nomear e de que nem faço ideia. 

No mais, quem escreve sabe que não pode sempre contar com a inspiração, não importa como a pessoa a defina. No ato de escrever há muito de treino, de disciplina. “Nem um dia sem uma linha”, prescreviam os latinos. É comum negligenciarmos o poder que o hábito tem. Nem toda repetição é inócua; o processo criativo, é óbvio, não é a linha de produção de uma fábrica; nem por isso, todavia, pode ficar na dependência de eflúvios ou de abstrações. Escrever é um ato do corpo. 

Lançamento de meu livro é na semana que vem

Não gosto de autorretratos, não gosto de ser fotografado. Em redes sociais, não gosto de postar sobre minha vida; prefiro levar a público o que produzo.

Esta foto é quase um autorretrato. Esse “quase” faz com que a imagem esteja aqui. É um pretexto para que eu convide você para o lançamento de meu livro.

Será no dia 19, na sexta-feira da semana que vem, no Bar e Restaurante Armazém, que fica na Doutor Marcolino 113, Centro. A partir de 20h30.

Dislexias, título do livro, contém breves poesias. Está sendo lançado também em Portugal. A editora é a Chiado. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A prece de Maria


Minha convivência com a canção “Mary’s prayer” (que traduzo abaixo) se iniciou no fim da década de 80. A faixa é de 1987; integra o álbum “Meet Danny Wilson”, da banda... Danny Wilson. O trabalhou chegou a ser trilha sonora de uma novela da Globo, o que fez com que fizesse algum sucesso por aqui, embora tal sucesso não tenha sido estrondoso.

Há algum tempo, escrevi que não entendo a temática de algumas canções do Zé Ramalho, o que, claro, não me impede de gostar delas. O mesmo vale para “Mary’s prayer” — por mais que eu leia e releia a letra, não consigo me definir sobre a temática dela.

Já vasculhei na internet: há várias “teorias”. Lembro-me de que uma delas alega que a letra é sobre um assassinato. Gary Clark, o autor, já declarou, laconicamente, que “Mary’s prayer” é apenas uma canção de amor. A despeito do título e das referências à religião, ele negou o teor religioso ou místico da faixa.

Tenho fascínio por “Mary’s prayer”, que é lírica e reflexiva. Trechos como “se você quiser que a fruta caia, você tem de dar uma sacudida na árvore / Mas se você sacudir a árvore forte demais, o galho vai quebrar” têm fina ironia e possibilita profícua reflexão.

Devo dizer que há várias versões da letra da internet. Pela natureza do inglês, é fácil haver confusões quanto a que palavras estão sendo cantadas ou faladas. Tenho comigo que o próprio Jason Donovan, que regravou “Mary’s prayer”, modificou a letra, e, creio, por tê-la escutado incorretamente. Donovan canta “did I have to make mistakes when I was Mary’s prayer”; o correto é “did I have to make this mess when I was “Mary’s prayer”. Além do mais, há uma versão ao vivo no Youtube, com a banda Danny Wilson, em que a pronúncia de “this mess”, em vez de “mistakes”, é muito clara. (Eu também pensava que o correto era “mistakes”; cantei a letra errado por muito tempo.)

Sei que se canta “this mess” pelo seguinte: depois de ter me deparado com uma série de versões do que é cantado por Gary Clark (não somente nesse trecho), entrei em contato com a banda, a partir do canal deles no Youtube, pedindo que me fosse enviada a letra. Um ano depois, quando eu já não esperava mais retorno, recebo a letra, enviada pelo próprio Gary Clark! Minha tradução se baseia no que ele enviou.
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Danny Wilson — Mary’s prayer

Everything is wonderful, being here is heavenly 
Every single day she sends, everything is free 
I used to be so careless, as if I couldn’t care less 
Did I have to make this mess when I was Mary's prayer 

Suddenly the heavens roar, suddenly the rain came down 
Suddenly was washed away, the Mary that I knew 
So when you find somebody you keep 
Think of me and celebrate 
I made such a big mistake when I was Mary’s prayer 

So if I say “save me, save me”
Be the light in my eyes
And if I say ten Hail Marys
Leave a light on in Heaven for me

Blessed is the one who shares your power and your beauty, Mary 
Blessed is the millionaire who shares your wedding day 
So when you find somebody you’ll keep 
Think of me and celebrate 
I made such a big mistake when I was Mary’s prayer  

So if I say “save me, save me” 
Be the light in my eyes 
And if I say ten Hail Marys 
Leave a light on in Heaven 
Save me, save me 
Be the light in my eyes 
And if I say ten Hail Marys 
Leave a light on in Heaven for me 

If you want the fruit to fall, you have to give the tree a shake 
And if you shake the tree too hard, the bough is gonna break 
And if I can’t reach the top of the tree, Mary 
You can hold me up there 
What I wouldn’t give to be when I was Mary's prayer 

So if I say “save me, save me” 
Be the light in my eyes 
And if I say ten Hail Marys 
Leave a light on in Heaven 
Save me, save me 
Be the light in my eyes 
And if I say ten Hail Marys 
Leave a light on in Heaven 
Save me, save me, be the light in my eyes 

What I wouldn’t give to be when I was Mary’s Prayer 
What I wouldn’t give to be when I was Mary’s Prayer 
What I wouldn’t give to be when I was Mary’s Prayer 
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Danny Wilson — A prece de Maria

Tudo é maravilhoso, estar aqui é celestial
A cada dia ela se expressa, tudo é livre
Eu era tão descuidado, como se eu não pudesse cuidar menos
Eu tinha de fazer essa bagunça quando eu era a prece de Maria?

De repente um estrondo no céu, de repente a chuva caiu
De repente foi levada embora a Maria que eu conheci
Então quando você achar alguém com quem ficar
Pense em mim e celebre
Eu cometi um erro tão grande quando eu era a prece de Maria

Se eu disser “me salve, me salve”
Seja a luz em meus olhos
E se eu disser dez ave-marias
Deixe uma luz acesa no Paraíso para mim

Abençoado é aquele que partilha de seu poder e de sua beleza, Maria 
Abençoado é o milionário que partilha do dia de seu casamento
Então quando você achar alguém com quem vai ficar
Pense em mim e celebre
Eu cometi um erro tão grande quando eu era a prece de Maria

Então se eu disser “me salve, me salve”
Seja a luz em meus olhos
E se eu disser dez ave-marias
Deixe uma luz acesa no Paraíso
Me salve, me salve
Seja a luz em meus olhos
E se eu disser dez ave-marias
Deixe uma luz acesa no Paraíso para mim

Se você quiser que a fruta caia, você tem de dar uma sacudida na árvore
E se você sacudir a árvore forte demais, o galho vai quebrar
E se eu não conseguir alcançar o topo da árvore, Maria
Você pode me segurar lá em cima
O que eu não daria para ser quando eu era a prece de Maria

Então se eu disser “me salve, me salve”
Seja a luz em meus olhos
E se eu disser dez ave-marias 
Deixe uma luz acesa no Paraíso
Me salve, me salve
Seja a luz em meus olhos
E se eu disser dez ave-marias
Deixe uma luz acesa no Paraíso
Me salve, me salve, seja a luz em meus olhos

O que eu não daria para ser quando eu era a prece de Maria
O que eu não daria para ser quando eu era a prece de Maria
O que eu não daria para ser quando eu era a prece de Maria

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Conta-gotas

A natureza
não tem pressa.
Na gruta,
clepsidra natural:
a estalactite
deixa cair
gotas do tempo. 

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

Ato e palavra

Leva-se tempo para 
que haja uma palavra. 
Leva-se tempo para 
que haja um texto.

Leva-se tempo para 
que haja uma chama. 
Leva-se tempo para 
que haja um amor.

Leva-se tempo para
que haja texto no amor. 
Leva-se tempo para
que haja amor no texto.

Somos hoje amor
exercido e escrito.
Um amor sedento
em palavra e gozo. 

(Seemingly) Nonstop A-Ha

A canção do dia foi “(Seemingly) Nonstop July”, do A-Ha. Anteriormente, já escrevi que curto a banda. Ontem, eu me lembrei de que há um tempão eu não escutava essa faixa. Comecei a escutá-la no começo da tarde. Não parei até agora. 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Exortação

Não importa se
o desdém parte
da musa ou
se a indiferença 
vem do público. 
Tua obrigação 
é escrever 
com diligência.
Esquece o outro; 
é direito dele
não querer 
tua oferenda. 
Que a alegria
de escrever
seja, 
primeiro, 
tua.
Se te incomoda
dada reação 
do público
ou da musa, 
não és 
o bastante
para ti. 
Aprende 
a ser. 

A dois

domingo, 7 de fevereiro de 2016

Geografia

Não raro, os lugares valem não por eles em si, mas por quem lá está. 

Os ressentidos

Aquele que realiza um trabalho tem uma concepção do que seja sucesso. Naturalmente, essa concepção varia de pessoa para pessoa. O que é feio não é essa concepção em si, seja ela qual for; o que é feio é quando o indivíduo se entrega ao ressentimento quando tal concepção não se realiza, levando a pessoa a atirar contra aqueles que chegaram ao sucesso (pelo menos ao sucesso tal qual concebido pelo ressentido).

Com as redes sociais, é comum ter-se a possibilidade de ler textos de artistas voltando-se contra seus pares, afirmando que estes não merecem o sucesso que alcançaram, sob a alegação de que o trabalho é ruim. Nesse caso, o acusador está a sugerir: “Meu trabalho é muito melhor do que o seu. Eu, sim, deveria ter o sucesso que você tem”.

Em muitos casos, falta ao ressentido a noção de que muita coisa faz sucesso exatamente por ser ruim. O critério de qualidade não deveria jamais ser quantitativo. O fato de milhões de pessoas consumirem um trabalho não é a prova cabal de que esse trabalho contenha excelência; o fato de apenas alguns consumirem um trabalho não é prova cabal de que esse trabalho seja ruim.

Outra noção que o ressentido precisa cultivar é a de que não há como precisar os mecanismos que levam alguém ao sucesso. Se há regras para isso, nós as desconhecemos em sua totalidade (já escrevi sobre isso). Sucesso ou fracasso têm elementos demais os circundando. É impossível apontar com minúcia o que levou a um ou a outro.

A questão é que o ressentido atribui seu fracasso à ignorância da turba. Nesse fio condutor, quanto maior o ressentimento, maior é a ignorância dos que não tomaram conhecimento do que o ressentido produziu. Em vez de achar força nos poucos que porventura tenham consumido seu trabalho, o ressentido volta seus ataques contra quem não quis conhecê-lo. Isso é embaraçoso, pois o ressentimento, quanto mais raivoso, mais ridículo. 

Pink folia

Ontem, no vizinho, folia de reis, manifestação popular que eu não escutava há um tempão. À medida que o som da folia ia se afastando, vindo de outro vizinho, veio surgindo “Us and them”, do Pink Floyd. A folia e o Pink Floyd: dois regozijos. 

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Fios brancos

Tu reclamas de que
não és mais a mesma. 
Um ou outro fio branco
tem dado o ar da graça,
flacidezes se insinuam. 
Tu te queixas de 
as rugas rirem por último 
quando sorris.

A beleza é generosa.
Não é privilégio 
de alguma idade.
Eu gostava de te olhar.
Eu gosto de te olhar. 
Quero te olhar amanhã.
Tua inteligência me anima.
Ademais, o mesmo tempo que 
te consome não se esquece de mim.

Que tal envelhecermos? 

Ululante

De repente, a gente se dá conta de algo que esteve óbvio, presente e retumbante a vida inteira, mas que, por algum estranho motivo, não estava na superfície: como eu gosto de Rita Lee! 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

A história por trás da foto (89)

Esta foto foi tirada no dia primeiro de julho de 2005; eram 11h17. Eu estava no bairro Jardim Califórnia, aqui em Patos de Minas. Lembro-me muito bem do momento, por ter sido uma das primeiras vezes em que tive a oportunidade de realizar um registro decente destas adoráveis criaturas.

Na época, eu tinha uma Canon PowerShot Pro1. Era uma câmera complicadíssima de ser manejada. Domá-la foi uma labuta. O lado bom é que depois de entender não somente para que serviam botões e nomenclaturas, mas também saber decidir quais ajustes usar, perdi o “medo” de fuçar em câmeras fotográficas. Sempre digo, por brincadeira, que aquele que tenha dominado uma Pro1 está apto a manejar qualquer equipamento fotográfico.

Na época, eu era iniciante na fotografia. Havia uns sete meses que estava me dedicando a ela de modo mais intenso. Isso foi algo que dificultou minha relação com a Pro1, mas quando nos ajustamos, quando passou a haver sintonia, eu me diverti muito com essa compacta. A lente dela era uma 28-200.

Quando passei a compreender o uso do ISO, uma das coisas que me entusiasmavam na Pro1 é que ela tinha ISO 50! Depois dela, nunca mais manejei um equipamento fotográfico que tivesse ISO mínimo tão baixo. A própria foto desta postagem foi tirada com ISO 50. Não bastasse, fotografava em RAW.

Pude ficar relativamente perto da coruja. Eu estava numa moto. Montado nela, fui me aproximando pouco a pouco da ave, não olhando para ela. Ainda sem olhar, ajeitei o monitor da câmera de modo que eu enquadrasse a coruja; a seguir, cliquei.

A pata esquerda dela parece estar quebrada ou algo assim, embora eu não esteja bem certo disso. De qualquer modo, não me parece que ela esteja numa posição que possa ser considerada natural. Tirei umas seis ou sete fotos da coruja, que depois bateu asas. Nunca mais a encontrei novamente.
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Canon PowerShot Pro1
ISO 50
1/800
F/3.5 

Simplesmente o melhor

Agora há pouco, via telefone, enviei para a Maíra, colega de trabalho, algumas fotos que tenho tirado; especificamente, fotos de beija-flores. Ela então me perguntou se dentre as fotos que eu enviara para ela havia alguma que fosse minha preferida. Eu simplesmente respondi: “Não”. Ela disse que achou minha resposta engraçada, mesmo não tendo essa sido minha intenção.

Mas é que de fato não tenho uma preferida. Além do mais, confesso que fico estarrecido quando alguém consegue responder com exatidão perguntas do tipo “qual sua música preferida?”, “qual seu filme preferido?”, “qual o melhor livro que você já leu?”. Espanta-me quando as pessoas respondem com tanta assertividade que um livro ou um filme ou uma canção é a melhor coisa já feita. Admiro isso. Eu não conseguiria nem escolher qual minha cor preferida. 

Encomenda

Encomendaram-me algo. 
Foi-me sugerido um poema. 
Prefiro arriscar algum quando
suspeito de alguma beleza. 
Bastou então eu te ver.