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segunda-feira, 21 de novembro de 2016

Poema malcriado


Anteontem, tive a honra de ter mais um poema que escrevi musicado por um amigo. Dessa vez, pelo Hérico Noronha. Assim que leu o Poema Malcriado, que postei mais cedo no Facebook, o Hérico comentou que o texto havia ficado a cara do Arnaldo Antunes. Diante disso, em tom de brincadeira, sugeri a ele que musicasse o poema. O resultado está nesta postagem.

A rigor, o texto foi escrito em treze de dezembro de 2011, data em que o postei aqui. Tentando achar outra postagem também aqui, acabei me deparando com o poema. Foi então que me decidi por publicá-lo no Facebook.

Ao Hérico, muito obrigado por ter musicado as palavras e muito obrigado pelas conversas divertidas que tivemos via WhatsApp, enquanto decidíamos que rumos tomar quanto à letra e ao astral da melodia criada pelo Hérico. 

terça-feira, 26 de julho de 2016

A titânica "Todo mundo quer amor"

O Jesus não tem dentes no país dos banguelas, dos Titãs, é um discão. Uma das faixas geniais é “Todo mundo quer amor”. Os dois primeiros versos são líricos: “Todo mundo quer amor / Todo mundo quer amor de verdade”. Todavia, esse lirismo logo é quebrado assim que o Arnaldo Antunes começa a interpretar a letra, que não é cantada, mas, sim, declamada. E que interpretação! Além do mais, a quebra do lirismo, presente em toda a declamação, ocorre também quando há os palavrões, que, não bastassem reforçarem a universalidade da afirmação “todo mundo quer amor”, são antilíricos.

O uso do palavrão, por si, é fácil; todavia, é difícil usá-lo num contexto em que a impressão que se tem é a de que só um palavrão caberia. Alguém (não lembro quem) disse que o palavrão tem o lugar dele (assim como todas as demais palavras). Esse alguém disse que quando a gente bate o dedinho do pé numa quina, só um palavrão nos “salva”. (Essa coisa de haver a palavra certa me remeteu ao John Lennon: perguntaram para ele o motivo do desespero em “Help”. Ele respondeu dizendo que estava precisando de... socorro. Completando, alegou que quando a pessoa está se afogando, ela não diz algo do tipo “por favor, venha aqui me salvar, pois estou me afogando”.)

Em “Todo mundo quer amor”, não se fica com a sensação de que o uso dos palavrões é forçado. Ou com a sensação de que foram usados para irritar a sensibilidade de algum pudico. Combinam tanto com o que é a letra, que é difícil imaginar algo que daria certo no lugar deles. Isso, por si, já é muito, mas há mais: é uma faixa profundamente em sintonia com a poética e com o espírito dos Titãs. 

quinta-feira, 1 de abril de 2010

JULIETA VENEGAS


Graças a Shírley Aceval, a quem agradeço, pude assistir ao acústico da cantora mexicana Julieta Venegas. É mais uma produção da MTV.

A rigor, estou conhecendo o universo da cantora de trás para frente. Se ela gravou esse acústico, sintoma de que já tem uma carreira estabelecida e consagrada. Porém, mesmo sem conhecer mais do trabalho dela, escrevo algumas palavras sobre o acústico.

A produção tem os usuais esmero e cenário bonito. No palco, músicos competentes. Julieta, além de cantora, é compositora e instrumentista. Durante o show, toca piano, violão e acordeão (ou seria gaita ponto?).

Dois brasileiros participam do espetáculo: Jaques Morelenbaum, que é maestro e produtor musical, e Marisa Monte, que canta com Julieta a bela “Ilusión”. A composição é de Julieta Venegas; a parte em português é de Marisa Monte e Arnaldo Antunes.

Além da participação de Marisa Monte, vejo também como pontos altos do show as faixas “Mírame bien” e “Lento”. Esta tem uma terna, doce e feminina letra: “Si quieres un poco de mi / Me deberias esperar / Y caminar a paso lento / Muy lento // Se delicado y espera / Dame tiempo para darte / Todo lo que tengo”.

A faixa parece ter sido um sucesso por lá. Mal Julieta começa a cantar, enquanto toca piano, o público começa a cantar junto, num bonito momento. Fiquei com a sensação de que a cantora se emocionou mesmo. Logo nas primeiras palavras, assim que percebe a partição da plateia, Julieta faz uma mínima pausa, deixando transparecer o que me pareceu uma emoção que havia aflorado.

Nos extras, imagens da feitura e dos ensaios, comentados por Julieta, enquanto ela caminha no que deve ser um parque ou uma praça. De pouco adiantou eu assistir a esse material, pois meu incipiente espanhol fez com que eu quase nada entendesse dos comentários dela.

Posso estar escrevendo pelos cotovelos, mas me pareceu haver nela um quê de timidez, o que não compromete de modo algum sua atuação. É uma timidez, seja ela premeditada ou não, que acaba conferindo certo charme e delicadeza à presença de Julieta Venegas.

domingo, 19 de julho de 2009

DIA DE BONGÔ (2)

Ontem, tive novamente o privilégio de acompanhar Pablo Marques e Marina Morais em mais um show num dos bares da cidade. Agradeço aos dois pela oportunidade.

Abaixo, trecho da apresentação. A canção é “Não vá embora”, sucesso da Marisa Monte. A composição é dela e de Arnaldo Antunes. Também abaixo a letra da canção.



E no meio de tanta gente eu encontrei você
Entre tanta gente chata sem nenhuma graça, você veio
E eu que pensava que não ia me apaixonar
Nunca mais na vida

Eu podia ficar feio só perdido
Mas com você eu fico muito mais bonito
Mais esperto
E podia estar tudo agora dando errado pra mim
Mas com você dá certo

Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais

Eu podia estar sofrendo caído por aí
Mas com você eu fico muito mais feliz
Mais desperto
Eu podia estar agora sem você
Mas eu não quero, não quero

Por isso não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais
Por isso não vá, não vá embora
Por isso não me deixe nunca nunca mais