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terça-feira, 4 de março de 2014

AND THE PRONUNCIATION IS...

Eu queria ter comentado anteriormente, mas acabei esquecendo: a cerimônia deste Oscar 2014 serviu também para que eu aprendesse a pronunciar corretamente os nomes de Matthew McConaughey e de Pharrell Williams.

Em “Pharrell”, eu pensava que a sílaba tônica era a primeira — é a última. Já em “McConaughey”, sempre que eu via o nome escrito, eu o encarava, por assim dizer, como um desenho, um “ideograma”, nem arriscando qualquer pronúncia.

Enquanto eu estava digitando este texto, eu me lembrei do howjsay.com, que ensina a pronúncia de nomes próprios. O nome “Pharrell” ainda não está na página; já “McConaughey”, sim.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

KILLER JOE


Continuo mantendo a tradição pessoal de assistir a filmes muito tempo depois de terem sido lançados. Assim foi recentemente com “Killer Joe – matador de aluguel” [Killer Joe, EUA, 2011]. O filme é dirigido por William Friedkin, bastante conhecido por “O exorcista”, clássico de 1973.

O filme é baseado em peça homônima, escrita por Tracy Letts. Para o elenco, Friedkin escalou Matthew McConaughey (Killer Joe Cooper), Emile Hirsch (Chris Smith), Juno Temple (Dottie Smith), Thomas Haden Church (Ansel Smith) e Gina Gershon (Sharla Smith).

Endividado por causa de drogas, Chris vê na morte da mãe um jeito de ele descolar a grana, pois a morte dela implicaria pagamento de seguro. Joe é então contratado para matar a mãe de Chris. O assassino, contudo, ao conhecer Dottie, a irmã de Chris, exige que ela seja a garantia em caso de calote de Chris.

Não é somente a temática que lembra a de “Fargo”, filme dirigido pelos Coen em 1996. Tanto um quanto o outro têm em comum um jeito de narrar, que é o dizer as coisas mais escabrosas, sórdidas ou surreais como se algo trivial estivesse sendo enunciado. O truque não é novo nem em narrativas cinematográficas nem literárias, mas sempre funciona. Junte-se a isso um belo toque de humor macabro.

Não há inocentes em “Killer Joe”; nem mesmo Dottie. Ao mesmo tempo, todos são vítimas. Num enredo que não julga nem analisa o comportamento dos personagens, eles mesmos não estão preocupados, seja em se entenderem, seja em entenderem o contexto em que estão.

A direção de Friedkin é impecável. Parte do sucesso está em algo que soa óbvio mas que nem sempre é fácil: extrair o melhor dos atores. Pelo menos é essa a sensação com que se fica. A sequência em que Joe pede a Dottie (a qual tem, ao mesmo tempo, um ar pueril e sensual) que ponha o vestido é uma aula de cinema, em que paixões e pulsões vêm à tona.