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domingo, 8 de dezembro de 2013

FORA DE CAMPO, FUTEBOLZINHO

Os estádios para a Copa do Mundo em 2014 estão custando mais do que o programado; eu e você estamos pagando a conta. No Itaquerão, no dia 27 de novembro, Fabio Luiz Pereira, 42 anos, e Ronaldo Oliveira Santos, 44 anos, morreram, depois de um acidente em que uma peça se soltou de um guindaste.

Eu já disse anteriormente que sou contra a realização da Copa do Mundo aqui. Quanto mais a data do início do torneio se aproxima, mais contra vou me tornando. No fim das contas, sei que a Copa será realizada. Isso, contudo, não anula a questão de que não estamos prontos para grandes eventos, pois não sabemos lidar nem com nossos pequenos problemas.

Hoje, em Joinville/SC, houve briga entre os torcedores do Atlético e do Vasco, quando o time carioca já estava sendo derrotado pelo Atlético/PR por um a zero. Torcedores foram levados para um hospital da cidade (não correm risco de morte). Depois, integrantes da torcida do Atlético/PR brigaram entre si.

A briga em Joinville de um toque melancólico ao fim do torneio. Para o futebol carioca, a temporada foi terrível: Fluminense e Vasco foram rebaixados. Já o futebol mineiro teve seu melhor ano na história, com o Atlético campeão da Libertadores e o Cruzeiro campeão brasileiro. 

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

OS AZARÕES

A noite de ontem foi de três azarões: do Flamengo, do Atlético/PR e da Ponte Preta. A classificação da Macaca, na partida dessa quarta, para a final da Sul-Americana não surpreendeu, pois ela havia vencido o São Paulo por 3 a 1 no Morumbi. O título do Flamengo também não surpreendeu, pois o Urubu podia até empatar por 0 a 0. Mesmo derrotado, o Furacão nem esperava chegar aonde já chegou, sendo que pode ainda conseguir vaga na Libertadores via Campeonato Brasileiro.

Os três times são azarões, pois não se apostava neles quando o ano começou. No Flamengo, depois que Mano Menezes pulou fora, as perspectivas ficaram ainda piores. Jayme de Almeida, funcionário do clube, assumiu e ajudou o rubro-negro carioca na conquista de ontem. Por um salário bem menor do que o do Mano, suponho.

Pelos padrões insanos do futebol, a Ponte Preta não é um time caro. Ainda levando-se em conta esses padrões, o Cruzeiro também não é. Pode ser que a Ponte não vença a Sul-Americana, mas o time nunca havia disputado um torneio internacional; no primeiro que disputa, vai à decisão. O Cruzeiro já é o campeão brasileiro.

É tentador dizer que exemplos como o da Ponte Preta e do Cruzeiro provam não ser preciso um elenco caríssimo para se ter êxito no futebol. É evidente que essas equipes estão provando ser possível ir longe sem orçamentos doidões. Todavia, não se pode afirmar que orçamentos comedidos sejam a causa do sucesso da Ponte Preta e do Cruzeiro. Ademais, no Campeonato Brasileiro, a Ponte está prestes a ser rebaixada.

Se por um lado, é coerente afirmar que, no futebol deste 2013, o segredo do êxito não esteve em orçamentos estratosféricos, por outro, não há como garantir que times caros não voltarão a ter êxito. A ideia de um time que tenha folha de pagamento sensata (sempre levando-se em conta os padrões do futebol) e que mordisque conquistas é bonita. Eu acharia muito bom se assim prosseguisse. Mas não se pode a partir daí afirmar que a causa do sucesso seja o orçamento menor em relação às equipes caras.