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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Nossa natureza

Está no site da CNN matéria sobre as mudanças climáticas pelas quais a Terra tem passado. Os cientistas são taxativos: temos doze anos para impedirmos o aumento da temperatura no planeta. Se esse aumento, em 2030, atingir um grau e meio Celsius em relação à temperatura dos níveis pré-industriais, haverá risco ainda maior de secas extremas, incêndios florestais, enchentes e falta de alimento para centenas de milhões de pessoas.

Sabemos que quase nada será feito para se evitar essas tragédias. Na esfera individual, um aqui ou outro ali fazem algo. O problema é que, tristemente, essas iniciativas individuais não inexpressivas diante da atuação dos poderosos (o que não quer dizer que tais iniciativas devam ser abandonadas). Só para ficar num exemplo do quanto o indivíduo é menor diante do todo: o desprezível Trump retirou os EUA do Acordo Climático de Paris, assinado em 2015.

No fim de semana, assisti a um documentário que deveria servir de contraponto a quem defende capitalismo a qualquer preço. Não se trata aqui de propor um sistema econômico alternativo, mas o que importa aqui é algo simples: empatia. Isso soa ingênuo, de tão simples que é. Todavia, houvesse real empatia ou real preocupação com o outro, a realidade mostrada no documentário, que se chama The True Cost, disponível na Netflix, não seria tão impiedosa.

O documentário é sobre o universo da moda. Calma: não é sobre aqueles desfiles de futilidade que exibem para nós quando o assunto é esse. The True Cost mostra a crueldade que as grandes marcas impõem sobre países como Índia e Bangladesh, territórios onde são feitas boa parte das roupas chiques consumidas mundo afora. Dirigido e roteirizado por Andrew Morgan, The True Cost é mais uma prova da desumanidade que há quando o capitalismo sem a menor preocupação com o outro é praticado. É graças à miséria de trabalhadores do mundo têxtil na Índia ou em Bangladesh que as grandes empresas de moda têm lucros exorbitantes.

Segundo a produção, a indústria da moda já é a segunda que mais polui o planeta (a que mais polui é a petrolífera). Matérias como a da CNN ou documentários como The True Cost deveriam ser o bastante para que revíssemos nosso comportamento. Isso até pode ocorrer num indivíduo ou noutro, mas as grandes corporações continuarão lucrando às custas da tragédia alheia, a maioria de nós vai continuar sem se preocupar com isso, pagando caro por coisas inúteis. Vai chegar o dia em que as manifestações da natureza serão trágicas para todos, e ela não faz distinção entre pobres e ricos. 

quinta-feira, 3 de novembro de 2016

Nos anais da Globo

A Globo, sempre conivente com ditadores, não nos esqueçamos, dá provas, mais uma vez, de ridícula sisudez. Desde que um internauta, que se nomeou — atente-se para o cacófato — Cuca Beludo teve seu nome pronunciado na Globo News, os comandantes do império deram a ordem de que o vídeo seja banido da internet.

A consequência foi a de que uma brincadeira (sem graça), a qual teria sido comentada por um dia, seja agora acessada, comentada e compartilhada, a despeito das tentativas da Globo de banir o vídeo da internet. A crise histérica da emissora fez com que a reação dela é que se tornasse a piada. Vindo da Globo, a atitude não surpreende. Só que em vez de conseguirem fazer com que o vídeo desapareça, fizeram com que mais e mais internautas o estejam compartilhando.

Enquanto apoia golpes, sejam militares, sejam não militares, a emissora da família Marinho, num episódio bobo e banal, exibe mais uma vez suas garras. Fossem espertos, poderiam ter se valido da estratégia da CNN: nos trinta e cinco anos do canal, postaram no site deles uma coletânea de situações engraçadas pelas quais passaram seus repórteres e apresentadores. O vídeo da CNN pode ser conferido aqui

quarta-feira, 27 de julho de 2016

Apontamento 344

Recentemente, quando houve a tentativa de golpe militar na Turquia, os estúdios da CNN no país foram invadidos pelos militares. Desde o 11 de setembro, deixei de ser o fã da CNN que eu era. À parte isso, se na Turquia invadiram a emissora, claro que era para que ela não divulgasse o golpe que então tentava se instalar. Por aqui, quando há golpe, parte da grande mídia não precisa ser invadida pelos golpistas. 

domingo, 1 de maio de 2016

Ô de casa

O cantor, instrumentista e compositor Prince, que morreu recentemente, foi criado como Adventista do Sétimo Dia; já adulto, tornar-se-ia Testemunha de Jeová. Por causa disso, executava o trabalho de bater de porta em porta e pregar para os moradores que dessem permissão para o ato. O nome completo dele era Prince Rogers Nelson.

Certo dia, em Minneapolis, enquanto Prince apresentava a Bíblia segundo a interpretação dos Testemunhas de Jeová, uma mulher comentou com ele: “Alguém já disse a você que você se parece muito com o Prince?” A resposta do artista teria sido lacônica: “Já disseram”, voltando logo a seguir a seu trabalho de apresentação das escrituras. Quando a mulher perguntou a Prince o nome dele, ele disse: “Rogers Nelson”.

(Extraí essa história da página da CNN.) 

domingo, 7 de junho de 2015

"GRAVIDADE"

Quando “Gravidade” (Gravity, 2013), do diretor Alfonso Cuarón, foi lançado, a CNN teve a ideia de perguntar para um astronauta (não me lembro do nome dele) sobre a verossimilhança da produção. De acordo com o astronauta, o filme, no aspecto científico, não se sustenta. Ressaltou, contudo, que a produção de Cuarón é excelente entretenimento. O roteiro foi escrito por ele (Alfonso Cuarón) e por Jonás Cuarón.

Com o atraso de sempre, somente ontem é que conferi o filme, que tem no elenco Sandra Bullock (no papel de Ryan Stone) e George Clooney (no papel de Matt Kowalski). Ryan e Matt passam aperto quando a nave em que estão é atingida por estilhaços de satélites.

A partir desse momento, começam os problemas deles. São tantos que a partir de certo trecho do filme o espectador já passa a se perguntar qual encrenca virá a seguir. O próximo percalço passa a ser aguardado — e ele invariavelmente surge.

Dito assim, pode-se ter a impressão de que o enredo seria mera sucessão de tribulações vividas no espaço por astronautas. Isso não ocorre graças ao elemento humano que o filme tem. Trata-se, em última instância, de um enredo sobre a luta pela vida. Se falta ao filme verossimilhança científica, ele tem o mérito de ter verossimilhança quanto ao caráter e à dimensão humana dos personagens, mesmo às vezes sendo estranho Ryan estar em missão tão arriscada sem saber os rudimentos de como operar as engenhocas com que tem de lidar.

Os roteiristas acertaram em salpicar o filme com pitadas de humor aqui e ali, o que impediu que o drama de Ryan e de Matt se tornasse melodramático e monótono. Um dado curioso é o de que embora o filme se passe na órbita da Terra, ele é minimalista, a despeito de o cenário ser a vastidão do espaço. Na versão do título em português, mantiveram o original, o que foi decisão acertada, já que em inglês a palavra “gravidade” também tem duplo sentido.

O tempo é relativo, tanto na física quanto em nós. Com tão poucos personagens num cenário, paradoxalmente, tão limitado, terminados os noventa minutos do filme, fica-se com a impressão de que menos minutos de passaram. Sintoma de que assisti-lo não é perder tempo. 

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

SOBRE ALMAS E VIAGENS

Em meados da década de 90, enquanto eu assistia à CNN, noticiaram a queda de um avião. O porta-voz, de cujo nome não me lembro, funcionário de uma companhia aérea, ao anunciar o número de mortos, disse : “Havia 215 almas naquele avião” (o dado que usei é ilustrativo; não me lembro do número real de mortos).

Há instantes, conferindo no UOL as fotos tiradas do espaço pelo astronauta canadense Chris Hadfield, ele escreveu como legenda para uma foto de Teresina vista do espaço: “Morada tropical para um milhão de nós no Rio Parnaíba”, postou o astronauta no Twitter. Em legenda de foto tirada sobre Recife, ele edificou construção similar: (...) “Cerca de 4 milhões de nós moram aqui” (...).

Tanto a construção do porta-voz da companhia aérea quanto as do astronauta são, sobretudo, poéticas. O porta-voz poderia ter dito algo como “215 pessoas morreram na queda do avião”. Contudo, o uso da palavra “almas” dá um tom grandioso ao enunciado, mesmo considerando-se que o que se conta é uma tragédia. Nem sei se existe alma; ainda assim, jamais me esqueci do anúncio do porta-voz.

Hadfield, ao escrever “morada tropical para um milhão de nós” ou “4 milhões de nós moram aqui”, veicula uma obviedade (quase nunca praticada) que é também bonita: somos uma só humanidade, não importa onde estejamos. O astronauta, por assim dizer, coloca-se no nível de nós, que estamos aqui embaixo; ou nos eleva para o nível dele...

Além do mais, observando a Terra do espaço, ele tem acesso a uma porção de... terra e mar que é inacessível para nós. Sugerir uma só humanidade, estilisticamente, está em sintonia com quem tem o privilégio de olhar para a casa que habita de um ponto de vista inatingível para a maioria: o olhar dele abarca mais do que teremos oportunidade de contemplar.

Fotografando a Terra ou fotografando uma lagarta, somos um só. As frases de Hadfield transmitem um senso de unidade e de pertencimento que é poético, que não é excludente, que propõe o gênero humano como sendo uno. Algo muito whitmaniano e, não só por isso, poético. 

quarta-feira, 26 de novembro de 2014

DEU NA CNN

Aqui no Brasil, é popular o coro de “o povo não é bobo; abaixo a Rede Globo”. Lá nos EUA, a população tem se revoltado contra a cobertura da CNN em Ferguson. Só que o “mantra” dos americanos para atacar a poderosa emissora não tem rimas a ofertar; a abordagem deles tem sido mais... direta ou menos eufemística: têm-se valido de um “singelo” “f*ck CNN”. 

segunda-feira, 21 de julho de 2014

ASSISTINDO DE CAMAROTE

Foi transmitido ao vivo pela CNN: do alto de uma colina, israelenses vibraram quando um míssil atingiu Gaza: na era do entretenimento, a guerra se tornou espetáculo a ser conferido ao vivo. Para conferir o vídeo, clique aqui.

A repórter, Diana Magnay, havia tuitado que os israelenses, além de vibrarem enquanto o míssil atingia Gaza, ameaçaram destruir o carro da emissora caso a repórter falasse algo indevido. A postagem foi deletada, embora já tivesse sido reproduzida via internet. 

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

"FOGO DO CÉU"

O rastro de fogo que é produzido quando um objeto entra na atmosfera terrestre atiça a imaginação de nós, terráqueos. E, dependo do caso, o temor. Eu, por exemplo, ainda moleque, fiquei morrendo de medo do Skylab, uma estação espacial americana que passou pela atmosfera e se desintegrou, embora estilhaços tenham atingido trechos do oeste da Austrália. Isso foi em 1979. Eu, menino bobo de oito anos, pensei que o mundo fosse acabar.

A queda de um meteoro aqui, por si, já deixaria a imaginação ligadona. Contudo, como se não bastasse, um deles rasga o céu da Rússia bem no dia em que passa perto (em termos espaciais) da Terra um outro corpo, conhecido como 2012 DA14. 

Segundo cientistas, o 2012 DA14 tem quarenta e cinco metros de comprimento. Caísse na Terra, causaria muito dano. Mas, ainda segundo cientistas, o mais perto que ele chega daqui é a distância de uns 27.000 quilômetros. Pode-se dizer (sempre em termos espaciais) que o asteroide passou rente à Terra. Ele tirou um fino (por aqui se diz “tirar uma fina”) do planeta em que vivemos.

O que caiu na Rússia não tem relação com o 2012 DA14. Contudo, reacendem velhas superstições, medos e “teorias”, mesmo sabendo-se que a Terra é atingida por corpos vindos do espaço há tempos. O episódio de hoje, na Rússia, trouxe à mente o de Tunguska, na Sibéria, em 1908. O asteroide entrou na atmosfera e explodiu. Árvores foram derrubadas numa área de 1.000 quilômetros quadrados.

Certa vez, a CNN exibiu “Fire from the sky” [Fogo do céu]. É justamente sobre a possibilidade forte de a Terra ser atingida por um asteroide. De acordo com o documentário, pequenos deles chegam perto do planeta diariamente. Contudo, por serem pequenos, muitas vezes são dizimados na atmosfera. Mas segundo a produção da CNN, se um deles, do tamanho de um campo de futebol, atingir a Terra, o efeito será devastador... 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

HAITI

Há pouco, conferi o vídeo abaixo pela página da CNN. As imagens são do resgate de um garoto que estava em meio aos escombros, sete dias depois da hecatombe no Haiti.

O vídeo é em inglês, mas a não-compreensão do idioma não impede  que se verifique a beleza do momento.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

HERE, THERE AND EVERYWHERE

Tenho acompanhado desde ontem, pela CNN, o trabalho de cobertura sobre a morte de Michael Jackson. Nas reportagens ao vivo que têm sido feitas nas grandes metrópoles do mundo, os supostos fãs, como era de se esperar, assim que vêem o repórter falando, ficam ao fundo pulando, fazendo gracinhas bobas, dando tchauzinho para a câmera... Panis et circenses.

quarta-feira, 22 de outubro de 2008

CINEMA BRASILEIRO NA CNN

A CNN Internacional, rede de televisão que transmite notícias para o mundo todo, tem um programa chamado “The Screening Room”. A idéia é mostrar o que cineastas de toda parte têm feito. O programa de hoje focalizou o cinema que tem retratado as favelas no Rio de Janeiro. A atração está disponível na página da CNN.

Não se trata de dor-de-cotovelo, mas literatura e cinema brasileiros têm feito da violência urbana a temática a ser tratada. Obviamente, não há como ignorá-la. Além do mais, se essa temática tem garantido audiência e vigor ao cinema nacional, é compreensível que cineastas, produtores e patrocinadores a busquem.

Além da temática da violência urbana ou dos bailes funk no Rio de Janeiro, eu gostaria de ver no circuito de cinemas comerciais mais aspectos dos outros Brasis. Somos mais, muito mais do que a violência no Rio ou os bailes funk (nada contra os bailes). A violência não está só no Rio. Está também nos rincões. Além do mais, há outras temáticas que poderiam ser tratadas de modo rentável. Parece-me excessiva a insistência em fazer de bailes funk ou da violência urbana o ganha-pão do cinema nacional. O Brasil não é somente isso. Que o sucesso do cinema feito por aqui não seja passageiro. É claro que desejo que ele continue tendo cada vez mais êxito, assim como desejo ir ao cinema ou ligar a televisão e assistir a mais facetas do Brasil.