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sábado, 20 de abril de 2019

Cruzeiro é campeão mineiro

No dia dez de abril, o Atlético/MG, jogando fora de casa pela Libertadores, tomou quatro gols; no mesmo dia, o Cruzeiro, em casa, também jogando pela Libertadores, fez quatro gols. Depois disso, no Atlético, Levir Culpi foi demitido. O próximo compromisso dos times seria a decisão do campeonato mineiro. O momento do Atlético, complicado na Libertadores, deixou otimistas alguns cruzeirenses e deixou apreensivos alguns atleticanos para a decisão do mineiro.

O primeiro jogo da final foi no domingo passado. Embora o Atlético tenha perdido por dois a um lá no Mineirão, o time já não foi a bagunça que vinha sendo com o Levir Culpi. Sob o comando de Rodrigo Santana, técnico que entrou no lugar de Levir, o Atlético já deu mostras, na primeira partida da decisão do campeonato mineiro, de que o time havia, por assim dizer, renovado-se.

Aos cinco minutos da decisão de hoje, Ricardo Oliveira acertou o travessão do Cruzeiro; aos onze, Ígor Rabelo, em lance contra o próprio gol, acertou o travessão do goleiro Vítor. Aos vinte e nove, o Atlético, merecidamente, já que vinha jogando melhor, marcou: após defesa de Fábio em chute de Ricardo Oliveira, Elias, de cabeça, fez o gol.

Após o intervalo, o Atlético continuou jogando melhor. Percebi no Cruzeiro uma certa apatia, como se o time não estivesse com vontade de jogar, como se demonstrasse pouco interesse pela partida. Mesmo assim, aos trinta e quatro, Fred, cobrando pênalti, que foi marcado após análise de vídeo pelo árbitro, marcou. A Raposa segue invicta na temporada.

Fosse eu torcedor do Atlético, estaria otimista quanto ao futuro, a despeito da situação ruim do time na Libertadores. A equipe errou feio ao demitir Thiago Larghi e ao contratar Levir Culpi. Agora, tenta corrigir a lambança, investindo em Rodrigo Santana, que é promissor. Do lado do Cruzeiro, o torcedor, embora campeão hoje, se for sincero, saberá que o time tem de jogar melhor do que o que jogou hoje se quiser ir longe na Libertadores ou se quiser fazer um belo campeonato brasileiro. 

quinta-feira, 28 de setembro de 2017

Cruzeiro, Flamengo, Tito e uma dama

Antes da partida que decidiu a final da Copa do Brasil, há pouco, no Mineirão, havia a dúvida se Raniel começaria a partida ou se Arrascaeta começaria. Aos quatro minutos do primeiro tempo, Raniel, contundido, deixou o campo chorando; Arrascaeta entrou em campo no lugar do jovem Raniel. Pouco tempo depois, aos seis minutos, Guerrero, cobrando falta, acertou o travessão do goleiro Fábio; a bola foi para fora.

Aos catorze minutos, foi a vez de Thiago Neves perder chance de gol dentro da grande área. Eu não saberia dizer se faltou talento ou se faltou calma (ou os dois) no momento do chute. Enquanto isso, o Cruzeiro, talvez devido à tensão, fazia mais faltas do que o Flamengo. Erros simples ocorriam tanto num time quanto no outro.

Não deve mesmo ser fácil jogar uma decisão desse tamanho. Por mais que se treine, por mais que haja preparação física e psicológica, a carga de tensão e de adrenalina, suponho, é muito grande. Eu mesmo, por muito menos, em situações prosaicas, corriqueiras, fico com a voz trêmula e com vontade de estar aqui em casa, colocando uma pipoca no micro-ondas ou lendo as aventuras da elusiva dama Chatterley.

Diferentemente do meu nervosismo, que nunca passa, a impressão com que fico é a de que o nervosismo dos jogadores, lá pelos vinte minutos do primeiro tempo, já foi embora. É a partir daí que se pode ter uma noção mais clara do que os times podem apresentar. Cruzeiro e Flamengo apresentaram o tal do equilíbrio, a despeito de chance perdida pelo cruzeirense Arrascaeta, que não conseguiu dominar a bola dentro da área, aos trinta e cinco do primeiro tempo. Aos trinta e oito, Berrío, do Flamengo, errou o alvo, chutando de fora da área.

Não há muito o que dizer sobre o primeiro tempo. Se por um lado não foi um jogo ruim, por outro, não foi memorável. Mas não foi monótono a ponto de eu deixar de assistir à partida e ir para o quintal brincar com o Tito, meu cachorro, que manifestava medo sempre que algum fogo de artifício espipocava como pipoca em panela ou em micro-ondas.

Mal começado o segundo tempo, pareceu que o jogo seria menos truncado, mais espontâneo, menos estudado. Foi isso mesmo o que ocorreu. Ainda que não tenha havido grandes chances de gol de nenhum dos times, pelo menos a partida não ficou tão presa a esquemas táticos. Muito se falou do Muralha, codinome mais do que apropriado para um goleiro, embora muitos achem não ser essa uma alcunha adequada para o goleiro do Flamengo. Aos trinta e três do segundo tempo, ele rebateu uma bola de modo incorreto, possibilitando a Arrascaeta a chance de marcar. Ele não conseguiu. Aos quarenta e dois, Fábio fez bela defesa depois de chute de Guerrero.

Ambos os times apresentaram futebol equilibradamente mediano. Não importa com quem o título tivesse ficado, teria havido mérito igual. Nos pênaltis, o Cruzeiro venceu. Como o jogo terminou, hora de renovar a água para o Tito. Depois, voltar para a dama Chatterley. E esse Mellors, hum, não sei, não... 

domingo, 2 de julho de 2017

Atlético vence o Cruzeiro no Independência

Sempre digo que uma partida de futebol é uma bela metáfora do que é a vida, por mais sem graça que seja a partida. Mesmo em casos assim, qualquer jogo de futebol é um microcosmo do que é a vida, das circunstâncias dela. Reflexo da vida, futebol é movimento, imprevisibilidade, feiura, beleza, emoção.

Há pouco, no Independência, em Belo Horizonte, Atlético e Cruzeiro realizaram um bom jogo de futebol, principalmente no primeiro tempo. A primeira metade da primeira metade da partida foi dominada pelo Cruzeiro; pouco a pouco, o Atlético caiu nos eixos, a ponto de terminar o primeiro tempo já em vantagem, mesmo tendo começado perdendo.

O destaque do jogo foi Casares, não só pelo belo gol marcado em cobrança de falta. Já Fred fez o que desde tempos sabe fazer muito bem: gols (fez dois hoje). O de cabeça, após receber cruzamento de Casares.

Foi um típico atlético versus Cruzeiro. Houve momentos truncados, discussões, provocações. Mesmo o segundo tempo não tendo sido tão bom quanto o primeiro, o jogo, no todo, foi muito bom. A despeito dos três gols que levou, dos quais não teve culpa, Fábio, mais uma vez, teve bela atuação.

Com a vitória, o Atlético não somente ultrapassou o Cruzeiro na tabela, mas galgou vários degraus em relação à posição em que estava antes do início da rodada. Da parte do Cruzeiro, o técnico Mano Menezes precisa dar um jeito na zaga, que continua levando muitos gols. Foi assim no jogo do meio da semana contra o Palmeiras, foi assim hoje; tem sido assim.

É curioso: mesmo não tendo obtido sucesso, o Cruzeiro tem sido coprotagonista de belas partidas. Recentemente, foi assim contra o Grêmio (pelo campeonato brasileiro) e contra o Palmeiras (pela Copa do Brasil); hoje, foi assim contra o Atlético. É claro que o torcedor cruzeirense trocaria os empates contra aqueles e a derrota contra este por vitórias, ainda que em partidas ruins. Mas esse é outro dado não somente do futebol, mas da vida: um belo todo nem sempre implica vitória. Por outro lado, se o time não ganha em partidas assim, ganha quem gosta de futebol. 

terça-feira, 20 de junho de 2017

Três a três

Cruzeiro e Grêmio realizaram ontem, no Mineirão, coisa rara no futebol brasileiro: uma bela partida. A média de um gol a cada quinze minutos coroou o espetáculo .

domingo, 18 de setembro de 2016

Empate no Mineirão

Antes de a partida entre Cruzeiro e Atlético começar, o Galo era o favorito, por ter um melhor time, o que se reflete nas atuais posições dos times na tabela do campeonato. Esse favoritismo se confirmou no primeiro tempo, a despeito de Arrascaeta e de Ábila terem perdido cada um deles um gol.

Em boa parte da primeira etapa, o jogo foi lento, com as duas equipes se respeitando demais, temendo assim correr riscos. Num dos raros momentos em que essa monotonia foi quebrada, Otero, num belo chute de fora da área, acertou o travessão do goleiro Rafael, que estava um pouco adiantado.

Em outro raro momento de lance incisivo, aos trinta minutos, em jogada rápida pela direita, Fabio Santos cruzou; Clayton cabeceou, abrindo o placar, validando o favoritismo do Atlético até aquele momento.

A segunda metade do jogo começou mais dinâmica do que a primeira. A Raposa, movida pela necessidade, tentava se insinuar, embora tenha sido Júnior Urso a ter, aos oito minutos, chance de marcar. Pelo Cruzeiro, Ábila, aos vinte e um, acertou a trave. Por fim, aos trinta, Robinho, do Cruzeiro, depois de cruzamento de Elber, empatou o jogo.

No todo, um jogo sem graça. Além do mais, o empate foi ruim para as duas equipes, pois o Atlético, que postula o título, não encosta de vez no Flamengo, e o Cruzeiro, por sua vez, segue ainda perto da zona de rebaixamento. 

domingo, 12 de junho de 2016

Cruzeiro derrota o Atlético

Atlético e Cruzeiro fizeram um jogo à altura da grandeza dos dois. Uma partida que daria uma média de gol a cada dezoito minutos. O Atlético começa vencendo, o Cruzeiro vira, o Atlético empata, o Cruzeiro faz. Não é pouco para um clássico, que geralmente se caracteriza por ser um jogo truncado, não raro sem graça. Não foi o que ocorreu há pouco no Independência.

O dado ruim da partida foram as expulsões, de modo que o Atlético terminou com dez jogadores; o Cruzeiro, com oito. Mesmo quando o Cruzeiro tinha nove em campo e o Atlético tinha dez, a partida já havia assumido feição de ataque contra defesa. Todo recuado, o Cruzeiro não conseguiu partir para o contra-ataque; mesmo na pressão, o Atlético não conseguiu ser eficaz. Pelo Atlético, Marcos Rocha foi expulso; pelo Cruzeiro, Bryan, Lucas e Lucas Romero (este, aos quarenta e sete do segundo tempo).

Fred logo deu provas de que é sempre um excelente investimento, fazendo um dos gols do Atlético, mesmo ainda não tendo se entrosado com o time. Do lado cruzeirense, o destaque foi Arrascaeta, que, mesmo não tendo feito gol, fez uma ótima partida, principalmente na jogada que realizou quando a Raposa conseguiu fazer o segundo gol.

As duas equipes não estão bem colocadas no campeonato. O torcedor cruzeirense mais exaltado, pelo menos por hoje, não vai se importar com isso; afinal, o Cruzeiro derrotou o Atlético no Independência e ainda empurrou o Galo para a zona de rebaixamento. O jogo, embora tenha sido bom, não deve deixar apagar a luz de alerta nas duas equipes, que muito precisam melhorar para buscar pelo menos estar entre os quatro primeiros colocados no fim do torneio.

Rafael Carioca, aos treze do primeiro tempo, marcou para o Atlético. Alisson, aos dezoito do primeiro tempo, empatou para o Cruzeiro. Riascos, após bela jogada de Arrascaeta, virou para o Cruzeiro, aos três da segunda etapa; aos dez, Fred empatou a peleja. Aos dezessete, Bruno Rodrigo marcou o terceiro do Cruzeiro. 

domingo, 31 de janeiro de 2016

CRUZEIRO 0 x 0 URT

Há pouco, no Mineirão, não se pode dizer que a URT tenha feito uma bela partida diante do favorito Cruzeiro, em partida válida pelo campeonato mineiro. O Cruzeiro também não fez um belo jogo. Deixando de lado a beleza, e falando de eficácia, a URT foi mais eficaz do que o Cruzeiro porque o time de Patos de Minas cumpriu aquilo que se propôs a fazer.

Seria suicídio da URT tentar jogar contra o Cruzeiro de modo ofensivo. Assumindo ser inferior, a equipe patense optou pela estratégia do contra-ataque, investindo pata tal numa disciplinada marcação. A tática funcionou, mesmo levando-se em conta o maior número de chances que o Cruzeiro teve. Diante das circunstâncias, o empate contra o Cruzeiro lá no Mineirão não é um resultado ruim para a URT.

A primeira meia hora de jogo foi chocha. Só no último terço do primeiro tempo é que o Cruzeiro impôs um andamento mais rápido ao jogo. No segundo tempo, com um calor menos inclemente dentro de campo, o Cruzeiro, não só sendo mais veloz, tentava pressionar a URT, mas nem as três alterações feitas de uma vez por Deivid, técnico cruzeirense, conseguiram fazer com que a Raposa marcasse. 

domingo, 13 de setembro de 2015

CRUZEIRO E ATLÉTICO EMPATAM NO MINEIRÃO

Depois de um primeiro tempo chocho, Cruzeiro e Atlético fizeram um memorável segundo tempo há pouco, no Mineirão. Com Mena tendo sido expulso aos seis minutos da segunda etapa, a pressão do Atlético passou a ser grande, embora tenha sido o Cruzeiro, com Alisson e com Willian, a ter as grandes chances. Mesmo assim, a impressão que se tinha era a de que, devido à forte pressão que fazia, seria questão de tempo para que o Atlético marcasse. O que ocorreu, aos quarenta e três, por intermédio de Carlos.

Se o goleiro Victor falhara no gol do Cruzeiro, redimiu-se, defendendo o pênalti cobrado por Willian, que esteve ofuscado enquanto Luxemburgo comandou a Raposa recentemente. No duelo particular entre Cruzeiro e Atlético, dentro do campeonato brasileiro, a Raposa teve vantagem sobre o Galo, pois o Cruzeiro venceu no primeiro turno. Já os corintianos ficaram satisfeitos com o empate no Mineirão: o Corinthians está a cinco pontos do Atlético. 

domingo, 14 de junho de 2015

PRESCRIÇÃO

Ontem, narrador do SporTV, de que não sei o nome, resumindo a trajetória do jogador Allano, do Cruzeiro, diz que o jovem já estava desistindo de ser jogador de futebol, tendo procurado emprego numa farmácia. Hoje, tem oportunidade de ser titular de um grande time. A vida tem... remédio... 

sábado, 6 de junho de 2015

ATLÉTICO/MG 1 x 3 CRUZEIRO

Numa boa partida, o Cruzeiro derrotou o Atlético no Independência. Levando-se em conta as circunstâncias, a vitória cruzeirense é um feito. O Atlético está em melhor fase, vinha jogando melhor do que o Cruzeiro, que tem padecido depois do desmanche por que passou, terminada a temporada passada.

O Atlético era o favorito. Quando joga no Independência, é forte. Além do mais, não havia torcedor do Cruzeiro nem do Atlético que não tivesse em mente o dado de que o dono da casa estava a onze jogos sem perder para o Cruzeiro. Começada a partida, ainda que se argumente que Leonardo Silva estava impedido (estava mesmo) no lance que originaria o gol do Atlético, marcado por Luan, aos treze minutos do primeiro tempo, isso não anula o melhor momento vivido pelo Galo.

Com um a zero para o Atlético, pensei que o recente tabu seria mantido: a configuração conduzia a mais uma vitória atleticana, embora o Cruzeiro estivesse mais aguerrido do que esteve em partidas que disputou recentemente. O time do Atlético, veloz e melhor taticamente, foi melhor no primeiro tempo, o que não impediu o Cruzeiro de empatar, aos quarenta e seis, com gol contra de Gemerson.

No intervalo, Wallison é substituído por Gabriel Xavier. Com trinta e um segundos de bola rolando no segundo tempo, Xavier desempata. Depois, deixaria o jogo, com dores na coxa; foi substituído por Alano. Aos vinte e seis, depois de cruzamento de Damião, Marquinhos pegou de primeira, marcando o terceiro gol do Cruzeiro. (Assistindo ao jogo, quando me dei conta de que ele chutaria de primeira, cheguei a dizer “não” em voz alta, considerando que ele erraria; com a bola na rede, meu não se transformou em “sim”.) No segundo tempo, melhor foi a Raposa, mesmo considerando-se as excelentes defesas do Fábio.

Fui contra a demissão de Marcelo Oliveira. Não sou a favor de Luxemburgo no Cruzeiro. É claro que me lembro daquele formidável time de 2003, que era treinado por ele, Luxemburgo; eu estava lá no Mineirão quando da partida contra o Paysandu (jogo que decretou o título do Cruzeiro). Sei reconhecer a importância que o técnico teve para o Cruzeiro, mas não o vejo como sendo ideal para o time neste momento.

Os defensores de Luxemburgo têm dados convincentes para me refutar: no meio de semana, o Cruzeiro derrotou o Flamengo; hoje, no Independência, a Raposa quebrou escrita recente, em que o elenco atleticano vinha saindo vitorioso. Obviamente, estou satisfeito com a vitória cruzeirense, conseguida há pouco. Ainda assim, não sinto firmeza no que Luxemburgo possa vir a fazer no Cruzeiro neste 2015. Que eu esteja errado. 

quarta-feira, 27 de maio de 2015

"LET THE RIVER RUN"

Mais uma vez, o Cruzeiro deu provas de que não é confiável quando tem diante de si, no Mineirão, jogos decisivos contra equipes estrangeiras. No jogo que terminou há pouco, o River Plate, com mérito e com louvor, tirou a Raposa da Libertadores.

A partida desnudou o que vinha sendo camuflado pelo fato de o Cruzeiro ter seguido na competição, após eliminar o São Paulo: o time está mau. A sensação — ilusória — de que o Cruzeiro tinha fôlego para seguir na Libertadores aumentou depois de a equipe de BH ter vencido o River Plate, lá na Argentina, por um a zero, na semana passada.

Num jogo dinâmico, os jogadores do Cruzeiro pareciam estar a quilômetros de distância uns dos outros. O River Plate se esbaldou no desajeitamento cruzeirense, dando uma aula de técnica, de empenho, de futebol. O Cruzeiro fez um papelão; à parte isso, digam o que disserem, argentino sabe jogar futebol.

No intervalo, bem que o jogador Willian, em entrevista, disse que seria preciso conversar, pois se corria o risco de um vexame, que ocorreu. O baile que o River Plate deu evidenciou a fragilidade do Cruzeiro, que não decolou no campeonato brasileiro, sob a alegação de que o objetivo era a Libertadores. Se jogar a bolinha que jogou há pouco, pode ser que não decole nem no torneio nacional. 

domingo, 17 de maio de 2015

SANTOS DERROTA O CRUZEIRO

Há pouco, o Santos venceu o Cruzeiro, na Vila Belmiro, por um a zero. Claro que os cruzeirenses não gostaram, mas o placar poderia ter sido uma goleada a favor do Santos. E em tempo: o jogador Chiquinho, do Santos, é a cara do cantor Chico César. 

quinta-feira, 14 de maio de 2015

CRUZEIRO PROSSEGUE NA LIBERTADORES

Tendo perdido o primeiro jogo, em São Paulo, na semana passada, era natural que o Cruzeiro tomasse a iniciativa de modo mais incisivo na partida de ontem, realizada no Mineirão, principalmente levando-se em conta que até então a equipe vinha jogando com apatia. Foi a primeira partida do ano em que Cruzeiro jogou de modo a deixar o torcedor mais esperançoso.

Na contenda disputada no Morumbi, o São Paulo jogou muito melhor do que o Cruzeiro, que parecia satisfeito demais em sair de lá com um empatezinho. Jogou tão acuado, tão defensivamente, que nem um empate conseguiu; ademais, não fosse a performance excelente do goleiro Fábio, o São Paulo poderia ter goleado a equipe mineira. No jogo da semana passada, o São Paulo foi muito melhor do que o Cruzeiro; no jogo de ontem, o Cruzeiro foi “apenas” melhor do que o São Paulo.

Os primeiros quinze minutos do jogo de ontem tiveram o roteiro tradicional: o Cruzeiro pressionou, pois, além de jogar em casa, era o time que precisava da vitória. Ainda num roteiro que não surpreendeu, o São Paulo, que na semana passada também saiu de sua letargia, passados os famosos quinze primeiros minutos, conseguiu fazer com que o domínio do Cruzeiro fosse menos acachapante.

Os frutos da pressão realizada pela Raposa no primeiro tempo foram colhidos no segundo. Ou na cobrança de pênaltis, dependendo de como se encare. Aos nove minutos, Damião empurrou para as redes. Não tendo o Cruzeiro conseguido marcar mais um gol, o classificado seria decretado nas penalidades.

Damião, que fizera o gol que levou o Cruzeiro à cobrança de pênaltis, foi o primeiro a cobrar pelo time de BH; não marcou. Manoel também não teve êxito na cobrança dele. Pelo São Paulo, Sousa, Luís Fabiano e Lucão não marcaram; nos pênaltis, quatro a três para o Cruzeiro. Na sequência do torneio, o time vai enfrentar ou o Boca Juniors ou o River Plate nas quartas de final. O River venceu a primeira partida por um a zero; a segunda será hoje à noite. 

segunda-feira, 4 de maio de 2015

"WITH A LITTLE HELP FROM MY FRIENDS"

O time da Caldense conseguiu manter a fleuma que vinha tendo ao longo do campeonato até os vinte e cinco minutos do segundo tempo do jogo terminado há pouco. Com a ajuda da arbitragem, em gol no qual Jô estava impedido, o Atlético foi campeão. Ajuda semelhante teria havido se o rival da Caldense tivesse sido o Cruzeiro. 

domingo, 5 de abril de 2015

URT SE MANTÉM NA PRIMEIRA DIVISÃO; MAMORÉ CAI

Do mesmo modo que Atlético e Cruzeiro já se ressentiram do poder político exercido na CBF por times do Rio e de São Paulo, times do interior de Minas Gerais já se ressentiram do poder exercido pelo Galo e pela Raposa na Federação Mineira. Também por isso, achei bom que dois times do interior tenham se classificado para as semifinais do campeonato mineiro.

Na sequência do torneio, Cruzeiro e Atlético vão se enfrentar, bem como Tombense e Caldense. Isso significa que já há uma equipe do interior garantida na decisão do campeonato. Também como consequência da rodada deste domingo, ou Cruzeiro ou Atlético não estará na final.

No futebol patense, a URT se mantém na primeira divisão do futebol de Minas Gerais; o Mamoré caiu para a segunda. Desse modo, Patos de Minas não terá seus dois times na primeira divisão do campeonato mineiro no ano que vem.

Os campeonatos estaduais, no todo, têm como característica a monotonia. Contudo, não foi o que ocorreu nesta última rodada do campeonato mineiro. Tanto foi assim que, só mencionando os times locais, antes do início dos jogos de hoje tanto URT quanto Mamoré tinham chances de permanecer na primeira divisão, bem como poderiam cair os dois. 

domingo, 8 de março de 2015

CRUZEIRO EMPATA COM ATLÉTICO NO PRIMEIRO CLÁSSICO DO ANO

Os primeiros vinte minutos do jogo foram trancados. Isso já era esperado. A partir daí, os espaços começaram a surgir e a partida se tornou mais dinâmica. A princípio, com o Cruzeiro ameaçando a meta do goleiro atleticano. Ainda assim, aos vinte e oito minutos, foi o goleiro Fábio quem realizou em segundos, duas grandes defesas, após cobrança de escanteio. Se o primeiro tempo não foi um primor, também não foi uma lástima.

Aos seis do segundo tempo foi a vez de o goleiro Victor fazer uma grande defesa. O placar sem gols se devia à atuação dos goleiros. Mas, numa dessas ironias da vida, foi devido a uma falha do goleiro Fábio, que tentou sair jogando com o pé, que Rafael Carioca fez um a zero para o Atlético, aos vinte e seis minutos. Poder-se-ia argumentar que não houve recuo. O goleiro, todavia, não poderia interpretar pelo árbitro. O erro do Fábio foi técnico, por não ter tido habilidade ao sair jogando com o pé.

Tive comigo que a partida terminaria com esse placar. Não por duvidar das improbabilidades do futebol, mas pela configuração que o jogo assumira, com o Atlético esfriando a partida. Aos trinta e sete, Leandro Damião, num gol truncado, empatou. Um minuto depois, a Raposa quase virou o jogo.

Falar em placar justo no futebol é algo melindroso, pois isso depende do critério que se adote. Ainda assim, levando-se em conta o que os times produziram, o placar não soa injusto, no sentido como o termo é usado no futebol. 

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

ATLÉTICO CAMPEÃO DA COPA DO BRASIL

A honra de estar em campo. A honra de estar no estádio. A honra de assistir a um evento desses pela TV. A honra de torcer para o Atlético ou para o Cruzeiro. Era essa a sensação que eu tinha antes do início da partida entre as duas equipes, ontem, no Mineirão. Na prática, o que se viu foi um jogo bem menor do que as expectativas por ele nutridas.

Tais expectativas se justificavam: foi a primeira decisão de título nacional entre Cruzeiro e Atlético. A final da Copa do Brasil entre os dois times mineiros coroa a boa fase que os dois têm vivido desde o ano passado. Entretanto, quem não acompanha de perto o futebol e tenha, ainda que por curiosidade, assistido ao jogo de ontem, presenciou uma disputa sem graça, devido à atuação apática do Cruzeiro. Para o torcedor atleticano, isso é indiferente.

À parte o anticlímax em que a disputa de ontem acabou se tornando, o Atlético foi imensamente superior ao time do Cruzeiro, que quase não ameaçou a meta de Victor. Tivesse a atuação do Cruzeiro sido um pouco pior, o goleiro teria assistido de camarote à vitória atleticana. O título da Copa do Brasil ficou com o time que fez por merecê-la.

No ano que vem, Atlético e Cruzeiro, que, neste 2014, foram os dois campeões dos dois maiores torneios do futebol nacional, estarão na Libertadores. Numa Copa do Brasil com tempero mineiro, o Atlético, com raça e talento, cantou de galo, ontem, no Mineirão. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

ANTES DE A BOLA ROLAR

Há alguns dias, o Santos jogou pela primeira vez no estádio do Corinthians. Horas antes do jogo, algum funcionário do Corinthians postou no Twitter uma mensagem em que dava boas-vindas ao time do Santos. O cordial gesto foi de modo igualmente cortês respondido, também via Twitter, por um funcionário do Peixe.

Tais gentilezas são raras no futebol, seja por parte de torcedores, seja por parte de empresários do futebol. Dirigentes tanto de Atlético quanto de Cruzeiro vêm se espezinhando desde quando ficou definido que os dois times estariam na final da Copa do Brasil. Torcedores há que tomam as dores; a partir daí, transformam em violência decisões tomadas em gabinetes de cartolas. 

domingo, 23 de novembro de 2014

CRUZEIRO É CAMPEÃO BRASILEIRO

Antes que haja “celeuma” desnecessária: sou cruzeirense. Considero o Cruzeiro tricampeão brasileiro. Exatamente: desconsidero aquele título da década de 60. Também me é tranquilo considerar o Atlético o primeiro campeão brasileiro, em 71. Isso, para mim, é circunstancial, não decisivo. Daqui a cinquenta anos, o São Paulo, por exemplo, pode ter dez títulos do campeonato brasileiro. Isso, para mim, é tão circunstancial quanto um copo de cerveja degustado num boteco.

Embora cruzeirense, não tenho “drama” em assumir o Atlético como o primeiro campeão brasileiro. Também não tenho “drama” em admirar times memoráveis que conferi: o Flamengo de começo da década de 80, o Palmeiras de meados da década de 90, o Corinthians de fim da década de 90...

Em minha cabeça, o Cruzeiro é tricampeão brasileiro. Isso não vale nem mais nem menos do que um time que é campeão uma única vez ou do que um time que é campeão cinco vezes. O Cruzeiro é campeão hoje. Hoje, pois, é dia de festa para quem é cruzeirense. Simples assim.

Também pelas circunstâncias, na quarta-feira, há uma decisão contra o Atlético. Repito: antes que haja “celeuma”, considero o Atlético como sendo favorito. Isso não quer dizer que eu esteja torcendo pelo Atlético. Isso só quer dizer que o Atlético é favorito. E é. Se o Cruzeiro ganhar, obviamente, ficarei contente.

Independentemente de quem seja o vencedor na quarta, terá sido um ano de ouro para o futebol mineiro, pois, não importa o resultado, já estão em Minas os dois grandes títulos nacionais. De minha parte, digo: vou ali saborear uma lasca de queijo; se houver uma goiabada, melhor ainda.