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terça-feira, 2 de setembro de 2014

OS CROODS

Tenho certa ojeriza a atrações em que inserem rótulos como “diversão para toda a família”, “indicado para toda a família” ou “infantil e família”. Com muita frequência não passam de filmes, desenhos ou animações com excesso do que é politicamente correto, chegando a ter um pé na hipocrisia. Não é o caso de “Os Croods”, criação de 2013 da DreamWorks.

A animação é dirigida por Kirk De Micco e Chris Sanders, que também escreveram o roteiro, o qual conta ainda com a autoria de John Cleese. Os Croods são uma família; vivem sob a proteção do pai numa caverna. Ficam encrencados quando um terremoto destrói o lar que têm.

Grug, o patriarca, delega a si a missão única de manter vivos seus protegidos. Em nome disso, exerce vigília pesada, não permitindo que os integrantes da família se extraviem em caminhos desconhecidos, alegando que o mundo lá fora é farto em perigos. Por outro lado, Eep, sua filha, tem um aflorado instinto de curiosidade; está louca para pisar terras inéditas.

As crianças que conferirem a animação podem se divertir com as trapalhadas que os Croods aprontam (exatamente por isso eu me diverti muito). Já as metáforas, alusões e alegorias da animação convidam os adultos a reflexões que vão da filosofia à antropologia. É difícil achar essa mistura que diverte e que faz refletir; os diretores conseguiram isso.

Devido ao sucesso da animação, li que uma sequência está a caminho. As vozes originais também estariam confirmadas: Nicolas Cage é Grug; Emma Stone, Eep; e Ryan Reynolds, Guy. Enquanto a anunciada sequência não vem, divirta-se e visite-se assistindo aos Croods. É diversão para toda a família.

domingo, 24 de maio de 2009

AMOR E DOR

Certa vez, numa entrevista, Renato Russo disse que “Eduardo e Monica” é uma canção de amor, mas não uma canção de amor que rima amor com dor e paixão com coração.

Das histórias de amor que andam contando por aí, não consigo imaginar uma tão atípica quanto a de “Despedida em Las Vegas” (“Leaving Las Vegas”, EUA, 1995), do diretor Mike Figgis.

No filme, Ben (Nicolas Cage) e Sera (Elisabeth Shue) se encontram em Las Vegas. Ben havia sido despedido de seu emprego como roteirista de cinema devido ao alcoolismo. Decide então ir para Las Vegas e beber até morrer, promessa que cumpre a rigor. O filme é baseado no romance “Leaving Las Vegas”, do escritor John O’Brien.

Ben, alcoólatra empedernido; Sera, prostituta. Numa das noitadas dele, acabam se encontrando. O amor surge e une as duas trágicas existências. À medida que o filme prossegue, Sera relata a alguém que nunca aparece (um analista? um amigo?) a história vivida com Ben.

“Despedida em Las Vegas” é uma história com dor, paixão, amor e coração. Mas uma história de rimas preciosas. Uma história tão inusitada quanto o próprio amor pode ser.

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

CONTO 12

Almir bebe todos os dias. Começou a beber quando tinha dezesseis anos. Hoje, tem trinta e nove. Ele diz entender muito bem o personagem Ben Sanderson, interpretado por Nicolas Cage” no filme “Despedida em Las Vegas”. A diferença básica, segundo Almir, é que ele não tem sua Sera, interpretada por Elisabeth Shue; o ponto em comum, diz, é que vai acabar como Ben. Se argumentam com Almir que ele pode mudar isso, ele diz que não quer – e que não teria capacidade, se quisesse. Para aqueles que tentam ajudá-lo, diz para não se preocuparem, acrescentando que morrerá lenta e liquidamente.