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terça-feira, 15 de dezembro de 2015

‪#‎OCUPACBF‬ É HOJE À TARDE

O Bom Senso F.C. se compõe de jogadores e ex-jogadores de futebol. O grupo tem a intenção de propor caminhos modernos para o esporte. É claro que a Confederação Brasileira do Futebol (CBF) não o apoia. Para hoje, às 15h, está programado o #OcupaCBF, ato público que ocorrerá no Rio de Janeiro, diante da sede da entidade. Grandes nomes do esporte brasileiro estão apoiando o #OcupaCBF. Zico é um deles.

O próprio Bom Senso F.C. não descarta a possibilidade de ter um candidato à presidência da CBF, que mantém, há décadas, um modo de trabalho corrupto e antiquado. Como o modus operandi da CBF tem tentáculos nas federações e apoios dos cartolas do futebol, parece-me pouco provável que um candidato do Bom Senso vença as eleições; isso, obviamente, não é razão para que esse candidato não seja apresentado.

O Bom Senso F.C. é um alento, bem como é um alento o #OcupaCBF, que contará com a (já anunciada) cobertura da ESPN Brasil. Caso você se interesse por futebol, acompanhe a cobertura pelo canal, pois o SporTV pertence às organizações Globo, e a família Marinho é notória por não praticar jornalismo, mas interesses próprios e entretenimento imbecil e alienante travestido de trabalho jornalístico.

Gosto de futebol. Devaneio com o dia (que não virá) em que o torcedor compreendesse que é preciso tirar os calhordas da CBF do poder. Enquanto isso, que haja movimentos como o #OcupaCBF, que haja a cobrança e os protestos sugeridos pelo Bom Senso F.C. Em minha cabeça, não deixo de conceber um dia em que o torcedor boicote os estádios. Mesmo ciente de que isso não virá, fica o marcador: ‪#‎Desocupaoestádio‬. 

quarta-feira, 16 de julho de 2014

FORA DE CAMPO

Em maio deste ano, a presidente Dilma Rousseff convidou jornalistas esportivos para um jantar. Eram eles: Juca Kfouri, Paulo Calçade, Renato Maurício Prado, Mauro Beting, Milton Leite, Tino Marcos, Paulo Sant'Anna, Téo José, Renata Fan e Paulo Vinícius Coelho. Segundo o que Coelho, o PVC, escreveu, Dilma queria escutar os jornalistas.

Posteriormente, a presidente também se reuniu com integrantes do Bom Senso F.C., grupo de jogadores que apresentam propostas de mudanças no modo como o futebol brasileiro é gerenciado pelos cartolas. Depois do fiasco do Brasil na Copa, nova reunião da presidente com o pessoal do Bom Senso deve ocorrer.

Sobre o jantar realizado em maio, PVC escreveu que houve um momento em que o jornalista Juca Kfouri perguntou para a presidente como seria sentar-se, na abertura da Copa, ao lado de José Maria Marin, o presidente da CBF. Marin, em discurso de 1975, elogiou o delegado Sérgio Paranhos Fleury, torturador de Dilma durante o regime militar.

Segundo PVC, a resposta da presidente para a pergunta de Kfouri foi esta: “‘Nós ganhamos! Eu posso contar a todos os meus familiares o que fiz e eles não podem. A verdade é que nós ganhamos!’”.

Aécio Neves, por sua vez, dá-se bem com o pessoal da CBF. O candidato a presidente do Brasil homenageou o manda-chuva da Confederação Brasileira de Futebol, segundo o que foi divulgado pelo blogue de Juca Kfouri no dia onze de julho. Ainda de acordo com o blogueiro, Aécio disse que o Brasil não precisa de uma “‘Futebras’” (não precisa mesmo). Mas não é essa a proposta do Bom Senso F.C.

Com Aécio homenageando um sujeito como o Marin e sendo amigo de baladas de Ricardo Teixeira, não precisa ser gênio para saber que o tucano, se eleito, não está disposto em ser interlocutor de um diálogo que proponha mudança na pasmaceira e no amadorismo do futebol brasileiro. 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

BOM SENSO EM CAMPO

Já escrevi anteriormente sobre um sonho que tenho: o dia em que os torcedores, cansados de todos os desmandos da Globo, da CBF e da Fifa, decidam não ir ao estádio. Imagine um clássico decisivo entre, por exemplo, Flamengo e Corinthians em que os torcedores não compareçam. Ou então deixem de ir a uma partida importante da seleção brasileira.

Sei que isso é utópico, mas na rodada de ontem do Campeonato Brasileiro houve algo emocionante: na partida entre São Paulo e Flamengo, no Novelli Júnior, os jogadores de ambos os times entraram em campo com uma faixa em que se lia: “Amigos da CBF: e o bom senso?”

Havia sido combinado que após dado o apito para o início da partida, os jogadores ficariam de braços cruzados por um minuto. Foi quando o árbitro Alício Pena Júnior ameaçou dar cartão amarelo para os vinte e dois atletas. No centro de campo, os jogadores argumentaram com o árbitro, sem sucesso.

Numa sacada brilhante, decidiram então que, após o apito, eles ficariam, por um minuto, “apenas” tocando a bola de um campo para outro — o que foi feito. Afinal, nesse caso, não haveria como o árbitro punir os jogadores, pois a bola estava sendo tocada, e o atleta tem a prerrogativa de tocar a bola como queira.

A cena é emblemática, bonita, inspiradora. Na Globo e no Sportv, os locutores explicaram o que é o movimento Bom Senso F.C., empreendido por alguns jogadores da primeira divisão do futebol nacional. Dentre outras reivindicações, pedem reformulação do calendário do futebol brasileiro, comandado pela Globo.

Outra bonita reação foi a do pessoal da ESPN. A emissora, sem meias-palavras, apoia o movimento. Ontem, no Bate Bola, Rodrigo Rodrigues, Gustavo Hofman, Alexandre Oliveira e Paulo Calçade cruzaram os braços depois de terminado o programa. Mais tarde, no Sportscenter, em texto narrado por Paulo Soares, a emissora dizia apoiar o movimento. O próprio Paulo Soares cruzara os braços na bancada do programa.

Depois de terminada a partida contra o Flamengo, Rogério Ceni criticou a Rede Globo. De modo fleumático, as críticas de Ceni foram rebatidas por Marcelo Campos Pinto, diretor da Globo Esportes. A emissora já havia também sido publicamente criticada pelo craque Alex, do Coritiba (“link” aqui:).

É alentador presenciar gente como Ceni e Alex criticando o esquema Globo/CBF. O calendário do futebol brasileiro é infame; além disso, partidas às 22h são um desrespeito aos torcedores, que se tornam reféns dos ditames da CBF e da Globo. Daí o meu sonho, o de os torcedores se cansarem de toda essa patuscada e se recusarem a ir aos estádios.

A nota triste da madrugada ficou por conta da imbecilidade de alguns torcedores do Cruzeiro, que saquearam lojas, incendiaram motos e depredaram loja do Atlético em Belo Horizonte. Foi a “comemoração” deles. Ridículo. Também por causa de gente assim o futebol não melhora.