Mostrando postagens com marcador Garrincha. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Garrincha. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

NÃO BASTA

Não basta dar a luz para ser Thomas Edison.
Não basta ser dândi para ser Oscar Wilde.
Não basta morar num castelo para ser Montaigne.
Não basta mostrar a língua para ser Einstein.
Não basta tomar ácido para ser Jim Morrison.
Não basta ser condenado para ser Galileu.
Não basta vir ao Brasil para ser Darwin.
Não basta viajar para ser Melville.
Não basta não viajar para ser Drummond.
Não basta ter pegada para ser Sade.
Não basta ser torto para ser Garrincha.
Não basta gostar de “poodles” para ser Schopenhauer.
Não basta ter bigode para ser Nietzsche.
Não basta ser linda para ser Elizabeth Taylor.
Não basta ser pintor, escultor, desenhista,
projetista nem inventor para ser Da Vinci.
Não basta uma lista para ser um poema.

Não basta uma lista para ser um poema. 

domingo, 21 de fevereiro de 2010

GARRINCHA

As coisas precisam ser
o que nasceram para ser.

Com Garrincha,
a bola se tornava
o que nasceu para ser.

Com a bola,
Garrincha se tornava
o que nasceu para ser.

O gol,
o goleiro,
a torcida...
Tudo circunstancial.

O espetáculo
são Garrincha e a bola.
Quando se encontram, são.

Quantos num time são?
Quantos na vida são?

Viva os sãos!
Viva a bola!
Viva Garrincha!

Garrincha em campo
é a vida sendo o que é.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

HAICAI 4

Futebol de garoto.
Garrincha vai, vem.
O gênio é torto.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

GARRINCHA E FLÁVIO COSTA

Há uma semana (6/5/2008), conversei com o professor e escritor Agenor Gonzaga sobre o excelente “Estrela solitária – um brasileiro chamado Garrincha”, de Ruy Castro.

Há alguns meses, eu e Adriano, locutor de uma estação de FM local, conversamos sobre uma exposição realizada há tempos no teatro municipal daqui. Ambos gostamos da exposição, mas não nos lembrávamos mais nem do nome do pintor nem quando a exposição havia sido realizada. Chegamos a cogitar a idéia de procurar o pessoal do teatro para escarafunchar documentos antigos na tentativa de descobrirmos o nome do pintor, mas logo descartamos a idéia.

Hoje, antes de trabalhar, fui até a estante apanhar o livro de Ruy Castro, para levá-lo para o professor Agenor. Quando o peguei, havia alguns papéis dentro do livro. Eram papéis antigos. Um deles, um artigo político. O outro, o convite para a exposição. Eu havia gostado tanto do trabalho do artista que decidi guardar o convite. Mas não me lembrava mais nem de tê-lo guardado nem de que estava com o Garrincha.

Flávio Costa é o nome do pintor. A exposição foi realizada de 15 de outubro a 9 de novembro de 2003. Acima, a capa do convite.