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sábado, 19 de fevereiro de 2022

A história por trás da foto (111)


Antes da chuva de hoje à tarde, a intenção era ir à Lagoa Grande fotografar um casal de amigos numa daquelas chamadas bicicletas de carga. Veio a chuva. Pensei comigo que o ensaio não ocorreria. Quando a garoa deu trégua, fui para a Lagoa Grande. Montei o equipamento. O casal de amigos chegou, mas desistiu de fazer as fotos. Como o equipamento já estava montado, chamei um garoto que estava por perto para que eu o fotografasse na bicicleta dele. O nome do garoto é Artur (não sei se a grafia está correta). Além de topar ser fotografado, o Artur chamou mais dois amigos dele que estavam por perto. A partir daí foi uma farra. Nesta foto, o Artur demonstra que não precisa da bicicleta dele para decolar. 

domingo, 13 de fevereiro de 2022

A história por trás da foto (110)


Uma coisa é a foto concebida na mente; outra coisa é a foto realizada. Esse princípio vale para qualquer produção. No meu caso, geralmente, a foto realizada está aquém da foto concebida. Isso não significa que a foto realizada não possa estar além da foto concebida. Há ocasiões em que foto ou fotos podem ficar melhores do que aquilo que havia sido imaginado.

Foi o que ocorreu ontem. O Luiz Araújo, comerciante e fotógrafo, havia encomendado uma máscara para que fosse usada em um ensaio fotográfico. Tendo a máscara aspecto sinistro, a ideia era, naturalmente, realizar imagens com atmosfera sinistra. Para isso, o Luiz convidou o Douglas Rodrigues (os dois são amigos) para que ele fosse o modelo.

Além da máscara, para compor o visual, o Luiz me pediu emprestado um blusão verde que tenho. De minha parte, achei melhor pedir ao Douglas que usasse uma capa amarela que também tenho. Além da máscara e da capa, um porrete também comporia o figurino. Decididos esses aspectos, fomos realizar os registros.

Para as fotos que tirei, eu já tinha em mente que usaria flash em todas elas. O flash, além de, nesse ensaio, jogar luz sobre o assunto principal, permitiria que eu subexpusesse o ambiente, por intermédio do manejo de ISO, de abertura e de velocidade. Para que a velocidade da cortina não estivesse acima da velocidade de sincronismo do flash (ou para que estivesse pouco acima da velocidade de sincronismo), usei na lente um filtro ND. 

Observando as fotos ainda no visor, eu já estava gostando dos resultados. Quando comecei a fazer a edição das imagens, fui fazendo os ajustes na intenção de intensificar nelas o caráter sinistro, caráter esse que era, desde o início, minha intenção.

Eu poderia intencionar, mas poderia, seja como for, errar a mão nas capturas das imagens ou na edição. O figurino estava perfeito, de modo que caberia a mim, a partir da composição, das técnicas no momento do clique e da edição, materializar o que estava no pensamento. Os resultados me satisfizeram. Agradeço ao Luiz Araújo, pelo convite para que eu também fizesse algumas fotos, e ao Douglas Rodrigues, pela presteza e paciência durante o ensaio.
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Ficha técnica

Câmera: Canon EOS R
Lente: Canon 50mm 1.8
Flash: Godox AD600BM
Modificador de luz: sombrinha refletora de um metro e vinte de diâmetro. 
Filtro ND acoplado à lente

1/250
F/2.5
ISO 100 

domingo, 30 de janeiro de 2022

A história por trás da(s) foto(s) (109)





Nas fotos, Mateus Dias (contrabaixo, vocal), Vithor Psycho (bateria, vocal), Junnyn Martins (guitarra, vocal) e Lucas Rabelo (teclado), integrantes da banda Cena de Cinema. Quando me pediram que eu fizesse alguns registros de uma das apresentações deles, eu já sabia, de antemão, que o lugar em que tocariam é iluminado por um tipo e uma cor de luz. Comecei a pensar então num tipo de iluminação que eu poderia levar na intenção de tornar os registros coloridos, em vez de deixá-los praticamente monocromáticos.

Com isso em mente, decidi que duas luzes seriam o bastante para o visual que eu vislumbrava. O passo seguinte foi escolher as cores dessas luzes. Optei pelo vermelho e pelo azul. Levei, pois, dois flashes e os tecidos azul e vermelho, já fabricados com o propósito de conferirem à luz a cor que cada um dos tecidos tem. 
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Abaixo, rede social da banda e dos integrantes dela:

@bandacenadecinema
@mateusdias.bto
@vithorpsycho.bto
@junnynmartins
@uscal
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Abaixo, ficha técnica das fotos:

1/160
f/5.6
ISO 400

sexta-feira, 20 de outubro de 2017

A história por trás da(s) foto(s) (108)


De tempos em tempos, gosto de fotografar a esmo (é a primeira vez que uso a expressão “a esmo”). Fotografar por fotografar, sem compromisso, a não ser o de produzir a melhor foto, ainda que ela não fique tão boa assim.

Realizo trabalhos sob encomenda; mesmo assim, a maior parte de meu acervo fotográfico é composto por imagens feitas sem compromisso profissional, embora feitas sempre com o maior profissionalismo ou rigor de que sou capaz.

As duas imagens desta postagem foram feitas há pouco, aqui em casa. Eu estava com vontade de fotografar, seja o que for. Foi quando me dei conta, lá no quintal, da pequena planta (mede alguns centímetros) que driblara o cimento, conseguindo existir. Já voltando para dentro de casa, eu me deparei com os cabides. 

domingo, 30 de julho de 2017

A história por trás da foto (107)


Hoje pela manhã, fui acordado por estas duas maritacas, quando pousaram na antena de TV que fica no quintal do vizinho. A princípio, pensei que logo fossem embora. Durante algum tempo, ainda deitado na cama, fiquei escutando o que diziam uma para a outra.

Curioso para saber como eram as criaturas que diziam aquelas palavras, abri a janela do quarto. As maritacas me olharam, continuaram conversando. Fechei a janela, voltei para a cama. O bate-papo delas prosseguiu animado.

Enquanto conversavam, eu ficava pensando se haveria tempo de eu fotografá-las. Em vez de pensar, eu deveria logo ter ido pegar a câmera. Ao pegá-la, eu teria de retirar a lente que estava nela e de nela acoplar a lente própria para registros de aves e de pássaros.

Como o diálogo das maritacas seguia animado, eu me levantei, peguei a câmera, troquei a lente e fui para o quintal, fingindo displicência, a fim de não espantá-las. Pode ser que esse cuidado nem tivesse sido necessário; queriam é ser fotografadas. Tanto que, antes de voarem, agradeceram-me. 

domingo, 18 de junho de 2017

A história por trás da foto (105)

Nesta foto, uso técnica de fotografia e de edição que eu ainda não havia usado. No momento em que tirei a foto, as condições de luz estavam complicadas. Quando eu conseguia uma luz que me agradava quanto ao céu, eu perdia luz na árvore e no resto da fotografia que não era céu; quando eu conseguia uma luz que me agradava na árvore e no resto da imagem que não era céu, a luz neste não me agradava.

O jeito era então colocar a câmera sobre tripé, tirar várias fotos com exposições diferentes e depois unir essas várias imagens em programa de edição. Todavia, eu não havia levado tripé. Decidi então colocar a câmera no chão. Sob a lente, coloquei um pequeno graveto, a fim de compor a imagem. Comecei então a fotografar com diferentes ajustes, de modo a criar registros com pouca luz, com luz mediana e com muita luz.

O programa que usei para unir as fotos com as diferentes exposições foi o HDR Efex Pro 2. Esse programa pega as várias imagens com as diferentes exposições e as une num só arquivo, aproveitando o que há de detalhes visíveis em cada uma delas, por assim dizer. O tripé ou qualquer superfície firme para a câmera são necessários para que não haja discrepância no momento em que as imagens são unidas numa só. Esse arquivo produzido pelo HDR Efex Pro 2 é depois convertido para o formato TIFF (não sei se há como converter fotos a partir desse programa para o formato JPEG). Os arquivos originais eram no formato RAW.

O problema é que eu não estava conseguindo converter o arquivo TIFF para um arquivo JPEG, a fim de baixar a resolução dele e postá-lo na internet. A extensão TIFF gera um arquivo muito pesado (a imagem desta postagem, em formato TIFF, ficou com 397 MB). Tentei conversão via Photoshop, mas não consegui. Após quebrar a cabeça, consegui por intermédio do Lightroom.

É a primeira vez que crio um registro a partir da técnica conhecida como HDR (as letras são as iniciais de High Dynamic Range). É algo que eu vinha pensando em fazer há um tempão, mas ficava adiando, devido à minha ancestral preguiça. Como não achei o resultado ruim, é minha intenção produzir outras imagens a partir dessa técnica em breve. 

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Men at Work

O Nivaldo, um de meus irmãos, foi quem me sugeriu tirar foto deste cenário. Segundo ele, quando o Sol estivesse se pondo, haveria a possibilidade de eu fazer algumas fotos de alguns trabalhadores que estão construindo um condomínio aqui perto de casa. Para que o registro fosse feito, segundo o Nivaldo, bastaria eu atravessar a rua que passa em frente ao lugar onde moro.

Tirei a foto há minutos. Bastou atravessar a rua. 

quarta-feira, 3 de maio de 2017

A história por trás da foto (104)



Graças ao amigo Luiz Araujo, tive hoje a oportunidade de fotografar ave que eu ainda não tinha em meu portfólio — um urutau. A ave é uma espécie de campeã da discrição, pois, uma vez tendo achado galho em que pousa, fica praticamente imóvel por horas. Além dessa quase total imobilidade, as cores das penas têm os mesmos tons de galhos de árvores, o que torna difícil avistar um urutau.

Hoje à tarde, o Luiz me enviou mensagem, dizendo que havia um deles numa árvore que fica na avenida Paranaíba, quase na esquina com a rua Outro Preto. Fui correndo para lá. Cheguei, fui procurar o urutau, mas sem sucesso. Foi quando um comerciante me mostrou em que galho a ave estava. Pude tirar várias fotos. Ao Luiz, muito obrigado pela generosidade ao me dizer aonde eu poderia ir para fotografar o espécime. 

quarta-feira, 26 de abril de 2017

A história por trás da foto (103)

Ontem à noite, em companhia de amigos, fui mais uma vez ao sítio do Bosquinho. Um dos objetivos era fotografar as estrelas.

A impressão que tenho é a de que, se eu pudesse, faria somente fotos noturnas. Há algo nas longas exposições, necessárias para se fotografar, dentre outras coisas, as estrelas, que me atrai demais. É que elas, as longas exposições, são um modo de brincar não somente com a luz e com a técnica fotográfica, mas também com o tempo. Também por isso, lidar com fotografia me fascina.

O tempo de exposição desta foto é de quarenta e seis minutos. Na prática, isso significa que, uma vez tendo sido o obturador disparado (o obturador é o botão que se aperta para que a foto seja tirada), a câmera ficou tirando uma única foto durante esses quarenta e seis minutos. Obviamente, o equipamento estava sobre tripé. O disparo é feito com um cabo conectado à máquina fotográfica, de modo que não preciso ficar com o dedo no botão dela enquanto a foto é tirada.

Os fachos luminosos na imagem são gerados por causa da rotação da Terra. Recapitulemos: a “duração” da foto foi de quarenta e seis minutos. Nesse tempo, a Terra girou. Girando, causa a sensação de que as estrelas mudaram de lugar. A rigor, mudaram, mas isso não importa agora. O que importa é que os fachos são produzidos graças ao movimento de rotação da Terra sobre o próprio eixo. Quanto maior a “duração” do registro, maiores serão os fachos.

Para esse tipo de foto, é bom que se esteja fora de áreas urbanas. Quanto mais longe das cidades, melhor, pois luzes artificiais interferem na imagem. Tendo achado um lugar assim, caso haja luzes artificiais por perto, como, por exemplo, as da casa de uma fazenda, é bom que sejam apagadas. Apague as luzes e acenda as estrelas. É preciso ainda não haver nem Lua nem nuvens.

Muito obrigado ao Bosquinho e à Silene, esposa dele, que tão bem nos receberam no sítio. Espero voltar em breve, seja para um bate-papo, para fotografias, para curtir a atmosfera do lugar. 

sábado, 11 de fevereiro de 2017

A história por trás da foto (101)

No todo, diz-se, da vida, que é preciso tentar fazer o melhor possível a partir do que se tem. O princípio também se aplica quando se fala da vida de modo mais específico, quando se fala do que é derivado da vida, do que é consequência ou desdobramento dela. Fotografar a natureza é uma das coisas da vida. Nessa específica ação, vale o princípio geral de que é preciso tentar fazer o melhor possível com o que se tem.

Hoje pela manhã, tendo saído com amigos para fotografar o cerrado, comentamos que as condições climáticas poderiam não ser as ideais. Durante todo trajeto, a chuva se insinuou (nos poucos minutos em que caiu, veio tão discreta que mal nos demos conta dela). O tempo estava nublado; mencionamos que um céu bem azul poderia compor um belo fundo em boa parte das fotos.

À parte isso, não há falta de razão em dizer que há beleza num dia cinza ou nublado. Não bastasse isso, dependendo do tipo de foto que se faz, é exatamente a atmosfera acinzentada que pode conferir ao registro uma luz mais suave, menos “dura”.

Enquanto eu tirava a foto desta postagem, pensei que num cenário ideal haveria um céu bem azul compondo o fundo. A manhã estava tão nublada que demorei mais do que o usual para focalizar a ave. Outra dificuldade foi a de que o Sol estava por detrás da seriema, ainda que já mais afastado do horizonte; quando há contraluz, o registro se torna um pouco mais melindroso.

Tendo conseguido o foco, fiz alguns cliques. Naturalmente, não se conta com a colaboração dos modelos. Como a todo instante olham para diferentes direções, como mexem o corpo a todo momento, nada mais comum do que fotos ruins. Mesmo assim, pensando-se de modo geral ou de modo específico, fazer o melhor a partir do que se tem. Gostei da imagem. 

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

A história por trás da foto (100)

Ontem à tarde, choveu em Lagoa Formosa. Chuva de verão, chuva rápida. Antes de chover, ventou. Enquanto isso, peguei a câmera na tentativa de registrar o movimento das folhas das árvores sendo levadas pela ventania, dando, assim, a ideia de movimento. Essa é uma das fotos.
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F/22.0
1/6
ISO 100
Eram 16h29 

quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

A história por trás da foto (99)

Tirei esta foto na segunda-feira (26/12), às 19h40. Eu estava prestes a sair com a câmera para a rua, a fim de fotografar as cores no céu no momento em que o Sol estava se pondo. Como havia a possibilidade de chuva, fechei a parte de metal da janela de meu quarto, deixando a parte de vidro aberta. Foi quando percebi a luz solar passando pelas frestas. Decidi registrar. 

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A história por trás da(s) foto(s) (98)

Ambas as fotos desta postagem foram tiradas hoje, às 19h41. A de cima é a primeira; segundos depois, tirei a de baixo. O procedimento foi simples: fiquei em frente ao portão aqui de casa. Virando-me para a direita, tirei a foto do Sol se pondo atrás das nuvens; virando-me para a esquerda, tirei a foto de baixo. As duas são instantes quase simultâneos de dois “lugares” do céu. 

sábado, 26 de novembro de 2016

A história por trás da foto (97)

Nesta imagem, foram duas, as brincadeiras: uma, com o Tito, meu cachorro. Sempre que chego em casa, ele está louco para farras. A outra brincadeira foi com o tempo de exposição. Como o Tito queria brincar e a noite já estava quase se fazendo por completo, tive a ideia de colocar a câmera num apoio rente ao chão (usei uma panela), baixar a velocidade e disparar.

Na boca do Tito, um pneuzinho de que ele gosta demais; a relação entre os dois já é de simbiose. O registro foi feito há pouco. A velocidade baixa foi usada para dar a ideia de movimento na corrida do Tito. Talvez essa ideia tenha sido “drástica” demais, a ponto de ele quase se tornar um “borrão” na foto. Mas tudo foi feito em nome da brincadeira. Mostrei o resultado para o Tito. Ele me autorizou a postar. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

A história por trás da foto (96)

Nesta foto, tirada hoje pela manhã, reflexo da janela da cozinha aqui de casa sobre água que estava numa pequena xícara de café. 

terça-feira, 4 de outubro de 2016

A história por trás da foto (95)

Muito infelizmente, não me lembro de quem tirou esta foto. Além disso, não tenho a menor ideia de quando ela foi tirada. Deparei-me com o registro no sábado à tarde, num momento em que a intenção era revisitar palavras, não imagens.

Nessa intenção, saquei da estante o “Crônica de uma morte anunciada”, do García Márquez. Enquanto eu o folheava, percebi que havia uma foto dentro do livro. Também não faço a menor ideia de como a fotografia foi parar dentro do destino de Santiago Nasar. Do que sei, é que ela, por questões óbvias, é do tempo em que trabalhei em rádio.

O da esquerda é o Rubinho, que foi vocalista da banda O Gabba, grupo local que tinha como integrantes além dele, Rubinho (vocal), Bruno Fontoura (teclado), Moisés Martins (guitarra), Dell Luiz (baixo) e Cleanto Braz (bateria). Em 2002, lançaram o CD “Alerta”.

O Rubinho e o guitarrista Márcio Lopes, que posteriormente seria integrante da banda O Gabba, com a saída de Moisés Martins, fizeram, certa vez, um show no teatro municipal Leão de Formosa. De última hora, o Rubinho me ligou, convidando-me para participar da atração.

Fiz o papel de um locutor de rádio que estava entrevistando Rubinho e Márcio. Não houve roteiro, tudo foi improvisado. O fio condutor foi o de que, num misto de apresentação musical e teatral, eu entrevistei, para um fictício programa de rádio, os dois dos integrantes da banda O Gabba, que, no tempo vivido no palco, já era uma banda consagrada. A foto da postagem não foi tirada no mesmo dia da performance no teatro. Isso foi em vinte e um de agosto de 2004.

A atriz Maria Célia Costa Santos também participou, no papel de uma ouvinte que ligava para a estação de rádio a fim de tietar os integrantes da banda. Também muito infelizmente, não me lembro de quando essa apresentação foi realizada. 

A história por trás da foto (94)

Há pouco eu estava brincando com o Tito, meu cachorro, quando um casal de maritacas pousou na antena de TV do vizinho. Para desalento dele, Tito, sem avisar, eu o abandonei, saindo correndo para dentro de casa, a fim de pegar a câmera.

Enquanto eu encaixava a lente no equipamento, eu podia escutar as vozes das maritacas. Pensei que o Tito fosse ficar bravo com elas, o que não ocorreu. De volta ao quintal, pude fotografar uma delas. 

A história por trás da(s) foto(s) 93


No momento em que ela é tirada, há um quê de imprevisibilidade em toda foto. Ainda que haja manejo profissional da técnica e mesmo que se trate de fotógrafo experiente, não existe domínio absoluto sobre o registro que está prestes a ser feito.

Há contextos em que esse não domínio é maior ainda. É o caso das duas imagens desta postagem. Foram feitas com um celular que não tem possibilidade de exposição manual para fotos. Além disso, eu estava dentro de um ônibus em movimento, numa rodovia, enquanto uma chuvinha fina caía.

Nesse cenário, o controle sobre a imagem que virá fica restrito à composição. Mesmo assim, foi difícil conseguir o enquadramento que eu desejava; quando eu ia clicar, algum solavanco fazia com que eu tivesse de mexer os braços.
As fotos foram tiradas em 31 de agosto deste ano. Eram 6h12. No momento dos cliques, o ônibus estava próximo a Perdizes/MG. 

terça-feira, 21 de junho de 2016

A história por trás da foto (92)


O Bruno Fontoura, cantor e compositor local, nos versos iniciais de “Despertar”, canta:

Faça tudo cedo. 
Deixe todo enredo ficar pra trás.
O que se faz mais cedo 
é muito menos peso pra se deixar.
E tudo que lhe causa medo, 
será só mais algum brinquedo
e nunca mais vai causar.

Hoje, seguindo o belo “preceito” do Bruno, comecei a fotografar cedo. Trabalho no IFTM, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Triângulo Mineiro, campus Patos de Minas. Ontem, indo trabalhar, eu me arrependi de não ter levado a câmera comigo, pois o nascimento do dia, próximo ao horizonte, estava muito bonito. Ontem mesmo, eu havia decidido que hoje eu levaria o equipamento fotográfico.

Assim foi. Só que, saindo aqui de casa, mal tendo passado pelo portão que dá acesso à rua, percebi que a Lua estava no céu. Como ainda não estava muito perto do horizonte, eu soube que haveria tempo de eu chegar ao trabalho e fotografá-la de lá.

Assim foi. Próximo ao portão de entrada do IFTM, tirei a foto do Sol nascendo. Já dentro do instituto, minutos depois, tirei a foto da Lua, que, nesse momento, já se aproximava do horizonte.