Quanto mais o tempo passa, mais robusta se torna minha opinião de que o melhor leitor que a Bíblia já teve foi Ernest Renan, autor do Vida de Jesus.
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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018
O "milagre" de Ernest Renan
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segunda-feira, 30 de março de 2015
BREVE NOTA SOBRE "VIDA DE JESUS"
Ernest Renan, em seu “Vida de Jesus”, defende um Jesus histórico, mas não menos admirável. O autor ousa não somente ao negar os dogmas, mas também por interpretar à luz da história e do rigor científico o que teria ocorrido com Jesus. Se lido com espírito aberto, espírito que deve ser, a rigor, o de toda leitura, Renan tem muito a ensinar sobre a arte de ler e sobre a arte de interpretar. Lidando com um grande personagem, o historiador compôs um livro formidável. Negando o pilares de uma tradição edificada depois da morte de Cristo, Renan postula que não houve os milagres nem houve a ressurreição atribuídos a Cristo, mas não deixa de tornar clara a complexidade de seu personagem, evidenciando, ao mesmo, seu caráter humano.
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segunda-feira, 3 de março de 2014
"VIDA DE JESUS"
“Vida de Jesus”, cuja primeira edição é do século XIX (1863), de Ernest Renan, é um dos livros mais ousados e inteligentes já escritos. Tem o rigor científico de um historiador, um leitor minucioso da história de Jesus conforme nos é contada na Bíblia. Renan disseca a figura de Cristo não na tentativa de fazer ruir o mito, mas, sim, de estudá-lo com um olhar científico, tentando deixar de lado ilusões individuais ou coletivas.
Se lido com a mente aberta, perceber-se-á que se trata de uma obra que não teve a intenção de ser blasfematória. Não há ranço, não há crítica aos que, pela fé, coadunam com o que a Bíblia narra, crendo, por exemplo, que houve milagres — Renan descarta, dentre outras coisas que são contadas nos Evangelhos, a existência de milagres.
Não se trata de um livro contra Jesus nem contra a história do cristianismo. Sem radicalismos, Renan expõe pensamentos e conclusões sem o tom de quem pretende causar polêmica. É fácil polemizar e chocar. Renan não é iconoclasta; é “apenas” um historiador que olha para a figura de Cristo e tenta lançar sobre ele e sua época, com rigor e sensatez, um olhar racional, rigoroso e bonito.
Nos tempos atuais, em que, na falta de bons argumentos, as pessoas têm vociferado desatinos travestidos de opiniões, “Vida de Jesus” acaba sendo, de quebra, uma aula de retórica e de bom senso. A obra ensina, mesmo não sendo sua intenção principal, que até algo muito polêmico pode ser tratado com inteligência.
A edição que tenho é da Martin Claret, que na década de 80 fez sucesso com a coleção O pensamento vivo, na qual grandes inteligências eram biografadas. A tradução de “Vida de Jesus” é de Eliana Maria de A. Martins. Errinhos de digitação aqui e ali não chegam a comprometer a edição, que tem breve cronologia da vida de Renan e, seguindo o perfil didático da editora, apêndices.
domingo, 2 de março de 2014
OUTROS VOOS
O Leonardo da Vinci escreveu que “a felicidade está na atividade”; o Jorge Luis Borges, que “ler é uma forma de felicidade”. Tentei seguir os preceitos tanto do Da Vinci quanto do Borges hoje à tarde, ainda me recuperando de acidente de moto mencionado anteriormente neste blogue. Para me locomover, estou me valendo de muletas, mas já peguei as manhas de ser ágil com elas.
Há um tempão era projeto meu descolar um pedaço de tronco de árvore, na intenção de fazer um comedouro para aves e pássaros no pequeno quintal aqui de casa. Tendo conseguido o tronco, contei com a ajuda do Nivaldo, meu irmão, e do Cícero, amigo do Nivaldo, os quais, serrando, ajeitaram o tronco para que ele pare em pé; fizeram ainda uma espécie de cocho em que a comida pode ser colocada. Ao Nivaldo e ao Cícero, muito obrigado.
Tudo terminado, peguei câmera, lente, livro, caneta e papel. Enquanto esperava por algum pássaro ou alguma ave, eu lia — precisamente, o “Vida de Jesus”, do Ernest Renan — e escrevia uma ideia ou outra que me ocorresse. A leitura ia prosseguindo, bem como um verso ou outro escrito por mim; nem pássaro nem ave davam as caras.
Não tendo alimento próprio para colocar no cocho feito pelo Nivaldo e pelo Cícero, eu me vali de arroz, sem saber se aves e pássaros se alimentam de arroz. Assim que possível, vou comprar algo próprio para eles, numa tentativa de seduzi-los, para que eu os fotografe.
Não sei se pelo horário (fim de tarde), se pelo alimento colocado à disposição ou se pela minha proximidade, não fotografei nada que voasse; ainda assim, eis, nesta postagem, imagens do tronco e do comedouro. Enquanto esperava, como dito, li e escrevi; isso é fazer algo; logo, arrumei um jeito de ser feliz.
A próxima etapa é plantar aqui em casa uma muda de lantana, na intenção de atrair beija-flores e borboletas. Caso eu obtenha sucesso, seja com aves e pássaros, seja com borboletas e beija-flores, vocês saberão. Mesmo que eu não obtenha sucesso com eles, sei que estarei em companhia de algum livro ou de alguma tentativa de escrever enquanto os aguardo.
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