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quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Breves notas de leitura

Leitura de ontem: Discografia legionária, de Chris Fuscaldo. Publicado pela editora Leya, o livro tem detalhes técnicos de todos os discos do Legião Urbana e de todos do Renato Russo em carreira solo. Para quem curte como se dão as coisas em estúdio, o livro pormenoriza, mencionando, dentre outras coisas, microfones usados em algumas gravações e a tecnologia utilizada em determinados registros.

(Para o fãs do Legião Urbana, também indico As quatro estações, de Mariano Marovatto. Nele, o autor detalha produção do quarto trabalho lançado pelos legionários. O livro faz parte da série O Livro do Disco, editada pela Cobogó (dessa série, também indico o dedicado a Unknown pleasures, do Joy Division). Nessa série, cada livro se debruça sobre um disco de determinado artista.)
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Leitura de hoje: O lago desconhecido: entre Proust e Freud, publicação da L&PM Editores. A autoria é de Jean-Yves Tadié; a tradução é de Julia da Rosa Simões. No ensaio, num instigante estudo comparativo entre dois dos pilares do século XX, Tadié, profundo estudioso de Proust, traça os paralelos e convergências entre arte e ciência a partir das produções de Proust e de Freud. Leitura que envolve e que inspira.
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Leituras a serem iniciadas: estou aqui com três livros que eu vinha paquerando já há algum tempo, três livros do Jessé Souza: A radiografia do golpe: entenda como e por que você foi enganado, A tolice da inteligência brasileira: o como o país se deixa manipular pela elite e A elite do atraso: da escravidão à lava jato. Os três foram publicados pela editora Leya, que presta um belo serviço ao Brasil publicando o trabalho de Jessé Souza; em breve, resenha.

terça-feira, 11 de outubro de 2016

Renato Manfredini Júnior

Há exatos vinte anos, eu era professor numa escola particular local. Acabadas as aulas, fui direto para casa. Lá chegando, minha mãe me deu a notícia: “Lívio, o Junim [meu amigo de infância] ligou. Disse pra eu te falar que um tal de Renato Russo morreu”.

Nasci em 1970. Eu havia passado uma grande de minha juventude escutando Legião Urbana. Minha mãe, ainda que não quisesse, acabava escutando (mas ela nunca reclamou de eu escutar). Não me lembro, mas acho que eu não tinha computador nessa época. Sei que liguei para o Junim, que disse ter escutado num programa de TV sobre a morte do Renato Russo.

Então liguei na TV Cultura, que, na época, tinha um jornal que começava, se não estou enganado, às 12h. Deram a notícia sobre a morte do Renato Russo. Naquele mesmo dia, já havia sido divulgado que o vocalista morrera em decorrência da Aids.

Sempre fui ruim para guardar datas. Há pouco, li que vinte anos se passaram desde a morte do vocalista da Legião Urbana. Eu não suporia que tanto tempo já havia se passado. Enquanto digito este texto, escuto “Giz”.

Suponho que o legado de Renato Russo vai perdurar. Um dia desses, eu estava dando aula para uma turma de primeiro ano do ensino médio. Quando nasceram, Renato Russo já havia morrido. Durante a aula, pedi a eles que me dissessem o nome de uma canção cuja letra curtem. Dois deles mencionaram “‘Índios’”.

sexta-feira, 9 de janeiro de 2015

RENATO RUSSO: UM ATOR

Num show do Legião Urbana realizado no Rio de Janeiro no dia sete de julho de 1990, já no fim de “Andrea Doria”, andando pelo palco após ter cantado a letra da canção, Renato Russo simula que está cravando um punhal em seu próprio peito. O gesto coincide com o término da canção.

Valho-me disso a fim de ilustrar o que, antes de tudo, Renato Manfredini Júnior (nome real de Renato Russo) era: um grande ator. Valendo-se desse talento, Russo tinha uma capacidade assustadora de hipnotizar a plateia, de modo que shows do Legião Urbana eram acontecimentos. No dia vinte e nove de agosto de 1992, em Uberlândia, conferi, no UTC, uma das apresentações da banda.

Na segunda canção do espetáculo — “Metal contra as nuvens” —, Russo simula masturbação e, logo após, passa a mão na própria boca. Cantou deitado uma das músicas, executou sua dança — herdeira de Jim Morrison, de Ian Curtis —, fez discursos (era do tipo que falava muito em shows e em entrevistas), esbravejou.

Devido à persona que Renato Russo foi, o Legião Urbana era, sobretudo, teatro. Russo era um personagem criado por Renato Manfredini Júnior. Tal personagem era herdeiro do Romantismo (escola artística do século XIX). Nesse sentido, criou um ícone que seguia a cartilha romântica: o jovem talentoso e atormentado, que sofre e sente demais as agruras do vida; o “outsider” que não se encaixa no mundo tal qual ele é; o rebelde que, com seu talento e com sua tristeza, realiza seu trabalho artístico.

Esse personagem, invenção do Romantismo, seria reaproveitado pela cultura pop do século XX. Os beatniks, Jim Morrison ou Morrissey são ecos do que os românticos criaram. O rock, em especial, valer-se-ia do modo de vida celebrado em versos que seduziam a juventude intelectualizada do século XIX.

Não é novidade para ninguém que o Legião Urbana não deixou um grande legado musical. A contribuição da banda está, para muitos, nas letras; está muito mais numa atitude, numa postura, num posicionamento diante das mazelas do mundo, dos problemas e questionamentos dos jovens. Está numa rebeldia que não foi inventada pela banda, mas que tão bem cai para o espírito do rock.

Quando afirmo que Renato Russo era um personagem, não faço isso em sentido pejorativo nem sugiro que havia fingimento nas crenças que Russo expressava em entrevistas, em palcos ou em canções. É minha intenção ressaltar a verve teatral e lírica que Manfredini tão bem usou enquanto foi o vocalista do Legião Urbana. 

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

QUE CANÇÃO É ESTA?

Alguém aí sabe o nome da canção incidental que o Renato Russo canta a partir dos cinco minutos e quarenta segundos?... A mesma canção, não estando eu enganado, vai até aos seis minutos e trinta e dois segundos...

À parte isso, há citações de Madonna, Prince, Janis Joplin, Led Zeppelin. Este show, que ocorreu no Rio de Janeiro, acabou sendo um tributo ao Cazuza, que morreu na data de realização do espetáculo, no dia sete de julho de 1990.

domingo, 24 de agosto de 2014

"O NOME MAIS BONITO"

Tendo acordado há pouco, liguei o rádio. As primeiras palavras que escutei foram no exato momento em que o Renato Russo canta “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, na parte final de “Pais e filhos”. É um ótimo preceito para se começar um dia. Que tenhamos um belo domingo azul. 

quinta-feira, 27 de março de 2014

VINTE E SETE DE MARÇO


Se vivo estivesse, o senhor Renato Manfredini Júnior, o Renato Russo, completaria hoje cinquenta e quatro anos. É por isso que posto uma canção do Legião Urbana. Era uma das preferidas do Renato, conforme o que ele dizia nos shows.

No dia vinte e nove de agosto de 1992 conferi um show da banda em Uberlândia, no UTC. Tendo chegado cedo à cidade, fui para um dos hotéis em que os legionários poderiam estar. Chegando lá, fiquei sabendo que estariam em outro hotel, que fica perto. Fui para lá e fiquei aguardando. Quando a banda chegou, tive a oportunidade de pegar o autógrafo do Renato Russo.

Ele era baixo, muito magro. Foi muito atencioso conosco, os que ficamos o aguardando na porta do hotel. Perguntei para ele se ele se lembrava de ter tocado em Patos de Minas. Ele me olhou com cara de espanto e me perguntou se eu estava no show; eu disse que não estava, e completei dizendo que eu tinha onze anos na época. Ele então brincou: “Poxa, estou ficando velho”. Infelizmente, não ficou. 

domingo, 12 de maio de 2013

"SOMOS TÃO JOVENS"

“Somos tão jovens” (Brasil, 2013) é uma obra de ficção inspirada na juventude de Renato Manfredini Júnior, o Renato Russo. O diretor é Antonio Carlos da Fontoura. Thiago Mendonça, que interpretou o Luciano, da dupla Zezé di Camargo e Luciano, no filme “Dois filhos de Francisco”, é Renato Russo em “Somos tão jovens”.

Devido a uma birra boba, raramente assisto a cinebiografias. Por causa dessa bobeira, entrei no cinema sem botar muita fé em “Somos tão jovens”. Contudo, logo na abertura, deixei-me levar pelo belo arranjo de “Tempo perdido”, canção de que extraíram o título do filme.

Antonio Carlos da Fontoura achou o tom ao contar, na visão dele, como o jovem Renato tornar-se-ia o Renato Russo: o filme está cheio de piscadelas para os fãs mais inveterados, sem ao mesmo tempo deixar de elucidar para os não iniciados a trajetória juvenil do vocalista do Legião Urbana.

O filme teve a colaboração de Carmem Manfredini, irmã do Renato (logo no começo, depois que ele cai da bicicleta, ela aparece rapidinho,  socorrendo--o). Ainda no começo, ele, de cama, vítima de epifisiólise, mergulha em leituras, discos e devaneios. Tais mergulhos mostrar-se-iam profícuos no futuro.

Algumas pessoas me disseram que não gostaram do modo como retrataram o primeiro show da Legião, que foi realizado aqui em Patos de Minas, no dia cinco de setembro de 1982. Philippe Seabra, ex-integrante da Plebe Rude, está na pele do prefeito local, que era Dácio Pereira da Fonseca.

As cenas desse primeiro show foram rodadas em Paulínia/SP. Os que não gostaram como Patos foi retratada alegam que a cidade teria sido mostrada de modo caipira e caricato. Contudo, suponho que era essa a impressão que a cidade deveria causar naquele tempo (e talvez ainda cause). As cenas, breves e de enquadramentos fechados, não me incomodaram.

No filme, em companhia do prefeito durante o show, há uma atriz que interpreta, suponho, a Rainha do Milho (concurso de beleza realizado anualmente no mês de aniversário de Patos de Minas) da época — Denise de Oliveira Braz. Contudo, mesmo isso não tendo importância, levando-se em conta que é uma história de ficção, ainda que inspirada num personagem real, preciso confirmar se o prefeito e a Rainha do Milho estiveram presentes no show.

Marcos Bernstein é o responsável pelo roteiro, que teve a consultoria de Carlos Marcelo, autor do livro “Renato Russo — o filho da Revolução”. “Somos tão jovens” tem pitadas de humor e acerta em não endeusar a figura de Renato Russo. Quanto ao contexto, é um barato ver retratados, de um lado, a efervescência dos jovens roqueiros burgueses de Brasília naquela época, e, de outro, o tédio de que padeciam, num país assolado pela ditadura militar. “Somos tão jovens” é verossímil e tem atuação primorosa de Thiago Mendonça.

sexta-feira, 22 de junho de 2012

WAGNER MOURA EM TRIBUTO À LEGIÃO URBANA

Quando fiquei sabendo que o ator  Wagner Moura  participaria  de um show--tributo ao Legião Urbana, ao lado de Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá, logo pensei que Moura fosse também um cantor de mão cheia, além do estupendo ator que é.

Ele não é um grande cantor. Nas mais de duas horas de show, o que se vê é um emocionado Wagner Moura se comportando e cantando como um fã – não como um profissional que domina as manhas do palco e do canto.

Frases como “essa é, talvez, a noite mais emocionante de toda a minha vida” ou “essa banda mudou a minha vida” evidenciam a intensidade da admiração que Moura tem pelo Legião. Também por ele não ser um bom cantor, a iniciativa foi taxada de caça-níqueis. Não fiquei com a impressão de que o ator estivesse naquele palco por dinheiro.

O show contou com a participação de Andy Gill, guitarrista da banda inglesa Gang of Four, de que Renato Russo era fã. Com Gill tocando guitarra no palco (e com Moura fora dele), Dado Villa-Lobos cantou “Damaged goods”, do repertório do Gang of Four; durante a canção, citaram “Love will tear us apart”, do Joy Division. No baixo, o também convidado Bi Ribeiro, dos Paralamas.

Se por um lado Wagner Moura não convence como  cantor,  por outro  tem--se o entusiasmo de um fã que estava num palco, ao lado de Bonfá e  Villa--Lobos, apresentando-se para milhares de pessoas, as quais cantavam em uníssono as canções que mudaram a vida de Moura.

quarta-feira, 9 de maio de 2012

WAGNER MOURA CANTA LEGIÃO URBANA

O ator Wagner Moura vai participar de um show cantando Legião Urbana, ao lado de Marcelo Bonfá e Dado Villa-Lobos. Segundo divulgado, vai haver uma única apresentação do espetáculo, no dia 29 de maio, em São Paulo.

A ligação de Moura com a música não é nova: com amigos de Salvador, há vinte anos ele tem a banda Sua Mãe. Sobre o show com o baterista e o guitarrista do Legião, o ator declarou, segundo a página da MTV: “Eu me sinto exatamente como um fã que foi pinçado no meio da plateia e convidado a estar ali no palco junto com meus grandes ídolos. A Legião Urbana é a maior banda brasileira de todos os tempos, uma banda que mudou minha vida, e eu me sinto muito privilegiado de ter sido convidado para fazer isso, eu não perco essa oportunidade por nada no mundo”.

Por fim, Wagner Moura confirma não ser intenção dele “encarnar” Renato Russo, mas, sim, prestar uma homenagem à banda de que é fã.

Para quem está a fim de conferir, mais informações podem ser obtidas aqui.

sexta-feira, 10 de junho de 2011

OUVIDO RUIM

Há sítios dedicados a divulgar canções cujas letras foram escutadas incorretamente. É o caso, por exemplo, do kissthisguy.com, que apresenta canções em inglês. O assunto é divertido.

Dos meus enganos, cito os seguintes:

O que eu cantava:

We’re never gonna survive
Oh yes, we’re a little crazy

A versão correta:

We’re never gonna survive
Unless we’re a little crazy

O nome da canção é “Crazy”, gravada primeiramente pelo Seal. Mesmo gostando da música, eu julgava o trecho incorretamente cantado por mim muito careta: em minha versão, ele estaria cantando nós nunca vamos sobreviver / Sim, somos um pouco loucos. Na verdade, diz a letra: “Nós nunca vamos sobreviver / A menos que sejamos um pouco loucos”.
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O que eu cantava:

Maxwell, jump

A versão correta:

Might as well jump

Em minha versão para Jump, do Van Halen, a letra diria Maxwell, pule. Já a expressão might as well é usada quando a pessoa faz alguma coisa por não haver outra melhor a ser feita. Se num restaurante trazem sua refeição e você percebe que não é o que você queria, você pode dizer algo como “estou atrasado; é melhor eu comer esta refeição mesmo”. Might as well seria algo como é melhor – desde que não haja outra alternativa mais indicada. Nesse sentido, a tradução de “might as well jump” seria algo como “é melhor pular” (subentende-se que não há coisa melhor a ser feita). A troca de “might as well jump” por Maxwell, jump é um tanto comum.
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O que eu cantava:

É você / Que é malpassado / E que não vê / Que o novo sempre vem

A versão correta:

É você / Que ama o passado / E que não vê / Que o novo sempre vem

A composição é do Belchior. Tanto na interpretação dele quanto na da Elis Regina, eu escutava... mal o que é cantado. Eu chegava a arriscar possíveis interpretações para a expressão ser malpassado, crente de que eu cantava corretamente a letra. Aliás, nessa canção, há outra parte em que aprontei bagunça:

O que eu cantava:

Tá em casa / Guardado por Deus / Contando fio dental

A versão correta:

Tá em casa / Guardado por Deus / Contando vil metal

Do mesmo modo que eu buscava uma interpretação para ser malpassado, eu fazia o mesmo com a expressão contar fio dental. Cheguei mesmo a cogitar que talvez as expressões fossem típicas da região em que Belchior nascera.
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O que eu cantava:

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, / De Van Gogh e dos Mutantes, / De Caetano e de Rambôôô

A versão correta:

Ela gostava do Bandeira e do Bauhaus, / De Van Gogh e dos Mutantes, / De Caetano e de Rimbaud

Quando “Eduardo e Monica” estourou nas rádios, eu era adolescente. Eu pensava que o Renato Russo pronunciava Rambo com “o” fechado por causa da melodia e por soar melhor estilisticamente, embora achasse estranha a preferência da Monica, toda descolada, pelo personagem interpretado pelo Stallone.
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Sinta-se à vontade para enviar a letra ou letras que você escutava incorretamente, apontando o erro e a versão correta.

domingo, 19 de dezembro de 2010

NASI EM PATOS DE MINAS

Ontem (18/12), conferi mais um show de Nasi aqui em Patos de Minas. Em maio do ano passado ele veio trazendo convidados – Marcelo Bonfá e George Israel. Ontem, ele se apresentou com sua banda.

O som estava meio embolado, de modo que em canções inéditas e desconhecidas não era possível escutar com precisão a letra. Mas quando se tratava de algum clássico do pop/rock nacional, esse contratempo sumia.

Além do mais, Nasi é roqueiro. Com isso, quero dizer que o show tem muita “pegada”, tanto de Nasi quanto do restante da banda. O rock é também energia e atitude, e isso não falta para Nasi e banda, que fizeram uma hora e meia de um show pleno de vigor e recheado de clássicos do rock brasileiro, além de composições próprias do ex-vocalista do Ira!.

Em maio do ano passado, escrevi que a plateia foi fria. No show de ontem, nem tanto, talvez pelo fato de que o espaço era menor, mais aconchegante. A impressão foi a de que havia mais fãs do Ira!, de Nasi e do rock nacional como um todo do que na apresentação do ano passado.

Uma banda competente, um artista que tem o rock na veia. No repertório, Legião, Cazuza, Raul Seixas, Ira!... e composições da carreira solo de Nasi, que tem um site. Para acessá-lo, clique aqui.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

LEILA PINHEIRO GRAVA CD COM REPERTÓRIO DO LEGIÃO URBANA

Recentemente, comentei neste blogue sobre o portal do Legião Urbana. Há pouco, terminei de escutar o CD Meu segredo mais sincero, da cantora Leila Pinheiro; o trabalho está sendo lançado pela gravadora Biscoito Fino. O CD é composto por releituras de canções do Legião Urbana. Em 1988, ela já havia regravado Tempo perdido.

A produção é caprichada, os arranjos são sofisticados. Leila Pinheiro, no jornal O Dia, relembra uma tarde em que recebeu a visita de Renato Russo: “Ele veio à minha casa e compusemos ‘Hoje’, nossa única parceria, que também gravei nesse CD. Pena que foi só uma, porque sei que teria muito mais por vir”.

O título do CD é uma alusão a um dos versos de Daniel na cova dos leões, faixa do segundo CD do Legião. As seguintes canções compõem o trabalho de Leila Pinheiro: Ainda é cedo, “Índios”, Quando você voltar, O teatro dos vampiros, Angra dos Reis, Daniel na cova dos leões, Hoje, Pais e filhos, Tempo perdido, Há tempos, Metal contra as nuvens, Eu sei, Andrea Doria, La solitudine (não faz parte do repertório do Legião, mas de um dos CDs solos de Russo) e Perfeição (essa é uma vinheta de 36 segundos em que Leila Pinheiro, sem a inserção de acompanhamento musical, canta um trechinho de Perfeição).

Para conferir o site do trabalho, clique aqui.

domingo, 11 de julho de 2010

PORTAL DO LEGIÃO URBANA

Se você curte Legião Urbana, não deixe de conferir o portal da banda: http://www.legiaourbana.com.br.

Na página, vídeos, áudios, fotos, história da banda, curiosidades. E caso o fã tenha material sobre o Legião, há a possibilidade de esse material ser enviado para o site.

quarta-feira, 24 de junho de 2009

LEGIÃO URBANA EM LAGOA FORMOSA

Em minha postagem sobre o livro “Renato Russo – o filho da revolução”, mencionei duas fotos tiradas num lugar chamado Lagoa Formosa. Eu soube, pela leitura, que não era a cidade aqui perto de Patos de Minas, mas em contrapartida não sabia onde precisamente fica a Lagoa Formosa mencionada no livro.

Entrei então em contato com Carlos Marcelo, o autor da obra; ele gentilmente me respondeu: “Sobre Lagoa Formosa, na verdade não se trata da cidade mineira, mas de uma área de lazer próxima à lagoa que batizou a cidade goiana de Formosa e, pelo fato de ser próxima ao Distrito Federal, logo se tornou uma opção de passeio para os moradores da capital”. Em sua resposta, Carlos Marcelo enviou também um link com informações sobre o lugar – caso queira, confira aqui.

Meu obrigado ao autor pela gentileza e rapidez na resposta a meu e-mail.

domingo, 21 de junho de 2009

RENATO RUSSO - O FILHO DA REVOLUÇÃO

Terminei de ler hoje o excelente livro “Renato Russo – o filho da revolução” (Editora Agir), do jornalista Carlos Marcelo, nascido em 1970.

Certa vez, em entrevista, Renato Russo, nascido no dia 27 de março em 1960, disse que às vezes se sentia como uma espécie de irmão mais velho da juventude brasileira. Carlos Marcelo, nascido na Paraíba mas tendo feito carreira profissional em Brasília, é um desses “irmãos” mais jovens.

No fim do livro, o jornalista comenta que a ideia de escrever sobre Renato Russo já existia desde quando esteve no fatídico show realizado no estádio Mané Garrincha, em Brasília, no dia 18 de junho de 1988. A banda deixou o palco antes que o show completasse uma hora; houve quebradeira e gente ferida no estádio.

Um dos grandes méritos do livro é a contextualização histórico-política que o autor faz do Brasil nas décadas de 60 e 70. Enquanto a ditadura descia a lenha, jovens burgueses de famílias ricas iam construindo o rock feito na capital do País.

O show aqui em Patos de Minas, no dia 5 de setembro de 1982, por ter sido o primeiro da Legião Urbana, é mencionado no livro. Curiosamente, há duas fotos tiradas num lugar identificado como Lagoa Formosa. Segundo a publicação, uma das fotos é de 1983 (a outra parece ter sido tirada no mesmo dia – não há a data no livro; uma das fotos está na pág. 5; a outra, na 238).

Consultei no saite do IBGE. A única cidade com o nome de Lagoa Formosa é a que fica perto daqui, o que me leva a crer que Lagoa Formosa devia ser (ou ainda é) o nome de algum lugar em Brasília. (Caso alguém aí saiba, gentileza dizer.)

O livro de Carlos Marcelo é rico em material iconográfico. Há várias fotos de Renato Russo em diferentes fases da vida, bem como fac-símiles dos cadernos do artista, que continham desde rascunhos de letras de música a projetos musicais. Numa das anotações, há a referência ao show aqui em Patos de Minas.

Também é curioso acompanhar os pareceres dos censores do regime militar quando impediam a veiculação de obras musicais, não somente do Legião Urbana. Apesar da tragédia que foi a ditadura, a empáfia e o discurso empoado dos censores soam hoje engraçados e ridículos – o livro tem fac--símiles de alguns pareceres e trechos de outros.

Percebe-se que o livro é fruto do trabalho de um jornalista que é também fã. Por outro lado, os defeitos de Renato Russo não deixam de ser mencionados. A biografia tem o mérito de esmiuçar o ser humano que havia por trás do publicamente atribulado roqueiro. 

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

PAI E FILHA

A baladinha “Changes”, do Black Sabbath, é muito conhecida. Foi também gravada por Kelly Osbourne, filha do Ozzy Osbourne (que foi vocalista do Black Sabbath). Dessa gravação, o paizão dela participa.

A
letra original foi levemente modificada, de modo que o tom amoroso e triste deu lugar a um “diálogo” entre pai e filha, na regravação (conferir letra) de Kelly Osbourne.

Curiosamente, Kelly Osbourne também regravou "
Papa don't preach", sucesso da Madonna em que a filha adolescente tem de resolver pendenga com o pai: a garota engravidara.

Não sei como é o relacionamento entre Ozzy e Kelly Osbourne. Ainda assim, deve ter sido um baita orgulho para o Ozzy ter tido a oportunidade de cantar com a filha.


Em
tempo: o relacionamento às vezes conflituoso entre pais e filhos é bem marcado na música pop. Além das citadas acima, mais alguns exemplos:

● Pais e filhos – Legião Urbana
● Father and son – Cat Stevens
● Como nossos pais – Belchior
● The living years – Mike + The Mechanics
● Obrigado – O Gabba
● Ovelha negra – Rita Lee

Caso alguém aí saiba de outra(s), sinta-se totalmente à vontade para dizer.
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P.S.: graças à gentileza de Gabriela Maria, insiro mais canções cuja temática é o relacionamento entre pais e filhos:

● Perfect - Alanis Morissette
● Winter - Tori Amos
● Pose - Engenheiros do Hawaii
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P.S. 2: graças ao Ismael, mais canções para a lista:

● Mother - John Lennon
● Mother - Pink Floyd
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P.S. 3: pessoal, eu me lembrei de mais duas: a continuar assim, teremos rapidinho repertório para encher um CD:

● Forever young - Rod Stewart
● My baby - The Pretenders
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P. S. 4: Mais uma, também sugerida pela Gabriela Maria:

● Amanhã é 23 - Kid Abelha

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

APONTAMENTO 15

Renato Russo no palco: um ator que cantava.

SEM PALAVRAS

Mais cedo (9/7/2008), num dos bares da cidade, conferi show com o grupo Mistura Fina, que executa música instrumental. Os integrantes são Ivanir Rosa (baixo), Castor (bateria) e César Braga (piano digital). No repertório, clássicos do jazz, do samba e da MPB em geral. De Creedence Clearwater Revival, passando por Tom Jobim e Jorge Benjor, o repertório é executado com técnica e curtição pelos três experientes músicos.

Em conversa que mantive com eles depois da apresentação, disseram que têm a intenção de continuar com os shows. Além de realizarem o trabalho com música instrumental, é plano deles se juntarem a cantores e apresentarem mais uma faceta de seu trabalho. Já há apresentações agendadas com o cantor e músico Wilmar Carvalho. Nos dois primeiros shows por vir, vão apresentar músicas de Djavan (com Wilmar Carvalho, já se apresentaram no Teatro Municipal Leão de Formosa, em shows com clássicos de Caetano Veloso). Virão ainda apresentações com canções do Legião Urbana.

Os três são professores do Conservatório Municipal, onde se pode entrar em contato com eles.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

"URBANA LEGIO OMNIA VINCIT"

Hoje (10/6/2008), fiz algo que passei minha adolescência inteira fazendo: escutei Legião Urbana – o CD “Dois”.

A bem da verdade, a vontade era de escutar “‘Índios’”. Aproveitei e escutei o CD completo.

Sempre gostei de poesia e de rock; o Legião veio como que unindo as duas coisas. As letras do Renato Russo traduzem bem o universo juvenil. Para quem (meu caso) era adolescente na época, perfeito.

Renato sabia dessa sua habilidade em se comunicar com os jovens. Tinha ele as manhas do mercado fonográfico e sabia delas se valer. O Legião era para ser sucesso – e foi. Também senhor do palco, Russo provocava catarses durantes os shows.

Procurei por um autógrafo que peguei de Renato Russo, em Uberlândia, num dos shows que o Legião fez por lá. Procurei mas não achei. Caso o ache, escrevo sobre a história do autógrafo por aqui.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

"FAROESTE CABOCLO"

Ontem (10/5/2008), recebi a visita do amigo Rusimário Bernardes, que tem o dom da conversa. É sempre engraçado e expressa suas opiniões com calma e comedimento. Tem ainda a modéstia. Deixando de lado a arte da retórica, Rusimário também lida com internet – foi ele quem fez o site liviosoares.com.

Entre tantas coisas, acabamos falando sobre o caso da menina Isabella. Num certo momento, Rusimário disse que a história o fazia se lembrar de Renato Russo. A princípio, não compreendi o motivo. Percebendo minha cara de quem nada entendera, ele mencionou aquele trecho da letra em que os meios de comunicação fazem o maior “carnaval” com a história de João de Santo Cristo. Diz o trecho:

E o Santo Cristo não sabia o que fazer
Quando viu o repórter da televisão
Que deu notícia do duelo na TV
Dizendo a hora e o local e a razão

No sábado então, às duas horas, todo o povo
Sem demora foi lá só para assistir
Um homem que atirava pelas costas e acertou o Santo Cristo
Começou a sorrir.
Sentindo o sangue na garganta,
João olhou pras bandeirinhas e pro povo a aplaudir
E olhou pro sorveteiro e pras câmeras e
A gente da TV que filmava tudo ali

A mim, que acompanhei de perto a trajetória do Legião Urbana, a comparação não havia ocorrido. Por essas e por outras é que é sempre bom conversar com pessoas inteligentes.