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segunda-feira, 15 de maio de 2017

Irmandade

Estou relendo “A montanha mágica”, do Thomas Mann, e “A insustentável leveza do ser”, do Milan Kundera. Enquanto eu percorria Kundera, ocorreu-me pensar em Mann. Segundos depois, passo os olhos no seguinte trecho de “A insustentável leveza do ser”, na tradução de Teresa Bulhões Carvalho da Fonseca: “De fato, contra o mundo de grosseria que a cercava, tinha uma só arma: os livros que tomava emprestados na biblioteca municipal; sobretudo os romances: lia-os em quantidade, de Fielding a Thomas Mann”. 

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

(DES)APONTAMENTO 42

Amigo comenta que foi dispensado do serviço militar porque o peso dele não era o bastante para os requisitos do exército: na época, esse amigo pesava quarenta e cinco quilos. Foi a partir desse episódio que o Kundera chegaria ao título “A insustentável leveza do ser”. 

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

CARÁTER LITERÁRIO

1

Não queria uma poesia
que se volta para si.
Não me volto para
a metalinguagem,
queria abandoná-la.
Mas ela não me deixa.
Eu não queria,
mas sou metalingüístico.
Meus escritos
se voltam para si.
Minha existência
se volta para mim.

2

O buço dela me remete
a um buço descrito em Kundera.
A vida me remete à literatura
ou a literatura me remete à vida?

Adquiri um jeito literário
de olhar, de falar, de pensar, de sentir.
Sou conseqüência literária.