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sábado, 14 de abril de 2018

"Radio Gaga"

Decidi hoje comprar um rádio. Eu nem sabia que ainda eram fabricados. São. Uma mercearia aqui perto de casa os vende. Perguntei para o casal que é dono do estabelecimento quem ainda compra rádio. Segundo eles, o pessoal que mora na roça.

Patos é uma roça um pouco maior (não sou pejorativo ao afirmar isso; sou daqui). Mas é claro que não foi por isso que comprei um rádio. Comprei para conviver outra vez com um dispositivo que sempre tive por perto, por causa do meu pai, que sempre escutava rádio.

O modelo que comprei é simples, barato (custou só cento e quinze reais), pequeno (mede vinte e um e meio de largura e treze e meio de altura). Embora abra concessões modernosas (aceita pendrive, cartão SD e capta áudio de TVs), é no visual e nos atributos um aparelho de rádio à moda antiga. Sintoniza AMs (embora estejam migrando para a frequência modulada), FMs e ondas curtas.

À medida que o sintonizador é girado, pode-se escutar o chiado típico que há quando o aparelho tenta achar as emissoras. Tanto gostei de manejar o brinquedo que mesmo para sintonizar as rádios locais de maior potência não recolhi a antena. Estações se misturam, uma ou outra é escutada ao fundo, lá “longe”. O Queen está certo: “Radio, someone still loves you”. 

terça-feira, 21 de julho de 2015

CONTA-GOTAS

No primeiro dia do mês passado, comecei, pela Clube FM, a apresentar o programa Conta-Gotas. Desde então, tenho tido a oportunidade não só de matar a saudade do tempo em que eu fazia rádio: tenho falado de livros, filmes, poesia, futebol, política... Há ironias, textos de minha autoria, textos alheios, coisas velhas e coisas antigas... A atração é gravada aqui em casa. Envio a locução, sem trilha e sem mixagem; o Wallisson Silva, que trabalha para o Sistema Clube de Rádio, insere, trilhas e vinhetas, editando o programa, que dura no máximo dez minutos. Conto com sua audiência. 

sexta-feira, 17 de abril de 2015

EM PÂNICO

Que tecnicamente o Emílio Surita é um baita locutor, até as tarântulas sabem. Acompanhei a carreira dele até à primeira metade da década de noventa. Depois disso, talvez por já estar ficando velho, fui perdendo o interesse em escutar a Jovem Pan FM, uma rádio voltada em essência para o público adolescente.

Ontem, após assistir a um vídeo, fiquei surpreso com a consciência político-social do Emílio Surita. Ao entrevistar a Rachel Sheherazade, que trabalha para a Jovem Pan e para o SBT, Surita revelou uma sensatez que eu desconhecia. Não que eu o julgasse destemperado: é que simplesmente eu não tinha conhecimento do que ele pensa sobre questões como, por exemplo, a redução da maioridade penal.

É sempre bom quando se tem a chance de saber o pensamento, concordando-se ou não com ele, de profissionais que estão em destaques nos grandes meios de comunicação. No caso do Emílio Surita, não deixa de surpreender a moral que ele tem, por ter dito o que disse numa rádio cujas pautas estão em sintonia com as demandas da atual direita no Brasil.


Não raro, mandachuvas são boçais; chega a ser um mérito para o Tutinha, dono da emissora, permitir na rádio dele, num dos programas de maior audiência do rádio brasileiro, um locutor transmitir ideias que não são as do veículo em que ele trabalha. Digo isso partindo do princípio de que ou o Emílio Surita tem carta branca para dizer o que pensa ou não sofrerá retaliação pelo que disse. 

terça-feira, 24 de março de 2015

“RIPA NA CHULIPA, PIMBA NA GORDUCHINHA”

O estádio estava cheio. Entre a cabine de locução e a multidão não havia aqueles vidros que geralmente há nos grandes estádios. De repente, um pouco antes de o jogo começar, Osmar Santos entrou na cabine de transmissão. Como sempre, estava sorridente.

Mal entrou, Osmar Santos fez gesto que queria dizer não somente para eu continuar fazendo a locução, mas também para que eu caprichasse no trabalho. Logo anunciei a presença dele na cabine, que retribuiu com sorriso mais largo do que o que tinha quando entrara.

“Tiro-liro-lá, tiro-liro-li”... Foi quando pedi ao público que se manifestasse, dizendo aos torcedores que Osmar Santos estava na cabine e que queria escutar a voz do estádio. A multidão então começou a gritar “Osmar Santos, Osmar Santos”. Em uníssono, a plateia imensa ia aumentando a intensidade. Osmar Santos, emocionado, escutava.
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O texto acima é relato de sonho que tive na noite passada. Arrisco uma explicação para o que sonhei: toda segunda-feira, assisto ao Linha de Passe, pela ESPN. Ontem, depois de assistir ao programa, li um pouco. A seguir, dormi.

Penso que essa mistura de futebol e de literatura, dentre outras coisas de que nem faço ideia, é que tenha causado o sonho, que por sua vez causou o texto. Que fiquem, o texto e o sonho, como uma homenagem ao grande locutor Osmar Santos. 

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

A CLUBEM FM ME ATRAPALHA DORMIR

Sempre fui de estar acordado nas madrugadas. A vontade mesmo é a de trocar o dia pela noite. Numa vida ideal, deitar-me-ia lá pelas 6h ou 7h e dormiria até às 14h ou algo parecido. Não posso levar uma vida assim. Todavia, quando não tenho de acordar cedo, fico acordado até o amanhecer.

Há alguns meses, mesmo tendo de me levantar às 7h, eu ainda estava acordado às 2h. O rádio estava ligado. Eu já estava preocupado, sabendo que estaria um bagaço pela manhã, no momento de sair da cama. Minha recusa em dormir existia porque o rádio não parava de tocar músicas legais.

Foi então que me ocorreu escrever um texto sobre a Clube FM de Patos de Minas, a estação que geralmente escuto nas madrugadas. A rádio se dedica a executar pop/rock. Há horários dedicados ao que o mundo do entretenimento tem produzido atualmente; é o caso, por exemplo, das dez mais pedidas do dia ou do Freeway. Mas é louvável o tratamento que a emissora dá ao passado.

As madrugadas da Clube executam pérolas do pop/rock. A programação é de excelência. Chega a ser um alento, em meio a rádios tão comerciais e movidas a jabá, escutar uma emissora que não desconsidera o bonito e rico legado da música comercial. É incrível: a rádio “simplesmente” não toca música ruim de madrugada.

Poder-se-ia alegar que esse horário é pouco interessante, no sentido comercial, para as rádios. Por um lado, é verdade, mas, no caso da Clube FM, mesmo durante o dia, podemos escutar canções que quase nunca são escutadas por rádios privadas. (Enquanto digito, são 16h29 de hoje, dois de janeiro de 2015: estão executando Creedence Clearwater Revival! Agora estão tocando Counting Crows!)

Suspeito de que um dos responsáveis por essa programação de excelência, em especial durante a madrugada, seja o Adriano Sousa, locutor e redator da emissora. Fui colega de trabalho do Adriano na Clube. Quando se tem contato com ele, fácil perceber a familiaridade que ele tem com a cultura pop, não importa se filmes, quadrinhos, “video games” ou pop/rock. Naturalmente, para uma rádio com o perfil da Clube, ele tem muito a contribuir para a envolvente programação musical da emissora. 

domingo, 24 de agosto de 2014

"O NOME MAIS BONITO"

Tendo acordado há pouco, liguei o rádio. As primeiras palavras que escutei foram no exato momento em que o Renato Russo canta “é preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã”, na parte final de “Pais e filhos”. É um ótimo preceito para se começar um dia. Que tenhamos um belo domingo azul. 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

ENTREVISTA COM ADAMAR GOMES

Abaixo, entrevisto Adamar Gomes para o Canal 5, emissora de TV por assinatura que transmite pela NET. A entrevista foi ao ar na semana passada.

O entrevistado fala sobre os tempos em que foi baterista de uma banda, conta histórias sobre futebol e, claro, relata sua trajetória no rádio local, aqui em Patos de Minas. Adamar Gomes comenta também sobre seus planos.

terça-feira, 31 de julho de 2012

RETORNO AO RÁDIO

Pessoas, desde ontem, estou fazendo matérias para o Jornal da Manhã, veiculado pela Jovem Pan local, aqui em Patos de Minas. Hoje, pela primeira vez, fui ao ar pela emissora.

O programa pode ser conferido das 7h30 às 8h, de segunda a sexta-feira. Conto com sua audiência.

terça-feira, 22 de maio de 2012

APONTAMENTO 143

Hoje pela manhã, enquanto eu lecionava, li em um texto a palavra “view”. Prontamente, eu me lembrei da banda View from the Hill. De imediato, peguei uma caneta emprestada com um aluno e escrevi View from the Hill na apostila, para não me esquecer de procurar pela banda.

A rigor, conheço apenas duas canções do grupo – “I’m no rebel” e “No conversation”. Nem preciso dizer que já estão no tocador de MP3 e que já as escutei repetidas vezes, aqui em casa e no carro. (Enquanto digito estas palavras, escuto o refrão “I’m no rebel / I’m no rebel”...)

As canções são de um tempo em que existia o vinil. Executei fartamente ambas no tempo em que trabalhei em rádio. Como se tratava, no início de minha trajetória, do bolachão, alcunha pela qual o vinil tornara-se conhecido, era possível, por assim dizer, presenciar a canção acontecendo, à medida que o toca-discos ia fazendo o vinil girar. Música que se olhava, que se escutava, que se tocava.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

"C'MON, CRAZY PEOPLE!"

Hoje foi dia de me lembrar demais da Rádio Mundial, do Rio de Janeiro, que escutei assiduamente na década de 80.

A Mundial não existe mais – hoje, é a CBN (Central Brasileira de Notícias), que tem afiliadas espalhadas pelo Brasil.

Eu me lembrei da Mundial porque consegui uma canção que escutava demais pela emissora – “Duel”, do grupo Propaganda. Consegui a versão longa, com seus dois minutos e dois segundos de introdução.

No começo, apenas teclado e bateria; depois do primeiro minuto, entra o baixo e uma discreta intervenção de guitarra; teclado e bateria continuam.

Como era bom escutar a Mundial e os sucessos da época. A primeira vez em que escutei “Papa don’t preach”, da Madonna, foi pela Mundial. A primeira vez em que escutei “The finest”, com SOS Band, foi também pela Mundial.

Na época, eu tinha aula às 7h. Antes de ir, ficava escutando a Mundial. Depois, à noite, a partir das 20h, Mundial outra vez. Só desligava quando o sono batia.

Foi lá que trabalhou o lendário Big Boy, na década de 60. Como nasci em 1970, não tive o privilégio de escutar o Big Boy enquanto ele esteve na Mundial. Mas na adolescência, eu já tinha a voz dele gravada em fita cassete (você que é jovem, pergunte para seus avós o que é isso).

O Big Boy esteve aqui em Patos de Minas. Meu pai já havia comentado isso comigo. Assim que comecei a trabalhar em rádio, uma das primeiras coisas que procurei saber foi sobre a passagem do Big Boy por aqui. José Afonso e Edson Geraldo (que morreu em setembro do ano passado) tiveram contato com ele.

José Afonso conversou informalmente com o astro da Mundial; já Edson Geraldo o entrevistou para a Rádio Clube. No Youtube, há material sobre o Big boy (caso se interesse, procure por Big Boy e/ou Rádio Mundial).

Nada como uma tarde saudosista. O Guimarães Rosa escreveu que “toda saudade é uma espécie de velhice”. Mas até a velhice pode ser embalada por música.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

QUEM DIRIA...

Meados da década de 80. Quando o rádio começava a tocar “More than I can bear”, do Matt Bianco, eu dava um jeito de mudar a sintonia. Eu não gostava mesmo da canção. Agora, estou a escutando numa emissora do Rio de Janeiro. E quer saber? Um barato. Enquanto batuco palavras neste velho computador, estou até mexendo o corpo na (agora) gostosa levada da canção...

terça-feira, 9 de setembro de 2008

NAS ONDAS DO RÁDIO

Já escrevi neste blog sobre dois grandes radialistas – Henrique do Valle e Julinho Mazzei.

Cresci escutando rádio. Lembro-me de escutar demais a Rádio Clube AM, a Clube FM, a Princesa (Lagoa Formosa), a Itatiaia (Belo Horizonte) a Globo (tanto a do Rio de Janeiro quanto a de São Paulo)...

Cresci escutando essas e tantas outras emissoras por causa de meu pai, que ficava o tempo todo com o rádio ligado. Em minha adolescência, acompanhei também a Rádio Mundial, do Rio de Janeiro – hoje, a CBN (foi na Mundial em que trabalhou o locutor Big Boy, no fim da década de 60; caso queira escutar o genial locutor, vá até o YouTube). Também me lembro do tempo em que o Fausto Silva (o Faustão, do Domingão) apresentava o Balancê, na Excelsior. Das FMs de São Paulo, escutei muito a Transamérica, a Jovem Pan, a Nova e a Mix. Ainda as escuto, mas com menos freqüência.

No rádio local, sempre que posso, escuto o Adriano, que trabalha na
Clube FM. Ele tem dois horários na emissora: de 11h às 13h e de 20h às 23h. Adriano tem uma respeitável cultura pop, o que é ideal para o tipo de emissora em que trabalha. Devido a essa cultura pop, brinda os ouvintes com informações sobre os artistas que rolam na programação da rádio. Um tipo de locução inteligente e agradável.

JULINHO MAZZEI

Ontem (11/6/2008), escrevi sobre o locutor Henrique do Valle. Continuei “fuçando” e cheguei até outro ícone do FM no Brasil – Julinho Mazzei, que, a exemplo de Henrique do Valle, também mora nos EUA. Mazzei marcou época no rádio FM, tendo trabalhado nas grandes emissoras do país. Trabalhou também numa FM em Nova York.

Além de locutor, é produtor para rádio e televisão. Não bastassem essas múltiplas funções, é fotógrafo. Para conferir mais sobre o multifacetado artista, acesse o blog dele:
Julinho Mazzei.

POWER TRACKS IS ON THE AIR

Sempre gostei de sair pra rua no fim de semana. Contudo, na primeira metade da década de 90, quando era sábado à noite, eu não saía de casa sem antes escutar o Transamérica Power Tracks, apresentado por Henrique do Valle. Posteriormente, o programa seria transmitido pela Jovem Pan e finalmente pela Metropolitana. A seguir, do Valle voltaria para os Estados Unidos, onde mora.

O locutor tem uma trajetória curiosa: foi atleta – praticava saltos ornamentais. Deixou as piscinas e se tornou um respeitado e prestigiado locutor.

Ele continua envolvido com o Power Tracks, que pode ser escutado pela Band FM, aos sábados e domingos, às 19h. Se você não tem parabólica para sintonizar a emissora, pode também acompanhar pela internet no link
Power Tracks (agora mesmo (11/6/2008, 15h35) estou escutando o programa que foi ao ar no sábado). De quebra, a atração pode ser baixada para seu iPod ou iPhone.

Para você que não conhece o programa, Henrique do Valle apresenta, além dos lançamentos da música pop internacional, notícias e fofocas do meio artístico. Pra quem curte programação jovem ou uma bela locução, Power Tracks é a pedida.