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quarta-feira, 19 de março de 2014

DOIS COELHOS

A Adélia Prado tem um poema chamado
“Todos fazem um poema a Carlos Drummond de Andrade”.
Este é o meu — 
também para ela. 

sábado, 8 de março de 2014

COMPENSAÇÃO

Adélia Prado vaticinou:
“Ser coxo na vida é maldição pra homem”.
Eu sou.
E fui parar 
num verso de Adélia Prado. 

domingo, 19 de setembro de 2010

APONTAMENTO 94

Em Adélia Prado, a poesia nasce no nome dela e desemboca no poema. Adélia Prado é campo minado em que ruge com delicadeza a voz da poesia.

sábado, 8 de agosto de 2009

"INTIMIDADES"

Terminei de ler recentemente o livro “Intimidades”, publicado pela editora Record. A edição reúne cinco contistas brasileiras e cinco portuguesas. Os dez contos têm uma temática em comum – o erotismo. A organização e o prefácio são de Luisa Coelho.

Comprei o livro por gostar de textos escritos por mulheres e que dizem respeito ao universo feminino. Se por um lado a arte é universal, por outro, cada sexo tem suas peculiaridades. Gosto quando essas peculiaridades são transformadas em arte. Também por isso gosto muito, por exemplo, de Rita Lee, Hilda Hilst e Adélia Prado.

Os dez contos de “Intimidades” me deixaram muito curioso quanto ao trabalho da escritora portuguesa Inês Pedrosa. Ela nasceu em Coimbra, em 1962. O conto dela se chama “Só sexo”. O texto é arrebatador e lírico. A narradora se volta para o passado e discorre sobre relacionamento amoroso que teve. A partir de um enredo extremamente simples, Pedrosa produziu uma obra-prima.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

CLÉVERSON LIMA

Há pouco (14/6/2008), eu estava assistindo a mais uma apresentação de Cléverson Lima, que toca nos bares e restaurantes da cidade.

Na primeira vez em que o vi tocar, foi na Opus 3, antiga boate que houve aqui em Patos de Minas. Logo me chamou a atenção a desenvoltura que ele tinha no palco.

A partir daí, passei a assistir com freqüência às apresentações do Cléverson. Algumas, antológicas, como numa em que, entusiasmado, ele colocou o violão no chão, solou enquanto quis e voltou a tocar do modo usual. Isso foi num sábado; na segunda, quando comentei com ele que havia gostado da performance, ele sorriu e disse que a “brincadeira” lhe custaria caro: o violão empenara e outro teria de ser comprado. E rápido, pois ele teria show no fim de semana seguinte.

As canções que toca, Cléverson as sabe de cor. Há pelo uns doze anos o vejo se apresentando nas noites da cidade. Nesses doze anos, jamais houve uma noite em que ele não tocou uma canção que eu nunca o tinha visto tocar. É impressionante a imensa quantidade de canções que ele sabe. Há pouco, por exemplo, ele tocou “Everybody wants to rule the world”, clássico do Tears for Fears. Eu nem sabia que ele sabia essa canção. Também executou duas novas canções da Banda 365. Na década de 80, esse grupo fez sucesso com “São Paulo”. O Clérverson, atualizado, já havia me dito que estavam de volta. Ainda sem ter escutado o CD dos caras, já tive contato com duas das canções, por intermédio do show a que assisti há pouco.

Ele vive de música, e faz com que vivamos melhor. Em meu segundo livro, “Algo de sempre”, publicado em 2003, há um poema em que menciono o artista da noite. Abaixo, reproduzo o texto.

Interativo

A poesia salvará Adélia Prado.
O que me salva é o talento.
Sou melhor perto do talento,
seja da Adélia ou do Cléverson Lima,
que toca em bares.
Nada da insignificância minha existe
quando tenho talentos diante de mim.
Sou eu, mas pleno de talento.
Sou quem sois – o que dá uma boa idéia
de minha enorme grandiosidade.